3 – Passeando até aos Correias… ou o passeio dos 4 castelos!

A chegada à festa dos Correias foi atribulada, várias pessoas para cumprimentar, o Correia com toda a sua simpatia a receber-me, muita gente, muita alegria!

Aquele pessoal tinha sido apertado pela chuva e estava cheio de vontade de fazer a festa. Eu, quando estou assim no meio de amigos nem me apetece tirar fotos, apenas quero usufruir da sua companhia! Todos os Correias estavam atarefados e espalhavam simpatia! Nem sei como as minhas amigas Ângela e Iza ainda se aguentavam de pé depois de tanto trabalho!

Depois havia o Elisio que, cada vez que tirava ou tentava tirar uma foto, fazia uma festa! Com aquele festival de bom humor e grande animação, limitei-me a comer, beber, e rir-me muito, num serão que foi uma animação!

Não perdi no entanto a oportunidade de fotografar o grande vencedor do sorteio de um cavalo, puro-sangue lusitano! Oh para ele que feliz mais o seu novo amigo!

De resto As poucas fotos que tirei foi à banda convidada e isso porque com o seu barulho ninguém conseguia conversar muito bem!

Na manhã seguinte pude estar mais calmamente com os meus amigos correias e com os sobreviventes da noite. Esperava-me um pequeno-almoço de presunto e cerveja logo seguido do almoço, acompanhado de gente simpática

E estes dois, o Jaky e o Toni, que fizeram as caras mais sérias que encontraram quando lhes apontei a minha maquina!

O Sete sempre sorridente

Então chegava de novo a hora de nos fazermos à estrada.

O Serzedo e a Célia quiseram juntar-se a nós… eu aviso sempre que vou dar uma voltinha até casa, que de A1 e “A mais qualquer coisa” ando eu cheia, e eles vieram na mesma!

Era Almourol onde eu queria ir…

Aviso também que o meu Patrick bate um bocado mal e leva-me sempre por caminhos muito interessantes, mas pode ser necessário voltar para trás… nunca se sabe se ele tem consciência de que nenhuma das 3 moto era uma trail!!

E lá apareceu ele: o castelo de Almourol

A minha Magnífica que tantas alegrias me tem dado…

E os meus companheiros de viagem, o Jaky

E o Serzedo e a Célia, gente boa que nunca reclamou a voltas que fomos dando!

O castelo está ligado à fundação da nacionalidade e à Ordem dos Templários e tem aquela aura de mistério que, naquele dia foi completamente arruinada pela barulheira que os visitantes faziam, lá no meio do rio! Uma gritaria e não eram miúdos!

Ali ao lado tem um pequeno ancoradouro onde se faz a passagem para a ilhota e para se visitar o castelo

Lá andava o barquito para cá e para lá…

Já que não havia condições de nos irmos meter no meio da confusão para visitar o castelo, andei a catar um pouco a margem

Então seguimos para Tomar, pelos caminhos que fui negociando com o Patrick, pois por ele íamo-nos metendo por todos os quelhos mais esquisitos para lá chegarmos!

Não fomos explorar Tomar, apenas dar uma vista de olhos. Um dia vou ter de lá voltar para catar aquilo tudo, pois já faz uns anos que lá não vou!

Via-se dali a torra da igreja de São João…

enquanto subíamos até ao castelo.

Sabia que o castelo estava fechado, mas lá de cima a paisagem é sempre bonita!

E lá estava ele, meio esquelético, meio esventrado, mas fechado!

Mais um castelo templário (sec XII)

Mesmo ali ao lado, circundado pela muralha, está o convento de Cristo, que não podia mais ser visitado à hora em que lá chegamos…

Mas a redondeza proporciona algumas tomadas de vista interessantes!

Lá estava ele, o Convento de Cristo, inacessível…

Ainda espreitei por uma porta… ao tempo que eu visitei aquilo pela ultima vez!

O castelo, a visitar um dia por dentro…

O chão muito liso e os pés cheios de terra tornaram a partida meio periclitante..

Seguimos então para o centro

E fomos refrescar-nos numa esplanada

Depois voltamos a pegar nas motos para seguir para a Mealhada! Huuuum um leitãozinho vem sempre a calhar!
Mais uma vez fui negociando o caminho com o GPS e julgo que foi bem negociado!

A considerar pelas paisagens que fomos encontrando!

Ninguém pareceu stressar, nem com as estradas nem com as minhas paragens a cada passo para tirar mais umas fotos aqui e ali!

E fomos muito bem recebidos pelo bichinho mais delicioso da zona!

O casal simpatia

E eu mais o Jaky, que aturou as minhas voltinhas de ida e de volta!

E foi o regresso a casa!

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2 – Passeando até aos Correias… ou o passeio dos 4 castelos!

E porque a vida continua e eu não gosto de deixar nada a meio…. vou continuando a minha história

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Depois do Castelo de Pombal e de mais um passeiozinho por nacionais chegamos a Porto de Mós

Eu tinha visto imagens do castelo com os chapeuzinhos verdes na net e tinha ficado intrigada: como é que eu nunca tinha visitado um castelo tão original?

e lá o vislumbramos por entre telhados da vilazinha pitoresca

O castelo é uma curiosa mistura de estilos desde o gótico até influências renascentistas

está ligado à história de D. Fuas Roupinho, imortalizado nos versos de Camões e na lenda da Nazaré.

