2009 – Passeando pela Europa

30 dias, 15.000km, 9 paises
Viagem a solo por Espanha, França, (Bélgica, Holanda, Alemanha, Suiça, Italia, Monaco e Andorra)

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No ultimo dia de Maio de 2009, quando já começara a fazer as marcações das dormidas para mais uma passeata pela Europa, um azar terrível atingiu a minha Magnífica… Quando ía encontrar-me com os amigos do Forum FZ em Ponte de Sôr, meti-me por um estradão de terra batida, que afinal era mesmo de areia solta e, antes que eu fizesse meia volta… caí!

Eu não tive nem um arranhão, mas a minha querida Motita sofreu bastante e gastei com ela todo o orçamento que planeara para a minha viagem…

Felizmente coincidências existem e, à ultima da hora, na hora certa, vendi uns quadros e consegui reunir o capital suficiente para viajar mesmo assim, embora com a confiança um pouco em baixo… e parti para uma viagem de prazer absoluto, onde nos recompusemos de todas as inseguranças de estrada, tanto eu como a minha Magnífica!

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Escrevia eu a 3 de Setembro de 2009:

3 dias depois de chegar vou tentar falar-vos um pouco desta experiência alucinante que foram 30 dias à solta pela Europa aqui da beirinha!

A minha história recente roubou-me parte da confiança, mas mesmo assim, nada me impedia de ir! Tinha marcado dormidas em Pousadas de Juventude e Hostels de juventude em todo o percurso que queria fazer e… fui!

A primeira paragem foi em Madrid, onde fiquei 2 noites. Foi uma estadia alucinante e um prenúncio do que poderiam ser os restantes dias! Fui recebida amigavelmente com atenções especiais por ter uma motita a cuidar lá fora. O hostal ficava no centro histórico de Madrid que se enchia de gente a noitinha e até as 4 ou 5h da manhã.

Daqui fui visitar não apenas a capital, como era de esperar, mas também Toledo e Segóvia, cidades fantásticas e caminhos dignos de percorrer, já que atravessei a Sierra de Guadarrama e atingi os 1900m de altitude!

—- Madrid —-

Estação de Caminhos de Ferro de La Tocha

Praça Mayor

Palácio Real

Fonte de Cibele

—- Toledo —-

A cidade que já foi capital atraía a minha atenção há algum tempo e não foi tempo perdido visita-la!

—- Segóvia —-

Depois vinha Segóvia na minha escala de curiosidade e, mais uma vez… terra linda!

Apesar da chuva que teimava em não querer ir embora, valeu a penar fazer alguns km a pé numa cidade feita de pequenos encantos!

(Atenção que o fato de chuva não fez parte da minha bagagem! Apenas o blusão era impermeável e mais nada! eheheh)

Havia intervenções artísticas pela cidade bem curiosas!

E o famoso Aqueduto romano o Ex-líbris da cidade!

Visto dos dois lados!

Só tem 730m de comprimento e 29 de altura! E tem 20 séculos de vida!

Ao 3º dia parti para San Sebastian e todo o caminho foi feito de interesse!

Terras no meio de lado nenhum lindas! Aqui parei em Lerma.


E cheguei a San Sebastian, a segunda etapa da minha viagem!
Adorei a cidade, sobretudo a cidade velha!

Esta era a paisagem do hotel!

A catedral

A praça mayor bem pitoresca!

Atenção aos taxis a pedais! Giros giros!

Tudo bem apertadinho e bem bonitinho!

Mas que desemboca num cais espaçoso!

Depois fui até Biarritz, que andava para visitar há tempos e só conseguia passar e seguir porque ia sempre com alguém e nunca se proporcionava!

Não me desiludiu!

Mais uma vez gostei do que vi em Espanha e ficou marcada na minha agenda nova visita por essas paragens!

Depois de uma boa soneca em San Sebastian parti para Paris, com escala em Oradour-Sur-Glane, uma pequena cidade perto de Limousin que foi aniquilada numa noite pelos Nazis em 10 de Junho de 1944.

Cerca de 650 pessoas foram mortas em algumas horas e a cidade foi completamente queimada. Oradour é hoje conservada, como ficou na época, como memorial: A Cidade Mártir.

Depois parti para Paris e fui muito bem recebida na cidade luz!
Depois de ir ao hotel dizer que já estava lá fui ao Sacré Coeur, com a sua eterna multidão aos pés.

E depois de jantar em Montmartre, na Place du Tretre, onde aqueles pintores de 5 minutos teimavam em fazer o meu retrato!

((senhor eu se quiser faço-o eu mesma! Deixe-me comer!! Quanto? Pague-me isso que faço o seu também!!!))

fui ver Paris à noite!

Reparem naquela lua e digam-me que não foi um momento mágico o que vivi aos pés de Notre Dame de Paris!!

Passear em Paris na minha motita foi alucinante! Podia faze-lo durante meses!

E como não podia deixar de ser, não fui dormir sem ir dar uma vista de olhos ao monumento mais famoso da cidade!

E vi-lhe as cuecas e tudo!

Os dias seguintes foram para me encher de Paris e arredores até aos olhos!

Fui a Versailles, mas o povo era tanto e o calor era mortal ao sol, para que ficasse ali umas 2 horas na fila para visitar o interior do palácio, por isso fui-me refrescar pelos jardins, já não foi mau!

