O renascer da minha Magnífica!

Cucu!

De repente lembrei-me que não tinha contado que a minha Magnífica renasceu das cinzas como a Fénix!

Pois foi em Andorra que o momento se deu e, no meio da resolução de pequenas complicações do amigo que me acompanhou na viagem… eu não vi o momento acontecer! É o que dá andar acompanhada, a gente distrai-se e pimba, perde um momento histórico destes! 

Então no dia antes do momento chegar, dia 17 de Julho, quando a motita estava quase a completar 4,5 anos, eu fotografei o conta-quilómetros da minha motita e tinha este aspecto:

No dia seguinte fui tratar de resolver um problema com o capacete do Jaky e distrai-me do conta-quilómetros, fui tirando fotos às montanhas e no meio dessas fotos eis que encontrei um momento histórico!

Não vi o zero total, mas também não se perdeu tudo!

Cá está a bela Magnífica com 200.000 km! Liiinda!

Por isso neste momento tenho uma Pan nova, com menos de 3.000 km, que rivaliza com qualquer uma dessas motos que andam por ai cheias de quilómetros! 😉

Beijucas mil

12 – Passeando pelo Norte de Espanha –Elciego, Villoslada de Cameros, Sória, Olite

13 de Julho de 2011

O vento tinha acalmado no dia seguinte e, embora o céu não estivesse totalmente azul, as nuvens não pareciam ameaçadores e não prometiam chuva. Óptimo!
Fui dar a voltinha de despedida, como gosto de fazer em cada terra que me cativa. Apreciar o contraste da arquitectura do hotel com o ambiente rural e antigo do pueblo. A verdade é que este monumento arquitectónico fez aumentar em 65% o turismo no local!

Passear um pouco por entre as vinha do Marquês de Riscal!

Ao fundo, depois das vinhas, a cathedral e o hotel de Frank Gehry

Mas estas não eram as únicas caves espantosas que eu queria ver, ali perto Calatrava também tinha criou algo de arquitectonicamente espantoso!

E lá estavam ao longe as caves de Ysios, projectadas pelo arquitecto Santiago Calatrava, arquitecto/engenheiro espanhol que projectou também a estação do oriente em Lisboa!

Ao longe a ondulação do telhado faz um efeito quase surrealista na paisagem!

De perto então, é espantosa!

Da frente do edifício pode-se ver o pueblo ao longe, antigo e contrastante!

De longe, do meio da vinha, a Bodega é imponente e bela, mesmo com as nuvens baixas e o céu cinzento!

Ali na zona é tudo Bodegas, e são tantas!

Então seguimos viagem, pelo meio de vinhas e bodegas e penhascos

até Villoslada de Cameros, com a sua ponte medieval, situada no curso alto do rio Iregua, en pleno coração da Sierra de Cebollera

Um pueblo tão bonitinho como de caminhos ingremes, toca a marchar mais um pouco por ali a cima!

A Igreja paroquial de Nuestra Señora del Sagrario, na parte alta do pueblo, construída no século XVII

Continuamos o nosso caminho pela Espanha profunda

Até Sória, onde fomos recebidos pela igreja românicas de Santo Domingo do sec XII, linda!

Sória é uma cidade cheia de interesse histórico que pretendo visitar mais vezes e explorar com calma, pouco a pouco!

Ainda visitei a igreja de San Juan de la Rabanera também so sec XII

Pagava-se 1€ para acender as luzes da igreja!

Na praça encontra-se o palácio de la Deputación do sec XIX com a sua Galeria dos Sorianos Ilustres em 8 estátuas

Pormenores curiosos de um terra a revisitar

Almoçamos ali, acompanhados com um vinhinho de La Rioja

À Saida passamos na ponte sobre o nosso rio Douro!

Não pude deixar de apreciar o nosso rio do norte por terras de Espanha!

E partimos para Olite

Olite é completamente dominada pelo seu magnifico castelo-palácio. De origem muito antiga mas remodelado pela história fora, chega até nós como um palácio de conto de fadas

um cantinho refrescante no jardim suspenso da rainha, lá em cima. No primeiro andar

Aquele castelo parece um labirinto, sobe-se, desce-se, volta-se à esquerda depois à direita… mais um recanto, mais uma torre!

