5. Escandinávia 2017 – O inicio de uma grande viagem…

Olá mundo!

Há algum tempo que eu não faço uma cronica, afinal escrever um livro não é a coisa a que mais estou habituada na vida e foi uma tarefa que me ocupou a mente e a vida por muito tempo! Mas quando uma viagem é extensa e marcante é importante regista-la, para que os momentos mais intensos e relembrados não façam desaparecer da mente as pequenas histórias e os pequenos encantos.

Por isso, depois de 3 anos volto a relembrar cada passo de um caminho que conclui apenas há, literalmente, meia dúzia de dias. Espero que quem me acompanhou desvende o que não mostrei nem contei, a cada linha que escreva e a cada foto que publique, e se realize um pouco, pois no fundo fizeram parte da viagem ao estarem comigo a cada ligação ao mundo que fui fazendo.

Ao contrario do habitual, decidi muito cedo onde iria e cedo tratei das reservas de dormidas. Os meus destinos eram caros, eu não sou rica e reservar tarde encareceria substancialmente a viagem. Efetivamente, pelo facto de fazer as reservas no inicio de fevereiro, consegui que o total pago não excedesse os 950 €, o que, sendo bastante acima do que costumo pagar noutros destinos, não ultrapassou o que eu poderia despender.

A bagagem este ano foi maior, tinha de contar com o frio e a chuva, e levar roupa para o calor e para o frio implica muita disciplina na escolha. Senti-me verdadeiramente chic ao levar pijama de calções e blusa e pijama de leggings e camisola! E que jeito me fizeram os dois!

No fim tinha de caber tudo na moto, não gosto de levar coisas amarradas no banco, fico sempre com a sensação de que alguém vai mexer, o vento vai levar, sei lá! Claro que no caminho acabo por ir prendendo lá atrás o fato de chuva e coisas que me vão incomodando nas malas, mas isso será mais para a frente, ao sair de casa tem de estar tudo dentro das malas!

O meu moçoilo não me conseguia apanhar quieta numa foto! 😀
Claro que eu não parto de animo leve, eu sei que vou ter saudades dele, que a cada vez que algo corra menos bem vou precisar do seu conforto, que terei saudades da sua voz, mas isso não é uma ancora ao meu lugar! Como dizia Saint-Exupéry, “não há longe nem distancia para aqueles que se amam”, ou então o mundo seria uma imensa prisão!

Uma ultima foto ao conta-quilómetros da minha moto, para que possa ir controlando os quilómetros feitos. Os meus planos e cálculos apontavam para perto dos 20.000km, o que poderia implicar ultrapassa-los e isso sempre me preocupa um bocado. É sabido que eu não gosto de fazer revisões fora, não gosto que me mexam na moto, e por isso os 20 mil quilómetros são aquela barreira que eu não gosto de ultrapassar… e a moto já levava 2.000km feitos..

Este ano, à semelhança do ano passado, o meu amigo Filipe Marques iria partir de férias na mesma altura que eu e, como é um tipo despreocupado, bem-disposto e boa companhia, voltou a acompanhar-me nos primeiros dias de viagem. Um dia eu disse que nunca mais ninguém viajaria comigo, depois de algumas más experiências com pessoas invasivas que não iriam a lado nenhum por conta própria, mas seguiram comigo tentando impor a sua vontade a vedetismo. Mas também já tive boas experiências, como quando a minha amiga Antónia me acompanhou até à Suíça e Itália, por isso nem sempre posso dizer não, quando quem me acompanha pode até enriquecer a viagem com bom humor e bom ambiente.

Claro que, certamente, verem um homem acompanhar-me deverá gerar as fantasias mais criativas que se possa imaginar, mas a verdade não deixa de ser verdade porque as pessoas se põem a fantasiar.

Então a primeira paragem foi em Bragança, para um ultimo repasto bem português e para que ele se juntasse a mim.

E seriam esta “peste” e a sua Kawasaki GTR a minha companhia nos próximos 9 dias.

Até amanhã em Espanha…

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4 thoughts on “5. Escandinávia 2017 – O inicio de uma grande viagem…

  1. Olá, acompanho os seus relatos e morro de inveja, uma inveja boa se é que ela existe… Gostaria de saber como você conseguiu cuidar para que os “sapatos” dela durassem 20 mil km…

    • Olá
      Os pneus das minhas motos sempre duram mais do que o habitual, julgo que por eu ter uma condução rápida mas progressiva. Quando a condução é agressiva gasta-se mais pneu e mais gasolina!
      No ano passado eu levei os Scorpion II e fizeram 24 e 28 mil km (frente e trás) este ano aconselharam-me os Anakee II porque ainda durariam mais, por isso eu experimentei e a verdade é que estão com 23.000 km neste momento e estão para durar! Acho que vão chegar ao 30 mil 😉

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