2010 – Passeando pela Europa

35 dias, 19.000km, 14 paises
Viagem a solo por Espanha, França, Andorra, Italia, Eslovénia, Croácia, Hungria, Eslováquia, Polónia, Alemanha, República Checa, Austria, Suiça e Liechtenstein.

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Crónica em tempo real!

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09 Mai 2010
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Agosto 2010

Já estava em estudo há bastante tempo, desde a volta do ano passado, mas agora já tem imagem! Cá está ela!

Liiiinda volta!

Desde o regresso do ano passado que esta viagem estava na agenda, não sei o que se passa comigo, mas cada vez que viajo volto mais infeliz… por voltar! Eu sei que não está certo, que a gente deve sentir saudades de casa, do país, das nossas tretas por cá… mas eu quando viajo nunca tenho saudades! E o pior, quando ainda estou em viagem e começo o caminho de volta, vou-me sentindo cada vez mais triste e mais nostálgica… acho que nasci para viajar!

Então a minha cabeça vai engendrando destinos, percursos, épocas e até pequenos “furos” na vida agitada para me escapulir… e é sempre pouco! Só na estrada e por muitos dias é que me sinto realizada! Pudesse eu dar a volta ao mundo…

No ano passado a minha “reinserção” na minha vida de trabalho foi, no mínimo, traumatizante! Eu não queria mesmo cá ficar! Queria continuar! Então a Gracinda responsável “agarrou” a Gracinda viajante e pôs ordem na birra: “mulher, ou trabalhas ou não vais passear nunca mais, toca a ir ganhar dinheiro!” E eu fui, direitinha até hoje, mas o tempo aproxima-se e volta a ser TÂO difícil controlar-me para não me pirar já amanhã!

Então agarro-me ao Google Maps e desenho e volto a desenhar percursos, e vou ver o que cada cidade, país ou zona tem para ver ou para descobrir e o tempo vai sendo esquecido…

Vou partir o mais cedo possível, vou voltar o mais tarde que puder… e vou choramingar de novo o resto do ano porque quero continuar a viagem e não quero estar aqui…

Beijucas

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13 Jun 2010
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Cucu!

Finalmente está traçado o trajecto total da viagem, já com o principal do “floreado” pois por lá ficará bem mais suculento! [:D]

Tenho uma lista de locais, palácios, catedrais, lagos, florestas e cordilheiras para ver e percorrer, mas o melhor fica para descobrir lá! A principal finalidade é ver, catar e percorrer para mais tarde voltar e saber o que faltar conhecer! Nunca é minha pretensão ver tudo o que há, senão precisaria de muito mais que um mês! Como eu costumo dizer: não preciso ver tudo agora senão não tenho motivo para cá voltar!

Já tenho todas as etapas delineadas e as dormidas marcadas, para que não stressar para dormir e será assim:

Penafiel – Bilbao – 1 dia
Bilbao – Lourdes – 2 dias
Lourdes – Ordino (Andorra) – 1 dia
Ordino – Girona (Espanha)– 1 dia
Girona – Marselha (França)– 1 dia
Marselha – Pisa (Italia) – 1 dia
Pisa – Florença (Italia) – 1 dia
Florença – Trento (Italia) – 1 dia
Trento – Ljubliana (Eslovénia) – 1 dia
Ljubliana – Zagreb (Croácia) – 1 dia
Zagreb – Budapeste (Hungria) – 1 dia
Budapeste – Bratislava (Eslováquia) – 1 dia
Bratislava – Cracóvia (Polónia) – 2 dias
Cracóvia – Varsóvia (Polónia) – 2 dias
Varsóvia – Sopot (Polónia) – 1 dia
Sopot – Berlim (Alemanha) – 2 dias
Berlim – Bremen (Alemanha) – 1 dia
Bremen – Frankfurt(Alemanha) – 1dia
Frankfurt – Offenburg (Alemanha) – 2 dias
Offenburg – Praga (Rep. Checa) – 1 dia
Praga – Viena (Austria) – 1 dia
Viena – Salzburg (Austria) – 2 dias
Salzburg – Lucerne (Suiça) – 1 dia
Lucerne – Chur (Suiça) – 1 dia
Chur – Fribourg (Suiça) – 1 dia
Fribourg – Toulouse – 1 dia
Toulouse — regresso sem destino até casa… ou não! 😉

Isto fará:
34 dias
14.000km (para já!) 😉
e 15 países

Os paises onde vou passar são 1. Espanha, 2. França, 3. Andorra, 4. Itália, 5. Eslovénia, 6. Croácia, 7. Hungria, 8. Eslováquia, 9. Polónia, 10. Alemanha, 11. Republica Checa, 12, Áustria, 13. Suíça, 14. Liechtenstein, 15 Luxemburgo.

Desta vez espero que não hajam peripécias desagradáveis, como a perda do GPS no ano passado!

O GPS, o meu “Patrick”, já sabe a lição toda, passou horas comigo ao computador a procurar e memorizar os locais que quero ver e, graças a Deus, ele é muito culto e sabe imensas línguas o que me permite escrever nomes inenarráveis nas línguas mais bizarras que se possa imaginar!!

Desejem-me sorte que vou, mais uma vez, sozinha…

Beijucas

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10 Jul 2010
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Num pequeno resumo, o que pretendo fazer e ver nesta viagem é mais ou menos isto, se bem que há uma infinidade de coisas que apenas aparecerão por lá, a cada km da viagem. Se eu tentasse dizer o que vou procurar ver e viver por lá, chegaria o dia da partida e eu ainda agarrada ao computador a escrever!

Dia 30 de Julho parto para Bilbao onde dormirei uma noite

Depois de ter passado por lá tantas vezes sem entrar espero, finalmente, visitar o Museu de Guggenheim! Por fora é aquele monumento interessantíssimo, por dentro será melhor, se lhe acrescentar as exposições que planeio ver… acho eu…

Dia 31 de Julho sigo para Lourdes (França) onde dormirei 2 noites

Sigo calmamente, pois o percurso tem muita paisagem para ver! Nunca fui a Lourdes, por isso quero ver o local (a Fátima Francesa) e dar uma demorada volta pelo Parque Nacional do Pirinéus, há muito desejada!

Dia 2 sigo para Ordino (Andorra) onde dormirei uma noite

Todo o percurso desde Lourdes é para curtir com calma e muitas fotos. Depois quero visitar o vale d’Arán e o Parque Cadi Moixeró. Há muito que tinha prometido a mim mesma passear por ali.

Dia 3 – Girona (Espanha) onde dormirei uma noite

Girona fez inicialmente parte do meu projecto para dar a volta à Península na Páscoa passada, mas acabei por deixar para agora. Só conheço a cidade de passagem e quero catar aquilo tudo. As cidades da zona são espantosas!

Dia 4 – Marselha (França) onde dormirei uma noite

Ficou-me gravado na memória desde a viagem do ano passado a visita às Calanques em Marselha! Na época não fui vê-las porque ainda vinha amuada e meio desorientada depois de ter perdido o GPS. Este ano não escapam!

Dia 5 – Pisa (Italia) onde dormirei uma noite

Há anos que ando a pensar ir a Pisa e, tenho visitado várias cidades de Itália e nunca la fui! Deste ano não passa: Quero ver a “coisa” inclinada que nunca vi!

Dia 6 – Florença (Italia) onde dormirei uma noite

Florença é outra cidade que está na minha agenda há anos! Uma cidade cheia de história, arte e cultura que preciso saborear com calma! Tive de me conter para não ficar lá mais que um dia…

Dia 7 – Trento (Italia) onde dormirei uma noite

Tanta coisa para ver no trajecto até lá! Quero passar, pelo menos, em Pádua e Verona que não visitei quando fui a Veneza porque o tempo estava encoberto e estupidamente abafado e quente.

Dia 8 – Ljubliana (Eslovénia) onde dormirei uma noite

Quero ver Trieste no caminho, passear-me pela costa adriática e conhecer a bela capital da Eslovénia.

Dia 9 – Zagreb (Croácia) onde dormirei uma noite

Aqui fiz mal as contas… e provavelmente não vou ter tempo de ir a Dubrovnik… mas vou fazer a costa com toda a certeza! De qualquer maneira eu vou voltar a esta zona para visitar a Bósnia e o Montenegro e aí tudo será contemplado!

Dia 10 – Budapeste (Hungria) onde dormirei uma noite

Tanto que ver por aqui! Todo o percurso até lá e toda a zona vale a pena catar com calma.

Dia 11 – Bratislava (Eslováquia) onde dormirei uma noite

Tão pertinho de Viena, vou ver se me contenho e só vou lá mais à frente. Quero passear pela Eslovénia e deixar a Áustria para o regresso, lá para dia 24!

Dia 12 – Cracóvia (Polónia) onde dormirei duas noites

Aqui começa a parte da Europa que inspirou esta viagem! Além de catar a zona, quero ir a Auschwitz… quem lá morreu merece não ser esquecido!

Dia 14 – Varsóvia (Polónia) onde dormirei duas noites

Quero tempo para visitar o Gueto de Varsóvia… e o centro do país

Dia 16 – Sopot (Polónia) onde dormirei um dia

Visitando o norte, o mar, com o seu gigantesco molhe e a sua Krzywy Domek

Dia 17 – Berlim (Alemanha) onde dormirei dois dias

Quero tempo para visitar a cidade da discórdia…
Ir a Dresden, que caiu, como todo o país e se reergueu magnificamente!

Dia 19 – Bremen (Alemanha) onde dormirei uma noite

A cidade da historinha infantil d’ “Os Músicos de bremen” e percorrer a Alemanha calmamente e catar tudo.

Dia 20 – Frankfurt (Alemanha) onde dormirei uma noite

Há tanta coisa a ver na cidade das salsichas! Eheheh vão tão bem com cerveja!

Dia 21 – Offenburg (Alemanha) onde dormirei duas noites

Desde que vivi na Suiça que quero visitar a mítica Floresta Negra! Fica ali mesmo ao lado de uma das zonas mais bonitas da França!

Dia 23 – Praga (Rep. Checa) onde dormirei uma noite

A fama da beleza de Praga dispensa comentários! Vou lá conferir!

Dia 24 – Viena (Austria) onde dormirei uma noite

Há muito que sonho passear-me por um dos países mais bonitos do mundo! Vou faze-lo, finalmente, com toda a calma e com as duas baterias da maquina carregadas… pois acho que vou tirar um milhão de fotos!

Dia 25 Salzburg (Austria) onde dormirei duas noites

Finalmente a terra de Mozart! Mas depois de percorrer o centro do país. Quero tempo para dar umas voltinhas e visitar uma infinidade de “cantinhos” de sonho!

Dia 27 – Lucerne (Suiça) onde dormirei uma noite

Uma bela cidade que já conheço mas que nunca é demais voltar a visitar, depois de percorrer boa parte da zona montanhosa entre a Áustria e a Suíça.

Dia 28 – Chur (Suíça) onde dormirei uma noite

Depois de uns anos sem lá passar quero percorrer de novo a zona de Ski mais importante da Suíça. Vou-me passear no topo do mundo! Reviver sensações únicas que só ali são possíveis, estarei a passear por alguns dos montes mais altos da Europa.

Dia 30 – Fribourg (Suíça) onde dormirei uma noite

Começando o regresso… há sempre tanto que ver, mas já sabe a saudade!

Dia 31 – Toulouse (França) onde dormirei uma noite

Já passei vezes sem conta aqui também e nunca visitei como deve ser! Vai ser agora!

Dia 1 Setembro —-

Regresso sem destino até casa… ou não! Não sei o que vou fazer no regresso, se venho directa numa corrida de mais de mil km, ou se vou parar algures e descansar… logo se verá!

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27 Jul 2010
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Cucu!

Hoje foi um dia preenchido e feliz!

Comecei-o… partindo o meu porquinho mealheiro! Ah pois é, existe mesmo e vejam-no só!

Lindo e gordinho!

Depois levou uma martelada e ficou muito melhor!

Estava bem recheado!

Tinha 1.350 € Nada mau, heim?

Depois fui cuidar de trocar as meias solas à motita

E agora sim, está prontinha!

Entretanto apresentei a máquina fotográfica nova à velha, que chegou do “hospital” entretanto e… está tudo em ordem!

Só falta ir juntando tudo o que preciso levar comigo para fazer a mala na quinta-feira.

E acho que está tudo sob controle….

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31 Jul 2010
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Cucu!

Pois é, e hoje tirei mais 349… para juntar às 349 de ontem!

Depois da infinita Espanha

E de um merecido descanso em Bilbao

O dia de hoje foi magnífico cheio de coisas boas e bons motivos para tirar fotos! Percorri caminhos que sem GPS nunca descobriria! Passei ruinhas que quase só passávamos nós, eu e a motita! Este Patrick é um brincalhão!

E fala Basco, o que me permite dizer-lhe onde quero ir!

Acho que somos a equipa perfeita: eu, a motita e o Patrick.
Claro que a equipa tem vindo a aumentar os efectivos, como se costuma dizer agora, e ainda faltam as duas meninas fotográficas e o portátil bebé! E ainda acham que eu ando sozinha! Já somos uma multidão!

Então, já que não vi o quadro do Picasso – a Guernica – na Páscoa passada, não resisti à placa na beira da estrada e fui a Gernika e vi-o hoje, ou antes, vi uma replica dele em cerâmica na própria cidade e a minha motita tirou-me uma foto e tudo!

Depois, mais uma vez não fiz tudo o que planeava, simplesmente porque fui a Bayonne e fiquei lá “presa”!

Já há anos que passo aquela fronteira nesta época e vejo muitas pessoas vestidas de branco e vermelho, mas não imaginava que fosse a loucura que é!

