20. Escandinávia 2017 – De Oslo até Evje

12 de agosto de 2017

Havia tanta coisa que eu queria ver e tão pouco tempo para o fazer! Por isso eu decidira, em casa ainda, deixar para traz tudo o que não fosse possível ver, sem remorsos, e voltar mais tarde para explorar melhor, afinal o sul do país é cheio de interesse, de voltinhas a dar e vilarejos a explorar!

Contra todas as espectativas, a vontade de explorar Oslo não era nenhuma. Lutar com multidões matutinas não me inspirou nem um pouco, por isso simplesmente segui o meu caminho e deixei a cidade para explorar melhor noutra viagem qualquer, quando eu voltar predisposta a levar um banho de multidão.

Qualquer cidade ou aldeia anónima despertava mais o meu interesse naquele momento, a única dificuldade era decidir por onde ir, por isso deixei-me ir, apreciando o que ia aparecendo ao longo da estrada em direção a Kongsberg.

Kongsberg é uma cidade que fica na margem do Numedalslågen, um rio muito nervoso!

Que corre com muita velocidade!

O ar sereno daquelas ruas era tão inspirador, com as casas brancas a refletir toda a luz de um dia maravilhoso para passear!

Era a Heddal que eu queria ir e onde queria passar algum tempo!

A igreja de Heddal foi, desde sempre, uma das atrações que me despertaram naquele país. Uma construção medieval extraordinária, do século XIII, que é também a maior igreja de madeira da Noruega.

E é tão bonita, com o cemitério muito bem tratado em redor. Parece que tudo foi posto ali para encantar!

Havia pouca gente e o ambiente era de serenidade, com jovens vestidos com roupas da época, contado a historia da igreja.

Eu tinha de a ver por dentro e ficar por ali o tempo que me apetecesse.

“Eu podia contar a história da igreja de madeira de Heddal, mas isso qualquer pessoa pode procurar e saber pelo Google! Mas o cheiro a madeira e a fumo, o silêncio no seu interior e a presença quase viva que ela teve sobre mim, isso é o que não vem nos sites e eu vou guardar na minha memória! 7 séculos de história têm sempre o seu poder sobre a gente…”
(in Passeando pela vida – a página)

E os pormenores eram tão encantadores! Dei comigo a apreciar cada centímetro de madeira como se fosse de oiro!

As madeiras no exterior reviam alcatrão, uma forma antiga de preser4va-la contra intempéries e o próprio tempo.

Não sei quantas voltas dei ao cemitério para ver a igreja de todos os ângulos! Dei mesmo comigo encostada a uma lapide a apreciar o momento, tentando guardar na memória todos os pormenores possíveis!

E fiz um desenho!
Não é fácil desenhar uma igreja toda feita de pequenas tabuinhas! Fez-me lembrar quando desenhei as igrejas de madeira na Polónia e nem sabia muito bem por onde começar a sarrabiscar tanta tabua! Mas a experiencia ficou e, embora meio aldrabadito, lá ficou uma ideia do que aquilo é!

E não consegui partir sem voltar a olhar, a fotografar e a apreciar a minha moto junto daquele conjunto fantástico!

Ali ao lado fica o Heddal Bygdetun, um pequeno museu ao ar livre, onde foram colocadas construções que foram transferidas de outros locais e que mostram um pouco da evolução das construções tradicionais norueguesas dos últimos séculos.

Há também um pequeno registo de como eram os bordados, rendas e trajes de épocas antigas.

E os pormenores em redor eram encantadores, de tetos e paredes cuidadosamente pintadas com motivos florais. Muito bonito!

Cada casa era como uma casa de bonecas!

Apetecia ficar por ali o dia todo, em tão bonito local!

Onde até as casitas para os passaritos nas arvores eram lindas!

E logo ali começavam a ver-se as casinhas cabeludas, uma técnica antiga para ajudar a isolar as casas em tempos de frio extremo.

Estava a pouco mais de 200 quilómetros do meu destino se seguisse a direito para lá, mas havia tanta coisa que eu queria ver. Outras cidades, outras construções outros ambientes! Eu queria saber como eram as coisas no sul para depois ver como mudariam, ou não, à medida que subisse o país, por isso desci até à costa.

Cruzei Skien, uma das cidades mais populosas do país. Não era uma cidade que eu fizesse questão de conhecer, mas os pormenores arquitetónicos e do dia-a-dias das pessoas chama-me sempre a atenção!

A igreja luterana, neogótica em tijolo prendeu-me toda a atenção, mas estava fechada. Uma pena, eu gosto muito de entrar em igrejas de outras religiões.

Um grupo de miúdas, em scooters elétricas puseram-se a acompanhar o andamento da minha moto, na faixa para bicicletas. E desenrascavam-se bem!

Mas as coisas simples sempre me atraem mais, como um lago em espelho na região de Gjerstad,a caminho de Risør.

