9. Escandinávia 2017 – até Annecy

1 de agosto de 2017

A França é sempre tão inspiradora que apetece ficar mais um dia e outro no mesmo lugar, para poder explorar em redor todos os pequenos recantos anónimos que não constam nos roteiros dos turistas e que são cheios de encanto e história.

Mas haverá sempre mais uma série de outras viagem em que passarei por ali, para explorar mais um pouco. A noite seguinte seria ainda passada em terras de França, com algumas curiosidades a explorar pelo caminho, por isso a beleza continuaria!

O céu estava encoberto e cheio de grandes nuvens cinzentas, mas não ameaçava cair-nos em cima, o que era uma grande coisa!

Despedida da hospedagem daquela noite!

A sensação de mudar de casa quase diariamente sempre me agrada e enche de curiosidade! Quando faço as reservas crio imagens dos locais na minha mente, baseada nas fotos do site e nos comentários de outros hospedes, depois descobrir cada sitio é uma novidade diária que me entusiasma! E, se aquele sitio onde pernoitamos era curioso, tinha mais uns 24 ou 25 para descobrir até ao regresso a casa!

A parte mais chata é sempre encaixar tudo direitinho na moto, como quando saí de casa, para que a bagagem não se transforme numa tralha bagunçada por todo o lado! Nem me estou a imaginar a acampar e ter de montar, desmontar e arrumar tudo na moto a cada paragem, mas um dia hei-de experimentar, numa viagem em que fique vários dias no mesmo sitio e não tenha de repetir a operação 30 vezes!

Ali perto, no nosso caminho, ficava Tulle. O transito era tão complicado que nem apetecia andar muito por lá, foi mais uma pausa para tomar café e ver a igreja e pouco mais. Há dias em que não apetece de todo andar na luta no meio dos carros!

Eu já tinha estado na cidade, mas nem me lembrava mais! A Catedral de Notre-Dame de Tulle merecia uma vista, ao menos por ali não havia nem transito nem bandos de turista, era tudo paz!

A catedral, gótica, está mutilada no seu altar onde faltam o transepto, o deambulatório e o próprio altar. Contrariamente ao que se possa pensar, já que Tulle foi palco de momentos terríveis aquando da Segunda Grande Guerra, a ruína de parte da igreja é muito anterior a esses acontecimentos. Ao que parece no século XV já havia problemas com o seu estado e, muito antes do século XX, foi saqueada, abandonada convertida em armazém e só não foi demolida porque a obra ficaria muito cara e ela não valia a despesa… como as mentalidades foram mudando ao longo da história até se começar a dar valor ao que é de preservar, para lá da religião ou da politica!

Em frente à catedral havia uma esplanada ótima para sentar e tomar café, que isto de não ter café decente torna difícil controlar o sono!

E o café era mais aparato do que sabor! Aparato e preço sempre em alta, qualidade e sabor sempre uma bosta!

E o dia seria feito de belas paisagens naturais, porque nem só de cidades e aldeias se enchem os olhos por ali!

As perspetivas da paisagem, verde e ondulante, com as povoações a aparecerem de quando em quando ao lado da nossa rua, tornam aqueles percursos um encanto permanente!

Depois vêm os montes e as estradas inspiradoras que os percorrem, como eu tanto gosto!

Atravessar o Parc des Vulcans d’Auvergne foi muito bonito!

É dos tais percursos que a gente não sabe se deve curtir a estrada ou parar a todo o momento para curtir a paisagem!

Sentia-me perseguida o tempo todo!

Ok, de vez em quando também me sentia perseguidora!

Então parávamos para picnic

E mais uma “mijoca” de café!
Não faças essa cara que, quando não há melhor não se põe defeito!

Então chegamos à bela Annecy!

E foi no momento mais encantador que ela pode ter para mim, ao entardecer, quando o céu ainda é luminoso, mas já acentua os contrastes nos brilhos das águas dos canais, com as luzes que se começam a acender.

Annecy está ligada à minha história como um paraíso onde me refugiei muitas vezes, vinda de Genève na minha pequena motoreta, para passear, relaxar, ler e desenhar, nos meus tempos de estudante…

E a sua aura nunca se quebrou, continua a saber a paraíso encantado a cada vez que lá volto, mesmo quando está repleta de turistas e movimento.

Nós já só tínhamos em mente encontrar as “Moules Frites” que nos vinham a fazer salivar há dias! Mas seguramo-nos, como gente civilizada, para visitar um pouco a cidadezinha antes de escurecer completamente. Claro que a gente segurou-se porque não faltavam menus com os ditos mexilhões um pouco por todo o lado, por isso era garantido que nos iriamos deliciar numa esplanada qualquer, dali a nada. Aguenta mais um pouco Filipe!

E lá veio um panelo de mexilhões para cada um, que coisa boa!

Oh p’ra ele, parece um menino feliz!

Annecy nunca me desiludirá, sempre bela, sempre com as comidas típicas de lá que eu adoro…

Uma ultima foto nas portas da cidade…

E fomos dormir que amanhã seguiríamos para o centro da Suíça…

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