O castelo está a ser preparado para receber visitas mais acompanhadas e tem até um barzinho lá dentro.

Há vestígios no seu interior de épocas anteriores

e é cheio de recantos, portinhas que levam a quartinhos diminutos que custa entender para que serviram!

A varanda inspirada nas varandas do castelo de Leiria

E no topo das torres os chapeuzinhos verdes encantadores, que se chamam, na realidade, coruchéus!

O poço, no pátio central, que afinal não é um poço e sim uma cisterna

Todo o pátio é a cobertura da cisterna que tem o topo em abóbada para suportar o peso do tecto que é o nosso chão. Oh p’ra mim lá no fundo a espreitar!

A sua posição dominante, lá em cima do morro, proporciona uma vista sobre a vila muito interessante.

Imponente e original o castelinho!

E seguimos o nosso caminho

Ainda havia mais um castelo na minha mira, o de Ourém, mas o céu parecia de chumbo na direcção que nós tomávamos… se aquilo tudo nos caísse em cima não teríamos qualquer hipótese de ver o castelo!

Então decidimos ir andando para a festa de aniversário dos Correias, entre momentos de chuva e de sol lá chegamos sem problemas de maior, a não ser o trânsito caótico em Vila Franca de Xira, as obras na A1 por onde tentamos escapar e o facto de eu me ter esquecido de ensinar ao meu Patrick o caminho para lá…

1 – Passeando até aos Correias… ou o passeio dos 4 castelos!

A minha visita aos Correias estava agendada e prometida desde o nosso celebre encontro em Lourdes, aquando da minha última viagem pela Europa.

Os Correias são daquela gente que é difícil encontrar, ainda por cima porque não são uma só pessoa e sim um grupo delas! O Bando dos 4, como eu lhes chamo às vezes carinhosamente, então são aquela simpatia e gentileza que a gente já sabe! Gosto de estar com eles, gosto do seu jeito de rir e brincar com as coisas, gosto da maneira humilde com que nos recebe, com que ajuda quem precisa, com que atravessa a vida de sorriso no rosto e a solidariedade como lema…

Visitar e conviver com esta gente dá vontade de ficar…

E chegou o dia!

Ir até Lisboa pode ser a seca do costume: Penafiel – A4 – corre-corre – Porto – A1 – corre-corre – Lisboa…

ou pode ser um longo momento de inspiração: Penafiel – montes – castelos – vales – Lisboa!

Naturalmente a decisão é, sempre que possível /e era possível) pela 2ª opção!

O Jaky veio até minha casa, tomamos um repousado pequeno-almoço e partimos em direcção a Cinfães. Esta é a minha zona de descontracção, um dia hei-de documenta-la em fotos para que todos saibam onde eu vou curar a “minha neura” quando o stress aperta e eu tenho de descomprimir. Desta vez só comecei a fotografar quando o meu Patrick me disse “saia à direita”, por uma estradinha estreita que eu já vira passar tantas vezes, mas nunca experimentara.

A paisagem era fantástica, como ele já me habituara em outras andanças… mas desta vez havia o Jaky! É sempre meio stressante “levar” alguém comigo pois não sei o que as pessoas querem ou gostam de fazer! A qualquer momento o Patrick manda-nos ir por uma rua intransitável e a pessoa pode ficar aborrecida por ter de voltar para trás!

Mas o Jaky o que queria era passear, dar umas voltas, ver coisas e treinar a motinha para estas andanças! Perfeito!

Atravessávamos a Serra da Gralheira por ruínhas lindíssimas na direcção de Tondela.

Tondela é uma cidade simpática mas esquisita! A placa a dizer “Monumento” é pouco esclarecedora quanto ao monumento que anuncia e quanto ao destino do dito, já que a gente tenta seguir o rasto que ela indica e não encontra mais nenhuma indicação nem nada que se pareça com um monumento!

Não sou pessoa de stressar em passeio, não há monumento? Siga para a frente! Visitamos a igreja, muito interessante

E seguimos para Penacova

E eu perco-me sempre com as paisagens!

E com os caminhos, e com as características de cada local!

Chegamos ao Mondego, com aquela espécie de barquitos a dar aos remos! Pareciam mesmo camarões a rabear!

Tenho de lá voltar com céu azul e tempo para fotografar como deve ser

Um recanto verdadeiramente inspirador!

Passear pelo nosso país tem estas coisas fantásticas! É verdadeiramente um ”vá para fora cá dentro” pois tem recantos ao mais alto nível de interesse turístico, digno dos destinos caros de férias lá fora!

E… “oh Jaky, desculpa lá estar sempre a parar, por tudo e por nada…”

E de repente lembrei-me “vamos almoçar ao Manjar do Marquês!”

Ora Marquês – Pombal… Castelo do Pombal! Para compensar a frustração de não ter encontrado o “monumento ” de Tondela!

O castelo é do sec XII e está ligado à fundação da nacionalidade! É sempre uma sensação, pisar solo histórico assim!

Um castelo cheio de história que eu queria visitar há tempos, mas que não passava de uma miragem que eu contemplava a caminho de qualquer lado sem que ele fosse o meu destino!

Lindo….