14. Passeando por Marrocos – Marrakech I

Cada recanto daquele país me maravilhou, sobretudo as pequenas povoações, com casinhas que pareciam de barro, todas da mesma cor, a confundirem-se coma paisagem… E o que mais me apaixonou foi o que mais se distinguia da Europa!

Começamos a descer o Atlas… ADOREI!
Porque aquilo não era Alpes, nem era nada do que eu já vivi em dezenas de montanhas e cordilheira que já percorri!
Aquilo era Marrocos!

Esta descida foi o êxtase para mim! Só não tirei mais fotos porque senão não chegaria a gozar o prazer de a descer!

E paramos logo a seguir para comer, aquela que foi a minha pior refeição de toda a viagem…

Ao ladinho do restaurante havia muito o que ver e comprar

O local até era agradável

As tagines a fazer montra

O talho ali mesmo ao lado, com o pó da estrada (que era bastante) a temperar as carnes.

A fome já era bastante

O pessoal da cozinha era super-simpático, fartamo-nos de tirar fotos junto deles e das tagines

As casas de banho, como quase todas as que vi em estações de serviço e alguns restaurantes não convidavam a sentar! Ao menos não seria pela sanita que apanharíamos alguma doença!
O outro dizia “aninhou? Tem que rezar!” Ali era mais “cagou? tem que aninhar!”

Os sumos de laranja, naturalíssimos, vinham directamente do espremedor manual do outro lado da Estrada!

A comida começou a vir para a mesa e não teve mal!

A minha surpresa estava na minha tagine de borrego…

Intragável… tinha vários dias, apenas tinha sido aquecida! Nem as batatas, moles e enjoativas, se aproveitavam… uma pena, porque eu comi lá tagines fantásticas… eu até sou uma pessoa que come qualquer coisa, mas aquilo, não!

Bem, mas eu não viajo para comer e as paisagens fantásticas estavam ali ao lado à espera para serem desfrutadas! E voltamos a ver neve!

As casinhas, de uma arquitectura diferente do que viramos até ali, continuam a confundir-se com os montes e a paisagem, em cascatas fantásticas!

A paisagem ía mudando à medida que nos aproximávamos de Marrakech

“Marrakech era uma cidade que eu queria muito visitar!
O seu nome consta da minha memória e do meu imaginário desde que me lembro de mim!
Nem sei a partir de que momento! A gente cria histórias em volta de determinados nomes com que cruza!
Nomes de pessoas que associamos a outras que já conhecemos, nomes de cidades que associamos a mundos imaginados!
E afinal, Marakech é tudo o que eu imaginava e não é nada parecida, ao mesmo tempo!
A cidade desenvolvida, quase europeia, contrasta visivelmente com uma Medina cheia de gente, de ruelas estreitas e lojas de tudo! Como se coexistissem e épocas no mesmo mundo.
Se a primeira impressão foi de susto, a seguinte foi de confiança. A gente perde-se por aquelas ruelas, não no perigo, mas nas compras, nas curiosidades e na recepção e simpatia… alguma melguisse também… pronto!
A praça Djemaa-El-Fna, é um mundo dentro daquele mundo! Tudo existe por ali, tudo se compra, tudo se vende, tudo se negoceia, de tudo se vê! Mas há um cuidado na apresentação do que se vendo, remarcável! Os frutos secos, ou cristalizados, são expostos com primor, tudo tem um aspecto que promete e provoca!”

O meu Patrick (GPS) garantia que conhecia o local indicado pelas coordenadas do hotel e levou-nos, direitinhos para a Medina de Marrakech!

Tive pena de ter as mãos ocupadas a conduzir, pois teria feito umas belíssimas fotos, com as 9 motos a circular em filinha pelas ruelas estreitas da Medina e toda a gente a olhar espantada “estamos a ser invadidos por elefantes de duas rodas” deviam pensar aquelas pessoas apenas habituadas a ver passar bicicletas e motoretas por ali!