E eu perceberia que, naquele país eu pararia muito mais facilmente no meio de lado nenhum do que no meio de turistas e confusões. Acho que era isso que eu procurava em cada quilometro que fazia, a paz de um país!

Tão bonito um recanto anónimo como um bilhete postal de um grande fotografo!

Felizmente Risør estava posta em sossego! Apesar de ser uma cidade turística, com um porto importante e uma historia rica, não estava repleta de gente como seria de esperar! A sensação ao chegar ao centro e pousar a moto junto ao porto, foi de estar a chegar a uma aldeia, onde as pessoas olham para mim como se nunca tivessem visto nada parecido comigo antes!

Rudo em redor era branco, contrastando vivamente com o azul do mar e do céu, e passear por ali foi o momento de paz e encanto que eu estava a precisar!

As casinhas de madeira pintadas de branco, em ruinhas muito estreitas, eram como um cenário na Disney!

E numa janela qualquer, entre as muitas janelas das casinhas de encantar, encontrei os troféus de alguém que viaja e deverá ter ido desde Portugal até à Rússia, a considerar pelos galos de Barcelos em confraternização com as Matrioskas!

Claro que fui meter a moto pelas ruelas acima, tentando ver a cidade numa outra perspetiva, ante o olhar surpreendido que quem me via passar, provavelmente questionando-se onde iria eu por ai! A lado nenhum, minhas senhoras, apenas dar uma olhada!

E até o cemitério é encantador por ali…

E segui para Grimstad! Não importava a que horas chegasse ao meu destino, eu tinha de ir dar uma olhada ali!

Não havia ninguém nas ruas, o sol refletia nas janelas e nas paredes revestidas de madeira pintada de branco e a luminosidade era inspiradora!

Era sábado, eram sete horas da tarde e não havia ninguém nas esplanadas nem nos cafés! Para que serviriam as esplanadas? Para servir pequenos almoços?

É uma sensação estranha ser a única pessoa a passear pelas ruas de uma cidade! Só experimentei algo parecido no Reino Unido!

A Igreja, lindíssima, estava isolada sem ninguém por perto. Por momentos pensei até que estava abandonada!

E estava na hora de ir para casa, em Evje.

Evje ficava para norte de Grimstad, por entre pequenos lagos que iam aparecendo aqui e ali ao lado da estrada que eu percorria.

E cada um que eu encontrava era mais encantador do que o outro!

Momentos em que a sensação de que o paraíso afinal é na terra mesmo!

Até chegar a Evje, onde ficava o parque de campismo onde se situava a minha casa para duas noites.

Com vista privilegiada para o rio e para o por-do-sol!

Amanhã iria passear em redor, onde tinha duas ou três coisas que eu queria muito ver…

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19. Escandinávia 2017 – De Gotemburgo até Oslo

11 de agosto de 2017

A Suécia fora apenas um caminho de passagem e eu seguiria direta para Oslo naquele dia.

A zona da cidade onde eu pernoitara parecia outro mundo, comparado com o que vira da cidade e valia a pena explorar um pouco. Havia um riacho muito bonitinho, com esplanadas e café em redor.

Os patos ainda dormitavam no relvado atrás do hostel, quando eu passeei por ali.

Havia uma sensação, que eu já sentira noutros momentos noutras viagens, que me fazia querer experimentar mais as boas sensações do momento, do que perseguir coisas novas, turísticas e referenciadas em sites de viagens e turistas.

Acho que era o meu lado de paz de sensações únicas e pessoais a apoderar-se das minhas escolhas!

Andei por ali a apreciar o momento único, enquanto o mundo em redor parecia adormecido e quieto como de fosse domingo. E, no entanto, não era!

Eu tinha detestado Gotemburgo no dia anterior, uma cidade confusa, com estradas em obras sem sinalização que ajudasse quem não era dali a mover-se e com um ambiente pouco inspirador. No entanto não queria ir embora sem pelo menos a atravessar e dar uma olhada a duas ou três coisas que tinha em mente. Por isso, antes de seguir para Oslo, voltei para passear um pouco pelo centro.

E de manhã a sensação foi bem melhor, sem confusão, nem muito transito e até com facilidade em parar a moto e apreciar em redor!

A escultura junto ao rio, sobre o cais, é hilariante. Prometheus, em que a cabeça é uma pirâmide, uma referência ao símbolo do fogo, que Prometeu roubou aos deuses para dar à humanidade. O homem é gordo, está nu e parece ir saltar para a água, se calhar para se refrescar do calor do símbolo do fogo que transporta na cabeça!

Apenas faltou um pouco de sol e de céu azul, mas eu tinha de me ir preparando para o mau tempo tão previsível por terras escandinavas!

E segui para Oslo, sem muita vontade de me envolver em terras turísticas até lá, apenas queria paz e estradas sem ninguém!