A seguir fui até Chartres ver uma das catedrais mais conhecidas da zona!

Com o seu labirinto que se adivinha no chão entre as cadeiras

Passei 6 horas no Louvre até não ter a certeza de poder conduzir a mota depois!

Foram uns quilómetros largos que lá fiz A PÈ!!!!

Encontrei obras velhas amigas minhas!

Como a Vitória de Samutracia liiinda!

Ou as obras Neo-Classicas de David…

Mas a concentração ao estilo de sessão de autógrafos de estrela rock, era na galeria da Gioconda!

((Não sei que vêem nesta mulher!!))

Subi à Torre de Montparnasse que tem 200 metros de altura e uma paisagem espectacular!

Talvez melhor que da Torre Eiffel, pois a partir da torre não se pode ver a própria torre!!

Depois fui a todas as “capelas” que me lembrei!

Todas as “capelas” implicou correr Paris de ponta a ponta! Porque conhecer uma cidade é também percorre-la!

A ultima vez que estive em Paris andei de metro e conheci os locais de forma isolada, desta vez tudo se ligava! Ao fim da rua tinha sempre qualquer coisa conhecida!

O Centre Pompidou fica a escassos metros da Cathedral de Notre Dame, uma grito de modernidade num centro antigo!

E como se não tivessem bastado 6 horas de Louvre, fiz mais 5 de Musée d’Orsay!

Mas valeu a pena, encontrei mais velhos amigos como o Van Gogh

Ou o mais polémico Courbet e tantos outros!….

Valeu a pena o cansaço, de que de resto tratei de me recuperar no Bateau Mouche e fiz a voltinha à Ille de la Cité que afinal são 2!

La Consiergerie, Antigo palácio real e depois prisão, onde Maria Antonieta esperou vários dia numa cela a hora da sua decapitação!

Ponte Alexandre III umas das mais belas pontes do Cena.

O tempo encobriu um pouco, o que foi pena por causa das fotos, mas foi fantastic para mim que não aguentaria tostar ali ao sol no barco no meio do Cena!

É sempre bonito percorrer a margem da ilha e poder ver todas as pontes do cena! São muitas e bonitas.

Do barco a gente consegue por vezes ver várias que se sucedem em sequência! Lindo!

Depois foi a visita à Torre Eiffel! Já a tinha subido de dia por isso desta vez quis subi-la ao anoitecer e foi mágico!

Depois de quase 2 horas de fila… valeu a pena.

Paris aos meus pés!

Então de repente a Torre fez a sua nova habilidade!
Acendeu as suas luzinhas brancas piscantes e, lá de cima ouviu-se a reacção do povo por todo o lado lá em baixo que exclamou de surpresa! Lindo!

E depois fiz uma coisa que eu queria fazer há muito: desci a Torre Eifel a pé! Foi o máximo!

E voltei ao hotel num percurso de sonho por uma cidade idílica!
Voltar a “casa” depois do cansaço de um dia assim é um privilégio!

Quem diz que Paris deve ser visitada a pé, para se ver e se sentir a cidade… nunca a visitou de mota, senão mudaria de ideias! 😀 😀 😀

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Embora a minha despedida de Paris tenha sido com a subida à Torre Eifel à noite, no entretanto fui dar a minha voltinha pelo Vale do Loire!

Este vale, repleto de castelos e palácios fortificados, é de uma beleza extraordinária e, apenas passear por ali, é deslumbrante.

Deparamos com os famosos palácios mesmo sem os procurarmos e o rio sempre por ali ao nosso lado! Lindo!

Aqui se encontra a maior concentração de castelos do mundo ao longo do maior rio de França!

O rio Loire

Castelo de Chambord, se calhar o mais admirável de todos, é certamente o mais conhecido!

Em estilo renascentista, de dimensões espantosas, albergou durante a ocupação da França pelos Nazis grande parte das obras do Louvre, quando este foi esvaziado para proteger o seu conteúdo do invasor.

A motita mais fantástica do mundo… fiel e confortável.
Pois, e curiosa como a dona!

Em fundo o Castelo de Amboise

Castelo de Chenonceau, também conhecido como Castelo das Damas, ligadas a este castelo estão mulheres de forte personalidade, algumas delas rainhas de França, outras amantes de reis!

Castelo de Villandry, o último dos grandes castelos construídos nas margens do Rio Loire na época do Renascimento. Com os seus jardins extraordinários!

Castelo de Azay…

Parece um castelinho de brincar! Um mimimho!

Depois veio Loches, vila medieval dominada pelo seu castelo, este mais parecido com os nossos…

A igreja que mais parece uma catedral

E os seus recantos pitorescos.

Adorei o Vale do Loire…

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Num outro ainda, dia fui fazer a rota das catedrais.

O norte de França possui as mais notáveis construções Góticas da Europa. Tendo-as conhecido quase todas nos livros de História da Arte quando estudei, queria vê-las ao vivo e não me desiludi!

Note-se que todas estas catedrais foram fortemente danificadas, ou na 1ª ou na 2º Guerras ou, pior ainda, nas duas! Todas se mantiveram de pé mas todas tiveram de sofrer profundas obras de restauro nessas épocas. E valeu a pena!

Catedral de Soissons

A Abadia de Saint-Jean-des-Vignes fundada em 1076 e reconstruída várias vezes ganhou o aspecto Gótico no sec XIV não escapou à venda dos bens nacionais durante a Revolução Francesa que deixou da igreja apenas a fachada Esta fachada isolada no vazio é impressionante!