Um simpático “nativo” na sua mobilete, acabou por servir de guia e levar-nos direitinhos ao hotel

O meu Patrick, e outros GPS’s tinham razão, as coordenadas do hotel estavam erradas…

Do hotel podia-se ver a estação de camionetas da cidade e a Medina mais ao fundo.

As motitas ficaram todas “de mãos dadas” na garagem do hotel…

Os moçoilos do grupo pronto para um “banho de Medina”

As moçoilas prontas para outro tanto!

E lá fomos, todos catitas passear até à famosa praça Djemaa-El-Fna

Por ali vende-se de tudo, em lojitas de tudo, muito coladinhas umas às outras, com conteúdos muito variados de porta para porta!

Chegamos à torre da Mesquita da Koutobia

E a praça Djemaa-El-Fna, onde se pode encontrar de tudo!

Aqui me “roubaram” a mão e ma pintaram, assim, como quem me quer explicar como é! Depois pediram-me 50 Drs! “Quanto?? Não tenho, apague-me isso” o Filipe acabou por vir em meu socorro, deu-lhe 10Drs e eu vim embora com um desenhinho na mão que parecia feito de chocolate!

E fomos tratar de comer

Foi ali que eu tirei a barriga de misérias, depois do miserável almoço, comi de tudo!

O que eu gostei daquilo tudo, era peixe, era carne, muito pão daquele óptimo que eles têm por lá, molhos e outros petiscos bem agradáveis!

Discutia-se o jogo em que o Porto acabou por ganhar!

E comia-se com prazer!

Depois veio, literalmente, o carrinho dos bolos! O homem andava por ali com imenso carro de mão, que mais parecia uma mesa com rodas, coberto dos bolinhos típicos dali!

Depois fui dar uma vista de olhos à bancada do assador onde comemos e era bonito de se ver!

Aquela gente é simpática e prestável, fizeram-me subir imediatamente ao lugar do cozinheiro, trocamos chapéus e fizeram uma festa para a fotografia!

Mas a praça ainda tinha muito o que ver e que experimentar! Por isso paramos logo ali à frente, num balcão/carro com diversas coisa a oferecer!

Chás de uma mistura de não sei o quê, mais um pozinho de canela e umas ervas não sei do que mais…

Bolinhos de qualquer coisa e sorrisos dos visitantes, que ainda não se tinham convencido que aqueles chás cansam para caramba!

E seguimos à descoberta do que mais há para vender pela praça! Frutos secos, tâmaras, figos e tanta coisa de trincar!

Tudo primorosamente apresentado! Apetecia mesmo comprar e comer de tudo!

E mais uma vez me puseram a fazer cenas! Eu com medo que ele não me deixasse tirar uma foto mais perto e o senhor pôs-me lá em cima a vender para a foto! São simpáticos os marroquinos!

As tâmaras são um fruto que os muçulmanos muito prezam, em época de Ramadão, ela fornece muito alimento para os nutrir depois de horas sem comer ou para os preparar para aguentarem mais um dia de luz sem comer…

Os sumos são espremidos na hora, à mão, os espremedores de citrinos ainda não chegaram ao comum dos mortais, lá por Marrocos! As laranjas por lá são muito boas, julgo que a qualidade que se encontra no Algarve, se estende por África abaixo!

E voltamos a praça de Koutobia, para apanharmos o caminho, pela Medina, até ao hotel.

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9 thoughts on “14. Passeando por Marrocos – Marrakech I

  1. sem comentários!
    quer dizer…

    sem nada a dizer

    urght! como já tinha dito, não consegui entrar pelo monitor a dentro e ver as paisagens!

    Fora brincadeiras, bom trabalho continua com as foto cronicas.
    abreijos!

  2. Estou a seguir desde o primeiro post…
    Como sempre espectacular, com fotos muito bonitas.
    Parabéns e continua…
    Beijucas

  3. Sempre sonhei e desejei um dia ir a Marrocos e agora com os relatos da tua viagem esse desejo cresceu. Quem sabe um dia…

    É uma fotonarrativa formidável e demonstração de uma óptima vivência e convivência.

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