63 – Passeando até à Suiça 2012 – A Bélgica – Bruxelas, Namur, Zoutleeuw, Hasselt

30 de Agosto de 2012 – continuação

Ainda fui matar saudades da catedral de Bruxelas… coisas de quem tem uma nova máquina na mão e se põe a pensar “da ultima vez que aqui estive não tinha uma máquina fantástica como esta por isso não posso deixar de lá ir tirar uma ou duas fotos mega-pixeladas!” e lá fui!

Um lindo edifício gótico do séc., XIII dedicado a Saint-Michel et Sainte-Gudule, lindo, imponente e com uma luminosidade misteriosa, tão característica no estilo!

Sainte-Gudule é uma santa do séc. VIII, é a padroeira da cidade e as suas relíquias estão na catedral!

É considerada simbolicamente a primeira catedral da Bélgica e lá se fazem casamentos, batizados e funerais reais! Podem-se ver fotos dos eventos em exposição na entrada do edifício!

O edifício é imponente, sobre uma zona alta da cidade, tudo domina!

Quem sai da catedral, anda um bocadinho e chega logo ao topo do Mont des Arts! Um jardim que tem uma história feita de vontades e projetos que nunca se realizaram até ao fim, até acabar num jardim definitivamente!

Cada vez que volto a uma cidade gosto de a olhar de perspetivas diferentes! Não faz sentido voltar ao mesmo sítio para ver as mesmas coisas pelas mesmas perspetivas! Bruxelas é uma cidade muito bonita que parece crescer aos meus olhos cada vez que a visito, simplesmente porque descubro um pouco mais de si! Há um momento em que parece que a descubro pelas costas, pelo lado que ninguém vai, ninguém vê e é isso que me faz gostar de lá voltar!

Ainda passei por mais uma ou duas igrejas mas nem tudo o que é igreja é para ver de uma vez! Não há pachorra para todas!

Passei pela Église Royale de Sainte Marie do séc. XVIII, que nunca me desperta tanto interesse como estilos anteriores, embora seja interessante pelos revivalismos que combinam influências de estilo bizantino e românico!

Siga para a frente e pimba, outra igreja no meio da rua!

A Église Notre-Dame de Laeken, Uma fantástica construção neogótica do séc. XIX, que eu também não fui visitar!

E fui passear para o Atomium!

Aquela construção sempre me fascina, pela dimensão, pelo insólito… tem 103 metros! É qualquer coisa!

Da última vez que lá fui, em 2009, subi e almocei no restaurante que fica numa qualquer daquelas bolas! Foi giro! Mas desta vez não voltei a subir, apenas apreciei o “boneco” de todos os ângulos e continuo maravilhada com a coisa!

Foi construído em 1958 para a Expo daquele ano, como uma construção efémera para durar apenas 6 meses, mas acabou por lá ficar para sempre, tal foi o seu sucesso!

Pensar que ali dentro daquelas bolas, há gente, que percorre os corredores entre elas, pelos tubos que as ligam!

The Heysel Exhibition Park permanece como muitos dos edifícios construídos na época para a exposição!

Acho que é impossível ficar-se indiferente a tal construção, que não é edifício, nem monumento, nem escultura… e é tudo isso ao mesmo tempo!

Bruxelas sem Atómium seria como Paris sem torre Eiffel!

Era hora de seguir e a minha motita desenhava uma série de números repetidos por grupos de 222, 555 e 000! Criativa a miúda!

E passei em Namur, uma cidade que merecia um pouco mais de sol para ser apreciada!

Com uma clina encimada por uma cidadela! Claro que fui curtir a ruínha ziguezagueante!

Lá em cima não há nada de especial, sobretudo para mim que não me apetecia fazer visitas detalhadas a muralhas, castelos ou cidadelas!

Lá fica o Théâtre de verdure (teatro de exterior) da cidade. Já fez um século e já recebeu todo o tipo de espetáculos de ópera a bailados, agora é usado para concertos!