Da muralha pode-se ver a praça principal

A cidade vista lá de cima

A praça medieval, em frente à entrada do castelo

A igreja que pertence ao castelo

A igreja da cidade

Acabamos por ficar ali mesmo, para explorarmos a zona

Fim do oitavo dia

11 – Passeando pelo Norte de Espanha – Santander, Elciego

12 de Julho de 2011

De manhã o dia estava cinzento e prometia “molho”. Estávamos tão perto de Santander que fui até lá para ver a península que estava nos meus planos… depois se veria, conforme o tempo se apresentasse o que faria a seguir.

Do cimo do morro ali mesmo em Cuatro Caminhos podíamos ver a cidade lá ao fundo

Santander estava cinzenta da cor do chumbo!

Mas agora não sairia dali sem ver o que procurava!

Este “sitio” foi um presente da cidade de Santander ao rei espanhol da época (Alfonso XIII) no inicio do sec XX

Como o tempo não ajudava e o Jaky estava cansado de caminhar decidi apanhar o comboiinho para ver a ilha

Não foi uma brilhante ideia porque ele deu a volta sem parar uma única vez e eu gosto de apreciar as coisas com calma e à mina maneira…

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e o palácio lá apareceu, sem que o comboio parasse para a gente o ver melhor!

Depois havia um “ninho” de focas e leões-marinhos muito giros!

Enquanto uns nadavam outros parecia enormes lesmas esticadas no chão sem sol! Não se pode ter tudo!

E havia também um pequeno museu do mar!

Replicas e copias de embarcações que cruzaram oceanos!

Ao longe a cidade… e partimos de novo

O meu percurso era o que tivesse menos chuva, mesmo assim não nos conseguimos safar de um pequeno dilúvio à saída de Santander. Desisti, como já previa no dia anterior, de seguir para Bilbao, afinal eu “passo lá os meus dias” nos últimos tempos, e comecei a descer o país na direcção de la Rioja.

Fui conseguindo fugir à chuva embora o céu permanecesse pesado.
O Jaky atirou-se a um touro que, no meio de uma rotunda em Quintanilla Sopeña, corria atrás de um homem! Passa a chuva e volta a alegria! eheheh

Passamos em Quincoces de Yuso com a sua ponte romana.

Cada vez que saio das estradas mais “famosas”, por caminhos desconhecidos, que até podem parecer suspeitos, delicio-me sempre com o que encontro! Paisagens deslumbrantes, mesmo sem sol!

de repente parecia que andava em Marrocos!

E o Jaky lá se divertia a aparecer nas minhas fotos!

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Encontramos Espejo, um pueblo pequenino mas com duas Torres del Homenaje!

Uma maior, que devia ser o ricaço ali da zona na época!
Na realidade esta é a Torre dos Condes Orgaz (nome sugestivo!) pelos vistos foi muito importante na idade média pela sua posição estratégia na defesa de Castela.
Hoje funciona ali uma escola para pessoas desempregadas que vão recuperando o edifício.

E outra menor, que devia ser de origem mais modesta…

Esta terrinha tem nomes de ruas originais… no mínimo!

E seguimos por searas sem fim!

O destino era Elciego a cidade do vinho. Entramos em La Rioja a capital do vinho espanhol e a paisagem foi realmente mudando, as searas deram quase repentinamente lugar às vinhas!

Aqui já não foi a chuva o que condicionou o meu caminho e sim o vento! Nada que se parecesse com o vendaval de Marrocos, mas suficientemente forte para cansar a gente e para não me deixar tirar fotografias!

Este era um dos pontos altos da minha viagem. Aqui se situam as Bodegas Herderos del Marqués de Riscal onde está situado o hotel projectado pelo famoso arquiteto canadense Frank Gehry, o mesmo que projectou o edifício do museu Guggenheim em Bilbao.
Lá estava ele ali ao longe…

Eu fui até ali para visitar as caves Marqués de Riscal, a mais antiga e tradicional vinicultora do local, com o seu fenomenal hotel “em cima” e valeu a pena!

Fomos recebidos na loja/bar, espaço muito bonito onde se pode comprar e provar vinhos bem como outras iguarias.

O hotel, aquela “coisa” fenomenal fica mesmo ali, domina tudo, sobretudo a nossa atenção!