“qu’est que vous faites ici toute habillée en noir?”

Perguntavam-me a cada esquina! Quiseram até trocar o meu chapéu por um vermelho! Almocei como uma rainha e das mesas ao lado ofereceram-me sangria e cantaram para mim! Pareciam marinheiros a cantar!

Agora estou em Lourdes, já dei uma volta pelo local, não há muito para ver, mas o que me trouxe cá foram mesmo os Pirenéus, por isso amanha vou andar no monte!

Já os vi de longe… estão a chamar-me!

Mil beijucas

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06 Ago 2010
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Cucu!

Pois é, depois de Girona estive em Lourdes, gostei do santuário, pus uma velinha pelos meus amigos e por quem me quer bem, quem me quer mal pode bem ficar às escuras…

Mas no dia seguinte tive pouca sorte com o tempo. Coisa que a gente não pode prever quando planeia uma viagem! O São Pedro devia estar de trombas porque começou com trovoada, depois nevoeiro e mais tarde calhaus de gelo! Não faltou nada!

Mas como deixei de ter medo desses maus humores do santinho há muito ano, lá fui visitar o que queria, no local é que se sabe se se vê alguma coisa ou não!

E tenho de admitir que, se por um lado o sol torna tudo mais bonito, as nuvens e o nevoeiro dão uma atmosfera de mistério muito interessante!

(A foto ficou tremida porque foi tirada em andamento!)

Garanto-vos que por ali as paisagens são lindíssimas! Basta tentar imaginar por trás daquele nevoeiro todo!

Houve momentos que só percebia que chegava a uma curva em cotovelo porque o Patrick (GPS) ma desenhava no visor! Patrick mon cheri my love!

Então voltei para Lourdes pois tinha encontro marcado com a família Correia! Foi tão giro!

É tão bom encontrar gente conhecida no meio de uma viagem! Ainda por cima encontrar boa gente, que me deu de comer e me aturou! É que eu já de natureza falo muito, em viagem então nem se fala! Depois de horas em silêncio!

E fomos ao santuário à noite por velinhas, pelas motitas novas dos Correia, a Virgulina e a Miquelina, bebés tão giras e viajadas!

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06 Ago 2010
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No dia seguinte, 2 de Agosto, lá abriu um pouco o sol, mesmo na hora! Quando eu pensava que já não veria nada no Vale d’Arán, o sol ajudou e foi tudo tão bonito!

O caminho, as subidas, as curvas, as aldeias nas bordas dos montes!

A minha motita ainda fez corar algumas que lá andavam, bem mais polidas e jovens que ela, ela afinal é uma veterana em questão de curvas e montes!

As aldeias minúsculas sucedem-se e apetece entrar em todas e dar uma volta! Nem parece Espanha, nem Suíça! É tudo tão diferente!

Tudo tão bonito como eu esperava!

Depois veio Andorra, onde, como de costume de cada vez que lá vou, ficou tudo a olhar para mim e para a minha motita…

E depois de umas voltas por ali e umas compritas… fui apanhada pelo granizo, pela trovoada, pela chuva e pelo vento! Não faltou nada!

Os pedregulhos de gelo batiam-me nos dedos que até doía! Tive de parar a vê-los acumularam-se na rua. O pior foi continuar o meu caminho até Ordino, pois a mota escorregava, os meus pés também! Lá fui indo meio aos SS até aquilo derreter!

Fui para o hotel, tomei um banho e meti-me na cama. Foi então que dormi 10 horas com o computador ao meu lado! Adormeci enquanto a net abria (Era rápida para caramba!)!

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08 Ago 2010
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Cucu!

Depois da tempestade veio a bonança e no dia seguinte acabei por dar todas as voltas que queria e o que havia para ver valeu a pena!

Saí de Ordino e dei umas voltas por Andorra, o que eu já andava para fazer há algum temo!

Aquilo é bonito!

No Inverno deve ser um centro do mundo, a considerar pelas ofertas de aluguer de skis e pelos teleféricos!

Ainda lá hei-de ir esquiar…

Depois segui caminho para Ripoll onde visitei a catedral (coisa antiga do sec XII)

E fiz dois amigos de Santander, que andavam a dar uma volta por ali e meteram conversa comigo. Estavam admirados pois tinham-me visto passar “es una Chica!!” e acharam que eu manobrava muito facilmente a motita!

Ainda fizemos uma parte do caminho juntos, pois eles também iam para Olot

Olot não tem nada de especial, a não ser… ser uma zona vulcânica! Quem é que sabia que uma porção do território peninsular é vulcânico? Pois ficam a saber, é bem perto de Barcelona, uma zona da Catalunha!

Não se iludam com aqueles montinhos verdes tão românticos… aquelas maminhas são Vulcões!

Depois veio Besalú… terra linda! Medieval, simpática, bem conservada e digna de se visitar, se puderem, vão lá!

A particularidade curiosa daquela zona é que, as igrejas estão aparentemente aberta, mas na realidade há um vidro dentro da porta que não deixa a gente entrar.

A igreja está às escuras e, se a gente quiser ver lá para dentro tem de meter uma moeda num dispositivo, para a luz acender dentro da igreja!

1€ três minutos de luz!

Já tinha visto algo parecido em Roma, mas era para ver determinado altar, para ver uma igreja a partir da porta?…. nunca tinha visto!

Depois passei por Banyoles e o seu lago

E por fim a giríssima Girona!

Depois de Girona veio Perpignan, uma terra muito simpática, não fosse o vento terrível que fez questão de me acompanhar todo o caminho!

Uma cidade muito bonita que tenciono explorar mais a pormenor para o ano que vem… já está no percurso que planeio fazer!

Para já gostei do que vi, por isso vou voltar!


Então fui para Nîmes, com o seu coliseu muito interessante

Faz sempre um efeito contactar assim de perto com os vestígios da história!

Mas não ficou por aqui! Este foi o dia dos coliseus!

Ainda fui ver o de Arles, a terra onde Van Gogh viveu parte da sua vida

E acabei o dia em Marselha, com o seu porto velho

E um maravilhoso tacho de mexilhões!

Dia 5, parti para Itália. Para trás ficou uma Marselha cheia de sol…

Para a frente, esperava-me uma tempestade nos Alpes… depois dos Pirinéus os Alpes não podiam ficar atrás!

Mas até ao temporal houve muita coisa surpreendente para ver!
Sisteron, por exemplo, numa zona onde de produz muuuuiiiita fruta!

Gap, em honra do fórum…

E os eternamente belos Alpes, neste caso, provençais.

A minha motita adorou os Alpes!

E aquela sequência infinita de curvas que nos trouxe até Itália! Fabuloso!

Depois foi a tempestade, o frio (9 graus), o vento, o granizo… desisti, meti-me na auto-estrada e corri até Pisa!

Onde o tempo estava meio ranhoso mas deu para relaxar. Ainda vi o pôr-do-sol!

E comi uma pizza a beira da torre de Pisa!

Finalmente fui nanar pois tinha feito cerca de 700 km… com tempo para todos os gostos, curvas às centenas e velocidades bem variadas!

Ora depois de Pisa fui para Florença. Era o dia 6, anteontem!
Antes de partir dei a voltinha matinal pela cidade de Pisa e pelos seus monumentos, em tom de despedida e de cartão postal final!

Pela manhã, sem aquela multidão em fúria para tirar fotos tolas e já gastas, (toda a gente se põe a tirar fotos para parecer que estão a segurar a torre! Não esgotam a piadinha!!!) pude, finalmente fotografar como queria…

Lá fui para Florença. Um dia alguém me disse que aquilo não tinha nada que ver, era cinzenta e sem piada… blasfemar dá entrada no inferno!

A catedral é simplesmente um espectáculo! Demorou uns 5 ou 6 séculos a ser completamente concluída, mas o resultado final é extraordinário! Está com obras de restauro neste momento.

Depois o museu ao ar livre está lá, pela cidade…

Tudo é perto, antigo e bonito!

E, claro, não se pode deixar de lado a famosa ponte medieval, dos ourives. sobre o Rio Arno! A Ponte Vecchio (Ponte Velha).

Muito bonita!

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Ontem, dia 7, foi a subida do pais até Trento.

Os caminhos sempre surpreendentes que o meu Patrick me indicou, foram infalíveis! Eu nunca faria percursos tão fantásticos guiando-me apenas pelo mapa!

Às vezes as placas na beira da Estrada indicam a direcção oposta à do GPS, mas a verdade é que ele é que sabe escolher os caminhos! Mais curtos, mais bonitos e muuuiiito mais interessantes!

Passei em Bolonha, terra interessante, cheia de história, como toda a Italia, cheia de motitas e de recantos giros!

Comi a minha frutinha e segue para Pádua, passando por sítios muito originais!

Estava no meu caminho e eu não pude deixar de ir visitar o nosso santinho!

Curioso como lá, na catedral eles têm brochuras em português! Afinal o santo é nosso e deles a meias!

E embora não fosse permitido fotografar eu “roubei” uma foto do altar de Santo António, onde estão os seus restos mortais!

Foi o meu momento religioso, fui dar uma vista de olhos ao seu convento e tudo!

Depois passou a religião e veio a paixão!

Claro que tinha de ir a Verona!

Visitar a querida Julieta, que as pessoas teimam em apalpar as mamas! Já não há respeito!

O que não se faz pelo amor!!! Até tristes figuras!

E rabiscam as paredes até à exaustão!

Mas Verona tem outras coisas para além da Julieta!

Mais uma arena, mais um coliseu!

E por fim fui para Trento, onde ia passar a noite.

Comi um esparguete espantoso, para não ser sempre pizza, junto à igreja, ao anoitecer.

Foi giro e delicioso!

Tem alguma piada a cidade

Mas o resto ficou para hoje, pois ontem estava já bastante cansada!
Ficaria aqui toda a noite a colocar fotos sobre Florença… valha-me Deus, é o que dá estar tanto tempo para ir a um lugar, conhece-lo nos papéis e nos livros e só agora lá ir!

Tenho de lá voltar!

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11 Agosto 2010
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Cucu!

Eu gosto muito de Itália, já percorri algumas zonas e várias cidades. Quando vivi na Suíça, Itália era mesmo ali ao lado e eu lá ía, de vez em quando.

Desta vez, não sei porquê, mas parece que eu e a minha motita provocamos reacções esquisitas nos outros motociclistas! De repente vários tinham ataques de estupidez! Um meteu-se na minha frente a fazer habilidades e cada vez que eu me aproximava, pois a minha velocidade normalmente é constante, o menino dava uma corridinha! Depois de uns km disto, deu-me uma coisinha ruim e dei uma aceleradela que o fez perder-me de vista. Afinal uma Pan anda mais que uma GS!

Outro numa R que não consegui ver direito, pôs-se a sacar cavalos para mim! É deprimente! Eu que nem aprecio acrobacias em moto!

Outro ainda, quando parei para tomar qualquer coisa, estava na mesa ao lado e fez questão de me dizer que aquela mota não era mota para mim… eu nem quis saber porquê!

Num geral, não cumprimentam na rua, ao contrário dos franceses… coisa que eu nunca tinha reparado, ou então, se calhar foi só nestes dias!

Entretanto o “ambiente” melhorou drasticamente mal entrei na Eslovénia! Muito simpáticos os motards! Diria mesmo que me fizeram voltar a acreditar que afinal a ligação entre motociclistas é mesmo universal!

O ambiente continuou óptimo pela Croácia e Hungria! Na Croácia um portageiro, que estava a apoiar os pagamentos automáticos por cartão, fartou-se de brincar comigo, sem entendermos as palavras, ele pedia-me para o trazer comigo ma mota! O amigo do outro lado da via só se ria e fazia-me sinais a dizer que ele era doído!

Na fronteira com a Hungria os policias ficaram a olhar para a mota, diziam que tinham motas iguais, que era uma grande mota! Perguntaram-me se o nome na mota era da empresa que ma tinha alugado. Eu disse que não, que era o meu próprio nome! Passaram-se ao perceber que eu vinha nela desde Portugal!

Hoje, aqui em Bratislava, um grupo de 3 polícias, em 3 PanEuropeans, acenaram-me quando eu passei para o castelo e quando voltei ainda lá estavam, levantaram os dedos em “V”. Muito giro! Estou a adorar as pessoas!

Agora vou ver se coloco algumas fotos destes 3 dias, pois foram 3 dias incríveis!

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11 Agosto 2010
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Neste entretanto, em que não disse nada, a viagem começou a subir de interesse para mim! Foi como se só então “saísse de casa”! Afinal tudo o que percorri era terra familiar, de certa forma, agora vinha a novidade!

Comecei o dia 8 de Agosto por uma voltima matinal por Trento, antes de me fazer à estrada. Tem lá um castelinho com muita piada!


O Castelo de Buonconsiglio do Século XIII

Mesmo ali no meu caminho o Lago di Garda

E depois todo o caminho para a Eslovénia foi muito bonito pelos Alpes, mais uma porção a descobrir!

Passei pelo campanário mais alto da Itália, aqueles italianos adoram torres, quanto mais e mais altas melhor!

Encontrei objectos de dimensões bizarras o que me fez pensar em Paços de Ferreira, a capital do móvel!

Encontrei a tabuleta que procurava e…

espectaculares mesmo eram as paisagens que se sucediam!

Desta vez não há motivo para os pneus da minha motita ficarem quadrados! Com a quantidade de curvas que vêem fazendo…

e cheguei a Bled, uma terra lindíssima com um lago decorado por uma ilhota super “mimi”!

Aqui comi um peixe delicioso com o lago como paisagem

e tive companhia para me ajudar a comer o pão!

