15. Escandinávia 2017 – Finalmente a Dinamarca

7 de agosto de 2017

E chegou o dia de entrar na Dinamarca. Tanta coisa que eu queria ver naquele país e tanta coisa ficou por ver no fim. É sempre assim. Quantas vezes terei de lá voltar até explorar tudo o que tenho em mente?!

Chegou também o dia em que o meu amigo Filipe seguiria o seu caminho e eu o meu! Ora isso merecia um pequeno almoço caprichado, com uma bosta de café, mas muito boa disposição à mistura!

As nossas motinhas também se estavam a despedir, enquanto a GTR tentava secar a toalha de banho do patrão.

Curiosa a sensação de despedida, como se a viagem começasse naquele momento!

E lá seguiu ele o seu caminho…

E eu o meu!
Entraria no país por terra, eu queria ver como eram as coisas por lá, como eram as cidades, as aldeias e as paisagens, mais do que ir a correr para os pontos turísticos apanhar banhos de gente!

A Dinamarca está bem sinalizada, é quase impossível entrar no país sem “tropeçar” na tabuleta de boas vindas!

A curiosidade que o país me despertava era muito para lá dos sítios famosos e turísticos, dos museus ou locais imperdíveis. Eu queria ver como era o nada, o anonimo, os recantos perdidos na paisagem que não fazem ninguém comprar bilhetes para ir vem.

E foi tão bonito cada quilómetro que percorri, olhando em redor com encanto mesmo quando no horizonte não havia mais nada para além dele mesmo!

No meio de lado nenhum uma igreja, um jardim, um cemitério, faziam-me lembrar a Irlanda sem se parecerem nada com ela. Uma atmosfera de paz e serenidade, no meio do vazio, que me encanta.

E cheguei a Ribe, a cidade mais antiga da Dinamarca e uma das mais antigas da Europa. A catedral do século XII é um marco poderoso no meio da cidade feita de pequenas casinhas, muitas deles protegidas e preservadas pela sua importância histórica.

O edifício foi ampliado em tijolo 3 ou 4 séculos depois e mais tarde restaurado e alterado o seu interior, mas está bonito até hoje.

A praça em redor estava tão solarenga e alegre que apetecia passear por ali.

Não consegui sair dali antes de catar todas as ruinhas, em perspetivas encantadoras.

São mais de 100 casas que estão hoje protegidas e ainda bem, pois são o encanto da cidade!

Os pormenores são encantadores, como se cada proprietário cuidasse da sua casa como se de uma joia se tratasse!

A sensação ao passear pelas ruelas era de que as casas eram quase mais baixinhas do que eu!

A sensação que eu tinha era de que poderia ficar ali umas férias completas!

Mas lá fui seguindo pela costa, porque a curiosidade é sempre um bom motor para me manter em movimento e logo a seguir ficava Esbjerg, com os seus Men at sea, uma enorme escultura que comemorou os 100 anos da cidade em 1994.

O conjunto escultórico mede 9 metros de altura e pode ser visto do mar, pelos barcos que se aproximam do porto.

As pessoas pareciam negras e pequenininhas junto dos monstros brancos!

Ia percebendo e sentindo a Dinamarca como um país de pequenos encantos e essa seria a memória que cada quilometro de caminho formava na minha mente!

Não queria ver cidades, nem pessoas, nem atrações turísticas, por isso fui andando na direção do meu destino, procurando desviar-me de ferrys para atravessar para a grande ilha de Funen (Fyn) e depois para a Zelândia (Sjælland).

Ao lado da longa ponte há um farol

E ela é a única estrada em que paguei portagem, para além da ponte/túnel que liga a Zelândia à Suécia, claro.

Aqueles céus iam-se revelando em cenários fantásticos para uma paisagem serena.

Um caminho tão bonito quanto cheio de nada!

E lá estavam as igrejinhas lindas, nem todas brancas, mas todas com uma configuração típica.

Os caminhos que partiam da estrada que eu percorria eram ladeados de arvores, e eu podia perceber onde estavam pelas fileiras de “bolinhas verdes” que elas formavam ao longe.

E eram frequentemente de terra batida o que lhes dava um ar de caminho particular.

O mar continuava fantástico com um céu impressionante cpor cima, seguramente iria chover aquela noite…

Mais um caminho de terra batida e chegaria ao meu destino.

Fui recebida por dois grandes gatos peludos muito curiosos, numa quinta cheia de animais, onde eu dormiria por 3 noites.

Registos de viagem – 2

Cheguei ao meu destino para dormir na Dinamarca e é uma quintinha, cheia de animais bem no meio da natureza! O meu quarto é uma roulotte com avançado e o meu pátio um grande relvado. Grande espanto à minha chegada “big bike and big lady!” Ainda me chamam grande e eu ainda não me sinto pequena junto deles! Vou jantar com esta gente boa e descomplicada!

(in Facebook)

A minha roulotte seria a verde, ao fundo de um relvado foto e perfeito.

Era hora de alimentar os animais da quinta e eu acompanhei a Karen nessa tarefa. A Karen é a jovem proprietária da quinta, que foi fazendo a visita guiada a todos os animais que ali cria, enquanto distribuía comida. Havia alguns recém-nascidos por lá.

Havia também uma enorme variedade de coelhos, separados por raças ou por cores, não sei!

O que mais me fascinou foi o maior de todos!

Acho que nunca tinha visto um coelho tão grande!

Perdi a noção de quantos animais diferentes vi naquela quinta!

Cavalos e póneis, acho que só não vi vacas!

Mas seria com os gatos felpudos e fofinhos que eu conviveria mais.

E à medida que o sol descia de um lado a lua subia do outro. Valia apena passear um pouco e ir vê-la sem as arvores na minha frente.

Tive companhia no meu passeio. Sem que eu dissesse nada, o gatinho simplesmente me acompanhou, como se fosse um cão treinado.

Passear com um cão é coisa de gente banal! Gente especial passeia com um gato 😉
E ele espera a cada vez que eu paro para tirar uma foto e aprecia o que estou a apreciar!

Definitivamente fui adotada por ele, pois veio comigo para casa

Soube bem ter companhia, ainda por cima eu adoro gatos!

Quanta serenidade aquele país e aquele ambiente me transmitia! No dia seguinte iria simplesmente passear, sem me preocupar em ir muito longe nem em ver muitas coisas, aquela atmosfera não me permitia pensar em stresses de multidões nem turistas aos magotes…

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