O movimento na estrada nacional era intenso, por isso fui procurando para estradas secundárias. Ok, não era tão intenso, nem tão rápido assim, mas eu queria deixar a moto rolar sem preocupações com carros nem motos e apreciar a paisagem anónima. Eu tenho destas coisas quando preciso de paz! As estradinhas que fui escolhendo estavam desertas, apenas se viam alguns ciclistas de vez em quando, e nada mais. Exatamente o que eu queria!  E nada do que implicava visitas turísticas me atraiu…

Até porque a simplicidade da vida comum por aquelas terras me estava a atrair muito mais a atenção do que pontos turísticos!

Sentir-me completamente só no meio da natureza sempre me apaixona e consigo ficar tempos infinitos parada a olhar e apreciar cada momento!

As casas parecem todas iguais, saídas de uma mesma fabrica de casas! São quase invariavelmente de madeira e as cores pouco variadas, entre o bordeaux (vermelho escuro), o azul escuro e o amarelo torrado, com frisos e contornos em branco.

E as perspetivas que podia captar de cima da minha moto eram de muito verde, poucas casas….

e lagos que me faziam querer voltar a parar a todo o momento para captar mais um pouco da sua serenidade.

AS localidades ficam frequentemente estre arvores e arbustos e apenas me apercebia de quantas habitações continham pelo numero de caixas de correio, organizadas e fixadas em grandes suportes de madeira com telhado a protege-las.

Também se encontram casa brancas, mas são mais raras.

Registos de viagem – 5
Entrei na Noruega por uma ruínha secundária de aldeia, sem aparato nem ninguém, para além de mim e alguns ciclistas. A estrada principal estava muito rápida, com automóveis e motos desesperados para chegar a Oslo. Eu tenho o dia todo para lá chegar…
Agora estou aqui, no meio de lado nenhum, a comer e a dar nas vistas, com os camponeses a olhar para mim e para a minha moto. Disse que vinha de Portugal, chamaram-me “brave woman”!

(in Facebook)

Do outro lado da fronteira nada era muito diferente. As mesmas cores, as mesmas casas de madeira, a mesma sensação de localidades escondidas atrás de arvores e arbustos.

E as igrejinhas que, não sendo iguais às da Dinamarca, provocavam uma sensação semelhante na paisagem. A igreja de Idd é do século XII, românica portanto, embora seja tão diferente do românico que estamos habituados a encontrar pelo Europa.

Mas os noruegueses são esquisitos! Para lá de um cemitério perfeitamente alcatifado de fofa relva verdejante, ficava a igreja e junto a ela, bem ao sol sem ninguém por perto…

estava um caixão branco! Porque raio fica um morto ali abandonado, sem funeral que o acompanhe até ser enterrado? Não entendi muito bem o costume daquela gente!

A arquitetura dos locais sempre me atrai a atenção e por ali os celeiros têm formas curiosas, com base na arquitetura antiga que se manteve até hoje.

Sente-se por todo o lado a baixa densidade populacional do país, e isso é muito gratificante, como se a paz estivesse por todos os lados!

Estava a atravessar Halden e a vontade de ver gente não era nenhuma!

Tomei por ali um café, mas ele ia piorando e qualidade à medida que eu ia subindo no mapa. Pior em sabor e em efeito, pois nem servia para me despertar um pouco!

Aparentemente só nas cidades se usam outras cores para pintar casas

Embora as cores de todos os outros locais se mantenham ali também. Aqueles amarelos tornam tudo tão acolhedor que a vontade era entrar nas lojinhas todas!

Coisas curiosas que se encontram por ali, como bicicletas que sobem postes de iluminação!

Oslo era mais para cima e havia mais gente a ir para lá. Eu sempre me fascino com motos supercarregadas! Nem quero imaginar a trabalheira que seria descarregar aquela bagagem toda, montar a tenda e no dia seguinte voltar a arrumar tudo na moto!

Moss é aquele paraíso entre mar e lago com paisagens esplendidas de casas de sonho na margem da água!

E pronto, lá parei mais uma eternidade de tempos, enquanto saboreava o momento, como se a Noruega acabasse ali mesmo e não houvesse mais nada para ver!

Distrai-me a atirar migalhas de pão aos patos e a curtir um tempo maravilhoso que inspirava a ficar, afinal as historias de mau tempo por aquele país faziam-me querer aproveitar todos os momentos de sol, antes que a chuva me encontrasse!

Comer pizza num país nórdico, soa parecido com comer fish and chips no Porto!

Há sempre uma serenidade nas cidades pequeninas que me agrada sempre. É bom encontrar gente nas ruas, nos sítios onde vou, mas a paz dos residentes sempre me apaixona muito mais, que a agitação dos turistas!

Sai-se da cidade e volta-se a não encontrar os lugarejos, a não ser pelas caixas do correio perto da estrada!