Catedral de Notre-Dame-de-Reims uma das 2 catedrais mais importantes de França (juntamente com Chartres). Aqui foi baptizado o primeiro rei católico de França, aqui também foi celebrada a paz entre a França e a Alemanha anos após a 2º guerra.

Laon – A cidade apresenta várias construções medievais, a mais importante delas a Catedral de Notre-Dame de Laon, datada do século XII e XIII.

A catedral de Amiens é uma das maiores de França,

(Em Amiens faleceu Julio Verne)

com um piso riquíssimo trabalhado em efeitos ópticos e um imenso labirinto.

Suportou fortes bombardeamentos da 2ª guerra sem danificar os seus vitrais.

Rouen a Catedral que Monet tanto pintou!
Tão grande que era impossível colocá-la dentro de uma fotografia!

Que terrinha tão gira!

Que França tão bonita!! 😮

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Depois de cuscar tudo o que pude nos “arredores” de Paris… uns arredores que acumularam mais e 2.000km na minha motita, parti em direcção à Bretanha.

Já tinha estado lá perto no percurso das catedrais, por isso foi só deixar correr a paisagem até Saint Malo e Mont de Saint Michel.

Nas memórias que tenho das voltas que dei pelas planícies do centro de França, ficam os cheiros agradáveis dos cereais que estavam a ser cortados e que me faziam lembrar o das tostas do pequeno-almoço.

Muito agradável!

A paisagem e a arquitectura começam a mudar

Em St Malo o hotel era mesmo em frente ao mar. A cidade é muito interessante e a sua arquitectura não parece sequer pertencer ao mesmo pais que eu vinha visitando!

Como se fosse um país dentro de outro país!

St Malo foi uma cidade corsária muito reputada pela sua rebeldia, aqui nasceram alguns dos corsários e piratas mais temíveis!

Depois fui visitar o famoso monte, uma das maiores atracções turística da França.

E cheguei a Saint Michel, sempre espantoso, faz um efeito entrar numa paisagem que mais perece um cenário!

Aqui é preciso ter-se toda a atenção às marés! A maré sobe rapidamente e há parques que são cobertos em determinados dias. Por isso há informação diária sobre as marés que ninguém deve negligenciar!

A única rua até ao monte está permanentemente cheia de gente que vem e que vai!

Lindo!

Não conseguia parar de tirar fotografias!
No dia seguinte fui lá de novo, mas era impossível circular! Era tanta gente que eu nem me conseguia mexer!

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Depois de uma bela soneca ao som das ondas e de um pequeno-almoço monumental, (sim, que isto de passear dá cá uma fome!) segui para a Normandia.

No caminho ficava o Monte de St Michel e eu ainda fui dar uma vista de olhos mas era tanta a multidão! Só cheguei lá relativamente rápido porque estava de mota, porque muita gente teve caminho para horas!

Lá dentro era o inferno de povo!

Despedi-me e vim embora!

É o mal de fazer férias em Agosto! Como eu queria poder fazer férias noutro mês qualquer… Junho, por exemplo, seria o meu mês de eleição!…

Felizmente o meu GPS conhecia caminhos óptimos, fora de auto-estrada e fora do trânsito!

E conhecia também o que eu queria ver!

6 de Junho de 1944 – dia D

A Normandia foi palco da maior invasão marítima da história com cerca de tês milhões de soldados envolvidos dos quais cerca de 30.000 morreram ali.

O desembarque aliado na praia denominada Omaha, na Normandia, foi o mais difícil. Ao todo morreram 10 mil soldados do lado aliado neste primeiro lance da Operação Overlord, que é considerada maior ofensiva anfíbia de guerra já ocorrida.

Lapide de um Judeu

e Lapide de um cristão

9.387 soldados americanos e 307 soldados desconhecidos descansam no Cemitério e Memorial.

A encosta que aqueles soldados tiveram de escalar hoje liga a praia do desembarque ao cemitério.

A praia de Omaha, onde a areia não se viu por causa dos corpos que a cobriam…

As coisas ruins da história não são para se ignorar! São para se relembrar para que não voltem a acontecer!

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Depois do peso da história não pude impedir de fazer a gracinha de fotografar a tabuleta de Deauville com uma Pan European na frente! Eh eh eh

Especialmente para os meus amigos que têm Deauvilles!

Por ali as casinhas são uma delícia! Parecem tiradas das historinhas das crianças!

Entrei na Bélgica sem sequer dar por ela! Fronteira, nem vestígios! E cheguei a Bruxelas!

Mais uma catedral, julgo que a 13ª que vi!

E o Atómium! Local obrigatório de visita para quem vai a Bruxelas!

Construído em 58 para a Expo 58, tem 103 metros e seria para durar apenas 6 meses! Como se tornou uma atracção turística, lá ficou, como aconteceu com a torre Eiffel com a exposição de 1900!

De salientar que a Expo 58 não foi uma exposição qualquer, foi a primeira grande exposição universal de pois da 2º Grande Guerra.

Uma das “perninhas” que liga duas bolas.

O que Bruxelas tem de mais bonito a visitar é a Grand-Place

onde fica a Casa do Rei

E o Hotel de Ville.

Vitor Hugo considerava-a a mais bela praça do mundo!
Aqui se pode ver os mais belos exemplares da arquitectura belga da época.