Espantoso! Inspirado na vinha e sua folhagem…

O arquitecto para idealizar o edifício quis viver na zona durante uma semana para conhecer a vida e rotina das pessoas trabalhadoras da terra. Acabou por as homenagear a elas e à vinha e ao vinho. Quis criar algo vivo e festivo, porque vinho é alegria, e conseguiu!

Dentro do espaço da adega pudemos ver a maqueta do edifício

Mas as caves eram elas próprias assunto de visita à cidade! Aqui produz-se muito vinho

A temperatura de cada um daquelas imensas cubas é controlada por computadores numa sala de controle

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Toda esta tecnologia contrasta com a adega antiga

onde se envelhecem vinhos de qualidade superior e se guardam raridades

Maquinaria antiga que lembra instrumentos de tortura são, na realidade, instrumentos de engarrafar ou abrir garrafas!

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Um ambiente impressionante!

dali saem milhões de garrafas de vinho por mês!

Acabamos a visita com uma prova de vinhos

O branco era uma delícia, o tinto era demasiado áspero para o meu gosto!
A garrafa é comercializada com uma rede dourada a envolve-la porque antigamente o povo bebia o vinho e substituía-o por outro de menor qualidade e, para evitar essa falsificação nas tascas e restaurantes, começou a ser vendido com a rede lacrada, depois de aberta não pode voltar a ser fechada! Hoje faz parte da imagem de marca!

Depois arranjamos uma casinha de turismo rural e assentamos arraiais

A casinha tinha algumas paredes pintadas com muita piada!

O meu quarto tinha um terraço de onde eu via a catedral!

Fomos ver o pueblo mais de perto

muito bonito o pueblo, com vestígios medievais encantadores e outros estilos posteriores como o barroco!

E a noite chegou e o sono também!

Fim do sétimo dia!

10 – Passeando pelo norte de Espanha – Lièbana, Llanes, Santilllana, Santander

11 de Julho de 2011

Começamos o novo dia com um belo pequeno-almoço. O dia estava lindo lá fora mas a promessa da net e da televisão era de chuva, ou céu encoberto, no mínimo!

A minha Magnífica à porta sem malas parecia tão pequenina!

Saímos em direcção a Potes mais uma vez e acabei por ir ver o mosteiro do Santo Toribio de Lièbana, o beato tão famoso por ali. Um mosteiro românico, fundado no sec VI, que fica apenas a 2 km de Potes, mosteiro onde dizem que está o braço direito da cruz de Cristo… mas estava fechado!

Por ali acima existe um percurso pedonal que leva a capelas de outros 6 santos. O Jaky já olhava de lado: mais caminhadas não! Não, eu apenas subi um pouco para fotografar todo o mosteiro!

Fomos até à capela seguinte mas de moto!

Dali podia-se ver Potes ao fundo, no meio dos montes

Era hora se seguir viagem mas, embora não estivesse nos meus planos, não resisti em passas em Covadonga, afinal o Jaky nunca lá tinha ido… fiz um desvio e lá passei pela milésima vez na catedral…

Acho que já devo ter uma dúzia de fotos iguais a estas!

A catedral Neo-romanica… imponente! Faz sempre um efeito visita-la e fotografa-la!

O nosso amigo Pelayo, cada passo volto cá para o ver!

E cá está a imponente! Desta vez não tinha muita gente na frente como costuma!

Vimos a gruta da rua, essa sempre cheia de povo

E fomos numa fugida ver os lagos que… estavam invisíveis! Uma pena!

Seguimos então para a costa, Llanes era o meu destino

Com a sua esplanada junto ao mar em relva

Uma cidade com um porto de pesca ainda activo e que sempre viveu do mar. Cheia de vestígios medievais quando a armada espanhola partia cheia de deste desta terra! Local histórico e bonito!

Ali se realizou um filme “historia de um beijo”. Encontrei outras cadeiras de realizador a cada local que serviu de cenário a filmes!

Basílica menor de Santa María de la Asunción de Llanes do sec XIII

e a redondeza muito pitoresca!

Os espanhóis gostam à brava de colocar escritos no chão!

Continuando chegamos a San Vicente de la Barquera

Uma cidade cheia de vestígios medievais e cheia de beleza também!