Tenho vindo a encontrar os músicos de Bremen em cada sitio? Depois de os ver em Riga, encontrei-os perto de Oslo! Acho que o único sitio onde não cheguei a vê-los foi exatamente em Bremen! Tenho de ir lá procura-los um dia destes!

E assim que cheguei a Oslo a minha vontade foi de voltar para um caminho sem ninguém! A cidade estava cheia de gente!

A catedral, um edifício do séc. XVIII, era dos poucos espaços sem gente, por isso foi que me enfiei para sair do meio da multidão.

Claro que o meu refugio não foi totalmente inocente, dentro dos muros da igreja havia uma simpática esplanada, por isso não me faltaria nada, nem sequer o que beber no entretanto!

E a Igreja é bonita e diferente!

Mas eu não passaria ali o resto do meu dia. Já que tinha de enfrentar a multidão que fosse a ver algo que me interessasse particularmente.

Por isso fui até ao Parque Vigeland 

O parque é uma das maiores atrações da cidade, ao todo são mais de 200 estátuas de pedra, bronze ou ferro fundidos criadas por Gustav Vigeland, o mais importante escultor do país.

“Uma das coisas que eu queria ver em Oslo era o jardim das esculturas de Gustav Vigeland, e consegui chegar antes do pôr-do-sol! São mais de duzentas e o parque é lindo, o maior do mundo dedicado a um só artista. Só por esta visita já valeu a pena vir até aqui.”

(in Facebook)

é muito interessante todo o parque e as esculturas, embora sejam muitas, merecem ser observadas uma a uma!

O menir no centro do espaço, é totalmente revestido a corpos nuns. Muito bem concebido!

E do ponto mais alto, pode-se ver todo o parque e parte da cidade ao longe

O sol preparava-se para ir embora e deixava perspetivas ainda mais bonitas com a sua luminosidade rasante.

No dia seguinte iria explorar um pouco do sul do país!

18. Escandinávia 2017 – De Føllenslev até Gotemburgo

10 de agosto de 2017

O meu ultimo amanhecer em Føllenslev foi tão agradável quanto os anteriores e eu já me estava a habituar a eles! Mas desta vez não foram os bichinhos da quinta que me chamaram a atenção!

Tinham chegado novos hospedes, eu podia ver os seus carros no relvado, mas foram as duas motos, todas catitas, no canto que me prenderam a atenção.

Conheci os simpáticos donos das mostos ao pequeno almoço. Eram um casal holandês que andava a explorar a Dinamarca. Eles ficaram impressionados com a minha viagem e eu fiquei cheia de vontade de fazer igual à deles e explorar a Dinamarca de ponta a ponta! E a conversa estendeu-se entre viagens, costumes de uns e de outros, gostos musicais e sonhos a realizar. Havia tantos interesses em comum entre nos, embora fossemos tão diferentes. Filosofias de vida que nos uniam a todos, eu, os motociclistas holandeses e os nossos anfitriões.

É tão gratificante quando depois de apenas dois ou três dias fica uma pequena amizade pelas pessoas!

Registos de viagem – 4

Hoje de manhã a despedida foi de abraços e promessas de voltar, porque se faz facilmente amizade com gente boa e simpática que nos acolhe e nos mima com o que nos faz bem! Adorei os dinamarqueses que conheci, e estes três em especial. Por vezes são memórias como estas, que ficam e me fazem voltar a sítios onde já estive!
Kisses & hugs to Karen Lisbeth Brinch Birch & Brian

(in facebook)

E era hora de partir na direção da Suécia.

A minha intensão era fazer caminhos diferentes entre a Dinamarca e a Suécia, na ida e na volta, por isso decidi entrar de ferry e mais tarde sair pela ponte/túnel. O preço das duas travessias era aproximado e as experiencias seriam bem diferentes.

Por isso segui calmamente para Helsingor, onde tomaria o ferry para atravessar o estreito Öresund. De alguma forma eu percebia que a minha passagem pela Dinamarca determinaria todo o meu estado de espirito e ânimo ao percorrer o resto da Escandinávia. Havia uma paz que se instalara dentro de mim, que me fazia querer ver o que ninguém procura ver, o que ninguém faz questão de colocar na net. E o que me fascinava mesmo eram os momentos anónimos mesmo!

As perspetivas de absoluta serenidade do mar eram tão impressionantes para mim

que, embora tenha ido até ao famoso castelo de Kronborg,

ao chegar lá não me apeteceu visita-lo por dentro!
Havia gente a organizar-se para entrar, uma pequena fila na bilheteira, turistas meio ruidosos…

e eu não quis meter-me ali!

E havia um jovem Hamlet, que interagia com as pessoas nas suas divagações sobre a obra de Shakespeare.

Aquele ambiente cativou-me muito mais que uma visita ao interior do castelo. O rapaz, aparentemente, achou-me piada a mim e ao meu chapéu e declamou alguns versos para mim! Quanta honra!

