14. Escandinávia 2017 – De Nuremberga até Hamburgo

6 de agosto de 2017

O facto de irmos subir toda a Alemanha não implicava faze-lo sem explorar, por isso havia duas ou três coisas pelo caminho que eu queria ver. Afinal o dia tínhamos o dia todo para fazer seiscentos e pouco quilómetros, não havia necessidade de ir a correr para Hamburgo!

Um dos sítios onde eu queria passar e estava na minha agenda há anos, era Bamberg. Uma cidade cheia de história que irei certamente voltar a visitar mais me pormenor, um dia, e que me encantou num passeio relaxado pelas suas ruelas.

Bamberg tem uma escultura de Igor Mitoraj, o mesmo que fez o Eros Vendado de Cracóvia. Sempre curiosa a sensação de cruzar com uma escultura dele, literalmente um pedaço do mundo clássico!

A sensação que se tem é que a ponte que atravessa o rio Regnitz está cheia de tralhas, entre esculturas religiosas cheias de pormenores e casas coloridas!

Mo meio fica a antiga Rathaus, aquela casa de travejamento amarelo que é o ex-libris da cidade.

Mas ela só é visível no seu enquadramento perfeito, a partir da margem ou da pequena ponte pedestre que passa mais atrás.

O edifício é do século XIV e fica na ligação das duas pontes à ilha sobre o rio Regnitz, por isso parece que está no meio da ponte.

É tão bonito o conjunto!

E sempre que passeio por uma cidade que parece também uma aldeia, só me ocorre quão felizes são as pessoas que ali vivem, pois têm o paraíso tão perto da porta de casa!

Chamam àquela margem do rio a Pequena Veneza, e é fácil de entender porquê, há gôndolas e tudo!

As casinhas enfileiram-se pela margen, como se fossem de brincar, e têm pequenos ancoradouros onde as pessoas param os seus barcos como quem pára carros ou bicicletas…

Frequentemente me perguntam se eu não tenho dificuldade em deixar para trás um sitio encantador, se como faço quando tenho vontade de ficar mais um dia ou dois mas não posso porque tenho de continuar a minha viagem.

Na realidade eu sempre passo em aldeias e cidades que me atraem sem o intuito de as explorar a fundo. Não sou uma maquina e só faço o que me apetece, e correr de lado para ado para ver tudo o que há, não condiz com o meu espirito relaxado e sereno em viagem. Seria incapaz de me massacrar tentando ver tudo numa corrida frenética! Eu deixo sempre assunto para voltar mais vezes e assim é-me muito fácil seguir viagem sem remorsos nem cansaços desnecessários!

Por isso seguimos para norte, pois Fulda ficava mais acima e tinha também coisas que eu queria ver!

Fulda é também uma cidade de origem medieval, e tem algumas construções muito bonitas. A Altes Rathaus é um edifício colorido, com travejamento exterior, muito bonito! Parece que todas as terras por ali têm uma Altes Rathaus – antiga Câmara!

Ao lado fica a Stadtpfarrkirche, a igreja paroquial lá do sitio, toda colorida.

Por ali gostam de cores vivas e contrastantes nas casas, e isso dá um ar tão cativante e alegre às ruas!

Parar para um café pode ser a experiencia mais surpreendente por aquelas terras!

O meu parceiro de viagem estava sempre a querer para tomar um cafezinho! Ora, por ali o café é caríssimo, é enorme e é uma bosta! Oh homem, acho que só podes ser masoquista!!!

A verdade é que o calor me provocava sonolência e eu também já estava a ser meio masoquista com o café. E no entanto não adiantava nada pois era tão fraco que nem para tirar o sono servia!

Seria chá de café?

Hann. Münden seria a ultima cidade a visitar antes de chagar ao nosso destino. Chamam-lhe a cidade dos três rios, porque fica no ponto em que o rio Fulda e o rio Werra se unem e se transformam no rio Weser.

Mas eu queria ver as suas casas medievais, meio inclinadas, com cores e decorações espantosas, e não me dececionei!

Aparentemente parece uma cidade igual às outras, com ruas bonitas cheias de comércio

Então chega-se à zona mais antiga

Então tudo em redor era fascinante! De repente estamos rodeados de casas com 400 e 500 anos, impressionantes!

Acho que elas se suportam umas à outras e se mantêm firmes passado tanto tempo com o apoio mutuo!

As portas e janelas já há muito que não estão esquadriadas, inclinando-se para um lado ou para o outro, mas firmes e lindas!

E os pormenores das fachadas e portas eram lindos e minuciosos!

E chegamos à Marktplatz, é sempre na Praça do Mercado que fica tudo, sobretudo a Rathaus!

Numa cidade assim o edifício da câmara é sempre espantoso e aquele não é exceção! Chamam-lhe a Historisches Rathaus e bem merece o titulo!

E a sua porta era fascinante! Claro que tivemos de fazer fotos ali, eu até faço coleção de portas mas não tinha nenhuma parecida com aquela!

Acho que o Filipe se sentir tão insignificante junto de um fundo tão vistoso que se pôs a fazer macacadas, só para dar nas vistas, senão ninguém o veria ali! Eheheheh

Então, de repente ao virar uma esquina, num largo bonito com arvores e casinhas giras, estava a Igreja de São Aegidien. Nada de anormal, se fosse apenas a igreja de origem medieval, cheia de história, com pormenores arquitetónicos de diversas épocas, de acordo com as diversas remodelações que foi tendo ao longo da sua rica história…

A novidade estava no seu interior, onde funciona um café restaurante!

Desde 2008, o dono de um hotel na zona, o hotel Aegidienhof, comprou a igreja e adaptou-a para o Café Aegidius , tendo em conta o caráter do espaço sagrado e o uso do mobiliário original.

O ambiente está muito bonito e acolhedor

Mas tenho de concordar que é um bocado estranho tomar um café ou uma bebida num altar!

Quando chegamos a Hamburgo estava a noitecer.

A cidade estava em festa, com gente, musica e barulho em redor do Lago Alster.

E como não nos dispusemos a jantar numa igreja, fomos para o meio da festa encher-nos de salsichas, que por ali são deliciosas!

Confesso que já tenho saudades, tenho de procurar por cá se existem salsichas iguais àquelas para fazer uma tainada.

O pão que nos dão é tão pequenino que não cabe nada lá dentro!

Tivemos de puxar dos canivetes e refazer das sandocas!

Muito bom!

Embora a festa estivesse animada, deu para ver que por ali essas coisas não duram a noite toda! Ainda não tínhamos percorrido todo o perímetro e já estavam a desmontar a coisa!

Mas as perspetivas do lago eram magnificas, com ou sem festa!

Com o jato de água a fazer lembrar o de Genève, mudando de cor em reflexos inspiradores.

À medida que a cidade ia serenando, fomos visitando um pouco enquanto regressávamos às motos. O edifício da Rathaus ficava fantástico com a iluminação a valorizar a sua arquitetura fantástica.

E fomos para casa que amanha seria o dia de seguir para a Escandinávia!

Até amanhã, na Dinamarca…

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