A minha motita também teve direito a companhia! Por ali circulam imensas motas!

Depois de retemperar as energias, o meu objectivo era o castelo!

De lá de cima pode-se admirar o lago todo, pena o tempo ter encoberto um bocado…

e os montes q eu acabara de percorrer!

Deliciei-me com tudo o que vi e também me diverti!

Depois então lá fui para Ljubliana

Cidade adorável!

Onde se vende e come milho assado na rua (que bom!) E onde também há…

Dei umas voltas por ali, bebi uma cerveja bem melhor que a italiana

E fui até ao castelo! A vantagem de se andar de mota é que tudo é perto, tudo é possível e não se depende de ninguém! Simplesmente se estiver fechado volta-se para trás sem levar uma estafa!

Estava aberto! Subi bem no alto da torre

E como era fácil de imaginar, a paisagem lá de cima era gira!

E fui dormir …

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13 Agosto 2010
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Depois de explorar um pouco da Eslovénia, um pouco que foi muito bom e muito lindo, parti para a Croácia.

Nesta viagem a minha ideia era conhecer um pouco destes países, para mais tarde o fazer mais aos “palmos”. Eu sou medrosa e fazia-me impressão estar mais que um dia em cada país, por não conhecer a sua realidade e ter medo de como a minha mota seria “tratada” cada vez que eu ia dormir! Assim, ficando apenas um dia em cada cidade, dava-me a segurança de que o ladrão certo não estaria na hora certa quando eu estivesse a dormir, para levar a minha motita!

Agora sei que era um medo infundado! Ela tem ficado sempre bem guardada e não terei receio de voltar…

A manhã estava cheia de névoa, o que eu acho sempre muito bonito e misterioso!

A manhã é, sem dúvida o melhor do dia! Sempre lindo…

As casas têm frequentemente uma espécie de recantos nos jardins, bem românticos!

As ruas, sempre secundárias, têm muitos santinhos nas bermas! Povos muito religiosos estes, as dificuldades políticas acentuaram a religião, mesmo que clandestina!

Depois encontram-se pequenos lagos

Pequenos castelos

E então encontrei a Fronteira!

E o paraíso continuou como se não tivesse mudado de país!

Castelinhos lindos, no meio de lado nenhum…

Terras com nomes muito curiosos!

Então decidi ir até Rijeka, na costa e a seguir Pula, que estavam nos meus planos desde o inicio.

Mas, honestamente, o calor estava a apertar, os turistas também e eu não tive paciência para ir mais além!

Que querem, eu não me dou muito bem com as rotas dos turistas, sobretudo quando eles estão todos lá!

Tinha feito uns caminhos de sonho, por terras de ninguém, onde só andava eu e a minha motita e, de repente, vem o calor sufocante e os turistas aos magotes…

Nem a cidade vi decentemente, não me apetecia mesmo!

Comi uma treta qualquer, bebi muita agua e pirei-me dali e nem a Pula fui! Já que tinha de nadar no meio dos turistas fui simplesmente fazer a costa, sem ir a lado nenhum em especial. Nem a Dubrovnik fui, devia estar impossível por lá, (toda a gente lá vai!!!) além de ser muito longe!

E a costa valeu pela volta que dei! Que se lixe se não vi Pula, vivi momentos únicos e isso é que me importa!

A estrada é cheia de curvinhas e o mar sempre ali ao lado. Comigo seguia um viajante de Africa Twin sem GPS que estava sempre a ultrapassar-me e a parar para ver o mapa. Acabou por me seguir e teve muito menos trabalho.

Eu levava o GPS sem rota definida mas podia ver o mapa a “passar” nele, por isso sabia perfeitamente se a rua tinha saída ou se era nacional ou secundária! Este Patrick é muito meu amigo! Mesmo quando não lhe pergunto nada ele vai-me mostrando por que caminhos eu ando!

Então chegou o momento de voltar para Zagreb, uma última foto e voltei…

Depois do mar, a montanha de novo, com todos os seus encantos!

Acabei por cortar caminho, ao anoitecer, porque é que na melhor parte tem de ficar de noite e eu nada mais posso ver? Pimba, auto-estrada!

Dei uma bela corrida, que também já estava a apetecer, depois de tantos km de passeio, e a motita agradeceu, respondeu como se tivesse corrido todos os dias até ali! Ah grande!

Vim tomar um copo a Zagreb e dar uma vista de olhos à cidade ao anoitecer… melhor dizendo, de noite!

E fui nanar!

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14 Ago 2010
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No dia 10 o destino era Budapeste mas, antes de me pôr a andar para lá, havia um recanto do paraíso que eu queria visitar e fui até ao Parque Nacional de Plitvicka Jezera!

Comecei o dia tomando o pequeno-almoço junto à catedral que… está em obras! Porque será que quando viajo o que quero ver está sempre em obras?

oh para ela com as “antenas” enroladas!

Uma bela catedral gótica que merece ser estimada e restaurada!

Ali há o costume de se comprar o que se quer comer, num boteco próprio ao lado, e levar para a esplanada do café onde nos servem apenas o dito com um copo de água!

Andei pela feira (adoro passear-me pelas feiras das cidades que não conheço! É uma forma de conhecer o povo comum de uma cidade!)

Depois lá me fiz ao caminho para o parque, que não é propriamente ali ao lado!

Lá andei uns 5 ou 6 km a pé… estava a ver quando se saia uma perna, mas valeu bem a pena!

Uma sequência de diversos lagos que “descarregam”, uns sobre os outros, as suas águas límpidas em sucessivas cataratas, que passam por entres árvores e raízes, num restolhar permanente e fresco, verdadeiramente inspirador!

O percurso é feito por passadiços de toros de madeira e a água passa-lhes por baixo, aliás, passa-nos por baixo!

Se existe imagem do paraíso na terra será lá, certamente!

Há uma espécie de comboios, que mais parecem camiões com diversos atrelados, que nos levam até ao ponto mais alto, depois é só escolher o percurso e andar, passear, apreciar e fotografar.

O regresso pode ser feito por barco, mas a fila era tããããão grande que desisti.

Depois os “comboios” parece que tiveram um problema, demoravam tanto, que acabei por vir mesmo a pé… mais 3 km!

Foi uma experiencia muito bonita!

O regresso a Zagreb para seguir para Budapeste foi feito numa corrida, pois demorei muito tempo no parque para me dar ao luxo de fazer uns 500 ou 600km em passo de passeio!

Por isso, mais uma corridinha! Desta vez cheguei aos 220km/h, para desenferrujar ar articulações da motita, nem senti a top-case! Não consegui fotografar a mais velocidade porque a foto ficou muito tremida! A máquina fotográfica é nova, ainda se assusta muito!

Na fronteira os polícias foram super simpáticos, fizeram uma boa recepção à minha mota, foi quando perguntaram se o nome na mota era da empresa que ma tinha alugado e eu disse que não, que é o meu próprio nome! Ficaram estupefactos ao perceber que eu vinha de Portugal nela!

Entrei em Buadapeste e conheci logo a famosa Ponte Széchenyi Lánchíd que liga Buda a Peste e é um dos principais símbolos da cidade!

Oh p’ra ela que gira!

Fui até à catedral que… adivinhem! Também está em obras!!!

E fui dormir que estava mesmo exausta!

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Crónica em tempo real!

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14 Ago 2010
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Hoje é o meu dia de pausa (dia como quem diz, pois já conduzi até aqui e foram uns km desde Cracóvia até Varsóvia!), mas como eu dizia, como estou em pausa é para pôr a escrita em dia e foi bem escolhido o momento de pausa, porque a pousada é um espectáculo, a sala de estar muito confortável, com direito a bar com DJ mesmo ali ao lado e a net rápida e constante!

Que mais posso desejar para um local de pausa?!

Então estava eu no dia 11 de Agosto! Depois de dormir como um anjo, fui catar a cidade de Budapeste. As coisas que eu sei sobre a cidade! O rio que a atravessa é o famoso Danúbio, e a cidade é a junção de 3 cidades: Buda e Obuda na margem direita do rio, com Peste, do lado esquerdo.

Tem imensas pontes, já não sei quantas contei, eles disseram que são 10!! Mas a mais famosa é a Ponte das Correntes, a Széchenyi Lánchíd.

Cá está o Danúbio com a catedral ao fundo (bem sujo o rio por sinal! À medida que eu ía caminhando pela sua margem, uma garrafa de 7up acompanhava-me a aboiar na corrente do rio! Inspirador e romântico, a fazer conjunto com a cor amarelada da água)…

O parlamento, um edifício imponente, mais recente do que parece (é do sec, XIX) dizem que é maior parlamento da Europa!

Depois fui até ao castelo, que é mais um palácio, onde viveram os reis lá da terra, e aí está a vantagem de se estar de mota, além de se ir rapidamente onde se quer, deixam-nos passar por todo o lado, mesmo quando os carros não podem ou têm de pagar para o fazer!

Aquela zona, que é a mesma da catedral é de trânsito condicionado, quem quer entrar com o carro paga portagem! As motas não! eheheheh passam simplesmente pelo lado da barreira!

Claro que isso não inclui o direito de levar a mota por qualquer lado… eu é que sou muito distraída e meti-a por todos os quelhos que pude até um policia me vir dizer que não podia andar por ali!

Valeu a pena o risco, estava ainda cansada da caminhada do dia anterior! E assim vi tudo o que quis lá de cima!

O parlamento lá ao fundo é grandioso!

E a ponte, espantosa vista cá de cima!

A catedral tem o telhado que parece tricotado, é muito comum por lá!

é muito bonita por dentro!

de lá pode-se ver o rio, atreves das arcadas!

A zona do Castelo e da Catedral é muito bonita, com casas muito pitorescas. Mais uma vez, aqui também, a gente compra o que quer comer e depois vai para uma esplanada e pede o café para acompanhar!!

Despedi-me da cidade e do rio e segui o meu caminho para Bratislava

Desta vez calmamente e sem auto-estradas, apenas caminhos e terrinhas bem fofinhas!

Com direito a lagos e a castelos

e barquinhos de papel!

E encontrei mais uma placa que procurava!

Para chegar a Bratislava!

Almocei às 4h da tarde, mesmo ao ladinho do castelo! E pelo que me pareceu, nada caro! É que quando começo a conhecer o dinheiro vou embora e tenho de conhecer outro! Mas não foi caro e estava muito bom!

Com a cidade aos meus pés!

Depois de comer então é que fui ver a cidade, é que motor sem combustível não marcha!

Estava cheia de gente! E de calor também!…

Encontrei a escultura mais famosa lá do sítio!

Sempre que via imagens desta escultura perguntava-me se ninguém tropeçaria nela nunca! Lá é que vi que tem uma placa de aviso e ao mesmo tempo de título da obra! Genial!

E o povo não a deixa sozinha um minuto! Até um “mimo” ou “homem estátua” ou lá o que é, de muito pouca qualidade, diga-se, se aproveita da fama da obra e se põe ali ao lado a fazer figuras tristes!

De resto é uma cidade “mimi”!

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15 Ago 2010
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De Bratislava parti para Cracóvia, um dos pontos altos da minha viagem.

Sempre por estradas nacionais ou secundárias, reparei num pormenor que se veio a repetir em quase todo o lado, inclusive depois de entrar na Polónia!

Todas as linhas e guias das estradas são texturadas! Quem nunca stressou, no nosso país por deslizar na tinta escorregadia das pinturas das nossas estradas? Pois, por cá, pode-se stressar por outros motivos, mas por esse não!

qualquer sitio é bom para se tomar um sumo… melhor dizendo, um litro de sumo! É que o calor aperta por aqui!

As minhas mãos estão pretas e brancas do sol!

terrinhas simpáticas, com as suas muitas igrejas com chapeuzinhos nas torres!

e cheguei à Polónia! Nada de fronteira, apenas as placas!

Mais uma vez nada muda da paisagem e o paraíso continua!

As referências ao papa sucedem-se sem que eu entenda o que dizem! Julgo que se referem à visita recente do papa à Polónia, mais especificamente a Auschwitz!

E lá cheguei a Cravóvia!

A praça Rynek Glówny, a principal de Cracóvia e a maior praça medieval da Europa

Como seu Hard-Rock Café num edifício bem antigo e bonito!

Noivos brincam pela rua à porta do castelo numa simulação teatral de idade média!

A catedral (em obras…)

E o pôr-do-sol lá de cima!

jantei numa esplanada da praça principal e fui descansar, o dia seguinte ia ser emocionalmente pesado…

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Auschwitz foi a experiência esperada há muito tempo e uma das razões impulsionadoras desta viagem…

Não sou uma fanática pela 2ª guerra, nem por guerra nenhuma, mas as atrocidades praticadas nesta época mereceram sempre todo o meu respeito e espanto, pela dimensão que a estupidez humana pode alcançar…

No ano passado visitei o local do desembarque na Normandia, bem como grande parte das catedrais e cidades que foram gravemente danificadas ou mesmo arrasadas, como a cidade de Colónia na Alemanha, mas nada me chocou tanto como Auschwitz…

Como me dizia o meu homem por sms, estar lá e ver na televisão, são realidades diferentes, foi um dia de reflexão…

“O trabalho liberta” – inscrição irónica sobre a entrada do campo de extermínio…

Inicialmente o local foi escolhido aproveitando as instalações do exército Polaco, já existentes aquando da ocupação da Polónia e seria apenas para prender os intelectuais do país ocupado, pois são sempre os mais perigosos para um sistema ditatorial.

Assim os primeiros “habitantes de Auschwitz foram padres católicos, advogados, artistas, arquitectos e gente letrada polaca.