Dizia ele: “Though this is madness, yet there is method in it!”

O dia já ia avançado para me enfiar dentro de paredes, por isso decidi passear em redor.

“E quando aparentemente não há nada para ver, toda a beleza da simplicidade se revela! O mais turistico do local estava trás de mim, era para lá que toda a gente se dirigia, e no entanto o mar, debaixo de um céu revolto, me fascinava tanto. Seguramente que não vi o que toda a gente vai ali para ver, não fiz as fotos tradicionais, não explorei historias de reis e lendas, mas a minha mente parou no tempo, a batida do meu coração abrandou um pouco e eu olhei para a Suécia, do outro lado, pela primeira vez, para lá de toda a beleza do momento…”

(in Passeando pela Vida – a página)

O ambiente era muito agradável, havia uma esplanada num dos edifícios em redor do castelo onde não me atrevi a pedir um café, pois seria ruim, certamente. Mas tomei um relaxadamente, que isto de viajar e explorar não tem de ser uma obrigação nem uma correria!

E as perspetivas do castelo e do estreito eram fantásticas, por isso subi às muralhas, passeei pelos caminhos junto à água e apreciei aquele céu nublado espantoso!

Podia ver ao longe os ferrys cruzando-se, entre ida e voltas. Seria num deles que eu e a minha Negrita embarcaríamos para irmos para o outro lado.

E eu que reclamo da paranoia generalizada das pessoas têm de fazerem selfies junto de tudo e mais alguma coisa, rapei do telemóvel e fiz uma selfie com o castelo como cenário!

Antes de sair da propriedade para me ir embora.

Mas Helsingør não é só Kronborg e o ferry, por isso dei uma vista de olhos à cidadezinha, com recantos bonitinhos e pormenores curiosos.

Passa-se uma portagem como se se entrasse numa autoestrada e depois apanha-se o ferry como quem apanha um autocarro! Não eramos muitas motos a fazer a travessia, apenas um suíço que ia para o sul da Noruega, um casal sueco que voltava para casa depois de um pequeno passeio pela Dinamarca e eu!

E viajamos muito bem acompanhados, com imensos Ferraris mesmo ao nosso lado!

Ficamos todos a ver Helsingør a ficar para trás

e as perspetivas fascinantes de Kronborg à medida que nos afastávamos da costa.

As fotos acidentais que eu descubro por entre todas as que tirei!

Já não era nada cedo quando cheguei ao outro lado do canal. Não teria muito tempo para explorar, mas a verdade é que não me apetecia andar a catar muitos sítios. De alguma forma apetecia-me conduzir sem parar muito e ficar a sós com os meus pensamentos e com a doce sensação que a Dinamarca deixara em mim. Por isso fui seguindo o meu caminho parando apenas para abastecer e apreciar placas curiosas que foram cruzando comigo no caminho!

E Gotemburgo estava cheia de transito! Não é fácil circular pela cidade para quem vem de fora, ainda por cima quando vem habituada a paz e sossego. As ruas são meio confusas e se se faz a escolha errada ou não se obedece criteriosamente ao GPS, corre-se o risco de ter de dar grandes voltas sem ter hipótese de voltar para trás! Arreliou-me bastante andar para trás e para a frente na luta do transito, por isso fugi para a paisagem mais serena que encontrei por ali!

Eu sabia que iria cruzar com dezenas, senão centenas, de lagos ao longo da viagem, provavelmente muito mais bonitos do que aquele, mas a serenidade que me transmitiu era a que necessitava naquele momento.

Claro que nada tinha melhorado no meu regresso à cidade. Terminava um jogo qualquer de futebol e as multidões enchiam passeios e estradas, completando a sensação de “quero sair daqui” que eu já trazia em mim!

Acho que amuei e fui para a cama cedo…

Afinal amanhã era dia de ir para a Noruega e isso é que me importava!

17. Escandinávia 2017 – Passeando pela ilha de Sjælland até Copenhaga

9 de agosto de 2017

Os meus passeios pelo país tiveram o efeito de me fazer querer ficar, de não querer sair da calma que tudo me transmitia. Desde sempre que eu quisera conhecer aquele país, embora me falassem dele como um país de ligação.
Os países que não estão na moda sempre me atraem afinal!

Não pretendia percorrer os sítios da moda, mas havia duas ou três coisas que eu queria ver, por isso dispus-me a passear um pouco pela ilha, entre a paz e a multidão.

Claro que o meu dia começaria pela parte da paz, com a bicharada a grasnar no meu jardim! Todos os dias, ao amanhecer, todos os animais da quinta eram postos em liberdade, para comerem e ginasticarem as pernas, e eu podia ouvi-los como um despertador natural.

E a paz começava logo no lado de fora da minha roulotte!

