34 – Passeando até à Suiça 2012 – Friburgo, Avenches, Basel

18 de Agosto de 2012

A história deste dia é curta e com alguma preocupação. Um dia de muito calor em que a moto começou a fazer um barulho que me intrigou! Não era um barulho constante nem previsível e dada a história recente da minha motita, não me deixava nada sossegada! Por isso o percurso acabou por não ser longo!

Passeei um pouco pela cidade, que visitara recentemente, mas deixara a catedral para ver com calma noutra altura. Era esta a altura!

A Catedral de St-Nicolas, construída entre os séculos XIII e XV, começou em estilo românico e acabou em gótico, como tantas catedrais da época, entre estilos. É um edifício lindíssimo com uma torre muito caraterística que, segundo a lenda, não foi concluída porque se acabou o dinheiro!

O portal é extraordinário com um baixo-relevo ilustrando o Juízo Final.

Lá dentro a atmosfera é serena e o espaço é lindo!

E o órgão, famoso e extraordinário ao fundo.

Na realidade ela conserva elementos de todas as épocas porque passou desde o início da sua construção, incluindo elementos barrocos!

A catedral fica situada num ponto elevado, bem no centro da cidade medieval e é facilmente visível a partir das margens do rio Saarne, em enquadramentos muito bonitos!

É sempre emocionante percorrer com as nossas próprias rodas caminhos medievais tão bem conservados!

E lá está a catedral e o rio que também é chamado de Sarine!

E a zona histórica, uma das mais bem conservadas da Europa!

Um dia tenho de lá voltar para subir a torre da catedral, pois a paisagem lá de cima é deslumbrante, e eu não a tenho encontrado aberta!

O meu destino naquele dia seria Basel, sem nada de especial para fazer pelo caminho para além de cismar no barulho da minha moto! Voltei a passar no Lac Morat, por caminhos estreitinhos e isolados!

Com pormenores retirados de contos infantis!

Parei em Avenches, uma cidadezinha muito interessante que já foi um importante posto avançado romano: Aventicum

Há vestígios da cidade romana um pouco por todo o lado e os estudos e escavações continuam.

A importância da cidade pode-se ver pelo anfiteatro, que é ainda hoje usado para espetáculos, (naqueles dias decorria o Rock Oz’Arènes), com as suas bancadas mistas, entre cadeiras de plástico e degraus de pedra. Imponente!

Pensa-se que um anfiteatro tão grande só se justificava para uma cidade com 200.000 habitantes! Muito maior população do que a que a cidade tem hoje, menos de 3.000!

Mesmo à beirinha fica o castelo do séc. XIII, onde funcionam serviços da comunidade.

Muito bonito, pena ter carros estacionados por todo o lado!

Ali mesmo junto ao anfiteatro!

Acabei por me sentar numa sombra, junto à ruinas romanas, a comer maçãs de uma enorme macieira que ali havia! Eram boas!

Depois foi a sequencia de casinhas medievais deliciosas, tão características naquele país, lindas!

De repente avistei uma oficina Honda! Era a boa oportunidade de ver como estava a minha velhinha e de descobrir que barulho era aquele que ela andava a fazer!

Descobri que tudo estava bem na minha motita, ninguém diria que já levava tanto quilómetro em cima dos tantos que já trazia! E o que eu não queria acreditar que fosse, era mesmo o que ela tinha… tinha as pastilhas de travão completamente gastas!

Só então me lembrei que ela não fizera a revisão no sítio do costume e, para quem não sabia o quanto eu iria andar, ter as pastilhas a meio daria para muitos quilómetros… e deram, mas não para toda a viagem!

Era sábado, a oficina estava mesmo a fechar, eu teria de continuar viagem não iria ficar ali à espera que fosse segunda-feira! Teria de evitar travar com o travão de trás, que não tinha pastilha de todo e usar o da frente pouco, pois tinha apenas um milímetro de pastilha, e o melhor seria ir pôr as pastilhas na Alemanha pois na Suíça eram muito caras, disse-me o mecânico.

Estava muito calor, eu estava muito preocupada, nem pensar em ficar sem travões, já experimentara uma manete de travão que encravou e não queria voltar a passar pela sensação de travar e não parar! Por isso fui muito direitinha para Basel para o Hostel simpático e fresco, que contrastava profundamente com o 39 graus cá fora!

A minha Magnífica fez sensação, “discretamente” estacionada entre as bicicletas.

Fiz amizade com uma série de pessoas que foram metendo conversa comigo por causa de eu andar a viajar sozinha de moto e aprendi algumas coisas sobre países onde quero passar um dia destes. E não voltei a sair, porque em viagem não me obrigo a nada!

Fim do vigésimo dia de viagem…

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