Estas pessoas foram fotografadas e “catalogadas” e por aí se sabe quem eram, mas logo as SS perceberam que não valeria a pena esse cuidado pois eles eram tão mal tratados que emagreciam estupidamente e as fotos rapidamente deixavam de ter a ver com os donos… depois duravam tão pouco, 3 ou 4 meses, às vezes um ano… que não valia o trabalho!

Aqui eram julgados os “criminosos” polacos da zona e fuzilados. Claro que o julgamento era uma farsa…

se não eram fuzilados era torturados nos troncos, de onde saiam com os músculos destruídos.

Depois começou a ampliação do campo, a recolha de judeus por todo o lado e esses nem catalogados eram, alguns nem chegavam a fazer parte da população do campo, entravam directamente para as câmaras de gás…

Câmara de gás onde podia ser mortas 300 ou 400 pessoas

Aberturas no tecto por onde eram lançados os cristais mortais de Cyclone B

Este gás era usado como insecticida e depois adaptado para as pessoas…
Só se aproveitavam as pessoas que tinham condições físicas de trabalhar, o resto era morto! Mulheres, crianças, velhos, doentes ou inválidos eram gaseados e cremados…

Os crematórios…. As cinzas depois eram lançadas no rio ou nos terrenos em redor.

Esta câmara de gás e estes crematórios foram desactivados com a construção de outros muito maiores, por isso chegaram até nós intactos.

Entretanto quem não era morto não tinha muito melhor sorte, vivia em condições desumanas, ao calor ou ao frio, quase sem comer e sempre a trabalhar, e duravam muito pouco… Trabalhavam para o Reich na redondeza e construíram a grande secção de Auschwitz II a 3 km Birkenau, muito maior, muito pior, muito mais mortal, entrar ali era nunca mais sair!

Pela Porta principal de Birkenau entravam os comboios que levavam os condenados directamente para as câmaras de gás gigantescas.

Era aqui que se faziam experiências “médicas” mas mulheres e crianças judias, era aqui que as pessoas entravam directamente para as imensas câmaras de gás.

viviam em condições miseráveis, entre pulgas e ratazanas e centenas de pessoas em cada pavilhão sem qualquer conforto.

As poucas imagens da época mostram o que aquilo era!

retretes tenebrosas…

alguns prisioneiros simplesmente não aguentavam e atiravam-se para a cerca electrificada e morriam electrocutados…

há apenas 2 anos foi encontrada na Alemanha uma carruagem da época e trazida para Birkenau..

O curioso é que os judeus eram uma raça a extinguir, mas o que era deles era aproveitado e vendido na Alemanha! Os seus pertences, mesmo pessoais, as suas jóias e… os seus cabelos! Os cabelos eram rapados, lavados e enviados para a Alemanha para fazer tapetes e mantas, como a lã das ovelhas!

Cabelos…

Quando o campo foi libertado encontraram milhares de objectos que ainda não tinham sido enviados para fora… milhares de coisas que chocam…

Óculos

Próteses

Malas

Sapatos

Mataram gente até ao último momento, mesmo quando já sabiam que iam perder a guerra. E mesmo aí ainda deportaram prisioneiros para a Alemanha, queriam que aquela gente morresse a todo o custo!

E à última da hora tentaram destruir evidências e demoliram os 2 grandes crematórios de Birknau bem como as imensas câmaras de gás. Hoje conservam-se os destroços e é junto deles que está o memorial com a mensagem em todas as línguas dos povos sacrificados ali.


“Que este local onde os Nazis
assassinaram um milhão e meio de homens,
de mulheres e de crianças,
na maioria judeus de diversos países da Europa,
seja para sempre para a humanidade
um grito de desespero e um aviso.

Auschwitz – Birkenau 1940-1945”

Hoje as pessoas que visitam o campo deixam flores e passarinhos de papel em todos os recantos de sofrimento…

O director do campo foi julgado e referiu sempre, orgulhosamente, que tinha orgulho da sua missão cumprida! Foi enforcado em Auschwitz, mas de todos os SS heróis, apenas uns 10% foram apanhados e julgados todos os outros fugiram e refugiaram-se na América do sul, cobardemente…

Desculpem se me estendi… havia tanta coisa mais para dizer…


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Todas as fotos são minhas, experimentei, como tinha prometido, fotografar a preto e branco, achei que era apropriado!

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16 Agosto 2010
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Cucu!

Ainda bem que apreciaram a etapa de Auschwitz… reli-a agora e reparei que tem alguns erros, espero que não perturbem de todo a narrativa…

Neste momento estou em Sopot, cá bem no norte da Polónia, mesmo à beirinha de Gdansk. Ambas as cidades são muito interessantes!

Estou numa pousada que é um sonho, apetece ficar aqui uma semana!

Beijucas

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18 Agosto 2010
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Cucu!

Estou em Berlim desde ontem, já fiz uns km a pé e de mota pela cidade, mas hoje de manha chovia bastante e pirei-me para Dresdem, que era um dos grandes objectivos da minha vinda a Berlim. Cidade espectacular, como tinha imaginado.

Ainda bem que fui para lá, porque aqui o tempo esteve uma bosta todo o dia! Lá estava sol!
E quando voltei trouxe-o comigo e ainda dei umas voltas por cá, até comprei um pedacinho do muro de Berlim!

Entretanto o meu pequeno portátil não está a gostar da net daqui e eu tive de vir para o pc da pousada, o que me impede de colocar fotos… para já.

Logo que resolva a situação vai ser uma chuva delas!

Beijucas e até já

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19 Agosto 2010
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Cucu!

Hoje estou em Bremen e fiz para cima de 780 km, andei a catar uma série de recantos e a dar umas corridinhas nas vias rápidas!

Aqui é assim, ou vou a passo de caracol pelas nacionais, ou dou umas corridas e vejo terras mais distantes umas das outras!

Optei pela 2ª hipótese e levei a minha motita várias vezes aos 220/230 km/h! Atenção que fi-lo dentro da legalidade (olhem para mim e chorem!)

! É tão giro encontrar uma placa, que aí nem existe, que indica o fim do limite de velocidade! Ela adorou, parece uma jovenzinha, ninguém diz que já fez 160.000 km!

Ora bem e como aqui a net está e harmonia com o meu pequeno portátil, vou ver se publico o que já fiz mas não consegui por on-line!

Até já
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19 Agosto 2010
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Escrevia eu no dia 16, em Sopot (há 3 dias):

Estou no jardim da pousada, cheio de velinhas nos muros e candeias penduradas nas árvores, que iluminam de uma forma bem inspiradora todo o espaço. A pousada é uma vivenda muito bonita rodeada de árvores, flores e relva fresca, numa noite amena e agradável. Está uma noite sem luar mas isso só acentua os pontos de luz aqui em meu redor!

Que mais se pode desejar da vida senão viajar e desfrutar destes pequenos paraísos que cada país tem para nos proporcionar?

Dia 14 de Agosto – Saí de Cracóvia quando se estavam a preparar as comemorações do dia do soldado polaco (acho que era isso!) e parti para a capital.

Sentia-se que era fim-de-semana pelo movimento, ou a falta dele, nas estradas.

Passei em pequenas terras pelo caminho, onde a minha mota fez sensação! Ouvi os primeiros assobios depois de sair de Portugal! Afinal os Polacos também mandam piropos!

Kielce é uma cidadezinha cheia de gente na rua principal que parece nunca chegar ao fim!

Depois as ruas estavam todas em obras, ou parecia, e não tive paciência para entrar em mais cidade nenhuma.

O calor apertava e fui directa a Varsóvia

Os dois últimos dias 14 e 15 foram passados em Varsóvia, passeando por um solo cheio de história de destruição de sofrimento… não persegui muito os locais mais terríveis, tentei apenas passear pela cidade, embora a história esteja por todo o lado em pequenos recantos de memória ao passado cruel da cidade.

Ao contrário, deixei-me levar pelo que a cidade tem de bonito para dar. Com 39 graus não havia espírito para andar a sofrer pelos locais onde outros já sofreram tanto!

O povo derretia pelas ruas com o calor!

No centro da praça principal, a praça Rynek Starego Miasta, tinham colocado uma mangueira que refrescava todo e todos, disparando água em leque! Que brilhante ideia!

Eu também lá passei! Guardei a máquina na carteira e fui apanhar uma regaleda! Que bem que soube!

Saí de lá com o cabelo a pingar mas feliiiiiz! Eu e o calor nunca fomos muito amigos…

Mas ainda arranjei coragem para subir à torre que melhor vista proporciona sobre a praça (não me lembro do nome dela..)

Cá está ela! Parece pequena mas reparem no que se pode ver lá de cima:

E lá estava a minha companheira de todas as andanças!

Bem vou ter de desligar, o povo não me larga, gostam de saber tudo de toda a gente, é tipico de viajantes! …

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19 Agosto 2010
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Escrevia eu em Berlim…

A net por aqui é um desespero! Abandona-me a todo o momento!
Hoje é dia 18, estou em Berlim, num dia chuvoso e frio que me fez “pôr a andar daqui”… A bem dizer Berlim era apenas uma das finalidades aqui, eu queria muito ir a Dresden e, aproveitei o mau tempo e lá fui! Lá estava sol!

Mas eu estava a falar de Varsóvia! Xi, isso já foi há uns dias! Varsóvia um solo cheio de história que ninguém pode ignora, mesmo que queira! Os memoriais estão por todo o lado e as referências á destruição da cidade pelos nazis, também!

Comi uma sopa miserável! Só se aproveitava a cerveja! “Zurek” é o nome da famosa sopa, com aspecto e textura de leite e com sabor avinagrado, uns pedaços de salsicha fresca e meio ovo cozido dentro… foi a coisa mais reles que tentei comer nesta viagem!

Depois tentei compor a coisa comendo uma lasanha, estava original, não estava má!

Varsóvia foi totalmente destruída pelos nazis, por ordem de Hitler, todas estas casinhas foram depois meticulosamente reconstruídas… custa a crer!

Entretanto descobri que a minha máquina me andava a tirar umas fotos às escondidas!

Enquanto eu dava uma volta pela cidade nova

Com reminiscências do passado comunista – Palac Kultury i Nauki,(Palácio da Cultura)!

E o futuro mesmo ali ao lado!

Os centros comerciais são como os nossos, coisa rara! Normalmente não existe o conceito de centro comercial como para nós, ou são tipo Corte Inglês, ou são lojas soltas pela rua. A Polónia foi o primeiro país que eu vi centros comerciais e bem interessantes, como este!

Aquele vidro ondulante é parte da cobertura do espaço, muito giro!

Varsóvia de vidro!

E os policias, sempre giros, sempre com boas motas e sempre simpáticos! Pelo menos comigo…

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20 Agosto 2010
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Depois, no dia 16, parti para o norte, o destino era Sopot, na costa do mar Báltico mas passei primeiro por Gdansk (esta gente consegue dizer imensas coisas com montes de consoantes e apenas uma ou duas vogais, são espantosos!).

Gdansk, tal como eu suspeitava, é uma cidade muito interessante, cheia de movimento, musica e alegria!

Encontrei terras interessantes pelo caminho!!!!!

Mais uma cidade antiga e cheia de história!

Aqui começou a 2ª Guerra mundial ou antes, a ocupação desta zona pelos nazis, despoletou a guerra…

Conheci lá um polaco muito simpático, que falava um inglês bem mais miserável que o meu, mas conseguimos conversar enquanto eu almoçava. Surpreendentemente, a dada altura da nossa conversa de surdos, ele perguntou se eu não era artista!! Perguntei como adivinhou, ele respondeu que eu tinha ar disso, de Picasso!

Entretanto despediu-se mas perguntou se eu ainda estaria ali dali a 5 minutos. Disse que provavelmente sim, pois ainda estava a almoçar. Voltou a passar pelo lado de fora da esplanada e ofereceu-me uma rosinha muito gira, um anjinho e uma fatia de queijo e desejou-me boa viagem!

São pequenas histórias que tornam uma viagem especial também!
Depois lá segui para Sopot, logo ali ao lado! Fui ver o mar, era amarelo! E o famoso molhe o “Molo”, de madeira, o maior da Europa, dizem que tem 515 metros!

Só peca por uma coisa, para mim, não tem nem uma sombra! A gente torra ali, e era o que algumas pessoas estavam lá a fazer, a torrar!

As fraldas do molhe, aquilo é mesmo tudo em madeira!

Lá está ele, visto da praia…

Encontrei a famosa casa torta, a Krzywy Domek, mas será mais visível depois do Outono, pois neste momento as árvores tapam-ma parcialmente. Várias pessoas desataram a fotografá-la quando eu o estava já a fazer, não a tinham visto sequer!

E bem à porta estavam dois rapazes banais, mas um deles transportava um passageiro no saco!

Adorei!

Um passageiro silencioso!

A pousada era um miminho! Uma vivenda com um jardim muito mimi! À noite acendiam-se velinhas por todo o lado e o jardim enchia-se de romance e conversas! Por causa dessas conversas, em que todos queriam saber coisas de todos, é que eu não consegui acabar a crónica de Varsóvia e depois demorou para caramba a voltar a conseguir faze-la e publica-la!

O jardim

A casa

O meu quarto, com o meu novinho capacete schuberth c3 no parapeito da janela!

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Então anteontem, dia 17 parti de novo, desta vez para Berlim! Chovia de manhã e a temperatura era baixa. A dada altura quase tive saudades do calorão de Varsóvia! Entrei numa via rápida e o Patrick murmurou-me ao ouvido, siga por mais 285 km! Cruzes, isso existe uma via rápida com tanto km seguido sem desvios? Existe, a que eu fiz, entra pela Alemanha dentro e leva-nos até Berlim, sempre a mesma, sempre sem pagar!

encontrei uma terrinha bem girinha para comer qualquer coisa.

