20. Passeando por Marrocos – El Jadida e a Cisterna Portuguesa

Dia 24 de Abril de 2011…

O meu quarto era muito giro e a casa de banho simpática! Não resisti a tirar umas fotos para a posteridade!

O duche!

Esta ficou desfocada mas não tenho mais nenhuma para mostrar como era o outro lado do quarto: uma salinha de estar, com janelas para fora dos dois lados!

Cá em baixo esperava-me um pequeno-almoço muito bom, como todos durante a viagem, só que este contava com um ambiente privilegiado de puro romance!

Comi tudo e trouxe a tacinha da manteiga… ok, eu sei que isso não se faz, mas ela era tão velhinha e pequenina que não chegou a ser prejuízo para ninguém!

As pessoas inteligentes enchem a barriga ao pequeno-almoço, para terem “combustível” para a viagem! Assim, nem que o almoço seja fracote “barriguinha lá o tem” como dizem na minha terra!

Só mais uma fotozinha ao nosso lindo hotel e partimos!

Chovia quando saímos…

Os carregadores de malas estavam à porta à espera desde as 8.00h embora a gente tivesse dito 9.00h e queriam mais dinheiro para transporta-las. Nos tínhamos pago ida-e-volta no dia anterior, mas quem recebeu o dinheiro ficou com ele e mandou os amigos ver se recebiam outro. Mas não eram más pessoas de todo, senão tinham pedido o dinheiro à porta do hotel ou não carregariam as malas e não foi o que fizeram. Levaram tudo e no fim pediram mais dinheiro… a pobreza por vezes também faz destas coisas!

O céu permaneceu carregado e a chuva não deixou tirar grandes fotos em andamento. Fomos subindo sempre junto ao mar e a paisagem era muito bonita!

Agora eu tinha também uma mão direita muito florida!

As localidades eram cada vez mais parecidas com as do sul de Espanha.

O nosso guia e respectiva co-piloto!

E foi ali que paramos para comer!

Mas ali já não me deixei levar por comidas já feitas! Fui eu mesma escolher e mandar cortar a minha costeleta de vitela e levei-a eu mesma ao assador!

Toda a gente estava animada com pão e triângulos de queijo da Vaca que Ri

Continuo a achar que aquele pão é delicioso! Vou ter saudades, como tenho do pão polaco e austríaco…

O Diamantino já estava com a língua de for a prever o que ia aparecer para o seu repasto!

A minha costeleta estava um pouco grelhada demais, mas estava óptima! Tinha o sabor dos velhos tempos, quando o gado andava no prado…

As azeitonas por lá são óptimas! Algumas bem picantes, por sinal, o que eu aprecio muito!

Os pratinhos de carne que vieram para quem não foi escolher… eram diminutos!

Mas o povo comeu e gostou! Podia era ser mais, talvez!

O pratinho do Diamantino era giríssimo!

A amiga Maria lá teve a sua omeleta do costume! Não estava má!

Apesar de tudo acho que ninguém ficou com fome!

Quando tomávamos café passou um carro cheio de mulheres que gritavam! Parecia que iam para a festa, alguém disse que iam para um casamento!

O café estava óptimo! Do melhor que tomei por lá!

E seguimos caminho, agora com o sol como companhia!

E chegamos a El Jadida

A coexistência do europeu e o africano é visível pela costa

Chegamos cedo ao hotel Ibis, pois tínhamos coisas importantes para visitar na cidade!

Se por um lado é curioso encontrar influências europeias assim fora de contexto, por outro lado faz-me pena! Em Marrocos eu queria ver apenas coisas marroquinas!

Então fomos visitar a cidade

Achei piada aos miúdos, o chão devia estar quente!

Achei piada aos camelos, estes eram gordinhos, nada como os do deserto que eram magrinhos

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El Jadida

El Jadida foi fundada pelos portugueses nos inícios do século XVI como entreposto comercial e militar na rota marítima para a Índia. A cidade manteve-se na posse da coroa até 1769, data em que foi conquistada em definitivo pelos marroquinos.

Após a retirada portuguesa, a cidade esteve cinquenta anos abandonada o que lhe valeu a designação de al-Mahdouma (a arruinada). Já no século XIX , o sultão Moulay Abderrahmane reabilitou a cidade que passou a chamar-se El Jadida (a Nova).

Os portugueses partiram para o Brasil onde fundaram uma nova Mazagão!

Este era, para mim, outro dos pontos altos da viagem… e não me desiludiu

Não me consegui conter e tirei uma infinidade de fotos… vou tentar por apenas algumas…

Orson Welles filmou partes do filme Othello nesta sumptuosa cisterna, classificada como património mundial da Unesco em 2004.

A cisterna chegava a conter 2,70m de altura de água

Uma última foto coma minha sombra…

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