16 – Passeando até à Suiça 2012 – Ponte dei Salti, Lago de Lugano, Lago Maggiore

9 de Agosto de 2012

Antes que o dia aquecesse estupidamente, teria de tratar de ver o que mais queria naquelas paragens, pois mal o tempo começasse a ficar demasiado quente, a vontade de parar desapareceria e não haveria mais paciência para catar pormenores!

E foi o que aconteceu, acabei por dar uma bela volta de moto, mas parando pouco e apreciando mais as panorâmicas gerais que os recantos da paisagem

Existem diversos lagos ali pela zona, mas nem eles são suficientes para refrescar o ambiente! O lago de Lugano (o Ceresio) é bonito e proporciona enquadramentos muito bonitos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer!

As localidades nas suas margens são interessantes e parecidas, arquitetonicamente, mais com as italianas do que com as suíças!

Fui andando na direção de Locarno, subindo o rio até ao lago de Vogorno, com as aldeiazinhas nas encostas a lembrar Piódão!

O que eu queria visitar por ali era a Ponte dei Salti, uma ponte de origem medieval, com duas arcadas e que faz um efeito extraordinário sobre as pedras esculpidas e as águas verdes do rio Verzasca!

O conjunto forma um cenário de rara beleza e algo irreal!

Chamam-lhe frequentemente ponte romana, mas não é verdade, é muito posterior à presença romana na Suíça!

As águas do rio parecem falsas!

Toda a envolvência é deslumbrante, como dizem por lá “O charme de Verzasca está no coração do rio”

A ponte liga Lavertezzo a Verzasca e conduz a diversos percursos pedestres de grande beleza!

O rio talhou a pedra de formas belas e inesperadas!

A praia “dura” de miúdos e graúdos!

Tirei as botas e também fui chapinar!

Mais à frente, casas isoladas do outro lado do rio têm as suas próprias pontes privadas, que fazem a ligação ao lado de cá!

Lavertezzo é logo ali e tem o seu encanto, com o rio a passar-lhe aos pés, num ponto onde se lhe juntam outras aguas e outros riachos.

Dois casais de motociclistas preparavam-se para partir, tinham passado ali a noite. Cada um tinha a sua moto e meteram conversa comigo. Ficaram muito espantados por eu andar em viagem sozinha, nenhum deles o tinha feito nunca, pois viajavam sempre em grupo. Achei muito giro cada um conduzir a sua moto, eles e elas!

Eu fui mais rápida a parar, dar uma volta e fotografar do que eles a prepararem-se para partir!

Quando cheguei ao lago de Locarno ou Lago Maggiore o calor já era meio sufocante, lá se foi a vontade de parar e caminhar!

Fui contornando a sua margem lá por cima, por entre montes e arvores. Eu não aguentaria o aperto do trânsito com aquele calor!

E como em viagem eu faço só o que me apetece, fartei-me de fazer quilómetros lá por cima e fazer enquadramentos quase aéreos da paisagem citadina cá em baixo!

Subi pelo caminho do monte Bré, mas nem pensar em subir lá acima a pé! Aquela é considerada uma das zonas mais solarengas da Suíça!

E que bem que me soube!

Na descida encontrei o santuário da Madonna del Sasso, que nem pensei em visitar dado que teria de caminhar até ele por uma ruinha “sobe-e-desce”!

Uma construção do séc. XV, destino de grandes peregrinações, edificada em cima de um penhasco.

Tive de voltar à cidade para continuar o meu caminho, circulando junto de carrinhos de brincar muito bonitos!

Era cedo para voltar para “casa” era demasiado calor para andar na rua mas, mesmo assim, continuei a passear pelos lagos em redor. Então lembrei-me da promessa que fizera ao meu moçoilo, de ir visitar o museu Guzzi e tirar muitas fotos lá dentro!

Azar o meu! Alem de haver obras pelo caminho com filas infinitas de trânsito ao calor, que eu tive de furar “que se lixe, afinal os suíços daqui não são parecidos com os italianos? Então não deverão estranhar que eu fure pelo meio dos carros!” o museu fecha a partir dos primeiros dias de Agosto até final do mês… Bolas!

Agarrei na moto e fui-me embora pelo caminho mais longo, mas sem carros, apenas disfrutando do prazer de conduzir e do ventinho que, embora quente, era facilmente suportável! A conduzir não há calor que me incomode!

Ao entardecer a temperatura voltou a ficar mais aceitável junto ao lago de Lugano…

Voltei a tirar as botas e a chapinar na agua!

E esperei o entardecer na sombra mais fresca até voltar para casa que naquele dia ainda era em Lugano!

Fim do décimo primeiro dia de viagem…

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