Não há como a margem de um lago para se fazer um pic-nic!

Depois segui pela tal via rápida de quase 300 km, a A 114 e passei pela placa que procurava

Os alemães são poupados, nem o nome do país tem, apenas uma letra!

Aquele céu estava inspirador!

E cheguei a Berlim! Berlim estava bonita e ainda deu para dar umas boas voltas por lá ao anoitecer! Gostei bastante da sensação.

Fui ver a Porta de Brandemburgo, (sec XVIII), também faço figurinha de turista! E tirei algumas fotos bem giras. Estava lá tanta gente com maquinas enormes e boas a fazer tão más fotografias!!!

Aquela zona é interdita ao trânsito, mas quando o polícia se chegou eu já ia embora com a foto tirada…

Jantei mesmo em frente ao Memorial aos Judeus Assassinados na Europa, sugestivo!

e voltei à Porta de Brandemburgo depois de jantar, porque de noite aquilo é giro!

Dei uma volta ali na redondeza a pé, dar uma vista de olhos ao rio Spree.

o Palácio do Reichstag, o parlamento alemão

Imponente! Não o consegui visitar por dentro porque estava permanentemente com uma fila de quilómetro até altas horas da noite!

Voltei ao Memorial buscar a mota e fui dormir!

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20 Agosto 2010
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Cucu!

Estou em Frankfurt, mas giro giro foi o caminho para cá!
Fiz mais uma infinidade de km e foi o paraiso sobre 2 rodas!

Passei numas terrinhas deliciosas que se chamam Marbur e Hedelberg.

Eu vi passar um “atlas” de cidades nas placas: Amesterdão, Basel, Koln, Dusseldorf… até Luxembourg! Mas umas já visitei, outras… não me apetecia visitar! Apetecia-me afastar-me das grandes cidades e foi o que fiz, para grande basta Frankfurt!

Ainda não vi as fotos mas acho que fiz algumas espectaculares… logo se verá!

Até já

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21 Agosto 2010
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Cucu!

Hoje e amanhã estou em Offenburg, para ir visitar a Floresta Negra e o lago de Konstanz.

No caminho para cá conheci Saarburg (linda) e Baden Baden (mais comum), adorei!

Está calor de novo, para eu experimentar de tudo, desde chuva, temporal, frio, sol e calor! Que mais falta? Neve?

Beijucas

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21 Agosto 2010
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No dia 18 acordei com o mau tempo todo em cima de mim! Com direito a trovoada e tudo! Que chatice ter de vestir as tralhas da chuva para andar de um lado para o outro! Ainda dei uma volta, pela Breitscheidplatz,

o verdadeiro coração de Berlim ocidental.

As ruínas da Igreja Memorial, que domina a praça serve como um lembrete potente da força destrutiva da guerra

]

devia ter sido linda!

Como ela era antes…

Como ela ficou depois dos bombardeamentos de 1943… Na reconstrução da cidade a tendência era de derrubar o que estava em ruínas e construir algo novo. A população não deixou que se derrubasse o que restava da catedral e a nova igreja foi construída ao lado, que remédio!

Muito mais bonita por dentro que por fora…

O altar

O coro.

Mais um memorial da guerra, mas o dia estava uma bosta! Para andar de fato de chuva, era para fazer sauna dentro do fato, para andar sem ele, era para apanhar uma molha… fui para Dresden, a capital da Saxónia!

E lá o tempo estava bem melhor, afinal fica a quase 200km de distância!

Mais uma cidade mártir! Cheia de memórias da guerra de que saiu quase totalmente destruída do controverso bombardeamento de 1945 onde morreram cerca de 35 mil pessoas …

Frauenkirche de Dresden – Igreja barroca de Nossa Senhora – Luterana. Completamente destruída durante o bombardeamento a sua reconstrução apenas ficou completa em 2005!

Cada pedra negra é de origem, cada pedra branca é nova… hoje é o símbolo da reconciliação entre amigos e inimigos de guerra

O interior, muito interessante e diferente!

O tecto tem uma abertura para o nível de cima que é asserível por uma rampa em caracol (sim, não tinha degraus!) que eu subi.

para ver Dresden lá de cima!

Ainda hoje se questiona aquele bombardeamento fulminante que derrubou e queimou tudo. Os ingleses diziam que ali era um centro militar o que na realidade era… uma Florença alemã… um centro de cultura e arte…

nas margens do rio Elba.

Voltei a Berlim, quando a chuva estava a chegar a Dresden…

Berlim parece que está a ser reconstruída de novo, a considerar pela quantidade de ruas e edifícios em recuperação!

Mais um momento de reflexão no espaço “A Topografia do terror”…

Situado exactamente no coração onde tudo era maquinado, na base da Gestapo.

Quando ia a chegar ao local, o céu escureceu, encheu-se de nuvens negras e desatou a chover com tanta intensidade que toda a gente fugiu a correr para se abrigar! Foi a minha recepção ao local…

Aqui se reunia, aqui se decidia, prendia, torturava, humilhava e oprimia…

Uma exposição muito completa, documenta a história e as histórias do que foi o III Reich.

Aqui está também uma parte do Muro


Todo esgadanhado das pessoas tentarem tirar bocados…

Ali ao lado, junto da lojinha de recordações oficial há um pedaço também

Depois de mais um momento de “oração”, fui dar mais uma volta pela cidade, encontrei a catedral (barroca).

Esta foi reconstruída, não a deixaram em baixo…

Ela fica mesmo na margem do rio!

Ainda fui dar uma vista de olhos à ilha dos museus, estava tudo fechado aquela hora, claro!

Passeei ainda um pouco junto ao rio e fui dormir.

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22 Agosto 2010
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Cucu!

Hoje foi um dia muito internacional!

Almocei na Alemanha, lanchei na Suíça e jantei em França!

E não há ceia senão acho que seria na Áustria!

Apanhei uma tempestade monumental, as estradas ficaram inundadas, encontrei 3 acidentes por causa do mau tempo…

A minha motita deve ser tipo torpedo, segue em frente sem se abalar e cheguei a Estrasburgo a pingar mas de perfeita saúde! Toda a gente olhava para mim porque não tinha chovido lá e eu escorria água!

Eu já vou a caminho dos 12.000km e ainda não estou exausta! Estou mas é a começar a ficar triste, aproxima-se o fim…

Mas ainda são uns bons km a fazer, por isso vou-me animando!

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23 Agosto 2010
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Cucu!

Estou em Praga, depois de ter passado por Munique, grande parte da viagem debaixo de chuva, mas a entrada na Republica Checa foi um espectáculo!

Este Patrick acha que eu devo conhecer o mais bonito de cada percurso e trouxe-me pelas “fraldas” do país! Entre campos, quintas, lagos (muitos lagos) e ruínhas que me fizeram por em dúvida a sua sanidade mental… a verdade é que cheguei direitinha à porta da pousada de Juventude, sem nenhum percalço! Adoro-o!

Foram mais de 700 km de puro prazer (chuva à parte).

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Ora eu tinha-vos deixado em Berlim!

No dia 19 fui para Bremen, pelo caminho passei pela terra onde morreu Bach, Leipzig.

Uma terrinha simpática que vale por quem lá viveu!

Depois passei por Hamburgo, a 2ª maior cidade do país e com o maior porto no rio Elba

Com um pequeno jacto de agua, ao estilo do de Genève, mas pequenino!

Mais um memorial, a torre da antiga catedral de Sainta Nikolai, derrubada nos bombardeamentos da 2ª guerra, já foi a torre mais alta do mundo.

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Hoje tem um elevador que nos leva até lá acima.

A mesma população que não deixou derrubar a torre, juntou e duou dinheiro para que fosse colocado lá o elevador e assim permitir que as pessoas subam e vejam a cidade lá de cima.

Como era a catedral antes…

O que resta dela hoje..

Havia muita coisa em obras lá também

e a zona portuária divide-se em vários canais, com as construções em tijolo de todos os lados

Depois o trânsito começou a tornar-se infernal, com as obras não se podia circular por varias ruas… furei pelo meio daquilo tudo e pus-me a andar para Bremen

Pelo meio de dois prédios chegava-se à zona mais castiça!

Que vai dar à praça principal

E tem o rio Weser, ali ao lado, onde o por do sol foi mágico!

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Crónica em tempo real!

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24 Agosto 2010
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Cucu!

Estou em Praga, já caminhei umas horas pela cidade e de mota já lhe dei varias voltas, é que é tudo tão grande, tão espaçoso e tão distante que o que me vale é a motita, senão não teria pernas para ir ver tudo!

A net aqui é leeeeenta para caramba, por isso não devo poder colocar nada hoje… paciencia, vou dormir que amanhã vou para os glaciares!

Beijucas

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25 Agosto 2010
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Cucu!

Estou em Salzburgo por 2 dias!
Fiz uma viagem impecável. A paisagem é bem mais interessante por estes lados, parece que estou na Suíça!

Acho que fiz boas fotografias e, como a net aqui é boa, vou tentar por a escrita em dia, enquanto estou a descansar na pousada que mais parece um hotel de 3 ou 4 estrelas!

Deixei-vos em Bremen, terra muito bonita com a sua arquitectura Gótica de tijolo que eu só conhecia dos livros mas que por cá é comum e muito bonita!

No dia seguinte fui para Frankfurt e pelo caminho passei numa terrinha maravilhosa, Marburg, aparecia referenciada como uma terra de interesse histórico e é!

“Peguei” na minha motita e fui ver

Terra pitoresca com as suas casinhas de “brincar” como eu gosto!

A catedral gótica, junto da qual eu tomei mais uma cervejola óptima (como todas nesta terra!)

Esta catedral, a Catedral de Elisabeth, é uma das primeiras em gótico puro e dizem que foi o modelo arquitectónico para a Catedral de Colónia! Se bem que os arquitectos esmeraram-se muito na de Colónia!…

A terra é um mimo! Com direito a rio, fica na margem do rio Lahn

e a recantos lindíssimos!

Fica num local um pouco íngreme, o que nos permite subir e vê-la lá de cima

Depois é desfrutar de todas as ruelas possíveis, pois todas têm o seu encanto!

É uma cidade tão antiga como Portugal! Sec XII! E a Rathaus é do sec XVI (1527) Um espanto!

Aqui eu já estava viciada num pão que eles têm que é cozido com queijo por cima… huuuuuum uma delícia, comi 4 ao passear pela cidade!

Depois lá fui para Frankfurt, (Frankfurt-am-Main) é o centro empresarial e financeiro da Alemanha.

Depois de Marburg pareceu um bocado menos interessante… tudo é relativo!

O recanto mais encantador da cidade está na praça Römerberg

Como havia algum tempo até anoitecer dei uma corrida até Heidelberg

Com a sua ponte medieval, como toda a cidade

E as ruínas do seu castelo medieval/renascentista, Victor Hugo andou por lá!

E veio a noite com mais um pôr-do-sol!

É giro assistir-se ao pôr-do-sol sobre uma ponte histórica!

Quando cheguei de novo a Frankfurt era noite

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25 Agosto 2010
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No dia seguinte depois dar uma volta pela cidade de Frankfurt

fui para Offenburg e no caminho fui “cumprir a promessa” de visitar Saarburg!

Pelo caminho, ao abastecer, o moçoilo da estação de serviço veio lavar-me o vidro da mota! Muito simpático e cantava enquanto lavava!

O caminho foi recheado de paisagens lindas

Saarburg valeu a pena, é outra terrinha bem pequena e bonita, com um desvio no rio, que o faz passar no centro da cidade, juntando-se de novo numa queda de água impressionante!

A origem da cidade é medieval e lá estava a catedral

Valeu a pena passar lá!

Depois segue o rio Saar (daí o nome da cidade), lindo caminho!

Segui por paisagens relaxantes e caminhos deliciosos, atravessei um pouco da França

Voltei a entrar na Alemanha e passei em Baden Baden, uma cidade termal

E fui jantar a Estrasburgo! Tinha lá estado no ano passado mas é sempre bonito lá voltar! A cidade é muito bonita como toda a Alsácia

Aquela catedral há-de impressionar-me para sempre!

Lindíssima!

O foi noite no rio Reno…

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26 Agosto 2010
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Cucu!

Hoje, para completar o quadro e para fazer inveja a todos os viajantes fui fazer a Alpin Road… huuuummm que espectáculo! Um sonho sobre 2 rodas! Ainda tenho um pé no paraíso!!

Agora quando me disserem que quem nunca foi a Faro não é motard eu pergunto e quem não foi mas fez a Alpin Road é o quê?

800km de puro prazer, entre os Alpes austriacos e o Tirol! Ainda tenho as mãos a temer!

Até já

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29 Agosto 2010
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Dia 22 de Agosto, fui para sul, passear-me pela Floresta Negra e Lago de Konstanz entre Alemanha, Suíça e Áustria.

Pelo caminho passei por Freiburg, uma cidadezinha interessante em que todas as ruas têm pequenos cursos de água abertos, onde a água fresca corre permanentemente

A sua catedral gótica, como quase todas as que tenho visto, está em obras!

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O largo da catedral é simpático com algumas construções remarcáveis

Depois toda a cidadezinha vai tendo construções medievais muito bonitas, apetece passear por ali!

Depois fui para Konstanz, um percurso giro mas desesperante com todo o trânsito!

Houve automobilistas que stressarm porque eu os fui passando, queriam que eu ficasse horas na fila com eles com um espaço óptimo ali ao lado par eu passar?

