60 – Passeando até à Suiça 2012 – A Bélgica – Laarne, Leuven e Mechelen

29 de Agosto de 2012

Era o meu 3 dia de explorações por aquelas bandas, peguei no mapa e desenhei um percurso composto de cidades que há muito queria conhecer, mais algumas coisas que me apareceram pela frente e outras ainda que nem valeram a pena parar!

Mas tudo é fantástico quando se anda na estrada por conta própria e completamente ao nosso gosto!

Uma coisa que gosto sempre de ver e saber é como vivem as pessoas! Não dentro de suas casas, mas em termos urbanísticos e arquitetónicos, como são as casas no campo, como são as estradas nacionais, o que têm de cada lado?

E descobri casas lindíssimas por todos os caminhos que fiz!

Segui para Laarne onde sabia que havia um castelinho do séc XII giro que eu queria ver de perto, e lá estava ele!

O Kastel Van Laarne que… estava fechado naquele dia! Descobri lá que só está aberto à quinta e ao domingo!

Eu queria vê-lo porque ele é um dos mais bem preservados castelos com fosso da Bélgica.

Como estava fechado poupei os 7€ e andei a passear pelos seus domínios, porque o portão estava aberto e ninguém me impediu de entrar!

O castelo foi alterado no séc. XVII, quando perdeu o seu ar defensivo, e preserva hoje características dessa época.

Nas antigas dependências de carros hoje funciona um restaurante, que áquela hora estava fechado.

Mas do seu jardim pode-se ver o castelo rodeado pelo fosso, que é um lago!

E segui para Leuven, que em português se diz Lovaina! Uma cidade universitária com um centro histórico muito interessante e que eu queria ver de perto! Estão a construir uma espécie de grande passagem inferior no meio da rua/praça principal!

Diz-se que a universidade de Leuven é a mais antiga universidade católica do mundo ainda em funcionamento, lá estudou “o nosso” Damião de Góis!

Logo ali à frente está o “Fonske” o estudante que jorra, (dizem eles) ciência para a cabeça! A mim pareceu-me mais cerveja, a considerar pela espuma que aquilo fazia!
Depois estamos na cidade berço de uma das maiores cervejeiras do mundo, na terra da Stella Artois!

A Catedral em gótico tardio, do séc. XV dedicada a Sint-Pieters é mais bonita vista de trás do que de frente!

Porque na realidade a sua torre sineira nunca foi acabada, depois de diversos azares, colapsos e falta de fundos para completar a obra, o que a faz parecer incompleta… e é!

Por dentro é a beleza gótica!

Na Grote Mark – Grand Place, a animação é constante, embora seja muito mais intensa em época de aulas, já que os alunos universitários aumentam a população da cidade, como acontece por cá em Coimbra, por exemplo!

E aí fica o edifício mais espantoso: a Rathaus da cidade!

Um edifício gótico lindíssimo, do séc. XV, que demorou 30 anos a construir e é considerado um dos edifícios mais belos em gótico tardio da Europa e uma das Câmaras mais famosas do mundo! Embora siga pormenores de outros modelos, como a de Bruxelas, não tem nenhuma torre alta.

É linda e impõe-se sobre tudo o que existe na praça!

Tenho de reconhecer que fiquei deslumbrada! Sentei-me numa esplanada e fiquei a admira-la longamente!

A universidade e a extraordinária biblioteca ficaram para uma próxima visita, segui para a minha motita. Nunca tenho a pretensão de ver tudo o que há para ver, prefiro ver bem o que me apetece no momento!

E voltei à estrada, para apreciar o que me fosse aparecendo até Mechelen!

Que também tem uma catedral gótica ou a Sint-Romboutskarhedraal, do séc. XV e também com a sua torre incompleta!

Lá dentro tem diversos elementos posteriores, tanto decorativos como estruturais, depois de destruições, pilhagens e quase demolição, a reconstrução introduziu elementos barrocos importantes.

E mantem-se imponente com a mistura resultante!

A sua torre parece decepada mas é bem visível pela sua grande dimensão, mesmo incompleta, pois tem 97 metros e comporta quase 100 sinos!

Na Grote Mrakt estavam a desmontar os restos do que devia ter sido uma grande festa!

E é lá que fica mais uma Rathaus extraordinária! Esta mistura 3 estilos: o gótico do séc XV, o gótico tardio e um “remate” barroco!

Uma cidade curiosa que não precisa de muito tempo para ser visitada!

E voltei a pegar na motita para seguir para Lier!

(continua)

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31 – Passeando até à Suiça 2012 – Romont, Moudon e Gruyères – Museu Giguer!

17 de Agosto de 2012

Friburgo é uma cidade que conheço bem e que visitei recentemente por isso serviria mais para “pouso” para dar a volta e ir a uma das regiões do meu coração: La Gruyère!

