12 – Passeando até à Escócia – ainda Londres, com uma espadela até Winsor

13 de Agosto de 2011 – continuação

E lá estava a ponte!

Fiquei meio palerma a olhar para ela! Ninguém me tinha avisado para o facto de ela ter aquela cor azul cueca!

Não sei porquê, mas eu sempre achara que os metais eram pintados em vermelho escuro! Também não sei onde fui buscar essa ideia!

Fiquei meio… desiludida (?), pensei que era maior, mais imponente, mais… acho que ela me pareceu uma imitação de si própria, ou uma imitação da ponte que eu desenhara na minha mente, não sei…

Estava aberta e tive de esperar um pouco no meio, enquanto apreciava a estrutura.

Ali ao lado fica a Torre de Londres, com uns leõezinhos tão giros, todos num material que parecia arame.

A fila para entrar era assustadora!

O que me preocupa na multidão não é o tempo que tenho de permanecer na fila… é mais visitar um espaço fantástico daqueles, com uma multidão histérica a pôr-se na frente de tudo para tirar fotos, a correr e a gritar porque só se divertem se o fizerem…

Andei ali a decidir “vou ou não vou”… a ponte é logo ao lado e fui tirando fotos…

Por trás da imponência dos muros do castelo o barulho das pessoas ouvia-se cá fora…

Decidi não ir… “eu venho cá a qualquer hora num voo barato e visito isto fora do tempo dos turistas enlouquecidos…”

Fiquei por ali a apreciar a animação histórica, para miúdos e graúdos, nos relvados do castelo

Enquanto comia num banco de jardim, acompanhada por uma multidão de pessoas que também comia, um franguinho delicioso (a única coisa que comi de jeito por lá: frango!) numa caixinha fast-food, em cima dos joelhos, acompanhado por um sprite que detesto, mas não há mais nada para beber naqueles sítios… ou isso ou coca cola que ainda gosto menos… cerveja? É difícil encontrar, e nestes botecos de pronto a comer, nunca!

Voltei a passar a ponte, só para a ver doutro ângulo e habituar-me à sua cor…

Continuei a achar que aquele azul lhe tirava a “raça” que ela tinha no meu imaginário…

Lá me embrenhei de novo no transito!

As motitas e as scooters usam uns pára-brisas bizarros na frente! Mais parecem suporte de leitura e são também! Vi muitas com aquele vidrinho cheio de mapas e papeis preso com molas! Acho que são os GPS’s mais comuns para moto por lá!

E fui ver gente famosa!

Sempre me disseram que o Museu Madame Tussaud era coisa a não perder em Inglaterra…

Quando estive em Amesterdão parava frequentemente a moto à porta do Museu de lá e não o quis ver, mas desta vez era Londres, era a não perder!

Acho que quem me foi dizendo que “era coisa a não perder” não considerou os gostos de cada um… Claro que me interessa a forma como aquilo se faz, o realismo das personagens… mas as salas pareciam, todas, secções da aldeia dos macacos! As pessoas estavam estéticas, agarravam os bonecos, mexiam-lhes nos cabelos, beijavam-nos, empurravam-se e empurravam-me!!

Lá consegui ver os reis, por uns segundos sem ninguém agarrado a eles!

Alguns artistas que não despertavam tanto o interesse dos visitantes histéricos, talvez porque não reconhecessem o Picasso e o Van Gogh, ou porque não são artistas de cinema bonitos!

Já os Beatles, tive de esperar que a maluqueira acalmasse um pouco para tirar uma foto tímida!

Não tenho paciência para aquilo! O melhor da visita e foi o que me fez não chorar o dinheiro do bilhete, foi a filme em 4 dimensões, com alguns super-herois, que foi verdadeiramente uma surpresa, com direito não só a imagem 3 D, como as sensações de vapores de agua e dedos que nos “espetavam” nas costas! Espectacular!

Fui para a National Galery ainda a flutuar naquelas sensações…

A Trafalgar Square está permanentemente cheia de gente e a escadaria da National Dalery um imenso sofá!

A entrada é livre mas não se podem tirar fotos lá dentro. Claro que “roubei” algumas!

Gostei de encontrar lá dentro obras que pertenceram à minha história como aluna!

Tinha dado uma infinidade de voltas à procura de um parque para motos e, qual não foi o meu espanto quando cheguei junto dela e tinha um “bilhetinho” colado ao vidro! Um “penalty”, dizia o papel, muito dobradinho dentro de um pacote autocolante de plástico!
“mas estes gajos estão a gozar comigo! Com todas estas motos aqui e a minha tem um bilhete?!”
Meti o “penalty” ao bolso e pus-me a andar dali, já tinha a minha parte de Londres…

De repente sentia-me tão revoltada com Londres!

Já nem eram horas de visitar nada (já passava das 5.30h) mas saí da cidade sem pensar para onde. Acabei por seguir as placas e ir para Winsor.

Pousei a moto onde me deu na telha, “afinal não adianta ter cuidado, eles multam quando lhes dá na gana!”

Claro que o castelo estava fechado, mas eu também não estava com pachorra para visitar castelos com o mau humor que me deu…

A redondeza valeu a viagem e eu deixei-me andar por ali a acalmar o ânimo!

Tomei um café de meio litro, que é aquilo a que chamam lá um café curto, numa esplanada muito “mimi”.

E falei com gente muito simpática que me ajudou a reconciliar um pouco a raiva para com as autoridades… “eles que lhe mandem a multa para casa” disse um senhor muito simpático quando lhe contei do “penalty”. Toda a gente se riu…

Desci até ao rio, que é o Tamisa, mas muito mais provinciano, e tinha também um… Winsor Eye (será?) pequenino!

Voltei para Londres sem vontade de ver mais nada.

Fim do 8º dia!

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6 thoughts on “12 – Passeando até à Escócia – ainda Londres, com uma espadela até Winsor

  1. Olá Gracinda, Quanto á foto da motita com uns papeis(tipo GPS) o que se passa é que esses Senhores estão a memorizar o mapa de estradas de Londres, para fazerem o exame de condução para Taxistas Oficiais ou seja aqueles pretos tradicionais.

    Abraço

    Ilídio Guedes

    • A sério? Nunca me passou tal pela cabeça! Pensei que fossem tipo estafetas e levassem o mapa na frente para se guarem no camino onde tinham de ir!

      Já aprendi mais qualquer coisa hoje!
      Obrigada pela informação!

    • Espero que estejas a gostar porque ainda faltam taaaantas para mostrar!
      A minha ideia era “catar” o mais possivel do que me aparecesse no caminho, por isso, fora os dias em que estive parada, quando a moto avariou, não parei de ver e fotografar “coisas” ! 😉
      Beijucas

  2. Já agora só para completar a informação, é que o exame final é de tal dificuldade que poucos são os que passam e tem de responder verbalmente a uma serie infinita de perguntas sobre o trajeto pretendido e sem falhar, chegam a andar nessas motitas 2 anos a decorar os trajetos.

    Continua a tua linda viagem

    Bjs

    Ilídio Guedes Aka Riderman

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