13. Passeando por caminhos Celtas – o condado de Meath, the Hill of Tara e Trim castle!

7 de agosto de 2014

Continuando um dia feito de história…

Ainda no condado de Meath fica o Hill of Tara – Cnoc na Teamhrach, que quer dizer em irlandês “Colina dos Reis” embora, ao que parece, não tenha vivido ali nenhum rei!

Aquilo seria lindo de ver de helicóptero pois consta de desenhos por saliências no chão relvado, formando círculos concêntricos com efeitos a lembrar a ondulação da água quando cai uma pedra. Por isso eu sabia que do chão pouco veria mas, a sensação de pisar aquele solo era algo que eu não podia perder!

A High Cross está ali no meio de nada, marcando o local da batalha de Hill of Tara, quando rebeldes irlandeses foram derrotados pelos ingleses no final do séc. XIX.…

E as “ondas” são visíveis por vezes de um ponto mais alto!

A Lia Fáil ou Stone of Destiny, a pedra onde, diz a lenda, todos os reis irlandeses formam coroados por muitos séculos.

Há muitas lendas em volta desta pedra, mas o que mais me fascinou foram os seus poderes, que dizem ter reconhecido o verdadeiro rei da irlanda, soltando rugidos de alegria, ou ainda que tinha o poder de rejuvenescer o reio o dar-lhe um longo reinado!

Isto a ser verdade não faltaria quem lá se fosse esfregar a ver se ela lhe ofereceria uma longa vida ou um pouco de juventude, sei lá!

Tara vem do neolítico também, pensa-se por isso que virá de épocas pré-célticas…

O que eu acho curioso é que, nestes milhares de anos todos ninguém lixou aquilo tudo para construir uma porcaria qualquer e tudo se manteve pelos tempos infinitos intacto até hoje! Espantoso!

O centro de visitantes fica na igreja de Sant Patrick e a estátua do santo está ali perto.

“Saint Patrick, o “Apóstolo da Irlanda” foi um missionário do séc. V que é o grande padroeiro da Irlanda! A sua história mistura-se com a lenda e não se sabe mais como foi realmente, mas dizem que foi raptado de sua casa, na Grã-Bretanha, quando era um adolescente e levado para a Irlanda onde viveu até conseguir fugir e voltar para os seus. Quando se tornou padre voltou para a Irlanda percorrendo-a como missionário pelo país. Saint Patrick’s Day é hoje a grande festa da Irlanda, em março, quando toda a gente sai à rua vestida de verde em memória do bonequinho que o representa e que parece um duende! Quando o encontro vestido de bispo não o associo de todo ao boneco irlandês!”

Logo ali na rua ficam vários estabelecimento alguns deles curiosos! Fui dar com um atelier de pintura de um fulano que estava de volta de uma tela que fazia lembrar as mandalas!

Estivemos ali no paleio enquanto ele pintava com uma minucia impressionante!

Parece que tudo o que ele pintava era do mesmo tipo de composição, telas ou suportes quadrados com desenhos caleidoscópicos que leitura a partir dos 4 lados. Muito bonito!

Ainda me fui meter num alfarrabista que me prendeu a atenção por longos minutos, até eu decidir que o inglês não é a língua que eu mais facilmente leio e que não queria massacrar-me a puxar pela cabeça por isso não iria comprar livros e ponto final!

E pus-me a andar na direção da costa até ser surpreendida por uma construção em ruinas! Eu sei que é o que mais há por lá, igrejas em ruinas, mas há algumas a que não consigo resistir, pronto!

E acabei por me divertir um bocado! Estava a chegar um grupo de pessoas que percebi eram as damas de honor e os respetivos moços, mais os noivos, para fazerem fotos no local!

Eu adoro estas coisas e há sempre um ou dois casamentos no percurso de todas as minhas viagens! Faltava um nesta!

As damas de honor eram redondinhas e não sabiam andar de saltos altos, por isso pareciam meio tortinhas, uma acabou por os tirar e seguir descalça pela relva! Eheheh

Os moçoilos vestiam todos de igual, o noivo incluído, não entendi porquê, ainda por cima de calças beges com suspensórios!

A noiva era a mais bonita, a mais magra e a mais elegante! Será que o casamento era um bom pretexto para desencalhar as damas de honor?! Eheheheh

Bem fui saindo dali, para não aparecer uma sombra negra de chapéu no fundo das fotos, e fui ver a abadia.

Era a Bective Abbey, do séc. XII, e descobri que foi palco de filmagem de cenas do filme de Mel Gibson, “Braveheart”. Fantástico, assim se encontra uma celebridade sem saber!

Claro que teria de ver o filme todo outra vez para tentar descobrir onde aparece a abadia!

Independentemente das pessoas do casamento, foi curioso constatar que as pessoas vão para ali passear e fazer picnics!

Havia ali famílias com miúdos a passar a tarde! A verdade é que o relvado é excelente e o dia estava bonito para se estar ali!

Ali ao lado havia também vaquinhas a relaxar!

E os carros dos “modelos” do casamento!

Ainda se ao menos tivessem levado uma cestinha com algo de comer lá da festa de casamento! Mas só havia os carros e mais nada!

Depois tinha de passar em Trim para ver o seu castelo. Ficava no meu caminho e o dia ainda ia alto!

Eu queria vê-lo porque ele é diferente de tudo o que conheço! A planta da torre é cruciforme, o que não é muito comum porque torna-a mais difícil de defender por ter muitas reentrâncias!

É o maior castelo normando da Irlanda e já esteve para ser desmantelado! Acabaram por o proteger e o abrir ao público com guias que conhecem a sua história e, por isso, tornam a visita interessante.

As perspetivas que se vai tendo ao subir a torre são impressionantes e fazem pensar nos diversos andares que ali existiam em tempos áureos!

O topo foi coberto para proteger o interior e em volta a cidade é visível num ângulo de 360º.

Com direito a visitas curiosas!

Uma senhora ofereceu-se para me tirar uma foto!

As pessoas estranham sempre eu andar a tirar fotos a tudo e não as tirar a mim mesma e oferecem-se para me fotografar e eu aceito sempre!

O castelo é imponente e eu fartei-me de o fotografar!

Também fiz um desenho ou dois, mas muito rápidos porque aquilo iria fechar!

A cidade em redor tem pormenores encantadores!

Ao ir para casa vi mais uma torre redonda, era o Donaghmore cementery…

As Round Towers estavam a ter o mesmo efeito sobre mim que as cruzes celtas e eu tive de parar, ok, só um bocadinho, vá lá!

Na Irlanda, como na Inglaterra, usam um pormenor muito curioso nos cemitérios! Há sempre um muro com um portão, que está frequentemente fechado! Ok, a gente percebe que não pode passar ou terá de saltar o muro! Então há uma série de degraus de um lado do muro e outra do outro, para nos facilitar a vida de “saltar o muro”! Não é espantoso?

Por isso é suposto a gente avançar o muro mesmo!

O cemitério era antigo e pequeno, mas com perspetivas encantadoras e uma relva fofinha como uma almofada verde!

E fui para casa, toda encantada com um dia histórico cheio de coisas que se calhar só a mim me encantam, mas encantam muito!

E foi o fim do 10º dia de viagem!

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