33 – Passeando até à Escócia – Na terra do monstrinho Nessie!

25 de Agosto de 2011 – continuação

Descobri que ali pertinho ficava uma destilaria desactivada que funcionava apenas como museu, a Dallas Dhu Distillery. Estava contemplada no meu passe Historic Scotland, o que queria dizer que não pagaria entrada.

Já visitara uma destilaria em pleno funcionamento em Stirling, agora podia visitar esta, como museu, e tirar fotos lá dentro e tudo!

A Dallas Dhu Distillery foi construída no final do sec XIX, na época do boom do whisky, e desactivada nos anos 80 do sec XX, quando passou a exposição.

Deixa ver se consigo explicar em meia dúzia de palavras o que aprendi sobre o processo de como se faz o whisky!

Depois da visita guiada em Stirling, esta segunda visita ajudou-me a entender melhor, pois nesta o audio-guia falava em inglês e na outra o outro senhor falava com sotaque gaélico! eheheh

O whisky é feito em 4 fases morosas:

1. Malting – quando se prepara a cevada para se transformar em malte

2. Mashing and fermentation – quando se transforma o amido em malte e a maltose no álcool do malt whisky, nestas “cubas” gigantescas.

3. Distillation – em varias destilações, nestes alambiques enormes de cobre, obtem-se o malt whisky com 65º (que moca!).

4. Maturation – o whisky é envelhecido em barris de carvalho durante 8 a 10 anos! Voilá!

Foi muito interessante visitar toda a destilaria por conta própria, enchi um bolso de malte que me acompanhou o resto a viagem até casa e tudo!

No fim da visita voltei a provar um delicioso whisky! Realmente lá ele tem um sabor único! Porque é de lá e porque é lá!

E lá fui eu toda alegre (alegre de contente, não de “bebida”!) para Inverness.

Pelo caminho fui visitar o Fort George, uma construção extraordinária em forma de estrela, que só é visível quando chegamos perto, dado que fica “enterrada” no solo!

Este forte é uma grande construção do sec XVIII e serviu para pacificar as Highlands em épocas menos pacíficas de rebeliões.

Quando lá cheguei o Fort estava quase a fechar, eram quase 5.00 h, por isso tinha pouco mais de 30 minutos para ver tudo o que pudesse!

E deu para ver bastante! Deu para ver, por exemplo que dali a paisagem sobre o braço de mar que entra em terra até Inverness é de uma beleza extraordinária!

Num pequeno relvado noutro nível da muralha via-se um cemitério tão bonito!

Todo o Fort apresenta um relvado lindíssimo, espesso e bem tratado, onde se pode caminhar ou sentar sem restrições!

Quando voltei à moto ela tinha feito uma amiga!

O sol quando aparece torna aquele pais um dos países mais belos que conheço…

E cheguei a Inverness!

Inverness é um daqueles nomes míticos para mim! Um nome que associo a lendas, historia e passado! Era uma das cidades que eu queria visitar desde sempre!

Os ingleses chamam-lhe “Mouth of the River Ness” (boca do rio Ness) na realidade o Loch Ness transforma-se em rio e atravessa a cidade até atingir o mar!

Lá em cima, na margem do rio, fica o castelo, recente, do sec XIX. Nem valia a pena tentar ir ver, estava fechado!

O rio Ness tem tanto de mítico como de lindo!

Fiquei tão maravilhada com a sua beleza que não me apeteceu andar tanto pelo centro da cidade e sim manter-me por ali!

Logo à frente começava o Loch Ness, um lago longo e estreito que contornei, calmamente, pressentindo o ambiente mítico que o rodeia!

Ali paira ainda a lenda do Monstro de Loch Ness, Nessie para os amigos, embora o governo escocês tenha declarado já que o bichinho não existe!

No entanto, dias antes de eu lá chegar, o noticiário da BBC comunicava que tinham sido registadas movimentações no interior das águas do lago…

Com águas tão calmas como estavam naqueles dias, a fazer efeito de espelho perfeito, não seria difícil registar qualquer movimentação debaixo das águas!

O Nessie é um brincalhão e o governo escocês devia ser mais inteligente e alimentar o bicho e o mito, pois o mundo inteiro passa por lá um dia por causa do monstrinho!

Eu iria dormir ali perto, em Great Glen, por isso tinha todo o tempo para explorar a zona e aproveitar o sol, lindo!

A felicidade é feita disto também! Passear pelo paraíso, sem nada para fazer para além disso!

Encontrei o memorial aos comandos. The Commando Memorial foi construído nos anos 50 do sec XX em homenagem a todos os comandos ingleses mortos na Segunda Grande Guerra

Fica ali, no meio de uma paisagem deslumbrante e tem sempre visitantes!

Ao lado fica The Garden of Remembrance, acrescentado posteriormente, um circulo onde as pessoas rendem homenagem aos seus entes queridos, mortos noutras guerras como nas Guerras das Malvinas, do Afeganistão ou do Iraque.

O sol começava a querer desaparecer no horizonte em tons e cores lindíssimas…

Fui para casa, que desta vez era nas highlands, pois a noite ía ser bastante fria!

Fim do 20º dia!

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