Claro que o caminho faz-se caminhando, no meu caso rolando, e até, lá fui vendo o que me aparecia na berma da estrada!

Parei logo em Romont para ver a sua Colegiada de Notre-Dame de l’Assomption.

Linda por dentro, muito mais do que prometia por fora!

A cidade é medieval (com origem no séc. X) e a sua Colegiada também, linda e cheia de cor e encanto, gótica do séc. XIII!

Quase em frente fica o castelo chamado de Grand Donjon, pois mais à frente há uma outra torre do Donjon Petit.

Neste Grand Donjon funciona o museu do vitral

Da muralha vê-se ao longe a torre cilíndrica do Donjon Petit.

Em frente fica o parque de estacionamento da cidade, onde eu estacionei e me pus a apanhar sol, que isto de andar sempre de capacete ou chapéu estava a pôr-me a cara de 2 cores: clara de meio para cima e escura de meio para baixo!

Continuei o meu caminho apreciando as paisagens que me apareciam a cada curva do caminho.

Caminhos daqueles que eu gosto, por entre campos alcatifados de verde e quintinhas de contos de fadas!

Ao longe Lucens e o seu Castelo do séc. XIII, faziam da paisagem um cartão postal!

E cheguei a Moudon, mais uma cidade de origem medieval e com os seus encantos e o rio Broye a atravessa-la!

Ruínhas antigas que gosto de percorrer!

Com escolas a funcionar há séculos em edifícios históricos!

E o meu destino estava já ali à frente! O Pays de la Gruyère é uma zona rural de médias montanhas, pois fica nos pré-Alpes, cheia de encanto pelas suas paisagens ondulantes e verdes!

É muito fácil alguém se apaixonar por aquela paisagem encantada e encantadora!

E cheguei à cidade medieval de Gruyères! A cidadezinha visita-se a pé, mas tem parque pertinho, sem que sejamos obrigados a fazer uma longa caminhada até ela!

Deixei a minha motita na conversa com uma série de outras motitas e lá fui, 8 anos depois da minha ultima visita, passear por aquele mundo medieval …

A cidade deu o seu nome à região e ao queijo, um dos queijos suíços mais famosos no mundo!

Ao fundo La Dent de Broc, os montes a lembrar dentes.

A capela Le Calvaire, ao centro da cidade!

Olhando para trás, um outra perspetiva da rua larga, (quase praça) central da cidade, com o Moléson a espreitar ao fundo. Eu tinha de subir àquele monte mais uma vez e seria naquele dia, pois o céu estava limpo e com grande visibilidade.

Mas eu tinha muito tempo por isso havia uma série de coisas a visitar antes de pensar em subir montes! Como o castelo, um dos castelos mais famosos da Suíça!

A sua entrada fica mesmo ao lado do chalé que se chama Chalet, onde se come uma deliciosa raclete e um não menos delicioso fondue de queijo… ui as duvidas que eu iria ter ao escolher o meu almoço ali, umas horas mais tarde!

As casinhas medievais em torno da praça são espantosas e bem conservadas. Parece que recuamos diversos séculos e só falta olhar por mim abaixo e envergar longas saias até aos pés, a condizer com a envolvência!

A cidade foi sendo restaurada e mantida em toda a sua beleza até aos dias de hoje e a verdade é que um bom trabalho foi ali feito!

E lá estava o chalé chamado Chalet! Às vezes que eu já la fui, posso ser considerada uma cliente da casa!

Logo a seguir à porta das muralhas do Castelo de Gruyeres, fica o edifício chamado de castelo de Sainte-Germain, onde fica o museu Giger!

E era ali que eu queria ir! Já há muito tempo que eu o visitara e apetecia-me voltar a ver a obra do grande criador de monstros!

Hans Ruedi Giger, ou H.R.Giger, como aparece referenciado, é um artista suíço surrealista que cria os mundos e personagens mais estranhos e inquietantes que se possa imaginar! Não é por acaso que é tão plagiado!

Foi ele quem criou o monstro e os decors do filme “Alian, o 8º passageiro” de 1972, que lhe valeram um Oscar!

Aquele museu sempre me impressionou pelo pormenor e riqueza coerente decorativa que contem! Aquele chão é espantoso!

Cá fora duas esculturas sugestivas

É proibido fotografar lá dentro, por isso todas as fotos que aqui aparecem… foram distrações da minha parte e das câmaras de segurança, por isso podem não ter a melhor qualidade de focagem! 😮

Não consigo deixar de me deslumbrar com as suas criações!

Parece que tudo deriva de interiores orgânicos, de ossos, ou vísceras! Olhando pela janela até a decoração do jardim faz parte do mundo Giger!

A sua obra é composta por pintura, escultura, design de comunicação e de interiores e cenários cinematográficos!

