5. Passeando por caminhos Celtas – do Limousin até à Basse-Normandie.…

31 de julho de 2014

A Chambre d’ hotes Les Pradelles é encantadora! O proprietário é um senhor inglês muito simpático que me recebeu, da última vez que lá estive em 2012, muito amigavelmente. Naquele tempo eu voltava de um longa viagem e cheguei ali um pouco tarde. Na altura ficamos na conversa, enquanto ele me oferecia um chá com bolachas, porque era meia-noite e eu não podia ir para a cama sem comer algo!

Deu-me imensas indicações sobre o que eu poderia ver de interessante na zona, onde eu fiquei por 2 dias e, no fim da minha estadia, despediu-se de mim como se eu fosse amiga de longa data!

Desta vez eu só ficaria uma noite e seguiria para norte. Ele recebeu-me com um grande abraço e um jantar delicioso, acompanhado de bom vinho da região e tudo. Parecia que estava a chegar a casa de um grande amigo. Havia 2 casais, um francês e outro inglês, lá hospedados também e foi um serão e um pequeno-almoço de paleio em 2 línguas, muito interessante. O casal inglês era motard e ambos tinham moto, pude vê-las no dia seguinte na garagem, 2 shoppers.

Dizia a senhora que queria ser alta como eu para poder conduzir outro tipo de moto e, quando viu a minha Ninfa, ficou deslumbrada! Que moto fantástica!

E ainda dizem que os ingleses são altos, eles eram todos mais baixos do que eu, tanto ela, como os dois homens!

No dia seguinte despediram-se de mim, o dono da casa e a hospede motard, tirei-lhes uma ou duas fotos para a posteridade!

E eu, a portuguesa, é que era a mais alta ali! eheheh

Aquela zona é muito bonita! É daqueles sítios que eu vou gostar sempre de atravessar, com lagos e rio e castelos e tudo!

Eu nunca fico indiferente à calmia e serenidade das águas!

E naquele momento elas faziam perfeitos espelhos! Lindo!

Depois há lagos e floresta por todo o caminho!

Claro que fui parando e passeando um milhão de vezes!

Até começar verdadeiramente o meu caminho para norte! Havia uma série de pequenas cidades na linha que eu desenhara e que queria ver, não havia necessidade de correr por ali acima com tanta coisa interessante para alegrar o meu percurso!

Como vaquinhas a pastar nos campos! E eu gosto de as ver “dentro” dos campos, na rua é que me stressam um bocado… têm o rabo grande demais para a minha motita e podem pô-la ao chão!

E lá me aproximei de Corrèze.

Uma terrinha muito bonita e antiga, com direito a porta de entrada e tudo!

E, no largo logo a seguir, uma igreja muito bonita, de origem românica do séc. XII, embora com intervenções posteriores devido a reabilitações necessárias por causa das guerras ao longo dos tempos. O que faz com que ela tenha vestígios góticos também!

Muito bonito o ambiente, rodeado de casas medievais e renascentistas, lindas!

E claro, as janelas que me encantam sempre! Estou a ficar com uma coleção infinita de desenhos de janelas de todos os sítios onde vou e me encanto!

Mais à frente um bocado fica Uzerche, “a pérola do Limousin” nome que lhe faz tão boa justiça, porque é linda de todos os ângulos que a olhemos!

Fui recebida por uma porta de entrada, a Porte Bécharie, tão típica nas cidades medievais, e fiquei sem saber o que fazer! Estacionar cá fora e caminhar, como fazem os automobilistas, ou entrar por ali dentro, qual turista distraído e tentar parar a moto lá dentro?

Bem, que se lixe, estou em França, onde as motos podem ir para e por todo o lado e estacionar quase dentro dos monumentos, por isso certamente poderei estacionar lá dentro! E se não puder… saio pelo outro lado, depois de me ir enchendo de fotografias tiradas de cima da moto, e assim vejo se vale a pena caminhar depois por lá!

Tal como imaginava não houve qualquer problema em estacionar a moto na praça principal, mesmo em frente ao office de tourisme “Posso deixar a moto estacionada aqui fora à porta?” perguntei è menina, por um descargo de consciência “Claro! E boa visita!” respondeu ela descontraidamente! Eu bem dizia, moto é moto, não tem regras de carro naquele país! Yesss!

E lá ficou a Ninfa toda contente junto dos carros dos funcionários do posto de turismo!

