Passeando pela vida – Rússia 2015 – O livro! – II

O meu livro está a sair e o fantástico momento ocorre dias antes de eu partir de viagem! Assim as apresentações possíveis até à minha partida são estas, com a presença já garantida em Avis, em setembro.

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Quem o quiser ter para ir lendo e apreciando em tempo de férias, o melhor é tentar estar num destes locais, senão terá de esperar que eu regresse para o voltar a distribuir…

… há que aproveitar bem que, com todo o trabalho que deu, tão cedo não haverá outro!

😉 😉 😉 😉 😉 😉 😉 😉

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41. Escandinávia 2017 – Passeando até Giethoorn

28 de agosto de 2017

Ao tempo que eu não me passeava pela Holanda!

O país é tão bonito e me chamava há tanto tempo e, no entanto, demorei tanto a lá voltar!
Amesterdão não é a única coisa que há por ali para explorar e sempre apreciei muito mais a cidade à noite que durante o dia, por isso pus-me a léguas rapidamente, começando o meu desenho de um percurso meio intrincado no meu mapa, que duraria todo o dia.

Havia Giethoorn para visitar e todo o caminho até lá, bem cedo pela manhã. ando se sai de Amesterdão o caminho não tem muito de inspirador, mas à medida que a gente se aproxima da cidadezinha tudo se vai tornando cada vez mais encantador!

Começam a aparecer canais e rios nas bermas do caminho e as pessoas passeiam-se serenamente de bicicleta. E não há idade para se andar de bicicleta por aquelas bandas!

Então chega-se a Giethoorn, uma cidadezinha de origem medieval onde, na sua zona mais antiga, o transito se faz de barco, pelos canais, ou de bicicleta, por vias estreitas nas suas margens.

E o tempo para ali!

Estamos na chamada Veneza dos Países Baixos, mas eu chamar-lhe-ia mini-Veneza, porque tudo é tão mimi tão pequenino e fofinho que parece de brincar!

Mesmo as pontes levadiças, que atravessam pequenos canais, são pequenitas e abrem-se com um toque de mão nas suas alavancas, mostrando-me como é eficaz o sistema de abertura, que aparece já nas pontes das pinturas de Van Gogh!

As casas com telhado de colmo são acolhedoras e fazem todo o sentido no meio envolvente!

Os caminhos para cada casa são alcatroados, mas estreitinhos, não haverá mais espaço do que para duas bicicletas se cruzarem! Em contrapartida os canais permitem uma boa circulação de barcos e botes.

Como será viver ali todos os dias, numa casa daquelas e com uma paisagem destas?

E ter o nosso próprio canal, com os nossos próprios barcos ancorados à nossa espera?

Se eu vivesse ali não seria necessário o medico mandar-me caminhar, eu fá-lo-ia de boa vontade todos os dias, carregando os meus livrinhos para desenhar aqui e ali!

Recantos de paraíso!

E não estava tudo cheio de turistas, a paz sentia-se em cada perspetiva. Tudo o que se ouvia era o cantar dos pássaros!

No fim do meu relaxado passeio havia a esplanada que me recebera à chegada, sobre o canal, com uma cerveja fresquinha e alguns turistas que chegavam de bicicleta, para passear de barco.

Num ambiente sereno, de sol e beleza, que me ficaria na memória

Confesso que queria ficar ali por uma férias completas!

Fui passeando ao longo do caminho que me levaria à zona nova da cidade, sozinha em sossego

As pessoas começavam a acordar e a andar um pouco por todos os lados, alegrando o ambiente

A bomba de gasolina chamou.me a atenção, na borda do rio para abastecer carros e barcos. Tudo é bem pensado por ali!

A minha imagem parecia impressionar quem passava. A verdade é que também me impressionava a mim! Vista daqui parecia um guerreiro refletido nas montas!

Havia outras terras em mente, estava na hora de partir para mais descobertas!

(continua)

40. Escandinávia 2017 – de Estocolmo até Amesterdão passando por Copenhaga…

27 de agosto de 2017

Há dias numa viagem em que a história é apenas sentida e vivida e aquele seria assim. A distância entre Estocolmo e Copenhaga seria apenas feito de condução e de deixar passar a estrada, porque em viagem eu só faço o que me apetece e a vontade de andar a catar em redor não era muita!

Claro que eu olho em redor, claro que não corro cegamente em velocidade, apenas não me apetece andar para um lado e para o outro à procura de nada! claro que há países onde a gente tropeça em coisas fantásticas, aldeias medievais lindas, ou cidadezinhas cativantes e aí eu nunca resisto, mas por ali as coisas não estão na berma das ruas a chamar por nós, por isso fui seguindo sem nem pensar em mais nada.

Depois há as curiosidades que apenas quem anda na estrada acha piada. Um casal de velhos que me acenava de dentro do seu carro também velhote, depois de se esforçarem por me ultrapassar e me verem o mais de frente possível, um grupo de motards que rolou comigo durante alguns quilómetros e uma estrada que se abre de repente, no meio de nada, em frente a todos nós !

Demorei um bocadinho a perceber que não era acidente nem nada, só uma ponte móvel!

Senti-me na Holanda, de repente!

Mas é claro que nem só a Holanda é cheia de canais, ali para cima o que há mais é rios, lagos, charcos e canais!

Ainda deu para dois dedos de conversa e sentir-me uma star, por estar na Finlândia a falar do norte da Noruega com motociclistas dali que nunca lá tinham ido!

Claro que aqui e ali fui vendo mais um pouco da arquitetura da zona, em Jonkoping, mas sempre sem me afastar muito da minha montada, porque a vontade não era de permanecer no meio de uma cidade!