Ali ao lado está o “puto mijão” mais famoso do mundo: O Maneken Piss

As pessoas ficam por ali sentadas no chão à espera que anoiteça para ver as luzes acenderem-se e eu fiz o mesmo, pois então!

E, como em todas as cidades que visitei, o encanto especial chega pela noitinha!

A especialidade lá é o chocolate e o que eu sofri por ali com o cheiro enjoativo, acentuado pelo calor, do chocolate derretido e das natas e de tantas outras mixórdias doces que são servidas pelas ruas por onde as pessoas se passeiam a lambuzarem-se com monstruosidades doces nas mãos!

Houve momentos que pensei que ia “deitar carga” ao mar de tão enjoada que estava!

No dia seguinte fui explorar um pouco o país

Quando lá estive há uns anos pouco vi, mas desta vez passeei-me com calma e gostei do que fui encontrando!

Perto de Bruxelas, onde foi filmada, há muitos anos, a série juvenil “Os pequenos vagabundos” (quem se lembra?) encontrei mais uma abadia, esta em ruínas.

Faz um efeito visitar uma catedral esventrada!

a minha 14ª catedral, linda apesar de morta…

E encontrei também o campo de batalha de Napoleão! Waterloo!

Cerca 300.000 homens lutaram ali na Batalha de Waterloo, a 18 de Junho de 1815.

Julgo que os 7 países envolvidos foram: A França (claro), a Inglaterra, a Alemanha, a Rússia, a Áustria, a Holanda e a Bélgica.

Eu e a minha motita andamos a passear pelo “campo de batalha” e tudo!

E depois fui a Brugge, no norte

E adorei a cidade! Muito mais interessante do que Bruxelas, seguramente!

E o Vitor Hugo que me desculpe mas esta praça não fica atrás da de Bruxelas!

Apelidada de “Veneza do Norte” por causa dos seus muitos canais, eu acho-a uma outra coisa diferente, algo entre Veneza sim e Amesterdão!

Desta vez visitei-a como ainda não tinha feito e adorei tudo o que vi!

Mais uma catedral e completamente diferente de tudo o que vi até ali!

Bela Brugge! Apaixonei-me por esta cidade como se nunca a tivesse visto antes!

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Despedi-me de Bruxelas pela zona mais moderna da cidade e segui o meu caminho

Os cheiros nesta travessia não tinham nada a ver com os aromas da bela França!

Não sei de onde vinham tão agradáveis perfumes que não chegavam aqui!
Acho que pelos caminhos da Bélgica e Holanda andavam a estrumar os campos!… Cheirava a bosta a maior parte do tempo!

Foi neste caminho que uma roulotte teve um “estouro” num pneu traseiro mesmo na minha frente e eu apanhei com os pedaços de borracha e não sei que mais! Que susto!

E cheguei a Amesterdão!

A famosa estação de caminho de ferro esta em restauro mas é sempre interessante!

É óptimo andar por ali de mota, pode-se passear por todo o lado e parar ou estacionar onde se quer!

Isso permite-nos tirar fotografias onde quer que seja sem precisar de stressar!

O grande parque de estacionamento de “biclas”!

Não sei como aquela gente consegue encontrar a sua bicicleta no meio de um mar delas, que parecem gafanhotos!

A cidade de sexo e das drogas leves!

Curioso como num mundo tão “pr’a frente” ficava tudo espantado a olhar para mim e para a minha mota! Algumas pessoas dirigiam-se a mim, inclusive, para me cumprimentar por ter uma mota tão grande e bonita e perguntaram-me 3 vezes se vinha da Polónia, por causa do “P” na mota!

Achavam que eu não podia vir de Portugal pois era muito longe! Eheheh

Andei a passear na Red-Line mas não tive coragem de arriscar a tirar fotos… é proibido e eles não gostam!

Quando estive lá com alunos eles tentaram fotografar e iam arranjar problemas com os matulões …

Depois fui inspeccionar o norte, queria ver porque é que, se o GPS me dizia que estávamos a -10 metros de altitude, o mar não entrava por ali dentro e não inundava tudo!

E logo ao sair do centro encontrei o estádio de Ajax!

Passei por Haarlem e fui até Den Helder

O GPS dizia-me que estava a -3m de altitude e o mar estava mesmo ali ao lado!!!!

Bem guardado atrás de um grande “muro” natural que nos impedia de o ver! Tive de subir ao topo do “muro” para o ver do outro lado! Girissimo!

então começaram os canais, as pontes que abrem de 5 em 5 minutos, as eclusas e os Ferrys

E vi moinhos – estes moinhos são “inteligentes” viram-se para o vento! Assim os ventos são sempre favoráveis, desde que existam!

e Amesterdão à noite é mágica!

Monumet de la Libertation em honra dos holandeses mortos nas 2ª guerra, onde eu estacionava a minha moto no meio de uma infinidade de biclas e onde um mar de gente se concentrava todo o dia a comer e a beber pelo dia fora.

Aquelas pontes ficam giras iluminadas…

No inicio tive receio de lá ficar 2 dias, diziam-me que me iam roubar tudo o que eu tivesse sobre a mota, aconselharam-me a retirar as malas, a comprar um cadeado grande para afastar os curiosos, a pôr a mota numa garagem a 30 euros a noite…

Arrisquei a deixa-la na rua, com malas e apenas com o cadeado de disco… nada aconteceu! Ninguém lhe tocou! Ou a mota assusta pela dimensão ou os ladrões andavam distraídos… ou afinal não era tanto quanto diziam!

