20. Passeando por caminhos Celtas – ainda Glen Coe e a Isle of Skye…

13 de agosto de 2014 – continuando

Os lagos sucedem-se e as pequenas povoações quase não se percebem na imensidão da paisagem. Casinhas pequenas, que se alinham discretamente junto a ruínhas estreitas, como se tivessem sido postas ali apenas para embelezarem o quadro. Claro que quando se vê uma casinha pitoresca com 2 motos à porta, ninguém consegue ficar indiferente!

Do outo lado da rua ficava o Loch Lochy, com uma luminosidade quase sobrenatural a torna-lo espetacular!

E de lago em lago fui-me deliciando de beleza! Desviei-me do meu caminho em busca de algo…

Cada enquadramento é um quadro perfeito que merecia ser pintado e tornado eterno na minha memória…

… mesmo o céu não estando azul, mesmo as nuvens ameaçando derramar-se a qualquer momento!

E encontrei-o, o Castle Stalker! Aparece numa curva da estrada, quando nada mais há no nosso lado direito e o lago fica livre no nosso raio de visão. Lá estava ele lá em baixo!

“Eu desviei-me bastante do meu caminho só para ir até ao Loch Laich encontrar o Stalker castel! Ele foi uma fortaleza do séc. XIV e conservou até hoje o seu ar de torre fortificada que lhe dá um toque de mistério. Da rua a gente vê-o lá em baixo, numa pequena ilhota de maré, e é inevitável parar e ficar a olhar! A minha motita serviu de suporte para eu o desenhar e perdi-me no tempo contemplando-o. Não estava aberto a visitas mas o seu encanto está também na paisagem que o envolve, se calhar mais que no seu interior… tão lindo, tão perfeito no seu enquadramento”

(in “Passeando pela vida” a página)

Eu iria passar ali de novo, por isso segui na direção de Fort Williams, porque a paisagem chama para continuar

com o Loch Linnhe, sempre encantador, a acompanhar o meu caminho!

O Commando Memorial estava cheio de gente, ao contrário da última vez que ali estive em que o pude visitar sozinha, com um sol inspirador como companhia!

Embora a magia que sentira da última vez se tenha perdido, com a presença de tanta gente, foi gratificante a sensação de que os homens a quem o memorial é dedicado não estão esquecidos…

O Memorial foi dedicado aos soldados que perderam a vida na II Guerra e posteriormente foi adicionado o Garden of Remembrance, onde têm vindo a ser colocadas as cinzas dos sobreviventes da mesma guerra.

Ali também têm sido colocadas as cinzas, e objetos de homenagem, de outros soldados que morreram em guerras mais recentes, como a Guerra das Maldivas, a Guerra do Afeganistão ou a Guerra no Iraque!

É grandiosa a escultura…

O povo chegava aos magotes, agora camionetas de turistas, mais do que gente devota ao local!

Segui para Skye com o sol a brincar com as nuvens e e o lago e a fazer parecer o crepúsculo, quando ainda havia tanto dia para viver!

Quando eu fiz aquele caminho da última vez, era de manhã cedo e eu sentia-me a entrar num mundo paradisíaco, em que tudo conspirava para me maravilhar!

Desta vez era fim de tarde a sensação era a mesma! Não há hora para aquele caminho nos surpreender mais ou mesmos, simplesmente é maravilhoso!

O Loch Loyne é apenas uma nesga de água no meio de tantos outros lagos que por ali há, mas a sua beleza é impressionante, porque pode ser visto da berma da estrada, com os montes a enquadra-lo tão perfeitamente que, se tivesse sido deliberadamente desenhado para ser belo, não teria ficado melhor!

Mesmo quando o sol e as nuvens o tentam tornar sombrio, nada perturba o seu encanto!

Coisas curiosas que encontro na berma da estrada! Se alguém ali ainda está à espera de um lembrete daqueles, já deverá ter pregado muito susto a muita gente pelo país acima! Eheheheh

O caminho de Skye é mesmo o caminho do céu!

E a placa esperada, aquela onde a minha Magnifica também teve a sua foto histórica! Skye à vista!

A seguir fica o Eilean Donan Castle…

Um dos castelos do meu coração mesmo antes de o conhecer! Eu queria vê-lo ao entardecer, sem multidões por perto e, se possível, com um céu lindo, um pôr-do-sol e iria voltar ali mal o céu estivesse do meu agrado… esperando que isso acontecesse durante os dias que destinara para estar por perto!

Por isso estive ali um pouco, tirei algumas fotos mas nem tentei desenhar. Havia multidões de gente e o ambiente não era inspirador, por isso!

Fui andando e olhando-o de longe

“Deus queira que haja um dia, um momento apenas, em que eu o possa ver como quero, enquanto estou perto…”

era tudo o que eu conseguia pensar, enquanto me custava seguir o meu caminho sem o ter desenhado uma vez sequer…

Então, quando a multidão não se interessava mais pela paisagem, a ponte de Skye aparecia ao longe!

“ Eu podia ver a ponte de Skye ao longe, por entre a penumbra do entardecer, e as nuvens tornavam-na quase misteriosa. Do outro lado a ilha de Skye parecia apenas a outra margem de um rio, de um lago! Chamam àquelas águas Loch Alsh, mas é um braço de mar que separa a ilha da Escócia e divide um paraíso em dois! Eu estava perto do meu destino e não me apressava em chegar, parei a moto mais uma vez, sentei-me na beira do muro e fiquei ali muito tempo, a ver a noite chegar. Eu sabia que precisava daqueles momentos para reviver sensações, matar saudades e criar novas memórias… A serenidade que sinto por aqueles caminhos é feita de um encanto que não se esgota em pequenas visitas, por isso eu quis voltar e por isso voltarei, seguramente, de novo…”

(in “Passeando pela vida” a página)

A minha casa era do outro lado da ponte…

E foi o fim do 16º dia de viagem…. dormindo no paraíso!

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