E fui visitar a abadia Saint-Pierre, do séc. XI! Uma coisa fantástica com mais de 10 séculos!

A sensação de respeito é grande, quando estou na presença de monumentos tão antigos!

E nesta viagem eu iria estar na presença de monumentos bem mais antigos do que esta abadia espantosa!

A cripta mantem o aspeto original o que provoca um efeito especial…

E logo ali ao lado da abadia fica um miradouro que permite apreciar a envolvência da cidade com o rio Vézère a passar lá em baixo.

Adorei a cidade velha, fiquei por ali bastante tempo, fiz alguns desenhos e passeei com prazer. Há esculturas nas ruas e nos jardins da abadia e isso sempre torna os ambientes mais acolhedores e familiares para mim!

A perspetival entre a cidade antiga e a moderna é harmoniosa e a gente passa de uma para a outra sem choques!

Do outro lado do rio a percetiva da cidade é encantadora! Lá parei eu mais uma vez e fiz um desenhito mesmo em cima da moto, com o depósito a servir de mesa!

Finalmente segui o meu caminho, parando apenas um pouco em Bellac, com ruínhas e casas medievais giras,

e a sua igreja românica do séc. XII, a Igreja de Notre Dame de Bellac!

Depois fui até Saumur… que estava cheia de gente e de trânsito!

Não posso negar que adoro conduzir no meio do trânsito, sobretudo quando se pode “furar” pelo meio das filas de carros, como em França, mas só isso! Parar e andar no meio do povo é coisa que me cansa!

Depois, pensar em pagar bilhete para visitar o que quer que seja, e o castelo estava meio em obras, e andar no meio de milhões de turistas… é a parte que mais me desagrada!

Por isso desisti de visitar o castelo e optei por ir passear em torno da cidade e captar perspetivas do conjunto com o rio Loire a embeleza-lo!

Saumur é uma cidade cheia de história, antiga e moderna, de que se orgulha. Durante a Segunda Guerra foi considerada heroica e condecorada por ter resistido aos ataques alemães!

E o rio Loire é lindo de todos os ângulos!

Aproveitei a magnifica paisagem para comer qualquer coisa e relaxar… e tirar umas fotos a mim mesma, vá lá!

E lá me decidi a seguir o curso do Loire para depois ir até Daon…

Com direito a paisagens incríveis

O rio Loire é encantador, não só pelos castelos e cidades que povoam o seu vale, mas também nas suas zonas mais anonimas, onde vive gente simples que enriquece as suas margens com barquinhos e casinhas comuns, de gente comum! Só que por ali até o comum é extraordinário e belo, pela paz que se sente, pela serenidade que se transmite. Eu passava e parava a todo o momento, apenas para estar, apenas para contemplar!

Coisas bonitas que se encontram na beira da estrada por ali, como o Château de Montgeoffroy, em Mazé!

E cheguei a Daon! Eu não me tinha apercebido bem do sítio onde iria dormir, quando fiz a reserva! Apenas vi a casa, as opiniões de outros hospedes e pouco mais. Mas ao chegar lá encantei-me! Aquilo fica num paraíso à beira do rio, com direito a paisagem linda, movimento de férias e desporto e, no pátio do hostel, um bar com direito a pisaria e tudo!

Estava junto do rio La Mayenne que passa em duas regiões, o Pays de la Loire e a Basse-Normandie.

A minha ideia era ir ver o sítio onde iria dormir e ir dar uma volta de moto, mas a vontade foi-se e fiquei ali a curtir o ambiente!
Ao lado fica um parque de campismo e a seguir um parque de lazer, onde o povo se divertia com uma bolas gigantes com gente dentro, a rebolar na água. Fartei-me de rir e estive quase para embarcar numa bola também! Eheheh

E o sol pôs-se tão bonito, por entre risadas e copos de cerveja…

Com direito a passeio pelo relvado e histórias ditas em várias línguas com as pessoas dos barcos a oferecer taças de champanhe!

Lindo!

E foi o fim do 3º dia de viagem!

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5 thoughts on “5. Passeando por caminhos Celtas – do Limousin até à Basse-Normandie.…

  1. Em Invermoriston (Escócia) tive também essa experiência de ficar a conversar com os donos do bed and breakfast, um casal já muito perto dos 90. A casa era pequena e só tinham dois quartos para alugar mas a conversa foi deliciosa e fascinante até perto das duas da manhã.

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