A receção é sugestiva, num ambiente negro e cheio de personagens alienígenas. Infelizmente não poderia fotografar de outro ângulo, pois as personagens são muito bonitas.

Encontrámos várias esculturas pelo museu, construídas em materiais que as fazem parecer corpos petrificados!

Aquela decoração de sala de jantar sempre me fascinou! Apetece mesmo sentar ali. Se bem que o espaldar das cadeiras é rugoso e com textura óssea!

Lá em baixo, em frente ao museu, do outro lado do caminho, fica o bar Giguer, deslumbrante também!

Também ali não gostam que se fotografe, aquilo é um bar não é um cenário para fotos! Mas venha lá alguém impedir-me de fazer meia dúzia de fotos!

Porque aquilo é lindo! Parece que estamos dentro da barriga da Moby Dick!

E são confortáveis aquelas cadeiras!

Tive de me forçar a sair dali, ou ainda por lá estaria hoje a tirar fotos aos molhos, como os chineses!

(continua)

17 – Passeando até à Suiça 2012 – de Lugano a Davos passando pelo Sant Bernardino Pass

10 de Agosto de 2012

Estava na hora de sair do Tecino e seguir para Davos, mais propriamente para Monstein, onde passaria 3 dias. Davos está longe de ser uma cidade bonita, embora também não seja feia de todo! O seu encanto reside, não da sua beleza como cidade, mas sim na sua envolvência! Por ser a cidade mais alta da Europa é rodeada por montes e estradas serpenteantes e Cols e Pass de fazer perder a cabeça! E os que não ficam perto de si, também não ficam longe, porque naquele país parece que tudo é perto de tudo!
Segui então alegremente para uma das minhas zonas preferidas na Suíça!

Claro que pelo caminho havia muita coisa que eu queria ver! Bellinzona, por exemplo! Afinal eu andara ali pela redondeza e deixara a capital do Ticino para visitar à partida para Davos!

Uma cidade com 3 castelos, o que a torna única e o seu conjunto o mais espantoso dos Alpes! O que fica mesmo no centro da cidade, o Castelgrande é o mais antigo dos 3, estava fechado aquela hora da manhã, mas podia-se ver a cidade a partir da sua muralha!

Andei por ali a cuscar um pouco… O castelo é do séc. X e XI e é mesmo grande, mas eu só o veria da encosta do outro monte.

A cidade cá em baixo é cheia de encantos e recantos!

O Palazzo Cívico, a câmara local, um edifício do início do séc. XX

Muito bonito por fora, com a sua torre

mas ainda mais bonito por dentro, com um pátio interior a lembrar um claustro!

A Igreja de Collegiata dei Ss Pietro e Stefano, que não me apeteceu visitar! (às vezes acontece-me sobretudo quando se trata de igrejas posteriores ao séc. XV… e está é do séc. XVI!)

Ao lado da Collegiata existe uma ruinha que sobe, sobe até ao castelo Montebello, mas a coisa seria muito mais interessante indo pela estrada aos SS de moto! 😀

e lá estava o segundo dos 3 castelos!

Não se paga para visitar este castelo, apenas se entra e anda-se por onde se quiser!

A paisagem a partir das ameias é muito bonita e permite ter uma ideia mais geral do “Castelgrande”, lá em baixo!

Duas torres são bem visíveis, a Torre Nera de 28m e a Torre Bianca de 27m, sobressaindo no meio do recinto muralhado!

Em ambos os castelos funcionam hoje museus! Deixei o castelo de Montebello

E segui para cima, para o castelo Sasso Corbaro e de lá pude ver o castelo de Montebello na sua totalidade! É sempre de uns que se vêm melhor os outros!

E como o Sasso Corbaro é o ultimo não havia mais nível superior para o ver!

Mas de lá podia ver toda a cidade de Bellinzona!

E pronto, estava na hora de continuar. Embora Bellinzona fique junto ao maciço de St Gottard eu não iria fazer o Pass, não me apetecia desviar do meu caminho para fazer a estrada, embora por momentos me tenha passado pela cabeça faze-lo…

Por aqueles dias andavam muitos militares nas ruas de moto, 2 a 2, de colete laranja!

E foi nessa sequência que apanhei a minha Magnífica na Cama!

E logo à frente encontrei a Sorte, o que foi uma alegria para mim, depois dos dias de azar que vivera antes da partida! 😀

As paisagens rurais por ali são simplesmente deliciosas e apetece parar a cada quilómetro para tirar mais uma foto!

E vai-se subindo e os montes vão espreitando!

E não há o que lamentar por não se ter feito um Pass, pois haverá logo outro mais à frente à nossa espera!

Com direito a lago e tudo! O Lago Dosso em Sant Bernardino Pass!

E o Pass continua cheio de beleza!

Todo enrodilhado pelo monte acima!

Lindo e delicioso de fazer, de curva em curva!