Já os peões não se chatearam nada quando estacionei a mota o caminho deles para visitar a cidade! Algumas pessoas ficaram a ler os autocolantes da traseira da minha motita e, curioso, os que mais os excitaram foram os de Espanha! Tudo é relativo, Espanha fica longe dali!

Fui visitar a catedral, é muito interessante e fresca, naquela altura isso era bom pois estava bastante calor!)

Subi à torre da catedral para ver a cidade lá de cima, devia ser gira!

E era!

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E o lago de Konstanz aos nossos pés!

A floresta negra… estava cheia de gente! Eu que sempre sonhei passear por ali sozinha, entre o mistério e o receito, tive de andar da “perna” e procurar os caminhos menos populares, ou ver-me-ia negra por lá!

Andei por lá a ver se encontrava o capuchinho vermelho, mas a esta hora já se casou com o lobo mau!

Gostei do “nada” para além da densidade do arvoredo! Houve zonas em que a temperatura desceu 3 e 4 graus! E quem anda de mota sente todas essas variações de temperatura! Cheirava a madeira e a feno…

Então uma placa chamou-me a atenção fazendo-me recuar uns anos na minha vida…

Não resisti e fui para lá! A última vez que estive em Schafausen ainda vivia na Suíça, as cataratas mais espectaculares da Europa, embora não sejam altas atingem velocidades e pressão extraordinárias e o efeito é extraordinário!

Ali o cheiro a agua é intenso, não sei se conseguem imagina-lo!

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Depois disso nada mais me apetecia ver, ainda passei por Estugarda mas a pachorra era pouca.

A cidade parecia abandonada, não havia ninguém em lado nenhum, o tempo estava a ficar cinzento… segui caminho por Ludwigsburg

Fui jantar de novo a Estrasburgo, mais um pouco de fascínio, adoro aquela terra!

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Comi bem, ao som de música ao vivo, com a catedral como cenário… que mais querer da vida!?

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02 Setembro 2010
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Cucu cheguei!

De repente deu-me um ataque de saudades e de “o que ando eu a fazer por Espanha se Espanha é destino de Páscoa e não de Verão?” e vim para o meu ninho!

Hoje, finalmente já volto a dormir acompanhada e agarradinha depois de 34 noites sozinha!

O dia foi feito de 4 estações! Apanhei frio, chuva, sol e calor, de forma alternada e imprevista, pois a cada cidade ou recanto de Espanha a temperatura mudava e o humor do tempo também!

Não vim por León e sim por Valladolid e não me apeteceu ficar lá!

Agora é relaxar e acabar a minha história que ficou lá atrás…

Mil beijucas a quem me “acompanhou” (e continuará a acompanhar a história até ao fim nos dias que se seguem), nestes dias e até já!

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03 Setembro 2010
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Ora eu cheguei a casa mas a viagem continua por aqui! [:D]

23 de Agosto parti para Praga passando por Munique e pelo caminho passei pela Legoland! Eu sabia que existia mas não imaginava onde era!

Não entrei, numa viagem destas ir a um parque de diversões, para mim, é cair fora do paraíso para o mundo real… e eu não queria isso… não me apetecia ouvir miúdos e graúdos a gritar e a correr!

Tirei a foto da praxe e pus-me a caminho

Munique, só foi pena o tempo estar encoberto, o céu azul fez ali muita falta naquele dia para mim.

Cada vez que viajo volto a apaixonar-me pela minha motita, só me apetece fotografa-la!

O edifício neo-gótico (sec XIX/XX) da Rathaus é qualquer coisa!

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Estes alemães são engraçados, dentro do edifício da câmara, no pátio interior, existem esplanadas e cafés!

Quando é que se poderia pensar numa esplanada num pátio interior da Câmara do Porto?

Aqui se realizaram os Jogos Olímpicos de 1972, quando tudo correu mal e um grupo terrorista sequestrou atletas e tudo acabou com o celebre Massacre de Munique e a morte de todos os reféns…

A vida que aquela cidade tem, mesmo com tempo negro de chuva!

Ali ao lado a feira fervilha de movimento e a cerveja está sempre a sair! A gente apenas pega numa caneca e paga no balcão ao lado. E é booooa!

Encontram-se “coisas” curiosas pela cidade

Até uma espécie de memorial artesanal ao Michael Jackson!

E elas rezam, e põem coisinhas, e flores e quadro pintados de gosto duvidoso!
O recanto do Kitsch a tocar o pimba e o mau gosto!
E o homem da estátua deixou de ser dono do seu pedestal!

Ali ao lado fica a praia de quem não tem praia!
E pus-me a andar para a República Checa. Munique pedia mais tempo e eu vou lá voltar, esperando encontra-la com tempo de sol e céu azul…

A República Checa foi um paraíso percorrido!

Com os seus laguinhos espalhados por todo o lado!

Digam lá se a minha não é linda de morrer nestes cenários!

Lagos e montes com a estrada no meio!

E cheguei à Pousada de noite, só tive pachorra para “deitar” a motita no recanto de bicicleta que me arranjaram e dormir!

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03 Setembro 2010
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24 de Agosto, um dia cinzento infelizmente, pois uma cidade fica linda com o céu azul lá em cima… Praga é uma cidade muito interessante mas estranhamente diferente do que eu esperava encontrar!

Uma coisa que me surpreendeu nos países que visitei e a Republica Checa não foi excepção, foi a religiosidade dos povos tão evidente!

Na Praça da Cidade Velha a Catedral de Nossa Senhora de Tyn em que as torres estão por cima das casas e a gente só as vê a alguma distância!

Uma coisa que eu aprendi com as minhas viagens por essa Europa fora é que, de manhã cedo, posso passar com a mota por todo o lado, aproveitando os momentos em que os abastecedores entram palas praças e ruelas até aos estabelecimentos.

A Câmara da Cidade Velha, uma torre notável do sec XIV

Por aqueles lados da Europa é comum as casas pintadas por fora com os motivos mais variados e de épocas igualmente variadas! Vêm-se também pela Alemanha, Áustria e Suíça.

Depois fui ao Castelo de Praga, como não podia deixar de ser! Por ali reina uma mistura de estilos desde o Gótico da catedral de São Vito, até as remodelações barrocas, passando pelas intervenções renascentistas em diversos elementos arquitectónicos.

Cá está a catedral de São Vito

Com a construção em frente quase não há espaço para apreciar toda a grandiosidade da fachada do edifício!

Está em obras… (já vos tinha dito que a Europa parece que está toda em obras, não?)

De lá de cima do Castelo pode-se ver Praga

O portão do castelo tem umas esculturas muito curiosas dos dois lados! Vim a descobrir que são cópias de esculturas do sec XVII dos Gigantes Lutadores e realmente eles estão de cacetes na mão a bater em alguém! Voltei a vê-los em Viena! Tenho de saber mais sobre estes gigantes!

Uma coisa curiosa eram os guardas do castelo! Muito sérios, muito bem fardados mas simpáticos! Pediam-lhes para posar para uma foto e eles deixavam, sem um sorriso, mas deixavam e ficavam ali muito prestáveis!

Depois deixei Praga para trás e continuei o meu caminho

por caminhos muito bonitos, sempre com lagos a aparecer, por aqui e por ali!

E entrei na Áustria, por entre duas nuvens, numa nesga de sol!
A Áustria tem um nome incrível que não se parece nada com “Áustria”!

Viena, foi considerada a melhor cidade do mundo para se viver! É obra heim?

… e a Catedral gótica de Santo Estêvão… em obras!

Viena é uma cidade espaçosa! Deve ser terrível visita-la a pé, tudo é tão grande, longe e espaçoso, que eu ia de um edifício para outro de mota, só para não ter de ir e sobretudo voltar a pé!

A catedral de Viena é uma das maiores catedrais góticas da Europa (sec XI)! Muito bonita e com o seu telhado trabalhado com um padrão muito giro!

No Palácio Hofburg, composto de uma série de edifícios e jardins e onde fica o museu da imperatriz Sissi.

Nos jardins da cidade da musica claro que se encontram músicos!

De longe podia-se ver o edifício da Rathaus

Em frente estava a decorrer um grande evento e eu passei ali bons momentos feitos de cerveja e aperitivos e conversa em várias línguas… tinha de ser!

Depois de muito procurar uma oficina da Honda… não consegui! Acabei por ir a uma da Kawasaki e Suzuki. Tinha de trocar uma lâmpada da frente e outra de trás. Estava a tornar-se difícil circula à noite sem uma luz!

Foi uma hora de susto! O rapaz não conhecia a mota, começou a tirar peça e não as conseguia depois colocar no sítio! Estava a ver que tinha de vir embora sem lâmpada e com as peças num saco plástico!

Foi chamar o colega e foi mais meia hora de susto! Pensar que eu conheço gente que troca uma lâmpada de uma Pan e 10 segundos e nem é mecânico!

Coitada da minha motita! Quando eles finalmente conseguiram por aquilo a funcionar, até se assustaram ao abrir o banco de trás para trocar a de trás também!

“deixem lá, deixem lá, essa não faz falta nenhuma, vai assim…! – Disse eu rapidamente! Ficou o trabalhão por 36 €… tenho de tratar de aprender a trocar uma lâmpada…

Depois fui para Salzburgo. Curiosa a sensação que se tem de se estar no centro do mundo! Numa placa da via-rápida vejam só o número de países que estão acessíveis!

O caminho e a paisagem para Salzeburgo são cada vez mais interessantes

Salzburgo é uma cidade pequena, pitoresca e animada! Pena foi o sol que já não queria aparecer e não deixou o céu ficar muito azul…

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04 Setembro 2010
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Alpine Road era o que eu tinha na cabeça ao acordar… no dia seguinte, dia 26 de Agosto, com os Alpes ali à porta não fui visitar a cidade… era mais forte do que eu ir lá para cima, para as curvas, para o céu!

A pousada ficava aos pés do Castelo Hohensalzburg.

E comecei o meu passeio de 800km pelos Alpes Austriacos e depois os Italianos também – o Tirol!

Encontrei finalmente uma oficina da Honda onde estive a ver a pressão dos pneus, ela não faz revisões em viagem.

Depois encontram-se lagos a grande altitude, para cima de 1000 metros!

E cheguei a Bruck, a cidade onde miticamente começa a Alpine Road

Os avisos, pedidos e comunicações para motards são frequentes

Bem como bares, restaurantes e hotéis que desejam as boas vinda aos Bikers! É uma sensação curiosa ser-se tão bem vindo por ali!

Tive uma sensação parecida nos Pirenéus, onde também são frequentes os cafés e restaurantes com motas no telhado a saudar os motociclistas!

E cheguei à portagem, os carros pagam mais 10€ que as motas! E deviam pagar mais, podia ser que assim não andassem lá tantos! Eheheh

Gente muito simpática na portagem que trata os motociclista com um sorriso! Soube-me bem!

E comecei a subida!

A Alpine Road é a estrada alpina mais famosa! Foi construída em 1935 e só esta circulável a partir da Primavera até ao Outono. O resto do ano está coberta de neve.

Leva-nos até ao coração do Parque Nacional Hohe Tauern, a maior montanha da Áustria, o Grossglockner (3.798 m) e seu glaciar, o Pasterze

A estrada serpenteia pela encosta do monte numa infinidade de curvas óptimas para se fazer de mota, numeradas e deliciosas! Pelos Alpes é costume numerarem-se as curvas apertadas para a gente saber quantas fez e quantas faltam fazer!

Embora as curvas sejam em cotovelo, são fáceis de fazer pois são largas e com a inclinação certa.

A dada altura chega-se à base do Bikers Point, onde se pode parar e tomar qualquer coisa

Para se ir ao Bikers Point é uma luta! Os carros atulham aquilo tudo e, a dada altura está-se uma hora a tentar subir e nem para cima nem para baixo!

Por isso é que eu acho que os carros deviam pagar uma fortuna e assim não irem para ali entupir tudo, com putos a gritar e horas de fotos pirosas…

Os automobilistas stressam com as curvas, ali sim bastante apertadas, e stressam toda a gente! Deviam ser proibidos de subir!

As paisagens… não precisam de legendas!

As pessoas pareciam miúdos, quando encontravam um montinho de neve era uma festa!

Algumas curvas eram completamente “estragadas” pelos carros!
Empatavam de tal maneira que a gente não as podia fazer decentemente, com um golpe de rins e sem travão!

A dada altura e graças a Deus, os carros são impedidos de seguir! Ficam à espera que quem subiu desça e apenas as motas podem seguir livremente. Oh p’ra eles lá em baixo presos!

E chegamos ao coração do Glaciar

Neste local existiu um pequeno lago e, aquando da construção do “ponto” lembrando o facto puseram aqui uma escultura de uma canoa.

As motas são bem-vindas e podem parar onde quiserem

Aqui é zona de marmotas e são obviamente protegidas, nós é que somos intrusos!

Na saída não fiz o mesmo caminho, desci pelo lado da Itália, queria ver muito mais!

A paisagem vai mudando, este lado é muito mais verde e cheio de árvores

Duas faces dos mesmos montes

E cheguei ao Lago de Résia… eu sei que é longe para caramba, mas 800km pelos Alpes dá para ir a muito lado… 😉

É surrealista ver-se uma torre de igreja que emerge das águas de um lago e eu não resisti em ir lá ver ao vivo!

O lago de Resia é um lago artificial, como é fácil de imaginar, se fosse natural não teria uma igreja e uma localidade no seu fundo! Ali existiam 2 lagos naturais e uma cidade, Venosta Graun, que foram inundados nos anos 50 com a construção de uma barragem.

Apenas a torre da igreja ficou visível e o efeito é no mínimo surpreendente!