Naquele país a vontade é de deixar a moto rolar pela serenidade da paisagem e isso era o que eu faria de boa vontade até conhecer todos os seus recantos. Mas o tempo não é infinito numa viagem grande, por isso fui até Fredensborg, em busca de palácios e castelos.

O Fredensborg Slot foi uma agradável surpresa.

Sendo o palácio mais usado pela família real dinamarquesa eu esperava encontra-lo atolado de turistas barulhentos, mas não! Havia uma serenidade por ali que me inspirou a passear e ficar grande parte da minha manhã! Havia mesmo muito espaço para estacionar a minha moto junto ao portão!

Tomei a alameda esquerda, ladeada de arvores geometricamente dispostas, até ao lago.

E lá estava o imenso Esrum Sø, um dos maiores lagos da Dinamarca.

Logo ali fica o Nordmandsdalen, algo como Vale da Normandia, um jardim construído no séc XVIII, onde 70 esculturas retratam a população com vestes e utensílios característicos da época.

Retratar a população num jardim real foi uma inovação, ideia do rei ao que parece, pois até então só deuses, anjos e seres mitológicos tinham direito a serem representados em espaços nobres!

Quando voltei finalmente à entrada do palácio já havia alguns turistas por lá, mas a serenidade ainda se mantinha.

A apenas uns 10 ou 11 km dali fica Hillerød e o seu pequeno Slotsøen, o lago que é propriedade do rei e por isso não se pode pescar nem velejar nele, mas andam pequenos barcos turísticos por lá!

E ao fundo aparecia o Frederiksborg Slot, uma paisagem perfeita para um passeio ao som da minha musica.

Por caminhos muito bonitos e bem cuidados!

Senhoras passeiam seus bebés de bicicleta em redor do lago! Que coisa mais bonita que sempre aprecio ver!

Cada perspetiva era um postal ilustrado!

Jovens jogavam à bola nos campos do castelo e as bicicletas amontoavam-se no relvado. Fez-me lembrar quando eu era jovem e ia de bicicleta para a escola e havia rapaziada que fazia troça de mim, porque ninguém usava bicicleta para se deslocar. E eu sempre achava que um dia mais pessoas, jovens e adultos, usariam bicicletas para se moverem… mas enganei-me, o tempo passou e mesmo hoje só anda de bicicleta quem pratica ciclismo…

Em frente ao castelo fica o jardim barroco, inspirado nos jardins europeus da época, que é incontornável, e toda a gente visita e faz fotos por lá.

Eu tinha dado a volta a todo o lago para ir até ao castelo, e tinha valido a pena!

Ok, eu iria explorar o castelo, se houvesse pouca gente por ali entraria para o ver por dentro, mas só se não estivesse inundado de gente!

O palácio é renascentista, do inicio do séc. XVII, e é imponente, o maior da Escandinávia, dizem eles!

Não havia enchentes para a visita, o castelo era lindo e eu ia entrar!

No Palácio funciona o Museu de História Nacional que retrata um pouco da história da Dinamarca com uma coleção considerável de retratos, pinturas históricas e arte moderna.

Mas era o edifício que me apaixonava mais, afinal ali viveram muitos dos monarcas do país! No séc XIX o palácio foi gravemente danificado por um incendio, que obrigou a um profundo restauro. A belíssima capela saiu ilesa desta catástrofe e permanece linda até hoje!

O grande salão é impressionante!

Anda-se por ali a catar pormenores por todos os lados!

A minha paciência e concentração para visitar museus, castelos e palácios é meio limitada numa grande viagem, por isso eu sabia que não deveria visitar muitos mais castelos e aquele ficaria bem na minha memória, pela sua imponência e beleza!

Como o edifício está assente sobre 3 pequenas ilhas, o próprio lago funciona como foço e o regresso a terra faz-se por caminhos que inspiram respeito!

Visto do outro lado o castelo ainda é mais imponente do que visto do lago!

E finalmente segui para Copenhaga!

Registos de viagem – 3

Eu via tantas placas indicando København que pensava “puxa, que terra famosa esta, não me lembro de uma cidade tão importante com este nome!”. Por outro lado a capital nunca aparecia nas placas! Uma cidade mais anunciada do que Copenhaga?! Então fez-se luz! Os gajos chamam cada nome a sua capital ! AHAHAHAH

(in Facebook)

A capital tem tanto de encantador como de “assustador”!

Depois de tão belos passeios pela serenidade do país, chegar a Copenhaga e mergulhar numa multidão constante e frenética, foi o choque total que eu teria dispensado…

Pousei a moto junto à coluna de Lurblæserne, dos tocadores de Lur, na praça da câmara, e dei uma volta em redor.

As ruas estavam cheias de gente, o vento estava forte, decididamente não faltava nada para me chatear!

Pormenores de uma cidade apinhada de gente!