Gostei de Amesterdão!

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Mais uma despedida e mais uma partida!

E rumei a Colónia para o encontro com a 16º catedral!

Enorme para caber numa fotografia tão pequena!

Até toda a praça é pequena para dar espaço para a fotografar!

Continua tão negra como a conheci mas está em obras “parcelares” de restauro, bem necessário!

Grandiosa!

Demorou 600 anos a ser concluída (começada no sec XIII e concluída no sec XIX) e foi o edifício mais alto do mundo com 157 metros de altura, ultrapassando na época a catedral de Estrasburgo!

Nesta catedral estão (dizem!) os restos mortais dos 3 reis magos!

Também ela foi fortemente bombardeada (14 vezes!!) durante a 2º guerra mundial mas não ruiu, enquanto a cidade em seu redor ficou reduzida e escombros!

É o coração da cidade onde toda a gente vai, onde toda a gente está!

Segui para Estrasburgo. O caminho não teve nada de interessante! nem a paisagem, nem o cheiro! Continuava a cheirar a bosta! Aquela gente devia estar mesmo a estrumar todos os campos! Espero que as colheitas justifiquem o fedor!

Não apreciei nada de especial no “pedaço” de Alemanha que vi, por isso vou ter de lá voltar para tirar as duvidas! 😀

E quando pensava que mais catedral nenhuma me surpreenderia, depois de tantas ter visto já… sigo para Estrasburgo e…

Encontro a catedral mais surpreendente! a 17º!

Riquíssima em termos de trabalho escultórico exterior, entalada no meio das casinhas típicas da Alsácia e… vermelha!

Esta catedral eu não conhecia mesmo!
Pena que as fotos não lhe façam justiça pois é espantosa!

Eu sabia que havia terra vermelha, nunca me lembrei que onde há terra vermelha pode haver pedra da mesma cor!

Esta pedra talhada em pormenores tão finos faz um rendilhado espantoso que eu não tinha ainda visto e pensava impossível esculpir em pedra!

Esta catedral é, não só, um monumento arquitectónico remarcavel como também uma obra escultórica espantosa!!

Hoje é a 4ª maior igreja do mundo mas foi durante vários séculos a maior até ser “destronada” pela catedral de Colónia!

Terra adorável, arquitectura espantosa!

Aqui as pessoas pareceram-me calmas e simpáticas, acolhedoras.

Receberam-me amigavelmente e meteram conversa comigo!

Tenho de voltar à Alsácia, foi um compromisso de viagem que ficou registado…

No dia seguinte procedi às despedidas pelo lado mais moderno da cidade

Curioso como uma cidade tão antiga e típica consegue fazer conviver com tanta harmonia o antigo e o novo, o nacional e o estrangeiro, sem choques e com muita beleza!

Ao andar pela cidade a gente até esquece que está numa cidade que é o centro da Europa, cheia de presença estrangeira!

E parti na direcção da Suíça, a paisagem começa a mudar e a sensação era de que já tinha saído de França, a não ser o preço da gasolina que é muito cara até entrar verdadeiramente na Suíça, onde passa de 1.42 euros para 1 euro!

Nestas bandas, pertinho da fronteira, comecei a encontrar muitas motos e motards. Houve localidades em que passei que estavam cheias de motos paradas e pessoal a descansar por todo o lado!

Então entrei verdadeiramente na Suíça

E fui até Berne, a capital. Estava um calor infernal

Voltar à Suíça faz sempre um efeito sobre mim!

É como um regresso a casa! A bela Suíça onde vivi os tempos mais espantosos da minha vida de estudante, onde fiz amigos para a vida e onde viajei como nunca tinha feito até ali!

Hoje passeio-me por lá como se fosse uma espécie de meu país!

Não sei explicar como um país onde vivi apenas 2 anos, embora intensos, se tenha tornado assim o meu segundo país!

O Edifício do Governo Suíço.

E foi aqui, junto do edifício da Confederação que eu perdi o meu GPS…

Quase chorei, quase morri… com 38 graus a torrarem-me os miolos, não podia ter sido pior a chegada ao país onde nada acontece… mas foi onde tudo aconteceu!

Os putos refrescavam-se nos jactos de água que saem do chão e bem apetecia…

A mim apetecia-me morrer… 😦 😦 😦

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Quando o meu Sebastien (GPS) me abandonou, depois de 10.000km fenomenais de viagem, em que a sua voz era já a minha companhia de todos os dias e a sua música a animação das minhas descobertas… apeteceu-me realmente parar por ali e voltar para choramingar em casa e não me sentir perdida no mundo…

Pois é, não voltei, mas amuei 3 dias!

3 dias de tristeza profunda naquele calor infernal, que calaram até a minha maquina fotográfica e paralisaram a minha motita… foi um luto das 3 pelo nosso querido companheiro…

Ninguém me conseguia consolar, os meus amigos fizeram tudo para me ajudar a encontra-lo, mas quem o achou não o devolveu (se tivesse sido encontrado por um suíço tinha-o entregue, seguramente!)!

Assim, mesmo antes de nascer, baptizamos o seu sucessor, uma forma de animar o meu vazio com a ideia de que viria outro! O Patrick!

