4. Marrocos 2012 – A Medina de Marrakech!

1 de Abril de 2012

No dia seguinte soubemos, logo ao pequeno-almoço, que o Leonardo não estava nada bem! Tinha levado a moto até ao hotel no dia anterior, tinha dormido bem durante a noite, até se mexer e sentir a dor no ombro!

Trazia o braço ao peito e percebia-se facilmente que não poderia continuar a viagem connosco! Uma pena!

Fiquei agradada com sua tranquilidade, do Leonardo e da Mila, dada a situação desagradável em que se encontraram de repente, mas a verdade é que a forma como se encara uma situação pode tornar menos penosa a sua resolução! Eles iriam acionar a Assistência em Viagem, o Carlos e a Paula ficaram com eles para os apoiarem naquele momento, enquanto o restante grupo partia para explorar a Medina de Marakech.

Estávamos instalados no mesmo hotel do ano passado, lá de cima podia ver a piscina que não tinha visto no ano anterior!

E lá fomos para a Medina!

Fomos recebidos com a maior azafama logo no exterior, com uma série de pessoas a passar em todas as direções!

Mas o carrinho do pão é que me encheu as medidas!

Atenção que aquele pão é uma delícia! Quero lá saber porque sítios ele anda, comi-o sempre em abundancia!

Eu gosto muito da Medina de Marrakech! É giríssimo atravessá-la, cheia de movimento, de gente de todo os tipo e com todo o tipo de produtos em venda!

O que me fascina naquela Medina é a diferença de ambientes que de repente se vive!

Depois, no meio de tudo o que se vende, há uns espaços “à parte”!

Logo ao lado volta-se ao real, com burricos e tudo!

Encontram-se mulheres vestidas de todas as formas, até as cobertas até aos dentes!

Ao lado de outras vestidas de ganga e iguaizinhas às nossas de cá!

Chagamos à mesquita, a Koutoubia! A grande mesquita e maior edifício da cidade!

Achei muita piada os pombos enfiados em todas as reentrâncias da parede da Mesquita!

Os pormenores decorativos do edifício são curiosos! Aliás, os pormenores decorativos fascinam-me naquele país, onde as casa podem estar todas velhas, todas podres ou meio inacabadas, às vezes até sem pintar, mas têm sempre uns requintes decorativos aqui ou ali que até destoam por vezes!

Essa constatação levavam-me a comparar essa realidade com um mulher feia, velha, suja e mal vestida, mas que põe rímel nos olhos!!!

As portas decoradas e recortadas… espera aí, tem gente na frente!

Deixa ver de perto quem é! Grande par, Tonica e Ângela, tão queridos!

Andamos ali a inspecionar a Mesquita em todos os ângulos, já que visita-la estava fora de questão.

E cá estamos nós, o grupo desfalcado de 4 elementos!

Em volta da Mesquita não falta espaço, a contrastar com o aperto da Medina!

A praça Jemaa El Fna fica logo ali ao lado e fomos até lá! É a praça onde tudo acontece e tudo se pode encontrar!

Motos, motinhas e biclas é coisa que não falta por ali

A questão que eu punha era parecida com a que pus em Amesterdão: se seu pousasse ali a minha mobilete como a iria reconhecer no meio de tantas?!

E chegamos à praça!

Àquela hora da manhã o movimento ainda não é caótico, mas já se encontram uma série de coisas interessantes!

O Elísio não resistiu a ver se era possível alguém enforcar-se com uma cobra!

Os bichinhos eram simpáticos, giros e inofensivos!

E o homem não fazia ideia de com que se metia a negociar o preço da “voltinha na cobra”!

É que o Elísio regateia para caramba, para depois dar uma gorjeta maior do que o preço que paga!

O Luis andava simplesmente fascinado com o sumo de laranja natural lá da terra! Voltou a falar dele por diversas vezes ao longo da viagem! E tinha razão, pois era divinal!

A Ângela foi brincar de vendedora e que bem que ela ficava ali no meio!

Eu passaria uns dias ali em Marrakech! Gosto daquilo, desde o ano passado!

Com todas as tralhas que ali se vendem

Os cheiros, sabores e cores!

E os pormenores cheios de requintes decorativos, como as portas que tanto me fascinam!

Ao lado do caos, a ordem na apresentação dos que se tem para vender!

Os pormenores do que se oferece.

E o caos de novo!

Aquela Medina é um mundo de emoções fortes!

Estava a ver que a emoção mais forte do dia seria quando me vendessem por objetos de latão, já que ali não havia camelos, quando o Elísio teimou em convencer o moço de que eu era não sei quê a não sei quem e tinha uma moto não que mais!

Tudo se vende por ali!

Nunca resisto a espreitar nos pátios e de vez em quando encontro um giro, nem sempre cheio de sucata!

E estava na hora de voltar ao hotel.

Não sem por o olho a tudo com que me cruzo!

Quando chegamos ao hotel a moto do Leonardo esperava à porta que a viessem buscar… era o fim de viagem para ela e seus ocupantes!

E nós prepararmo-nos também para partir, sem nem nos despedirmos deles pois estavam no hospital por aquela hora.

(Continua)

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