19. Passeando por caminhos Celtas – o regresso a Glen Coe e à Isle of Skye!

13 de agosto de 2014

Oh, quando eu abri os olhos e vi que estava sol, saltei da cama sem nem para o relógio olhar, tomei o meu “very-fast-duche” e saí a correr! Ainda não eram 7 horas da manhã e eu já andava na rua! E que lindo dia me esperava!

Depois de toda a chuva e de todo o aborrecimento do dia anterior, qualquer nesga de céu azul faria a minha felicidade!

Passei à porta do stand da Honda onde a minha Magnifica esteve internada

E segui, antes que a Ninfa se desse ao luxo de querer fazer uma visita!

Claro que passei pelo Riverside Museum, que estava a ser inaugurado da última vez que lá passei!

Muito interessante a construção, sobretudo com o sol a fazer reflexos nos vidros da entrada! Uma extensão do Glasgow Museum of Transport que, claro estava fechado àquela hora, o que me permitiu meter a moto onde quis para fotografar!

E fui fazendo uma visita às construções mais futuristas da cidade, que tinha já visto um dia, mas no autocarro panorâmico!

O Scottish Exhibition and Conference Centre, tattoo para os amigos!

A bola gigante que integra o Glasgow Science Centre

Com a moto por perto vê-se melhor a sua real dimensão!

E a construção meio arredondada, meio plana de vidro, do corpo principal do Centre, com vista para o rio Clyde.

Tudo aquilo fica no cais de Glasgow, o Glasgow Harbour. Ali ao lado está o edifício quadrado, tão vulgar perto das construções futuristas, da BBC Scotland.

E rumei para norte, o dia em que eu iria voltar a Skye era um dia de sol! Quanta alegria!

Pouca estrada depois cheguei à margem do Loch Lomond e foi delicioso.

Parei vezes sem conta, voltei para trás em alguns momentos, fotografei, sentei-me sem nada fazer, apenas a olhar e desenhei…

Uma espécie de euforia silenciosa percorria o meu coração, 3 anos antes eu prometera a mim mesma voltar ali de moto, depois de ter visitado o lago em mini-coach, quando a Magnifica avariou.

Nada foi tão sentido como desta vez, em que pude decidir o que fazer a cada segundo, a cada batida do meu coração. É essa liberdade que me preenche e me faz querer voltar aos lugares sozinha, em silêncio com todo um mundo que preenche o meu imaginário e alegra o meu encantamento!

Saia da estrada principal e deixava a minha bonequinha a todo o momento para ir ver de perto as perspetivas deslumbrantes do lago!

E as margens têm também os seus encantos, casinhas de bonecas autênticas sucedem-se fazendo apetecer entrar e apreciar o mundo visto de lá!

Atravessava depois o Queen Elizabeth Forest Park, onde montes de gente caminhava ou se preparava para caminhar por todos os lados! O tempo começava a ameaçar chuva de novo e o frio era bastante! Tive de parar para tomar algo quente e encher-me de roupa!

A passarada não tem medo de ninguém e foram vários os passaritos que vieram depenicar as migalhas do meu pão!

O sol não voltou cheio de força, mas também não choveu, foi espreitando aqui e ali enquanto eu me fui aproximando de Glen Coe!

Oh aquelas paisagens sempre me fazem sonhar!

Montes que são ondas vertiginosas e me fazem parar a todo o momento, a cada vez que lá passo!

Uma das minhas ânsias era voltar ali e desenhar e foi o que fui fazendo a cada vez que parava e não havia ninguém por perto!

Porque às vezes havia chineses aos magotes, que se espalhavam pela paisagem para se fotografarem uns aos outros lá no meio. Uma chatice porque aquela paisagem é quase sagrada e merecia uma silenciosa contemplação!

Então a minha moto despertava-lhes a atenção e, de repente, parecia tão interessante como toda beleza que nos envolvia!

E enquanto eu apreciava a paisagem deslumbrante, um monte deles apreciava a minha moto, tiravam fotos junto dela e tudo, como se fosse a maior atração da Escócia! Pediam-me para montar, e eu deixava, desde que deixassem a paisagem livre de gente para mim!

O tempo que eu andei por ali a passear!

Não havia muitos carros e as pessoas que caminhavam eram insignificantes no meio da grandiosidade da planície.

O Glen Coe é um vale encantado… é o que sinto ao passear por ele!
Grandioso, frequentemente considerado um dos lugares mais espetaculares e belos da Escócia, desta vez eu quis vê-lo de outros ângulos.

Desviei-me da estrada nacional que toda a gente faz, não há muitas para escolher por ali e as que há não têm saída, mas vale a pena ir por qualquer uma e apreciar o silêncio feito de encantos que aqueles recantos têm para nos dar.

E o céu já não estava azul… mas as nuvens podem ser também inspiradoras, sobretudo quando se passeia por um Glen que, como dizem por lá, “shows a grim grandeur”!

Fui parando, fui andando, fui fotografando e fui desenhando e tive vontade de ficar a cada paragem.

E a paz que eu senti da primeira vez que ali andei voltou a acontecer e a vontade de voltar instalou-se quando eu estava apenas a chegar!

Uma das coisas que eu mais queria era estar com tempo e calma na ilha de Skye e desenhar e pintar aqueles vales de Glen Coe. Era essa uma das grandes motivações da viagem que me levou da Irlanda para a Escócia. E eu dei-me o tempo necessário para o fazer, mesmo que o tempo não ajudasse.

Mas o tempo ajudou e eu pude estar em cada sito, e não apenas passar, e fotografar e desenhar e viver aqueles pequenas grandes emoções que parecem querer explodir no peito, quando as paisagens se sucedem quase irreais de tão perfeitas e belas.

Alguém exclamava de cá, no meu Facebook, “Escócia outra vez?”

E eu respondia mentalmente “A beleza não tem «outra vez» tem «sempre»!”

(continua)

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