Depois lá tratei de comprar um mapa e tentar refrescar as ideias pois a mioleira já fumegava!

O Mont Blanc parece que está por todo o lado e foi para ele que eu fui

Já tinha ido a Chamonix no ano passado mas a Agulha do Midi tinha um chapéu de nuvem em cima e não valia a pena subir pois não haveria visibilidade, por isso voltei lá este ano

Estava tão fresco ali em cima!

“trepamos” mesmo ao lado das cataratas de gelo! Lindo!

Até à bonita altitude de 3.842 metros de altitude! Não se sobe sempre a tal altitude, tão rapidamente, impunemente e, desta vez, senti-me mal! Mas nada que me matasse!

Este é o tecto da Europa e estas são neves eternas!

É também a capital mundial do Ski (tem centenas de quilómetros de pistas de ski) e do alpinismo!

Fui até ao topo!

Ali está um “rasgão” no monte onde sobe um outro teleférico no inverno, para as pistas de ski

Fez-me tão bem ir até ali!

Relaxei, depois do mau estar, acho que foi uma queda de tensão! E refresquei as ideias.

Depois passeei-me bastante a pé por Genève, mas não descansei enquanto não voltei ao fresquinho!

E fui até Zermatt ver de perto o monte Cervin, o ex-líbris da Suiça, aquele que vem nas caixas dos lápis de cor da Caran d’Ache e no embrulho do Troblerone!

Lá está ele ali ao fundo!

Tinha um chapéu de nuvem em cima mas é sempre majestoso!

A terra, Zermatt, quando se chega parece uma mina feia e desinteressante, mas quando de anda um pouco é bem “mimi”!

E os “corneteiros” mais famosos da zona!

Este instrumento, o Alphorn, é um instrumento típico dos Alpes suíços, construído de uma peça só de madeira, o que ocupa todo um tronco de árvore.

o Cervin, em francês, Cervino, em italiano e Matterhorn, em alemão,

sim, que este pais é pequeno mas fala 4 línguas (ainda fala o Romanche que uma derivação de misturas de latim e mais não sei o quê) já para não falar de ter 26 cantões!

Como eu dizia o Cervin tem 4.478 de altura! É qualquer coisa!

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Nestes dias eu tinha planeado explorar o norte da Suiça e ir depois até a Luxemburgo e a Lichtenstein, mas não havia condições! O calor quase me matava e a falta do meu querido GPS era incontornável!

Então aproveitei os dias de Genève e de infelicidade e tristeza (leia-se puro amuo!) para passear a pé por caminhos familiares e sempre saudosos.

Genève é uma cidade muito internacional, se calhar não é nada característica como cidade Suiça, mas eu acho-a um encanto! Cheia de luz, espaço e calma!

Aproveitei para descalçar as botas e molhar os pés no lago, que bom!

Fui até à minha escola, monumental e majestosa como sempre!

Ali mesmo ao lado estava instalada uma roda gigante que tinha ficado das festas da cidade e fui ver tudo lá de cima.

A igreja Russa que fica mesmo pertinho das Belas Artes. Nunca a tinha visto de cima.

O lago Leman cheio de barquitos

E despedi-me da cidade e do país partindo para Turim

A minha Motita estava um mimo, cheia de auto-colantes e pesada que parecia que tinha direcção assistida!

Aquela top-case estava cheia de livros e prospectos de todos os sítios que eu tinha visitado até ali e eu ainda iria enche-la mais, pois ainda faltavam 6 dias de viagem até casa!

Foi uma chatice viajar até Turim, sem o GPS para me indicar os caminhos fora de auto-estrada acabei por pagar uma fortuna em portagens e fazer um túnel detestável de 13km… voltei a deprimir!

A Molle Antonelliana, ex-libris da cidade e o seu maior monumento, não é religioso. Exuberante por fora, high tech por dentro abriga o Museu Nacional de Cinema.

A 2ª língua aqui é o francês e, de certa forma, há momentos em que parece mais Suíça do que Itália!

Uma agradável surpresa esta cidade! Quis ver Turim porque sempre que voltava da Suíça via a placa e pensava que teria de ver como era, não parecia longe no mapa!

E gostei! A pousada de Juventude ficava na zona mais bonita da cidade, que fazia lembrar as ruinhas de Sintra! Simplesmente adorável!

O rio Po, é um rio grande que se farta que vai desaguar em Veneza! Achei curioso porque no ano passado em Veneza ouvi falar dele também!

mais uma cidade que eu gostei!

E comecei a “caminhar” para o Mediterrâneo

As construções começam a mudar, uma outra arquitectura religiosa!

E cheguei à costa!
Gostei bastante da costa italiana, linda e com estrada sempre à beira mar. É um curva-e-contra-curva giríssimo, e fazer aquele percurso vale a pena!

Ainda fui até Génova mas… detestei! Nem fotos tirei! Aquilo é tão feio que dei meia volta…

A costa francesa não me fascinou!
É complicada por causa do trânsito e somos constantemente obrigados a afastarmo-nos do mar para continuar o caminho.

Nem o Mónaco me entusiasmou particularmente!
Acho que depois de tudo o que já tinha visto a costa pareceu-me banal…

Muita praia, muita gente, muito iate, muito chic para o meu gosto… segui para Nice e pronto!