É sabido que grande parte da população do país vive concentrada ali, é sabido também que, como qualquer capital, todo o turista passa por lá e é sabido também que para muito turista Dinamarca é Copenhaga, resultado… enchente e mais enchente…

O transito também era complicado e, na impossibilidade de passar pelo meio dos carros, eu tinha de ficar na fila e pronto! Um canito meteu-se comigo, aparentemente os cães por lá são como os de cá, detestam motos! O dono aproveitou para meter conversa comigo e perguntar-me se era confortável passear de moto ou se fazia doer as costas. Disse-lhe de onde vinha e para onde ia e que não morreria de cansaço. O fulano pareceu animado! Preferia estar no meio do transito numa moto do que num carro, concluiu ele! Pois, também eu!  😉

Havia muitas bicicletas pela cidade também mas, ao contrario de muito ciclista maluco que vejo noutros países, eram civilizados e cumpridores!

Cansei-me da confusão e tratei de ir embora. Afinal no regresso da viagem voltaria a passar em Copenhaga e então teria outra disposição para explorar melhor a cidade. Mas não fui embora sem passar na famosa Den lille Havfrue – a Pequena Sereia!

É mesmo pequena e meio insignificante! Está ali, em cima de uma rocha, junto da margem onde qualquer pessoa lhe pode pôr a mão e fazer selfies, tudo o que os turistas precisam para se amontoarem!


E lá estavam eles à fila!

Por terra e por mar!

Havia mesmo um carrinho de café mesmo ao lado. Aproveitei para tomar um que era mais uma mijoca, mas a menina era muito simpática e deu-me 2 pacotes de açúcar, pois a coisa era amarga como rabo de gato!

Encontrei ali uma das poucas raparigas da minha altura e era um trambolho! Eu não estava preparada para encontrar dinamarquesas gordas e desajeitadas!

Claro que o regresso “a casa” não tinha de ser feito a direito e, depois da trapalhada da multidão, eu estava a precisar de um caminho de paz de novo! Por isso passei em Køge

A cidade tem um centro encantador com casa muito antigas, a mais antiga do séc XVI. Encontrei-a facilmente porque se distingue das outras até pela cor vermelha! Linda!

Mas as casas amarelas são mais populares e são espetaculares, fazem bom contraste com a minha moto!

Embora tenha um ar de terrinha pequena, Køge é um porto imponente e tem o seu centro empresarial importante nas proximidades! Por isso, nunca negligenciar o ar de aldeia que uma cidade pode ter!

Roskilde, foi apenas uma cidade que apareceu no meu caminho e que eu atravessei. Estava deserta e pouca coisa havia aberta.

Teria de voltar a jantar com o pessoal do meu alojamento!

Tão relaxante voltar a conduzir serenamente pelas ruas desertas ao pôr-do-sol…

Amanhã seria o dia de atravessar para a Suécia…

 

16. Escandinávia 2017 – Passeando entre as ilhas até à bela Odense.

8 de agosto de 2017

Acordar com o grasnar de patos foi uma sensação inesperada e muito agradável, como se eles fizessem parte de um sonho de que eu acabava de acordar.

O ambiente que eu procurava, ao hospedar-me ali, era de paz e natureza, mas o que me esperava superou as espectativas.

Eu queria ver como eram as pessoas comuns e as localidades fora dos roteiros turísticos, passear sem pressas e viver dias lentos de viagem, sem correr para lado nenhum para ver coisa nenhuma. Apenas descobrir o que houvesse no meu caminho!

Por isso despenderia todo o meu dia passeando entre as duas grandes ilhas, Fyn e Sjælland.

Eu nunca vivo uma viagem esperando pelo que vem a seguir. Cada momento tem toda a importância da minha atenção e curiosidade como se fosse o ponto alto de toda a viagem!

Paro a todo o momento e aprecio cada recanto anonimo que me prende a atenção e os sentidos!

Fui percebendo que, não andando pelos sítios mais turísticos, poderia ter de percorrer longas distancias em ruas de terra batida, algumas mesmo com “jardim” ao meio!

Mesmo quando não eram visíveis, por trás dos arbustos havia casas, não importava que aspeto tivesse cada quelho!

As casas eram sempre lindinhas, mas algumas eram mesmo encantadoras!

E o mar de Kattegat era logo ali, lisinho como um lago…

Quintas e castelinhos são pequenas maravilhas retiradas de uma história de encantar

e as igrejinhas deliciosas, pintadas de branco com portais curiosos e portas e portões vermelhos que adorei e estavam por todos os lados!

Também as há em tijolo, mas a estrutura é semelhante, pelo menos quando vistas do exterior.

Todo o caminho que fui fazendo pela Sjælland, a mesma ilha onde fica a capital, era rural e cheio de beleza simples e o humor dos agricultores ia-se manifestando nas esculturas em feno nos limites das suas propriedades.

E acabei por atravessar o pedaço de mar que me separava da ilha ao lado e voltei a Fyn

e cheguei a Odense, uma das cidades mais antigas do país, que eu tinha em mente desde o tempo em que as civilizações vikings me encantaram. A origem do nome da cidade vem desse tempo, precisamente, uma reminiscência das adorações do deus nórdico Odin.

