42 – Passeando até à Escócia – Avis e o regresso a casa!

3 e 4 de Setembro de 2011

Faltava pouco para chegar a casa, todo o caminho que é feito dentro do meu país me parece curto!

Os 2 dias seguintes foram feitos de convívio, conversa, comida e bebida… amigos do Motos & Destinos, amigos do Facebook, amigos do Travel Event… amigos que me encheram o coração depois da epopeia que acabava de viver!

É uma sensação estranha e curiosa, chegar de viagem sem na realidade ter chegado! Afinal eu só “chego” de viagem quando entro em casa!

É também estranho, andar ainda envolvia com as sensações da minha viagem e viver de certa forma a viagem dos outros!

Passei um serão de conversa e chouriças assadas no álcool… e depois, no dia seguinte claro que me custou sair da cama.

Claro que não me deitei nada cedo em nenhum dos dias, parecia que não havia cansaço… se calhar não havia mesmo, mas a gente tem de estar cansada depois de tanto quilómetro, não?

A casinha onde me hospedaram era uma fofura!

Quase perdia a fantástica feijoada do Rui Faria, que se está a aprimorar de ano para ano!
Acho que já não é só o Travel que é um evento, a feijoada também!

A gente já vai lá para comemorar também a feijoada!

E a cada ano o tacho terá de ser maior…

O parque de campismo fica num canto do paraíso a que nunca fico indiferente!

Com a albufeira do Maranhão a permitir momentos deliciosos e fotos fantásticas!

Perdi a noção dos dias, apenas andei por ali a curtir o momento!

Acabei por não experimentar nenhuma moto… o que foi uma pena! Mas não me sentia nas melhores condições para conduzir uma moto que não a minha. Volto sempre de viagem com as mãos cansadas e pisadas e isso, somado à minha pouquíssima força, não me inspira confiança para conduzir motos alheias…

Andava eu a curtir a paisagem quando chegou o João Luís! Olha-me este viajante, que já não via há tempos e até já tinha saudades! Eheheh

A noite foi longa e divertida, com histórias e estórias de viajantes e projetos de passeios, num serão de muito paleio, cerveja e amigos que faz sempre bem rever…

Parti no dia seguinte para casa…

Não tinha pressa, tudo me parecia tão perto, coisa de quem passou muitos dias a grande distância de casa!

As paisagens nacionais são muito bonitas, mas a nossa terra foi já tão repetidamente explorada por mim, que apenas apetece passar e registar panorâmicas…

A nostalgia fez-me parar e desenhar mais um pouco, em honra dos momentos que passei fora daqui e que me enchiam já de saudades…

E cheguei a casa depois de:

30 dias
14.500 km
8.055 fotos
722 litros de gasolina
1.025.24 € em gasolina
626 € em dormidas
185€ em entradas e visitas
60€ em transportes alternativos
Despesa total: 2.396.24 €
(mais 980€ da avaria…[xx(])

O que me faltou?
Um pouco mais de azul naqueles céus!

O que sobrou?
Beleza, história e paisagens naturais, muito para além do esperado …

O que valeu a pena?
Não ter desistido, apesar da avaria, e ter continuado!

O que teria dispensado?
Naturalmente aquela avaria em Glasgow, que me desorientou e entristeceu tanto, para além de me ter feito perder um pedaço precioso de caminho…

O que me apetece dizer ainda?
… eu tenho de lá voltar! Ficaram coisas por “resolver” por lá!

Beijucas e até para o ano!

O meu novo mapa desenhado!

FIM

1 – Passeando até aos Correias… ou o passeio dos 4 castelos!

A minha visita aos Correias estava agendada e prometida desde o nosso celebre encontro em Lourdes, aquando da minha última viagem pela Europa.

Os Correias são daquela gente que é difícil encontrar, ainda por cima porque não são uma só pessoa e sim um grupo delas! O Bando dos 4, como eu lhes chamo às vezes carinhosamente, então são aquela simpatia e gentileza que a gente já sabe! Gosto de estar com eles, gosto do seu jeito de rir e brincar com as coisas, gosto da maneira humilde com que nos recebe, com que ajuda quem precisa, com que atravessa a vida de sorriso no rosto e a solidariedade como lema…

Visitar e conviver com esta gente dá vontade de ficar…

E chegou o dia!

Ir até Lisboa pode ser a seca do costume: Penafiel – A4 – corre-corre – Porto – A1 – corre-corre – Lisboa…

ou pode ser um longo momento de inspiração: Penafiel – montes – castelos – vales – Lisboa!

Naturalmente a decisão é, sempre que possível /e era possível) pela 2ª opção!

O Jaky veio até minha casa, tomamos um repousado pequeno-almoço e partimos em direcção a Cinfães. Esta é a minha zona de descontracção, um dia hei-de documenta-la em fotos para que todos saibam onde eu vou curar a “minha neura” quando o stress aperta e eu tenho de descomprimir. Desta vez só comecei a fotografar quando o meu Patrick me disse “saia à direita”, por uma estradinha estreita que eu já vira passar tantas vezes, mas nunca experimentara.

A paisagem era fantástica, como ele já me habituara em outras andanças… mas desta vez havia o Jaky! É sempre meio stressante “levar” alguém comigo pois não sei o que as pessoas querem ou gostam de fazer! A qualquer momento o Patrick manda-nos ir por uma rua intransitável e a pessoa pode ficar aborrecida por ter de voltar para trás!

Mas o Jaky o que queria era passear, dar umas voltas, ver coisas e treinar a motinha para estas andanças! Perfeito!

Atravessávamos a Serra da Gralheira por ruínhas lindíssimas na direcção de Tondela.

Tondela é uma cidade simpática mas esquisita! A placa a dizer “Monumento” é pouco esclarecedora quanto ao monumento que anuncia e quanto ao destino do dito, já que a gente tenta seguir o rasto que ela indica e não encontra mais nenhuma indicação nem nada que se pareça com um monumento!

Não sou pessoa de stressar em passeio, não há monumento? Siga para a frente! Visitamos a igreja, muito interessante

E seguimos para Penacova

E eu perco-me sempre com as paisagens!

E com os caminhos, e com as características de cada local!

Chegamos ao Mondego, com aquela espécie de barquitos a dar aos remos! Pareciam mesmo camarões a rabear!

Tenho de lá voltar com céu azul e tempo para fotografar como deve ser

Um recanto verdadeiramente inspirador!

Passear pelo nosso país tem estas coisas fantásticas! É verdadeiramente um ”vá para fora cá dentro” pois tem recantos ao mais alto nível de interesse turístico, digno dos destinos caros de férias lá fora!

E… “oh Jaky, desculpa lá estar sempre a parar, por tudo e por nada…”

E de repente lembrei-me “vamos almoçar ao Manjar do Marquês!”

Ora Marquês – Pombal… Castelo do Pombal! Para compensar a frustração de não ter encontrado o “monumento ” de Tondela!

O castelo é do sec XII e está ligado à fundação da nacionalidade! É sempre uma sensação, pisar solo histórico assim!

Um castelo cheio de história que eu queria visitar há tempos, mas que não passava de uma miragem que eu contemplava a caminho de qualquer lado sem que ele fosse o meu destino!

Lindo….