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Nice é uma cidade simpática que alia com harmonia o chic e o simples. É a 2ª cidade mais turística de França, depois de Paris, e aqui viveu Matisse, (um grande pintor francês que fazia uma pintura muita maluca…)

Alia também a arquitectura mais clássica com intervensões tão modernas que parecem mais escultura que arquitectura!

O seu Passeio dos Ingleses, que não é mais que toda a rua da marginal, é o seu orgulho e têm um edifício do Turismo absolutamente inesperado e imperdível! Com uma enorme cabeça de bobo em cima! Girissimo!

E o Mediterrâneo por todo o lado! Como um espelho!

A noite é linda e calma por ali, passeia-se sem problemas por todo o lado, mesmo quando se está sozinha!

A areia da praia é uma coisa assustadora! Escura e em tamanho XL mais parece uma extensão de calhaus!

Dizem que ali se colocavam tapetes para as damas mais delicadas e finas caminharem até ao mar! Deviam pô-los para toda a gente e nunca os tirar! Eu de botas sentia os calhaus debaixo dos pés!

A cidade antiga é acolhedora e animada e servem-se por ali os pratos típicos da costa mais apetecíveis, naqueles restaurantes cheios de esplanadas e gente bem disposta!

E quem pede na rua trabalha a sério para merecer o seu ganha-pão!
Olhem esta estátua viva! Não apetece pôr-lhe dinheiro aos pés! Um mimo!

Gostei muito de Nice, uma cidade acolhedora que não tem apenas mar e praias para o turista!

******

Segue-se por ali for a e chega-se a Cannes quase sem se notar a diferença!

Cannes pareceu-me portanto mais-do-mesmo! Depois fui recebida num café com uma arrogância que me desagradou! Às 8.45h da manhã já não tinham pão porque senão sobraria e a noite tinham de o por fora! Eu teria de comer croissants!

Passei-me e mandei o tipo pastar, aprender a receber as pessoas e a cuidar de um café, se era assim que se recebiam os estrangeiros por ali!

Nem perdi muito tempo a fotografar uma marginal semelhante a Nice com gente tão estúpida a olhar para mim e para a minha mota!

“Eu não percebi que você era estrangeira!” espantou-se ele a olhar para a minha mota.

“Que importa isso? Devia tratar bem qualquer pessoa seu bruto!”

Segui para Marselha, a 2ª maior cidade de França, e nota-se bem!

Encontrei facilmente a sua catedral (mais uma!)

Mas sem GPS stressei um bocado a circular naquele trânsito, mas rapidamente me orientei pelo porto antigo, muito interessante!

Cathédrale Sainte-Marie-Majeure muito bonita!

Muito mais interessantes, para mim depois de todas as que vi até ali, pela sua “diferença”

Gostei de Marselha e será uma cidade e zona a visitar posteriormente pois quero explorar calmamente as Calanques, uma espécie de fiordes mediterrânicos, constituídos por formações calcaricas.

Desta vez não as fui ver porque, sem GPS, tinha medo de me demorar e depois ter dificuldade a encontrar o hotel em Carcassonne… sempre o GPS a ensombrar os meus dias!

E lá me fui para Carcassonne

E encontrei tudo o que esperava encontrar ali!

Uma paisagem retirada de um conto de fadas!

Olhem lá ao fundo o Castelo a aparecer no topo das árvores! Lindo!

Deslumbrante!

Na idade média foi muito usada, e portanto reforçada, o que se nota ainda hoje pela muralha dupla ainda visível! Uma construção deslumbrante pela imponência arquitectónica militar!

E mais uma Catedral

E o anoitecer foi mágico aqui!

Parecia que se recuavam uns séculos ali dentro daquelas muralhas!

Mas os turistas faziam-nos acordar rapidamente, nas esplanadas agradáveis das pracinhas!

A entrada da cidade com o carrossel à moda antiga, para não destoar muito!

Adorável Carcassonne!

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No dia seguinte “rapei” do mapa e fiz-me ao caminho por montes e ruelas, como eu sempre fiz antes do Sebastian existir para mim, e parti em direcção a Andorra!

A solidão estava a tornar-se impossível e fui em busca de um novo amigo! Só queria um GPS igual ao Sebastian!

O caminho valeu mesmo a pena! Eu já tinha ido a Andorra mas nunca vinda de cima e é deslumbrante o caminho, ou os caminhos, pois fiz percurso diferente na volta.

E cheguei a Andorra

Tudo o que eu queria era encontrar um GPS igual ao Sebastian para o poder colocar imediatamente no suporte já instalado na mota e rapidamente esquecer o péssimo episódio da sua perda!

Desespero!

Ele não exista em nenhuma loja! Todos me mostravam o Zumo 660, o último grito da Garmin!

O 550? Não ninguém o tinha mais, fora um GPS estupidamente caro que ninguém conseguia vender muito bem dado o seu preço e por isso desistiram dele imediatamente mal o 660 saiu, isto é, dias antes de eu lá chegar!

De cá diziam-me para comprar o 660 pois é muito melhor e tecnologia mais recente que o outro além de barato! Eu morria de desgosto por não poder ter de novo o 550! Por isso fui a Andorra la Vella ao Concessionário Honda tentar esgotar as possibilidades e ver se lá ainda o tinham! Eu tinha de tentar tudo antes de me decidir!

Eu iria lá de qualquer maneira só para curtir aquelas estradas loucas e lindas dos Pirinéus!

Delicia circular por ali!