Talvez fazer um piquenique no jardim junto ao lago, isso sim!

Dias antes um amigo do Facebook me convidara para passar na sua casa em Malmö e até pernoitar lá. Eu tinha dormida reservada em Copenhaga, mas podia passar e estar com gente portuguesa sim, porque não!

E era para lá que eu me dirigia, apreciando a infinita paz da paisagem e dos céus inspiradores!

A paz daqueles países inspirara-me tampo para permanecer na paz!

E foi um serão tão bem passado, com gente boa e conversas infinitas em português, tantos dias depois!

“Registos de viagem – 15
Tão longe de Portugal, tão perto de gente amiga! No meu caminho para Copenhaga, fui recebida como uma princesa, entre conversas a 3 línguas, num delicioso jantar como já não me lembrava de ter! O Facebook tem estas coisas fantásticas, uma facilidade de comunicação e uma rapidez de aproximação, que supera distancias e ultrapassa dificuldades, quando a gente quer! Não sei se cheguei a agradecer convenientemente …
Obrigada Carlos Nunes, esposa e amigos, foi muito giro estar convosco”

In Facebook

Naquela noite eu atravessaria a ponte-túnel, que liga a Finlândia à Dinamarca, e chegaria ao meu hostel com vontade de ficar mais uma infinidade e continuar explorando em redor… mas amanhã era dia de abandonar a Escandinávia…

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28 de agosto de 2017

Eu estivera em Copenhaga na minha ida, voltava a lá estar na minha volta…
Eu sabia o que tinha gostado e o que tinha detestado, por isso sai cedo para me escapar dos turistas aos milhões que enchiam tudo de confusão, e para me escapar também do transito meio caótico e apreciar o ambiente do cais Nyhavn, o mais solitariamente possível!

E foi possível mesmo!

Na verdade, andei por ali a meu gosto sem ninguém me perturbar nas minhas muitas voltinhas de mil fotos e alguns desenhos!

Fosse mais tarde um bocadinho e tomaria uma cerveja numa daquelas esplanadas encantadoras!

Como sempre, onde há uma ponte há a os cadeados aos montes! Enfim, coisa de turista que só turista tolera!

“Não importa quantos dias eu ande em viagem, a sensação de regresso sempre me deixa nostálgica! É a nostalgia que filtra tudo o que vejo e visito nesses regressos, não importa a que distância eu esteja de casa. Assim aconteceu em Copenhaga, tão longe e tão perto do meu país, apenas porque era o meu último dia por terras escandinavas… eu olhava tudo em redor com a despedida no olhar… “

(in passeando pela vida – a página)

E estava na hora de ir embora, não importava o quanto custasse!

O Que tem de ser tem muita força e o caminho de casa era uma obrigação, não uma opção!

O caminho que me esperava era longo e sem vontade de fazer mais nada senão… faze-lo!

Definitivamente, para quem stressa em meter a moto num ferry eu acabava de me diplomar na matéria, depois de uma infinidade deles que já fizera até chegar ao último da viagem!
A gente chega a uma portagem, como uma autoestrada, e é sempre a andar!

É só entrar num carreiro, pagar ao portageiro, seguir as indicações e pronto!

Algures um barco me esperava com alguém para me dizer o que fazer a seguir!

E do outro lado ficava a Alemanha…

…. Quanta nostalgia no meu olhar!

A minha motita cheia de terra e pó na sua última viagem através da água…

E foi sem parar que segui para a Holanda!

Às vezes é quase como arrancar um dente: já que se tem de ir embora, então siga sem muitas birras!

Que o pôr-do-sol esperava-me por lá com direito a belíssimos momentos!

Ok, vá lá, saíste dos países nórdicos, mas ainda tens algumas coisas para catar nos países do norte!

Naquela noite não jantaria, apenas petiscaria algumas porcarias, daquelas que ajudam a passar o tempo e organizar o pensamento, e que na maioria das pessoas são doçarias, mas comigo são fatias de queijo, presunto, pão e coisas afins! Afial havia um por-do-sol a apreciar!

E amanhã teria tempo para explorar a redondeza, porque a próxima noite seria também em Amesterdão!

1. Suíça, Itália e ilhas 2018

Cucu!

Este ano voltarei a acrescentar algumas linhas no meu mapa de viagens, por zonas nunca antes desenhadas! Não, não irei ao fim do mundo nem onde nunca ninguém foi, apenas onde eu ainda não passei, nada mais!

Mas as novidades não ficam por aí…

Desde sempre eu convido o meu moçoilo a acompanhar-me e desde sempre ele me responde que não aguentaria uma viagem “das minhas”. E eu prometo desenhar uma viagem especialmente para ele e que iremos à Suíça, que é o país do meu coração, é lindo e pequeno onde se vê muita coisa linda sem andar demais… Ora este ano ele virá comigo!

Assim nos primeiros 13 dias eu terei companhia, que será a linha verde do meu mapa. Connosco virá o nosso amigo Filipe Marques, que já me acompanhou nos primeiros dias da minha viagem à Noruega, no ano passado, e se mostrou uma boa companhia de viagem. Então seremos 3 em 2 motos!

No fim da linha verde estaremos em Turim e será o último dia juntos, porque ambos terão de voltar para casa… mas eu não! Então enquanto os rapazes voltam para Portugal eu sigo o meu caminho!

Então começa a linha azul, onde eu estarei por conta própria, pronta para explorar o sul da Itália, a Sicília, a Sardenha e a Córsega, a solo!

Lindo! Heim?