20 – Passeando até à Escócia – De Leeds a caminho da Escócia!

18 de Agosto de 2011

“Quando planeei a viagem não pensei que, o dar tanta volta até chegar à Escócia, se iria traduzir em alguma ansiedade! Vejo tudo, maravilho-me com tudo, mas nunca mais lá chego! Há momentos em que penso que poderia ter feito “a coisa” mais directa cá acima e depois ir descendo pouco a pouco!

Por outro lado esta forma de subir o país foi cheia de belas surpresas e descobertas surpreendentes! Acho que visitar as Highlands será como o passo logicamente seguinte nesta exploração do país.

Acho que me apaixonei por este país, ou pelo que vi dele, como um dos países mais bonitos que visitei até hoje! Houvesse um pouco mais de azul e seria perfeito! Houvesse um pouco mais de facilidade em parar uma moto e seria o paraíso!”
Chegava finalmente a hora de partir para a Escócia… peguei no mapa e o caminho não era longo… nem directo!

A residência universitária de Leeds onde dormi era como um condomínio fechado muito interessante com recantos acolhedores. Naquele país os estudantes são bem tratados, não só nas universidades como nas residências!

Comecei então a subida final até Glasgow, onde iria dormir 2 noites, para poder percorrer e catar toda a zona, incluindo Edimburgo.

Mas nesta subida eu ainda iria dar umas voltas! Havia ali muita coisa que eu queria ver e segui para o “Distrito dos Lagos”: Cumbria – Lancashire e the South Lakes

Ali eu entendi porque o Distrito dos Lagos é considerado uma das regiões mais bonitas do Reino Unido. Lagos, montanhas, campos e vilas lindas aparecem por todo o percurso fazendo-me querer parar e ficar em todos os sítios! A região estende-se por 56 km.

e Windermere é o maior lago da Inglaterra.

Sentei-me ali e os patos e cisnes não pareciam nada stressados com a minha presença!

Aliás isso acontece com todos os bichos! Até os esquilos vêm comer à mão das pessoas. Deduz-se que são bem tratados, senão teriam medo das pessoas!

E os lagos sucediam-se, cheios de encanto, com os montes mesmo ali ao lado a tornar o caminho deslumbrante!

O sol ajuda tanto a tornar as paisagens encantadoras! Lembro-me de pensar que estava a atravessar o paraíso para chegar até à Escócia!

Parei várias vezes na berma da estrada, deslumbrada com a paisagem que me rodeava e imaginar como seria o Reino Unido se estivesse sempre assim, cheio de sol!

E cheguei a Castlerigg, um círculo de pedras pré-histórico que faz lembrar um mini Stonehenge!

O “monumento” pré-histórico fica no cimo de uma colina que, naquela dia estava curiosamente coberto por uma imensa nuvem negra, enquanto todo o resto do céu estava azul e solarengo, o que provocava uma atmosfera curiosa no local!

São 38 pedras num círculo de 30 metros de diâmetro.
Pensa-se que terá sido construído 3000 anos ac, no período neolítico.

As pessoas sentam-se por ali, a fazer pic-nics, a desenhar ou a conversar e eu fiz outro tanto!

Um senhor, de idade já avançada, veio meter conversa comigo. Perguntou-me de onde vinha e para onde ia,

“não quer trocar a sua moto pelo meu carro?” perguntou-me ele

“não poderia trocar, eu não sei conduzir carro!” respondi-lhe eu

“não faz mal, eu ensino-lhe e fico-lhe com a moto!” rimo-nos, ele não tinha já condições de conduzir, era uma rapariga nova que o conduzia a ela e à esposa

“como eu a invejo por andar a visitar o meu país de moto! Como eu gostava de poder fazer o mesmo!” suspirou ele.

Curiosamente ele sabia muito bem que moto era a minha, a que “estilo” pertencia (grande turismo). Sabia também quais ele não apreciava tanto (desportivas) e cumprimentou-me porque tinha uma das motos dos sonhos dele…

Este senhor devia ter por volta de 80 anos…

Parti dali com aquele encontro na memória. Sentia-me feliz por fazer o que mais gostava, para nunca me lamentar de não o ter feito. E cheguei a Barnard Castle

Market Place e o “Market Cross” ou “Butter Market”

Fui seguindo placas e encontrei o Raby Catle

Vi uma série de bichos aninhados debaixo de uma arvore “cabras!” pensei eu, mas então olhei melhor e reparei que tinham orelhas arrebitadas e grandes hastes em vez de cornos!

Eram corsas!! E eram tantas!!

Parei ali na berma da estrada a tirar fotos ao castelo, quando uma moto parou um pouco mais à frente “também querem tirar fotos” pensei. Qual não foi o meu espanto e mau-estar, quando o senhor vem até mil, descendo a rua, para me perguntar se estava tudo bem… Fiz o homem caminhar até mim quando eu estava apenas a fotografar… tão simpáticos os ingleses!

Depois veio Durham

(continua)

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