Fazia-me lembrar os Alpes

Ainda são primos pela parte dos picos!

E Andorra lá em baixo!

Na Honda o moçoilo nem sabia que havia GPS da Honda! Que bronco! Foi preciso eu procura-lo no catalogo!

Chegou depois à conclusão que não tinham porque era estupidamente caro (mais uma vez) e se o encomendasse só chegaria 3 dias depois e pela módica quantia de 780€!

Cruzes!!!

Comprei o 660 e voltei para Carcassonne… não havia Sebastian mas havia Patrick!

O preço? Justificava tudo! 450€

Carcassonne até me pareceu mais luminosa com a sensação de conforto que me fez ter o GPS a carregar em casa! (É que sem ligação à mota eu teria de o usar colado no ecrã na mota e em modo de bateria!)

Mais uma vez a lua espantosa me maravilhou e consegui apanha-la na minha máquina!

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Depois do paraíso de Carcassonne seguiu-se o paraíso dos Pirenéus, frescos na neblina matinal que lhes dava um ar misterioso e fantástico!

Não sei porquê, mas nasci junto ao mar e é a montanha que me fascina!

Conduzir no meio da montanha ou com a montanha como fundo é alucinante para mim!

E cheguei a Zaragoza, com o meu Patrick já a murmurar no meu ouvido… que bem que soube!

A fonte (se assim se pode chamar) mais estranha que vi, toma conta de uma das pontas da praça principal.

Cidade bonita, onde parece que as noivas gostam de se passear com a fila de convidados atrás! Ao todo vi 5 mais os respectivos noivos e bandos de convidados!

A Catedral-Basílica de Nossa Senhora do Pilar, é o maior templo barroco de Espanha.

E é realmente espantosa! Fartei-me de a fotografar!

Vista do rio Ebro (um dos maiores rios da Espanha e da Península Ibérica)

A Ponte de Pedra, a ponte mais antiga sobre o rio Ebro, em estilo Gótico.

E mais uma vez a Catedral…

No dia seguinte foi a ultima partida…
Tinha uns amigos à minha espera em Vilar Formoso e, embora as saudades se fizessem sentir, a nostalgia do regresso era grande… como eu queria poder continuar em viagem!

Passei em Penafiel, cidadezinha espanhola com o mesmo nome da minha nova terra.

A curiosidade de ver esta terra era grande e lá fui dar uma olhada!
Mimosa sim senhor!

Com o seu castelinho

E lá cheguei a Vilar Formoso, onde a minha moto fez parar muita gente a ler os auto-colantes! Até polícias ficaram a olhar! Xiii quanta fama!

E… grande surpresa! O meu moçoilo foi lá ter comigo! Ó p’ra motita dele ali!
Gostei tanto da surpresa!

Cá está ele mais a sua X11

E é quando eu começo a aparecer nas fotos! Eheheheh

Comecei a existir para a minha máquina fotográfica quando ganhei um fotógrafo!

Então aproveitamos a deixa para voltarmos para casa em passo de passeio e eu fui conferir se as nossas montanhas eram tão giras como as dos outros países!

E são mesmo mais bonitas que muitas que vi!

Passamos por Vila Nova de Foz Côa e depois fomos comer uma bela Posta Mirandesa, embora não em Miranda, pois eu tinha saudades da carninha portuguesa.

E foi o fim…:(

O que me faltou?
Nada! Nem sequer com quem falar, pois isto de dormir em pousadas de juventude dá conversa e amizades com fartura!

O que sobrou?
Encantamento! Vontade de ir mais além… querer ver mais longe!

O que valeu a pena?
Tudo, desde a coragem de ultrapassar os receios e partir, até aos calos nas mãos e o cansaço de mais e mais quilómetros…

O que teria dispensado?
A perda irreparável do meu querido Sebastian e da qual ainda não me refiz totalmente…

O que me apetece dizer ainda?
Quero partir de novo, amanhã se possível…

Beijucas e até uma próxima crónica!

8 thoughts on “2009 – Passeando pela Europa

  1. Espetáculo Gracinda!
    Quem me será tar 30 dias seguidos para viajar.
    Parte da tua viagem é-me completamente familiar, como as passagem por Espanha no geral e Paris, o resto, não tenho tempo para lá chegar, ainda…

  2. Cucu!

    Dantes eu também não podia… o dinheiro era menos e precisava trabalhar muito para viver e viajar um pouco!

    Recentemente a vida melhorou um bocado e vai dando para fazer umas loucuras giras!

    Ha que aproveitar!

    Beijucas

  3. Já tinha visto e revisto e até faz parte dos meus backup de viagens.
    Mas é sempre uma delicia voltar a ver/ler, e aqui até está muito bem organizado.
    Parabéns Gracinda

    • Cucu!

      Pois é Alf, decidi reunir aqui, no meu blog, as minhas crónicas que estão “fechadas” em foruns que requerem inscrição:

      Assim qualquer pessoa pode visita-las livremente!

      Também gostei de a rever!

      Beijucas

  4. Olá Gracinda!
    Fiquei sem palavras…

    Fantástico!!
    Adorei no seu todo esta parte da tua crónica. Principalmente a beleza da noite que imortalizaste nas fotografias fantásticas.
    As catedrais, o Vale do Loire e seus castelos, Paris… Está simplesmente espectacular!
    Obrigada. 🙂

    Beijinho

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