Continuei a volta pelos montes fantásticos a caminho de “casa” Salzburgo..

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05 Setembro 2010
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27 de Agosto, era hora de ir visitar Salzburgo! Tinha “esgotado” o ultimo dia de sol na Alpine Road e esta visita já foi bem cinzenta… uma pena! Porque a cidade merecia um céu azulinho!

A pousada de juventude parecia um hotel! Pagava-se 5€ para parquear o carro ou a mota la dentro, mas afinal a minha motita é gordinha mas passava tão bem no “torniquete” que eu fiz batota e entrei e sai por lá… Que querem 5€ é uma estupidez!

De novo o castelo Hohensalzburg, que acabei por não visitar… eu sei que devia, mas não me apeteceu! Quando lá voltar eu visito, prometo…

Ele está ali, visível a partir de quase todos os pontos da cidade e lá de cima a paisagem deve ser extraordinária…

Catedral Barroca em honra de São Roberto de Salzburg

e os recantos circundantes

e cheguei ao largo onde fica a casa de Mozart

A casa/museu de um génio!

Depois andei a apreciar e a curtir os pátios interiores da cidade, são simplesmente encantadores!

Apetecia sentar em todos eles a tomar qualquer coisa (cerveja ehehehe) e quase o fiz!

Andei pela feirinha, como eu gosto tanto de fazer.

Ali nunca se esquecem os trajes tradicionais! E fazem-se actualizações e adaptações modernas à moda espectaculares! Devo dizer que me apeteceu comprar um daqueles vestidos para mim!

Aqueles austríacos são o máximo! Parece que é comuns as pessoas confundirem Áustria com Austrália, então eles têm o humor de fazer t-shirts e auto-colantes com a frase: no kangoroos in Áustria, genial, eheheheh com as vaquinhas a saltar!

E, de repente, Gois era mesmo ali ao lado! Eheheh

Salzburgo vista do seu rio Salzach

Parti para Innsbruck… e então começou a tempestade…

Choveu tanto!

Já não me lembrava de como eram as tempestades nos Alpes, se nos Pirenéus são ruins… experimentem nos Alpes! A chuva era contínua e muito forte, com o nevoeiro que se lhe juntou, nada se via e o vento… o vento fazia-me não ter a certeza se a mota não deslizaria a qualquer momento naquela água toda, levada por ele!

Virei uma espécie de autómato, velocidade constante, sempre em 3ª/4ª senão a mota ía com o vento e a água a começar a entrar pelo blusão.

A dada altura tive de me encolher para o peito não encostar ao blusão ensopado e gelado. A temperatura desceu aos 6 graus… quando a gente está toda molhada, é violento!

Sentia a água a escorrer-me pelo corpo e já nem me importava! Como eu queria que a minha motita aquecesse tudo aquilo que algumas pessoas dizem que ela aquece!

Cheguei a Innsbruck depois de quase 200km disto…

Apenas tirei o capacete e fui toda artilhada procurar um blusão. Aquela gente ao olhar para mim devia pensar que eu é que estava bem protegida para a chuva, com calças de chuva, blusão de mota, cinta e chapéu… eu escorria água dentro daquela tralha toda!

Foi uma pena visitar a cidade com aquele tempo, porque Innsbruck é muito bonita!

Ainda por cima é a capital do Tirol e está lá no cimo entre as montanhas mais altas … e eu não conseguia vê-las…

Vou ter de lá voltar…

O rio Inn que dá o nome à cidade

A minha alegria é que lá encontrei o pão de queijo que eu adoro e que pensava que só havia na Alemanha!

De blusão novo, já mais quentinha e a comer o meu pãozinho, lá tratei de seguir para Lucerne, podia ser que saísse debaixo daquele mau tempo… se bem que na Suíça também nada é garantido em termos de clima! Chove para lá com uma frequência que permite que ela seja verde como é!

O Patrick sempre a indicar-me caminhos incríveis fora dos caminhos de toda a gente… e eu sempre a desconfiar que ele estava a ficar senil…

Os avisos para motards são frequentes pelos Alpes, também julgo que é a zona da Europa que eu conheço onde vejo sempre a maior quantidade de motocilistas!

E o Patrick nunca me enganou e levou-me para paisagens lindas e com sol!

Cheguei de noite a Lucerne, a tempo de me encher de comida, conhecer uma série de pessoas e dormir…

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06 Setembro 2010 </strong
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28 de Agosto, o fim da viagem aproximava-se a passos largos e a Suíça ali à mão com tantos encantos para rever ou descobrir… o sol fazia falta mas nada me impediu de andar por ali quilómetros sem fim…

Eu costumo dizer que as se na Índia as vacas são sagradas, na Suíça são rainhas! Encontrei vacas de fibra de vidro por todo o lado, inclusive esta na Pousada!

Cheguei à Ponte do Moinho. Este tipo de pontes cobertas são frequentes pela Suíça e Áustria, mas em Lucerne pode-se encontrar a mais longa e mais mediática e essa tira toda a importância a esta que fica ao lado. Por isso eu sempre chamei a esta a 2ª ponte de Lucerne!

Desta 2ª ponte a paisagem é bonita sobre o Rio Reuss e as pequenas represas

Lá está a 2ª ponte lá ao fundo

Depois andei por ali a “sentir” a cidade

E cheguei à ponte que é o ex-libris da cidade, a Pont de la Chapelle do século XIV

Esta ponte foi parcialmente destruída em 1993, quando eu estava na Suiça, por um fogo provavelmente provocado por um cigarro. Foi um susto nacional na época!

Foi restaurada e inaugurada em 94

A torre, octogonal, já foi prisão e câmara de tortura noutros tempos

Nota-se ainda a parte velha chamuscada e a nova após o fogo

Depois andei a curtir as casas pintadas e por ali há varias bem bonitas

Aqui fizeram-me uma festa e ofereceram-me uma cerveja e tudo, porque eu era a personificação da imagem do bar! Eu e o meu chapéu! Foi tão engraçado!

Pormenores muito bonitos em casas bonitas!

E segui para Zurich, passando por terrinhas simpáticas

Encontrei mais uma ponte coberta que atravessei de mota… embora fosse interdito o trânsito, mas não estava ninguém a ver!

Apanhei um dia de “tecto baixo” como os suíços dizem, o que não me deixava ver os montes…

E Zurich, como Lucerna, estava cinzento… uma pena…

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A catedral de Zurich, a Grossmünster, sec XII/XIII, imponente!

As torres são mais recentes, uns 2 séculos

Passeando pela cidade antiga encontrei o célebre Cabaret Voltaire!

Aqui nasceu um grande movimento artístico histórico pela revolução de mentalidades em relação à arte em geral: o Dadaísmo!

E parti para Chur

Tive a sorte de encontrar uma festa típica, com as vaquinhas todas engalanadas e com os chocalhos, que são ex-libris da Suíça, enormes ao pescoço!

O pastor a meter-se comigo, enquanto uma vaca encostava a barriga ao retrovisor da minha mota e eu me assustava a sério! Ela punha-me ao chão no instante!

Cheguei a Chur! E fui até lá acima às zonas de ski.

Tudo isto está coberto com metros de neve a maior parte do ano

E um lago a mais de 2.000 metros de altitude

Encontram-se estes veados de ferro pelo monte acima, muitos!

E voltei a Chur, onde as nuvens estavam a baixar sobre a cidade, o que me dava a sensação que ia nevar!

Chur é uma cidade muito pitoresca, muito fofinha!

Na praça principal estava a decorrer um programa de televisão e o povo estava todo lá!

Gostei muito de Chur e a sua montanha, era uma zona da Suíça que eu não conhecia e estava para lá ir há algum tempo! E valeu a pena!

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08 Setembro 2010 </strong
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O dia 29 de Agosto, foi o dia da nostalgia, como seria também o dia seguinte!

Por um lado porque se aproximava o fim desta viagem alucinante, por outro, porque fui visitar locais que nunca mais tinha visitado desde o meu regresso a casa (quando vivi lá para estudar), há uns 15 anos atrás… como as estâncias de ski que eu frequentava e que nunca mais voltei a visitar, porque havia sempre tanto para rever cada vez que voltei à Suíça, que o tempo não chegava para tudo!

Por outro lado, no ano passado eu tinha reservado 9 dias para a Suiça com essa intenção, mas nada fiz… perdi o GPS ao entrar no país e com ele a vontade de ir catar o que quer que fosse! E foi pena, porque no ano passado apanhei lá uma vaga de calor de 38/40 graus e sol era abrasador! Teria sido ideal subir para o fresco do glaciar! Mas eu fi-lo mais perto de Genève, em Zermatt e em Chamonix e não vim aqui!

Então, sem querer saber do tempo que fazia, se estava sol ou encoberto, pus-me a andar por mais uns 500km lá para cima, pelos Alpes…

Comecei por ir a Vaduz e, tal como eu imaginava a gente entra no Liechtenstein quase sem se dar por ela!

Todo o frio do dia anterior não foi por acaso! Lá em cima nos montes de Chur a temperatura às 3h da tarde era de 6 graus e as nuvens tinham mesmo “cara” de neve! E nevou naquela noite! Os picos mais altos estavam brancos! Muito giro sobretudo quando ainda se está em Agosto!

De repente no meio de uma rua, sem mais nem para quê, lá estava a placa a dizer que aquilo, embora fosse igual à Suíça, era o Liechtenstein!

O Liechtenstein é um mini ou micro estado entre a Áustria e a Suíça! Mas consegue ser bem maior que o Mónaco! O Mónaco apenas tem 2 km² e o Liechtenstein tem 160 km² (não sei onde…). Mas é um longo principado, governado pela mesma família há uns 4 séculos, o que é remarcável! E é um dos recantos mais ricos do mundo onde dizem que se fazem lavagens dinheiro e tudo! São muito limpinhos!

As terrinhas a caminho de Vaduz também são micro mas muito giras!

E lá estava o castelo, a residência medieval da família de Liechtenstein, uma das mais antigas da Europa. Inspirador!

Claro que fui vê-lo de perto, as curvinhas pela encosta até eram inspiradoras e tudo

E dali vê-se o vale de Vaduz que é muito bonito mesmo com as nuvens baixas

Vaduz é uma cidade pequena e o seu rio é o Reno.

A Rathaus de Vaduz com a sua escultura muito interessante de cavalos bizarros!

Estava tanto frio por ali que comprei uma camisola cardada para me aconchegar e foi o que fiz de melhor, pois iria usa-la todos os dias até chegar a casa… que Agosto tão caprichoso este que me queria regelar os ossos!!

E continuei o meu passeio pelos Alpes a caminho de St Gallen

St Gallen era uma das cidades e localidades que eu não conhecia e há muito que queria visitar. É uma cidade muito antiga (mais antiga que o nosso país!) e importante na Suiça e o seu centro histórico é muito interessante!

Tem uns balcões giríssimos que nos fazem andar de nariz para o ar a apreciar!

A sua Cathedral, ou Abadia de Saint Gall é Património Mundial e tem uma biblioteca única com livros únicos com mais de 10 seculos! Ups!

Não são só os balcões que são bonitos, as janelas também!

E comecei a descer para Lucerne para ir visitar as montanhas do outro lado, as estancias de ski!

Encontram-se chalets lindíssimos por todo o lado

uns mais pequenos, tipo tamanho familiar

outros maiores, tipo tamanho família e amigos

outros ainda maiores, tipo pensão ou hotel!!
Mas todos cheiinhos de janelas! Também com aquelas paisagens seria uma pena não haver janelas suficientes!

E as terrinhas que se encontram são todas pitorescas!

O lago lá em baixo, estava a chegar a Lucerne, aquele é o lago de Lucerne já!

A Suiça está cheia de lagos e rios! Eu conheço 19 grandes lagos, não quantos serão ao todo, mas sei que há dezenas ou mesmo centenas pequenitos!

Voltei a passar na ponte de Lucerne desta vez com um pouco de sol!

E recomecei a subida para Engleberg

Englberg é uma cidadezinha pequena que se enche, até abarrotar, de gente no inverno pois as suas pistas de ski são um espectáculo!

Tem quase 80km de pistas e as mais altas, no monte Titlis, a mais de 3.000 de altitude! Tem também o único teleférico giratório do mundo, que eu já usava quando lá skiava. Um espanto que não valeu a pena subir, pois o tempo estava encoberto…

Foi a primeira vez que vi a cidade sem neve! Conheci-a sempre com metros de neve nas ruas e em cima dos telhados! As pistas de salto são verdes também, não fazia ideia!

Sabia que ali havia um lago pelas fotos, nunca o tinha visto sem neve!

Os teleféricos encadeiam-se desde a cidade até se chegar ao Titlis, umas centenas de metros mais acima nos montes que nunca são visíveis a partir da cidade.

O que eu me diverti por ali quando vinha skiar….

E há o mosteiro do sec XII, queimado e restaurado uma série de vezes ao longo da sua história!

E tinha uma motita tão gira à porta!

Mais umas curvinhas deliciosas e segui para outra montanha…

É que o paraíso por ali não tem fim!

Caminhos que se entrecruzam por túneis e encostas íngremes!

E cheguei a Grinderwald, mais um grande centro de inverno

Tanto Engleberg como Griderwald situam-se a mais de mil metros de altitude

Mais uma vez foi pena não estar sol, porque aqueles montes são tão altos que fazem a gente quase torcer o pescoço para olhar lá para cima!

Estes são os Alpes Bernenses, de Berna, e têm zonas que são esquiáveis todo o ano!