Mas o que eu queria mesmo era olhar cá para baixo!

A cidade fica na confluência de dois rios, como Koblenz, o rio Meuse e o Sambre. Fiquei sem saber qual dos dois eu via dali!

Acho que nas voltas que dei lá em cima, se calhar vi os dois rios mas pensei que era sempre o mesmo!

Acabei por ficar por lá uma infinidade de tempo a olhar para a cidade. Não me apetecia embrenhar nela, apenas olha-la!

Lá tive de voltar para baixo e encontrei uma monstruosidade a circular na via pública! Fiquei quase chocada!! Aquilo era uma moto ou um camião Tir com reboque?

Passei na catedral e fui dar uma olhada. A Catedral de St. Auban, do séc. XVIII, é uma passagem de estilos entre o barroco e o neoclássico, mas pela forma exterior devia ter uns tetos fantásticos! Fui ver!

E tinha mesmo!

E uma cúpula espantosa também!

Com um passarinho lá em cima na reentrância! (Ok, deve ser uma pomba e não um passarinho qualquer!)

E pus-me a andar dali, que a falta de sol já estava a chatear-me! Ele estava mais à frente à minha espera!

Passei em Zoutleeuw, que a fome estava a apertar e aquilo tinha ar de ser interessante, pois a comida estava mesmo na berma da praça, com carros assadores de frango! Até salivei!

Mesmo atrás do assador tinha uma construção que me interessava visitar por dentro.

Era a igreja de St Leonard, um edifício gótico com uma forma bizarra, quem olha de fora!

Comi a perninha de frango ali mesmo, sentada na praça, como quem come pipocas! Parecia o Asterix a comer uma perna de javali! Um bela ideia vender o frango à peças, com batatinha assada a acompanhar e uma cervejola fresquíssima, que na carripana não faltava nada para satisfazer uma cliente esfomeada, já que a tarde ia longa e eu ainda não comera!

E lá fui, de barriga cheia ver a igreja por dentro, pois então!

Aquele altar altíssimo e trabalhadíssimo fascinou-me! Chamam àquele trabalho “sacramentstoren” ou “torre do sacramento”, é do séc. XV e tem nove andares! É praticamente uma escultura gigante em pedra!

Confesso que visitei a igreja ainda com a cabeça no delicioso franguinho que comera lá fora! Mas a igreja era muito bonita, o senhor que tomava conta dela disse-me que ela é Património Mundial.

E segui para Hasselt, pois ainda era cedo para ir para Liege!

Hasselt é uma cidade em que é muito mais fácil caminhar que conduzir! O pior é encontrar onde pousar a moto para poder caminhar! Quando dei por mim já andava em contramão, com os automobilistas muito simpáticos e solícitos a esperar que eu desse a volta para seguirem o seu caminho! Gente simpática!

A Cathédrale Saint-Quentin de Hasselt vi-a de fora, porque estava fechada, mas tive pena, pois por muitas que tivesse visto aquela era diferente. É românica e é diferente!

Embora já com elementos góticos! As janelas “em bico” não enganam ninguém!

Ainda bebi por ali qualquer coisa, dei dois dedos de conversa com gente que se impressionou com a minha motita!

Passei na câmara lá do sítio, que parecia ser o único recanto da cidade onde não havia gente!

O ambiente na cidade era vivo e cheio de movimento! Até as lojas estavam cheias de gente, algumas com montras bem coloridas. Parecia ambiente de Espanha!

gente que se mistura com esculturas!

E a minha motita em cima do passeio a espantar olhos, pois não havia recanto onde a encostar!

E segui finalmente para Liege, onde a luta com o trânsito me tirou a vontade de andar nem que fosse mais um quilometro! Enfiei-me na pousada de juventude e não buli mais!

Isto porque nada faltava por lá, comida, bebida e animação, por isso não precisei de ir mais longe!

Depois de umas boas gargalhadas… fui dormir, que a vida não é para ser vivida num só dia!

Fim do trigésimo segundo dia de viagem…

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