E no topo do Pass um outro lago nos espera, lindo e a grande altitude: O Laghetto Moesola!

E estava no cantão de Grisões, o cantão maior do país e o único onde se falam 3 línguas, para além de ser um dos mais bonitos da Suiça! As línguas que ali se falam são, o alemão, o italiano e o romanche (uma língua muito antiga que deriva do latim).

Já gora os cantões que compõem a confederação Suíça são 26, já que há quem pense que são 3 ou 4 de acordo com o numero de línguas que se fala no país! A prova é que num cantão apenas como os Grisões se falam 3 línguas!

E toca a descer do outro lado, pois o Pass continua por ali abaixo, delicioso!

O aspeto dele na imagem do GPS era lindo!

Mais à frente o lago de Sufnersee espera-nos, mais uma barragem lindíssima!

(continua)

10 – Passeando até à Suiça 2012 – Thonon-les- Bains, Genève

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5 de Agosto de 2012 – continuação

A ponta norte da Route des Hautes Alpes eu já conhecia por isso andei por ali a inventar pois há diversas possibilidades de ruas a escolher. Claro que eu escolho sempre as mais estreitas, menos concorridas e longe de tudo! Gostos!

Percorrer sem pressas estradinhas cheias de curvas que nos levam de terrinha em terrinha e de monte em monte é delicioso!

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Fui brincar um pouco pelo Col des Aravis que não tinha ninguém!

Mas havia muita humidade no ar e eu temi pela minha novíssima máquina fotográfica, por isso não tirei muitas fotos!

Andava por perto de Annecy e Megève, uma cidade ficava-me à esquerda e outra à direita! Ambas são bonitas mas decidi não ir a nenhuma! Eu queria mesmo chegar ao lago…

Há uns castelinhos por ali que são um encanto na paisagem e eu segui de um para outro.

O Chateau Fèodal D’Avulli é simplesmente delicioso, um castelinho do Sec XII que apetece fotografar até à exaustão!

Fica em Brenthonne e funciona como restaurante! A mim bastava-me olha-lo de todos os ângulos e fotografa-lo, já que visitar estava fora de questão.

Tem à entrada do seu jardim um par de guerreiros em topiária engraçados!

E é lindo!

Mais à frente ficava Thonon-les-Bains, onde eu passaria a noite e o castelo de Ripaille, onde viviam os Duques da Saboia.

Os domínios de Rippaille são um importante sítio histórico, que já esteve abandonado mas foi totalmente restaurado há 2 seculos e hoje é esta beleza de construção, com restaurante a funcionar e os domínios a visitar!

Mais à frente, um outro castelo encantador ainda, no Parc Municipal de Montjoux, o castelo de Montjoux, mesmo na beira do lago!

São lindos e adoráveis estes castelos por serem tão diferentes dos nossos e do que estamos habituados a ver por cá!

E segui até Genève, passando por Yvoire, aquela cidade encantadora na margem francesa do Lac Leman, porque passando perto não consigo deixar de lá entrar!

Esta pequena aldeia medieval fortificada está classificada como uma das aldeias mais bonitas de França e também no concurso promovido pelo pais para as aldeias e cidades mais floridas!

A verdade é que é tão florida, colorida e bonita que até parece irreal!

E tem também o seu castelinho!

O lago, que parece uma piscina de tão limpo, e os patinhos a embelezar o ambiente!

Tudo parece perfeito por ali! Só peca por ser um local muito visitado e estar sempre cheio de gente o que me tem sempre impedido de visitar o jardim dos 5 sentidos, que diz quem já visitou, é um miminho!

A primeira perspetiva que tive da aldeia, há muitos anos quando tinha chegado a Genève havia poucos dias, foi esta, a partir do ancoradouro, pois fui até lá num cruzeiro no lago. E tudo me pareceu irreal de tão belo! Hoje continuo a sentir o mesmo, cada vez que lá passo!

Foi em Yvoire, há muitos anos, que eu comprei o meu segundo chapéu, nesta chapelaria “Chapeaux à gogo” que quer dizer algo tipo “chapéus a granel”!

Pormenores giros que se encontram por lá, coisas que vou vendo, coisas que ainda não tenha visto!

Não falta onde deixar a motita por ali, com direito a tratamento vip!

Segui então para Genève…

É sempre aquela sensação voltar à cidade, as ruas, o trânsito, os pormenores cheios de sentido…

Fui visitar velhos amigos, velhos recantos da minha história…

O tempo estava a escurecer e a pôr-se negro, uma pena porque eu queria ver o pôr-do-sol no lago, com todo o encanto que já assistira tantas vezes…

Voltei ao “meu jardim” como faço sempre… gosto de terminar o dia ali, mesmo sem sol, mesmo com pingos de chuva, gosto!

Não voltaria a Genève durante esta viagem…

Fim do sétimo dia de viagem