A minha nova moto

Cucu!

Para as pessoas que ficaram confusas com a minha mudança de moto, para as que achavam que a PanEuropean fazia parte da minha imagem, para quem continua a achar que sem ela eu nem pareço eu…
A minha moto é a minha liberdade, a extensão de mim, as minhas asas que são rodas, nunca a minha prisão!
Se gosto da PanEuropean? Sempre e para sempre!
Mas eu preciso de continuar a ser livre, de renovar a vida que há em mim quando saio para a estrada, de prazer em cada quilómetro que faço!
E esses quilómetros são feitos de ST1300 há 14 anos!
14 anos é uma vida na vida de quem gosta de mudança!
Hoje eu tenho uma nova aventura nas minhas mãos e, como sempre foi, uma aventura que eu quis e quero viver!
Cada moto que tive foi exatamente a moto que eu quis ter, sem influencia de ninguém, sem opiniões trocadas, sem conselhos pedidos.
Simplesmente Eu quis, Eu fiz!
A minha imagem é a coisa menos importante na minha vida, mudo de moto, mudo de estilo, mudo de chapéu, ou nem sequer o uso!
Se não esperam isso de mim, não importa, importa que eu seja feliz!
Em Agosto vou partir de novo, com a minha nova companheira, e o que vou ver e viver é muito mais importante do que a minha imagem!
Quando eu for velhota, torta e enrugada, é apenas isto que conta:
O que Eu vivi!
Mais nada!
Com que motos?
Com que chapéus?
Com que roupa?
Quem quer saber? Eu não!
Eu só quero ser feliz em cada momento do meu caminho!

Beijucas mil

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Hoje parti o meu porquinho!

Hoje parti o meu porquinho… cada vez o faço mais cedo!
As coisas estão tão difíceis que tenho de saber quanto antes com o que posso contar para saber até onde posso ir!

Não importa quanto tinha, importa o que posso fazer com o que tinha…

E está na hora de desenhar algo por onde ir…

Vou voltar a desenhar caminhos…

Aproxima-se o tempo em que tudo voltará a fazer sentido!
O tempo em que a vida estará na minha estrada, como se sempre assim tivesse sido, porque é logico, porque faz sentido!
Como se depois de um longo periodo de invernação a minha natureza florescesse e o meu espirito se libertasse!
Há algo de tão natural, de tão esperado, porque eu sou uma porção de universo que reage como ele.
Volto a sonhar e, só agora, a pensar em realizar.
Como, onde, quando?
A cada dia algo de novo surgirá no meu espirito, a cada passo de estrada que me propuser fazer.
É tempo de sonhar, só agora, porque até aqui qualquer sonho seria sofrimento, seria impossibilidade ou irrealização.
Tudo funciona como num processo criativo, quando a inspiração para desenhar e pintar vem desenhando e pintando.
Pego nos instrumentos e eles voltam a falar comigo! Pego no mapa e ele volta a falar comigo também!
De repente é como se voltasse verdadeiramente à vida, voltasse ao meu mundo….

Tenho saudades…

Tenho saudades da estrada…

Tenho saudades das pessoas, dos quilómetros, das cidades que se seguem umas às outras cheias de mistérios para eu desvendar…

Tenho saudades de dormir cada noite num sítio diferente e de ir à sua procura sem ter a certeza de o ir encontrar ao fim do “chegada ao destino” do GPS…

Tenho saudades do sol que me queima as pernas mesmo por cima das calças… e do frio que se lhe segue, porque o tempo mudou de repente ao mesmo tempo que eu mudei de país…

Tenho saudades das comidas exóticas, das explicações incompreensíveis dos empregados dos restaurantes, que tentam em vão dizer-me o que é melhor para eu comer…

Tenho saudades da surpresa que é descobrir o que escolheram para mim sem que conseguisse entender o que era…

Tenho saudades de ficar à noite ao luar a saborear uma liberdade absoluta que eu uso apenas em pequena medida, mas muito bem gasta…

Tenho saudades de me sentar perante um recanto, um monumento, uma paisagem e desenhar, porque simplesmente é o que me apetece fazer e eu só faço o que quero!

Tenho saudades de viajar…

Tenho saudades de mim quando viajo…