Há um encanto nas cidades dinamarquesas, como se cada uma, não importa a sua dimensão, tivesse sempre um pouco de conto de fadas. Odense é mesmo a cidade natal de Hans Christian Andersen, que tantos contos escreveu, e ao passear pelas ruas da cidade, ladeadas de casinhas térreas, pintadas de cores vivas, quase conseguia sentir a inspiração para os cenários dos seus contos. Tudo tão bonito!

(in Passeando pela vida – a página)

Ali nasceu Hans Christian Andersen e ele está representado na cidade em escultura e no jardim Lotzes, numa espécie de teatrinho a lembrar um palácio de conto de fadas, junto ao seu museu. Ao longe eu via gente a desenha-lo.

Aproveitei e fiz o meu próprio desenho.

Claro que depois fui espreitar os delas e isso deu uma boa conversa, com comentários técnicos e opiniões. Elas gostaram dos meus desenhos, eu gostei dos delas!

O centro da cidade estava em obras, mas a ruinhas em redor eram inspiradoras o suficiente para um belíssimo passeio pela cidade histórica.

O rio Asfart está por todo o lado, muito bonito e retorcendo-se pela cidade e jardins até à catedral.

A serenidade do ambiente era tão presente que apetecia ficar por ali o dia todo!

Acho que foi na Dinamarca que eu vi as miúdas mais bonitinhas. Achei curioso o pormenor de as ver frequentemente passear com o cãozinho na cesta da bicicleta, ao ponto de decidir tomar atenção para captar um! E lá estava ele a espreitar, placidamente!

Logo a seguir estava catedral de Sankt Knuds, uma construção gótica do século XV em tijolo, que valeu a pena visitar por dentro.

Sempre me fascinam construções diferentes das que estou habituada a ver e ver como foram tratadas ao longo dos séculos mostra bastante do povo que a cuidou.

Eu não conhecia o Santo Knud, por isso fui investigar e descobri que foi um rei dinamarquês do século XI, que se tornou santo, daí não ser conhecido fora do país.

O altar-mor é a coisa mais curiosa e que eu queria ver há muito, com um retábulo espantoso em talha dourada lindo!

Aquela cidade encantou-me! E a vontade era de voltar daqui a uns anos, para a ver depois de terminadas as obras no centro. Entretanto as ruinhas em redor atraiam-me bastante!

Apreciei também o facto de a cidade não estar pilhada de turistas. Fiquei com a sensação de que não será uma cidade na moda para o turismo! Mas que sei eu disso, que não frequento agencias de viagem nem sites de turismo!

Simplesmente conseguia explorar recantos lindos sem ninguém a encher tudo de ruido e selfies e isso era tão fantástico!

E o lado aldeão da cidade era tão encantador!

As pessoas cuidam do que é seu, não havia vestígios de lixo no chão e havia até quem pintasse as suas próprias janelas!

O passeio pela ilha revelar-se-ia um encanto, como eu suspeitara, com ruas bonitas, ladeadas de terrenos cultivados e casinhas, aqui e ali, espantosas!

E havia as pequenas florestas, onde eu nunca sabia onde terminaria o alcatrão e começaria o piso-aventura!

A minha coleção de casinhas ia crescendo a cada curva do caminho, com exemplares espantosos!

E o tal piso-aventura, quando aparecia no meu caminho, podia ser a coisa mais bonita de se percorrer!

E as igrejas continuavam a ser todas muito parecidas, eu já nem sabia quantas tinha visto nem quando comecei, no regresso, a passar pelas mesmas que vira na ida!

Encontrar obstáculos quase no meio das ruas, é a forma mais curiosa de fazer os condutores andarem devagar e com atenção! Confesso que a primeira vez que vi uma coisa daquelas a contornei pelo lado errado!

Eu tinha de ir ver o braço de mar entre Fyn e Sjælland.

Estava um pouco revolto, pelo vento, e percebi que iria apanhar vento ao atravessar a longa ponte entre as duas ilhas.

Podia ver a ponte ao longe. Sentei-me por ali, estava a arrefecer e provavelmente iria chover naquela noite, por isso tinha de aproveitar cada momento antes que a chuva viesse!

Foi uma pequena luta atravessar a ponte, mas o caminho para casa foi feito de coisas bonitas e simples. Acho que a Dinamarca é toda assim!

A cada quilómetro eu me apaixonava mais um pouco pelo país!

Quase fui atropelada por um bicho saltitante que ficou meio aparvalhado a olhar para mim, provavelmente a questionar-se de que raça eram eu e a minha moto!

E consegui chegar à minha casa daquela noite antes que a chuva chegasse!

No dia seguinte iria explorar a ilha de Sjælland até Copenhaga.