Glasgow – 22 de Agosto de 2011

Já fiz de tudo!

Já dei voltas à cidade…

já dei voltas a Edimburgo…

Hoje fui dar mais voltas às highlands, foi muito giro, pude falar com as pessoas que iam comigo, pude conhecer o condutor do furgão, brincar e rir… mas tinha sido tão mais bonito de moto!

Estou cansada de esperar, da incerteza sobre como vai ser o fim da história, d prisão em que estou!

De repente compreendo onde reside a minha independência! Ela está na capacidade que tenho de sair por onde quero, estar se me apetece, não ir se assim me dispuser!

Essas minhas asas que são rodas, ou rodas que são asas é que me dão esta dimensão que tenho e sinto quando saio do meu canto pelo mundo fora!

É o que vejo sim, o que me faz andar por aí em viagem, mas é também o que eu sou quando estou em viagem o que me faz vir e eu sou o que sou com a minha moto ao meu lado, sem ela tudo perde piada… de tal maneira que apenas aqui estou porque há a hipótese de ela voltar a andar, porque se tivesse de continuar noutro meio de transporte, já teria voltado para casa!

Nunca esperei um dia com tanta ansiedade e apreensão como tenho esperado o dia de amanhã…

que não seja uma espera em vão…

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15 thoughts on “Glasgow – 22 de Agosto de 2011

  1. Calma querida Gracinda!
    Avarias acontecem e possivelmente mais frequentes com a utilização que lhes damos às coisas!
    Às tuas rodas/asas estarão muito em breve tão contentes como tu vais estar, ao saber que te farão companhia no resto desta aventura! 😉

    Boas Curvas

    • Pois é Rui, esta minha moto, e todas as que tive, habituaram-me “mal”, sempre rolaram com quase nada por quase todo o lado sem darem qualquer problema! Desta vez não foi assim e isso desequilbrou-me um bocado!
      Logo devo voltar à estrada e tudo será passado… espero!

  2. Hoje dei comigo a pensar em ti e a “pedir” aos Anjos e Santos que te cure a “magnífica” depressinha. Imagino – acho – o que sentes. Deve ser um misto de depressão e de exasperação. Deve ser de por os nervos em franja.
    Mas, Deus é grande. Há-de correr tudo o melhor possível para que regresses feliz e…. para que este próximo ano lectivo te seja leve. Bom, a ti e aos teus alunos 🙂 Obrigado Gracinda por, apesar desta situação chata, nos continuares a encantar com as tuas notas, as crónicas, as opiniões e os “palpites”.
    Que o resto da viagem te faça esquecer este tormento.

  3. Imagino como te deves estar a sentir. Grande azar.

    Não sei se, com tanto contra-tempo, terás tempo para visitar, mas valia a pena ir a Stirling, relativamente perto de Edimburgo, ver o monumento nacional ao William Wallace e sentir bem na narrativa ao longo da visita, o sentir do povo escocês e porque eles se identificam, de alguma maneira, connosco, pois consideram-nos, com razão, descendentes dos Celtas, de que tanto se orgulham.

    Numa volta que dei por essa zona, depois de ver o monumento ( feito por subscrição pública de todos os escoceses na diáspora) segui depois pela zona interior dos lagos até Inverness. É lindo, com uns locais, aqui e acolá, para picnic, na imensidão das montanhas. Vale a pena.

    Boa viagem e que tudo corra pelo melhor. Basta de azares.

    • Obrigada!
      Andei por lá ontem, no passeio que dei de furgão.
      Hoje quando apanhei a motita nas mãos, parti para Glencoe, onde estou para passar a noite! Foi o melhor caminho para quem precisava tanto de conduzir a motita como eu!

  4. Entendo-te tão bem… Desculpa mas vou partilhar uma frase tua “Essas minhas asas que são rodas, ou rodas que são asas é que me dão esta dimensão que tenho e sinto quando saio do meu canto pelo mundo fora!

    ” no meu FB. Não resisti e as melhoras para o teu CAVALO!

  5. Eh! Eh! Eh! Ai e tal a minha “Magnífica” é tão fina, tão fina, que para ir ao médico só se for no Reino Unido!
    Aproveita os dias que ainda tens e faz de mais esta viagem um momento de, apenas, boas recordações.

  6. As motas são como os filhos. Só dão alegrias mas quando ficam doentes é um Ai Jesus! 🙂
    Aproveita até ao último segundo. Que a viagem que eu ía fazer e por ter sido necessário alterar as férias não pude fazer, te tenha sabido tão bem quanto eu queria que me soubesse… et bon voyage!

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