35. Escandinávia 2017 – por caminhos locais até Helsiquia …

23 de agosto de 2017

(continuação)

Ainda fui até Kotka, mas não me entusiasmou tanto a cidade como a vida das pessoas por lá!

Os caminhos da miudagem continuavam a fascinar-me!

Enquanto os pequenitos pedalavam suas bicicletas até às escolas, os mais cresciditos deslocavam-se em pequenas motos!

Parece que por lá os papás não são tão preocupados nem super-protetores como cá que, mesmo por pequenas distâncias, preferem levar os seus rebentos de carro até às portas das escolas, provocando longas filas de trânsito por horas!

Mas acabei por dar apenas uma pequena volta pela cidade, não estava cm vontade de ver monumentos nem de me meter no meio das pessoas, mas sempre me atrai ver como se vive num local onde nunca fui!

Estava a preparar-se um concerto na igreja e os rapazes que recebiam as pessoas convidaram-me a entrar. Simpáticas as pessoas por ali. Claro que acabei por apreciar a igreja ao som da musica, ante o olhar curioso de alguns presentes!

Mas eu não perderia muito tempo por ali, apenas dei uma volta apreciando pormenores curiosos, como o deposito da água numa zona alta da cidade, surrealista como um objeto gigante alienígena…

Mas cruzar com uma velhinha de andarilho foi, na realidade, o ponto alto da minha visita à cidade!

Uma coisa que eu tinha apreciado desde que andava por países escandinavos, era a dignidade com que as pessoas idosas se moviam e se “impunham” ao mundo. Nada daquela postura triste e quebrada do velhinho coitadinho!

O andarilho era tipo trotinete de 4 rodas e ela vinha a descer a rua em velocidade, empurrando com o pé e deslizando!

Depois subia os dois pés e deixava-se ir e quando eu pensava que ela não iria conseguir travar, eis que o fantástico veiculo tem travões, ela aciona-os e para, como qualquer condutor civilizado.

E la foi ela, deixando-me com uma imensa vontade de ser velhota na Finlândia!

Deixei a cidade com vontade de explorar caminhos que ninguém faz! Claro que por ali os caminhos podem converter-se mesmo em caminhos a qualquer momento, quando o alcatrão acaba de repente, em linha reta, e apenas sobra terra batida para rolar!

Depois só resta explorar assim mesmo!

E vale a pena explorar caminhos desconhecidos, que não vêm em roteiros turísticos e onde apenas os residentes passam!

As casas quase nem se veem, por entre as arvores, mas são lindinhas e acolhedoras, quando a gente se aproxima

“Os pequenos encantos de populações que vivem longe do turismo e apenas gostam de embelezar o seu caminho, sempre me atraem mais que os sítios míticos e incontornáveis de um país! É explorando a sua vida real, feita de gente comum, que eu encontro o sentido de viajar, porque o que é preparado para turista ver, tem o valor que tem e nem sempre é verdadeiramente representativo do que procuro. Por isso, enquanto os turistas correm de local em local, com visitas guiadas e entradas pagas, eu estou, por vezes, no meio de nada a sentir cada pequeno recanto anónimo como se fosse monumental!”

(in Passeando pela vida – a Página)

E tudo era tão inspirador!
Conduzir pelo silêncio da beleza da paisagem, com um céu cheio de nuvens que tornavam cada enquadramento perfeito!

Oh, aqueles caminhos eram lindos!

Encontrei o memorial aos 500 anos da aldeia de Perheniemi!

E as paisagens eram todas minhas! Não havia ninguém por ali em todo o meu caminho, feito de lagos e rios por todos os lados!

E cheguei a Hämeenlinna. Eu sei que a cidade é engraçadita, mas a agua fascinou-me muito mais, então perdi-me por ali, por entre locais meio abandonados cheios de encanto!

Sentei-me ali e fiz um pequeno picnic que ficará para sempre na minha memória, pela beleza e sossego que todo o ambiente lhe conferiu!

Havia uma casinha na borda do lago, onde eu me sentei por muito tempo. É nestes momentos que eu escrevo coisas, desenho um pouco, ou simplesmente nada faço para além de apenas olhar!

E assim do nada se faz um momento memorável!

Embora parecesse o fim do dia, era apenas o efeito das enormes nuvens, porque eu chegaria a Helsínquia bem a tempo de ver o dia terminar!

Ainda cheguei a tempo de tomar um café (caríssimo e miserável, mas que soube bem!), ouvir uma musica e passear pela cidade!

E subir até Catedral de Uspenski para ver o pôr-do-sol

A perspetiva lá de cima era tão inspiradora…

Que deixou um gostinho inesquecível na minha memória e que quero um dia voltar a sentir!

Amanhã seguiria para a costa Este…

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