E estava na hora de descer e ir para Fribourg para comer e dormir… Cheguei lá à noite…

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14 Setembro 2010
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30 de Agosto

A pousada de Juventude de Friburgo é mesmo bem situada, está-se ali ao lado do centro. Cada manhã custava mais fazer a mala para partir… estava a aproximar-me de casa e até o ânimo e os pensamentos que passavam na minha cabeça eram, pouco a pouco mais sombrios…

Mas ainda estava na Suíça e Friburgo é uma cidade muito bonita!

A torre da sua catedral gótica é visível de praticamente todos os pontos da cidade!

E o centro histórico medieval é dos maiores e mais bem conservados da Europa!

E é digno de se visitar!

Falam-se 2 línguas por aqui, o Francês e o Alemão e não lhes falta o bom humor!

A Rua das esposas fiéis!

e no meio da pequena rua diz:

“Eis aqui a rua das esposas fiéis e também o recanto dos maridos modelo! “

Em francês tem muito mais piada porque rima!

Por ali, como em todas as cidades Suíças, passeia-se tranquilamente! Às vezes penso se aquela gente sabe o que é stress!

O rio Sarine

Depois segui pelos caminhos mais improváveis pela zona do Jura através de montes e vales na direcção de Genève

Passei por terrinhas muito simpáticas que estavam a fazer a recepção aos miúdos nas escola! Uma festa pelas ruas!

Acho que as terrinhas estavam concentradas em peso nas escolas!

E cheguei ao parque Natural do Alto Jura! O Jura é uma cordilheira a norte da Suíça a que os estrangeiros chamam frequentemente Alpes, mas não são! Em Genève, por exemplo a gente distingue muito bem os Alpes a sul, o Jura a norte e a cidade e o lago no meio!

Daqui vê-se Genève lá em baixo e os Alpes ao fundo! Esta paisagem é considerada uma das mais belas do mundo!

Só passei em “corrida” pelo centro de Genève, apenas para dizes um olá à cidade, mas arrependi-me!

Estava triste, nem o jacto de água tinha ligado… pus-me a andar antes que mais esta nostalgia desse cabo de mim…

Depois foi um descer a França sem história, mecanizei os meus movimentos, tinha apenas de chegar a mais um destino… desta vez um dos últimos até entrar em casa… custa para caramba!

Apanhei um incêndio monumental no sul de França que cortou quase todos os acessos e um cidade completa. Tive de andar no arranca-pára à procura de uma saída… 96km de desespero e horas de fumo e stress.

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18 Setembro 2010
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Cheguei a Toulouse tarde da noite. A dormida era num retiro de peregrinos de S. Tiago de Compostela e receberam-me, a mim e a minha motita, no pátio do Albergue com cerveja e bolinhos que foram tão bem recebidos, depois de tanto quilometro a comer fumo!

Nem me apeteceu passear pela cidade à noite… Apenas de manhã fui ver afinal onde estava e a cidade é muito interessante!

Encontram-se várias igrejas a cada esquina como a Igreja de St Sernin bem interessante

E a catedral de Toulouse! Muito curiosa por ser uma junção de uma parte mais antiga, Românica, a uma outra mais recente, Gótica, de uma forma “descoordenada”!

A nave da entrada, mais antiga, não encaixa na nave principal! Curioso, parece que não as conseguiram alinhar!

Não cheguei a entender porquê, já que lá fora não falta espaço para alinhar uma na outra!

Se calhar na época não haveria esse espaço todo e agora a gente tem de fazer a curva para continuar o caminho até ao altar!

A catedral fica na praça mais antiga da cidade, a praça de Daint Étienne com a sua fonte com o mesmo nome

O rio Garonne

As ruas pitorescas cheias de pauzinhos para ninguém estacionar!

Praça do Capitólio, já ao estilo das grandes praças espanholas

A Eglise des Jacobins, uma agradável surpresa já que por fora não tem nada de novo mas o interior…

Diferente de tudo o que vi! Na realidade faz parte de um conjunto conventual do sec XIII. Mais uma jóia espantosa do Gótico em tijolo, qualquer coisa de extraordinário!

O grande espelho colocado na base da última coluna, permite-nos ver o tecto e faz ao mesmo tempo um jogo de reflexos curioso!

E eu não podia ficar ali eternamente… tinha de continuar a minha viagem para sul, embora me apetecesse voltar para norte…

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18 Setembro 2010
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Sentia-me tão desorientada! De repente o Patrick não fazia nada do que eu queria, eu via os Pirenéus ao longe e ele não me levava para lá! Na realidade eu nem sabia o que queria… queria continuar a viagem… não queria voltar!

Ele “perguntava” mas queres o quê, ir para Espanha pelo Vale d’Aran? e eu não queria, tinha lá estado no inicio do mês! Era um desperdício voltar a passar no mesmo sitio com uma cordilheira toda a explorar! Então só me restava, no sitio onde estava, passar por Tarbes… também lá tinha estado no inicio do mês e nem tinha achado nada de especial…

Ok moço, tu é que mandas, leva-me para os montes!

E ele levou-me aos pontos mais altos do Pirinéus… Patrick mon cheri my love…

Fui a Gourette onde skiei pela primeira vez depois de voltar da Suíça. Todos aqueles montes são pistas de ski, no inverno. Não são as pistas dos Alpes mas são 30 pistas, o que é óptimo!

Um dos pontos mais altos dos Pirenéus Atlânticos.

A sensação ao conduzir por ali não era muito diferente de conduzir pelos Alpes! Como eu costumo dizer, ainda são primos pela parte dos picos!…

A foto não está inclinada! Aquilo é mesmo assim!

Eu adoro conduzir pelo monte, é uma sensação de “dança do ventre” espantosa! A mota, uma máquina enorme, com aquele ar agressivo que atinge os 250 km/h num torcer do punho, parece uma pluma! Faz lembrar os desenhos animados o Walt Disney, quando os hipopótamos e os elefantes dançam em pontas como as prima-donas!

A direito qualquer mota e qualquer motard anda… ali é outro nível, outra realidade!

E comecei a descer para Espanha. Fiz caminhos onde passei na Páscoa passada, na minha Volta à Península Ibérica e foi giro, porque desta vez estava sol e tudo parecia bem diferente!

Terras desertas, abandonadas na base árida dos Pirenéus…

E cheguei a Pamplona. Decidi, de repente, que podia ficar ali… e voltei a experimentar a sensação de andar de porta em porta à procura de um hotel, um quarto, uma cama, para dormir e percebi de novo, que uma viagem destas sem marcação de dormidas teria sido o suplício da eterna procura de dormida!

Paguei por uma noite tanto como… 5 noites em Berlim ou Viena, ou 7 em Cracóvia… e era só um hotel de 3 estrelas…

Depois do stress na procura de dormida, lá passeei um pouco pela cidade e jantei como uma rainha na praça maior, com direito a vinhinho e tudo! Soube tão bem…

mas também soube a despedida…

Xi, bebi mais de meia garrafa e que bem que soube! Atenção que o hotel era ali ao lado e eu voltei a pé! Às vezes também sou responsável!

Aquela gente janta à 10 da noite, por isso eu estava quase sozinha na esplanada! Foi fixe pois assim ninguém reparou na quantidade de comida que eu pedi nem no vinho que bebi! Eheheh

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18 Setembro 2010
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Pamplona é uma cidade muito interessante, fiquei lá uma noite na Páscoa, mas na altura parte da cidade estava inacessível por causa das comemorações da Semana Santa. Desta vez aproveitei para cartar o que não pude na altura…

É uma cidade interessante e eu tentei passear-me pelos caminhos que não percorri na Páscoa, onde catei mais a zona das muralhas da Cidadela.

Depois segui para Logroño, cheia de recantos, ruelas e monumentos

A catedral de Santa María de La Redonda do sec XVI na Plaza del Mercado

Praça del mercado

Logroño é mais uma das cidades no Caminho Francês de Santiago.

Normalmente as cidades que ficam nos caminhos de Santiago estão repletas de igrejas que davam apoio espiritual aos peregrinos.

A Espanha tem esta característica, cada cidade parece uma ilha no meio do vazio!

E de umas cidades para as outras, pelos vistos o tempo pode mudar drasticamente!

Cheguei a Burgos debaixo de chuva depois do calor e sol que tinha apanhado até ali!

Burgos é uma cidade muito bonita… mas com toda aquela chuva tornou-se difícil visitar os seus encantos!

Cruzei com personagens bem bizarras…

E outras bem elegantes para contrastar!

A catedral dedicada a Virgem Maria, é espantosa, Gótica inspirada (ou como dizem as más línguas, copiada) nas catedrais góticas francesas.

Depois de se passar pela porta medieval da cidade, o Arco de Santa Maria, lá está a imensa catedral…

Todas as fotos de Burgos foram tiradas sem olhar pelo ecrã, estava a chover bastante e eu não queria molhar a maquina… mesmo assim notam-se a gotas de agua na lente!

Para fotos tiradas sem ver até nem ficaram mal de todo!

Até as esculturas de rua se abrigavam da chuva nos seus guarda-chuvas! Eheheheh

Uma cidade muito bonita a revisitar… com sol!
Não sabia o que fazer, ficar ali mesmo, dormir e esperar que o tempo melhorasse ou seguir? Decidi seguir para Valladolid, e uns quilómetros à frente vi finalmente o fim da nuvem gigantesca que cobri Brugos e o sol ao fundo, timidamente a espreitar. Oh que alegria não chovia mais ali à frente! Era Valladolid!

Foi complicado encontrar um canto para a minha motita, mas lá a pus numa nesga entre outras pequenitas…

O sol não era tanto quanto me parecera, mas pelo menos não chovia.
Valladolid também está bem servida de igrejas! Há-as um pouco por todo o lado. A A Catedral de Nossa Senhora da Assunção de Valladolid é uma surpresa depois da de Burgos ou León, esta não tem nada a ver! O edifício principal é muito mais recente (sec XVI) e diferente!

A última construção sobre outras construções anteriores e muito mais antigas. Nunca entendi porque se tem de construir por cima com tanto espaço em volta, mas os espanhóis têm muito esse costume, de ligar uma igreja mais recente a uma antiga resultando por vezes uma “coisa” meio bizarra!

Esta, além disso, não foi terminada de acordo com o projecto inicial, acabando por ser o resultado possível do que seria para fazer!

Ali ao lado outra igreja, ao alcance do olhar… a Igreja de Santa Maria La Antigua, Gótica mas com uma torre Românica.

A Universidade, um edifício de origem medieval mas com a fachada barroca é a universidade mais antiga de Espanha (sec XVIII).

De repente já não fazia sentido ficar ali… de repente já não fazia sentido andar de um lado para o outro…
É na Páscoa que eu visito a Espanha, não é agora!

Quando se está em viagem 400km não são nada! Decidi não ficar…

E foi o fim da odisseia…
Cheguei a casa depois de:

35 dias
19.000 km
14 países
9.000 fotos
922 litros de gasolina
1.217.48 € em gasolina
609 € em dormidas
42 € em portagens
Despesa total: 2.375.52 €

O que me faltou?
Nada! Tudo esteve perfeito!

O que sobrou?
Curvas e montes e paisagens inenarráveis e vontade de continuar…

O que valeu a pena?
Tudo, se para se ir mais além foi necessário apanhar a chuva e o frio!

O que teria dispensado?
A tempestade nos Alpes entre Salzburgo e Innsbruck..

O que me apetece dizer ainda?
… caí do paraíso ao regressar e estou morta por lá voltar!

O mapa das voltas que dei nesta viagem…


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.
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Beijucas e até à próxima viagem… 😉

FIM

17 thoughts on “2010 – Passeando pela Europa

  1. motoólica de grau elevado, mas assim vale a pena, belas paisagens não é só portugal que é bonito, parabéns Gracinda Ramos.

  2. E eu que pensava que era aventureiro !!!
    Parabens querida Amiga pois para mim és um espectaculo de Mulher…continua assim!
    Calhando um diA ENCONTRAMO-NOS na estrada.
    Beijos para ti e para a SANTA TERRINHA.

    • Cucu!

      Obrigada!
      Eu quando estou nelas nem me acho aventureira! Acho que nem tenho tempo! eheheh
      Ao chegar e olhar para trás, para uma crónica infinita como esta, é que me ponho a pensar… onde é que eu irei a seguir?
      Havemos de nos encontrar por aí sim, numa estrada qualquer! 😉
      Beijucas

  3. Já tinha lido a crónica no forum do VdM se não me engano, mas há sempre um detalhe ou outro que nos escapa, por isso, estou a lê-la outra x! =)

    • Cucu!

      Eu tinha-a feito lá e ao mesmo tempo no forum GAPE e passei-a agora para aqui, para que esteja acessivel a quem a quiser ler. Com o desparecimento do VdM os comentários em directo foram-se e isso é uma pena!

      Beijucas

  4. ola
    Gracinda ,não tinha tido oportunidade de
    ver a tua viagem de 2010,
    espectacular paisagens e fotos,
    até italia muitas fotos e paisagens ,são me familiares,
    beijos cá de casa
    e boas curvas

  5. Achei lindo o seu passeio!Quero um dia fazer um passeio pela Europa como o seu.Quando quiser, venha conhecer o Brasil, é maravilhoso também!Parabéns pelas belíssimas fotos.
    felicidades
    Claúdia

    • Obrigada!
      O Brasil e toda a América do sul me fascinam, mas teria de ir de avião e alugar um moto ai para passear e isso eu ainda não estou preparada para fazer! Quem sabe um dia vá e aí a gente pode se encontrar!
      Beijucas

  6. Olá Gracinda.
    Nem sei que dizer perante tanta beleza que vi nestes teus primeiros dias de viagem.
    Resta-me continuar a leitura e deliciar com o que ainda tenho para ver.
    Adorei. Bjs Simone

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