15 – Passeando até à Escócia – Passeando pela campanha inglesa até Bristol!

15 de Agosto de 2011

Tinha grandes planos para este dia mas o azar não quis que eu concretizasse o que planeara fazer!

Desde que comprara o meu Patrick que constatara que ela trazia o endereço da Garmin Europa gravado, isso despertou-me a curiosidade porque mesmo quando tentava apaga-lo ele aparecia de uma forma residual, se assim se pode dizer, mais tarde, a cada actualização!

Constatei também que a Garmin ficava no caminho que pretendia fazer! Então decidi lá passar.

Fica na zona industrial da cidade de Marchwood, que acabei por nem ver com as voltas que o GPS me fez dar!

Encontrei numa vitrina um troféu do Trans Portugal de 2011

O meu Patrick espantou olhos por lá, nunca tinham visto um GPS tão gasto! Mas como está fora da garantia o que me ofereciam era menos vantajoso que arranja-lo cá, por isso despedi-me e pus-me a andar. E foi então que a coisa começou a correr meio torto pela primeira vez!
Queria seguir para Exeter, a umas cento e poucas milhas dali, quando o GPS começou a recalcular… recalcular… recalcular…

O ecrã mantinha-se branco, apenas o velocímetro e o mp3 iam trabalhando. E eu ia seguindo sem ligar muito ao caminho, pois o GPS iria dizer-me a qualquer momento vire aqui ou vira ali!

Mas ele nunca o disse!

Parei, desliguei-o, abri-o, tirei a bateria… e nada! “queres ver que este estúpido avariou?” a minha preocupação não era o caminho, se há coisa que não perco de vista é o mapa do caminho! O meu problema eram as dormidas que ele tinha memorizado!

Ainda hesitei em voltar para trás, com tanto quilómetro percorrido nunca tal lhe acontecera, provavelmente iria começar a trabalhar a qualquer momento… mas acabei por voltar para trás. Tarefa complicada quando se fizeram uns 7 ou 8km sem olhar direito para o caminho! Mas pude comprovar que o meu sentido de orientação é bem mais infalível do que poderia imaginar! Fui lá ter direitinha!

Espanto geral! O dito tinha-se desconfigurado sem que ninguém conseguisse explicar como aquilo acontecera! Fizeram-lhe um reset, voltaram a configura-lo e lá voltamos à estrada, com um atraso monstruoso… percebi logo que não conseguiria ir até onde queria… a Cornualha iria ficar para trás…

Com um tempo daqueles fiquei triste… mas não valia a pena correr, por isso lá fui seguindo para Exeter, apreciando calmamente o céu magnifico e a paisagem.

Já que não dava para ir tão longe quanto eu queria fui seguindo por ruínhas e ruelas pois aí é que se encontra o país profundo!

Ao chegar a Exeter começou a chover! O tempo é tão incerto naquele país! Almocei junto à catedral que tinha uma torre em obras.

A catedral é espantosa, dedicada a São Pedro, mais uma catedral que tem o seu estilo inicial românico e o aspecto final gótico.

A chuva não afastou as pessoas das esplanadas, As pessoas apenas se juntavam mais e pronto!

E eu fiz o mesmo! Eu estava melhor que eles, até tinha o blusão vestido!

Havia inclusivamente casais de namorados sentados no relvado debaixo das árvores que se deixaram lá ficar!

A chuva aparece a todo o momento, mas eu não queria vestir o fato de chuva, por isso dei uma voltita a ver se passava.

Acabei por seguir para Brixham, uma cidadezinha costeira a que chamam de Riviera Inglesa, com céu cinzento, mas sem chuva!

Meti-me pelos quelhos mais a minha Magnifica. Os velhotes, surpreendidos perguntavam-me onde eu queria ir, “quero ver o que a vossa terra tem!” respondi eu, “ah, então vá por aí a cima que, não vai dar a lado nenhum, mas é bonito ver cá para baixo!” Tão queridos!

E eu lá fui subindo e tirando fotos

A catedral fica lá no “2º andar”, estava fechada.

Achei que a cidade fazia mais lembrar Cudilero, no norte de Espanha, onde estivera um mês antes, do que a Riviera!

Lá de cima realmente a paisagem era inspiradora!

Só faltava um céuzinho azul ali…

Do outro lado do porto a vista não era menos bonita!

Ali em cima voltaram a perguntar-me se eu viera de moto desde a Polónia… “não, mas vim de Portugal!”…

As ruínhas estreitas são, frequentemente de 2 sentidos, o que stressa qualquer português habituado a espaço ou sentido único! Enquanto as palavras pintadas no chão são legíveis a coisa vai!

O pior é quando a coisa aparece de pernas para o ar! Ficava a olhar, “a rua é tão estreita, será que vou ao contrário? Será que é só de um sentido?”

A primeira ver que vi “MO7S” escrito no chão, assim num repente, não entendi o que queria dizer! “MOTS” pensei eu, “será que se refere a motos? Mas não é assim que eles escrevem motos!”

Logo a seguir, um carro dirigiu-se a mim, bem de frente e tirou-me qualquer duvida “m**da que vou ao contrário!”

A partir daí quando via “SLOW” ao contrário punha-me a medir a largura da rua, a ver se era mesmo de 2 sentidos!

Então meti-me pelo Dartmoor National Park, “já que não vou até à pontinha da ilha, vou-lhe ver as entranhas!”

As quintas são lindas e estão por todo o lado

Uma coisa que me fascinou naquele país foram as igrejas e catedrais com os cemitérios em volta! Não acho minimamente tenebroso, acho simplesmente lindo, um ambiente calmo e cheio de serenidade!

As ruinhas continuava a ser de 2 sentidos… embora só coubéssemos eu e a minha Magnifica nelas!

Um pormenor muito curioso nos jardins das casas e nos campos de cultivo é que os muros, naquela zona, são feitos de terra relvada! Tanto os baixinhos e rapadinhos…

Como os altos e cheios de plantas!

É espantoso passear por ali!

E cheguei a Bristol, literalmente, pelo meio dos campos! Foi um caminho lindo de fazer, só tive pena de não ter tido mais tempo…

Fim do 10º dia de viagem…

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2 thoughts on “15 – Passeando até à Escócia – Passeando pela campanha inglesa até Bristol!

  1. Ninguém dá nada a ninguém e isso não é apenas cá!

    O que me ofereciam lá, dado que o ecrã do GPS está muito gasto do uso (eles nunca tinham visto um tão gasto) era a troca da caixa.
    Isso custar-me-ia 150£ o que daria uns 170 e tal €! Não haveria qualquer garantia acrescida pois uma caixa não é abrangida e se fosse, a garantia lá é de um ano.

    Ora cá a Garmin não compõe equipamento, por isso tem um programa de troca do equipamento, que fica por menos do que isso e dão-me um GPS novo e com nova garantia de 2 anos!

    A decisão foi facil!

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