A igreja de nossa Senhora de los Angeles do sec XIII

Por fora difícil de definir…

Por dentro claramente gótica! E muito inspiradora!

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O tempo estava ranhoso e fomos seguindo para Santillana del Mar

Santillana del Mar a terra das 3 mentiras: 1º não é santa, 2º não é plana, 3º não é no mar! eheheh

E fui finalmente visitar La Colegiata de Santa Juliana, uma construção românica do sec XII que ainda não tinha conseguido ver por dentro!

o claustro é impressionante, todas as colunas têm capiteis de trabalhados diferentes!

lá dentro o ambiente é sempre impressionante, um recuar no tempo

E lá estava a Santa Juliana em frente ao altar!

Reza a história que a Santa viveu no século III e era uma jovem que foi martirizada na Turquia, os seus restos mortais foram trazidos para Espanha por monges peregrinos.

A cidadezinha continua como sempre a conheci: cheia de gente mesmo com o tempo a ameaçar chuva!

Seguimos para Santander e acabamos por encontrar um hotel super giro em Cuatro Caminos

Dali fomos até à zona portuária comer marisco… pois, nem só de viagens vive um viajante!

E voltamos a casa com a barriguinha muito bem “aconchegada”!

Fim do sexto dia!

9 – Passeando pelo norte de Espanha – Cain, Gargantas do Cares

10 de Julho de 2011

“Que dias maravilhosos nos têm reservado os Picos! A bem dizer eu nunca apanhei chuva por aqui! Já apanhei neve, mas chuva nunca, pode ser que também não seja desta!

Vejo na televisão que mais à frente está a chover mas, enquanto não chegamos lá, vamos curtindo este tempo magnífico! O “tecto” está um bocado baixo, mas acredito que seja local e que mais para a frente não esteja tão fechado assim o sol. De qualquer maneira o que eu quero ver não está nas altura e sim nas profundezas, por isso vamos ver o que a natureza nos reserva!”

Partimos na direcção de Cain e efectivamente mais à frente as nuvens baixas estavam mais altas e menos serradas, o que permitia ver o céu azul por entre o “fumo” em que elas se transformavam!

E chegamos ao rio Cares. O Jaky ainda não sabia mas eu ia fazer mais uma caminhada… e ele acabou por caminhar também!

As gargantas do rio Cares são dignas de se visitar mas para isso é preciso caminhar e valem bem a caminhada!

O percurso começa com uma pequena represa bem curiosa e segue por percursos escavados na encosta do monte

A agua “ziguezagueia” de uma forma curiosa pela saída da represa

depois é só seguir o percurso escavado e apreciar o que a natureza tem de melhor por ali para nos mostrar!

Ali mesmo, ladeando todo o percurso existe um canal fantástico!
Fiquei com a vontade de, numa próxima vez que ali volte, fazer o percurso pelo canal num bote de borracha! Seria rápido e confortável, para além da perspectiva diferente que me proporcionaria! Eheh

Por vezes o canal afasta-se do percurso e até corre mais abaixo do que este! Como um túnel paralelo em nível diferente!

E o Rio Cares lá no fundo, correndo entre penhascos que o ladeiam a pique

Almoçamos ali mesmo, boa comidinha e bom vinhinho! O Jaky que nunca bebia começava a gostar do “acompanhamento”!

Um restaurante simpático com as motitas mesmo em frente

Que por aquela altura já tinham feito uma amiga e tudo!

Voltamos a partir para mais um passeio deambulante por terras de profunda beleza!

Voltamos a Potes, porque ficava no caminho de “casa”

E embora o Jaky já não pudesse mais com os pés eu ainda fui visitar a Torre del Infantado do sec XV ali no centro da cidade

Lá de cima a paisagem é interessante, como eu costume dizer, numa cidade quando se sobe normalmente vê-se sempre algo de interessante!

La dentro podia-se visitar uma exposição muito interessante que representa “O Cosmos do Beato de Liébana”

De ver e ler tanta publicidade ao dito beato fui ver quem foi e é história muito antiga! O homem morreu em 789! E era um pensador que escreveu comentários importantes referentes a escrituras e ao próprio Santiago de Compostela, O Santo foi um revolucionário e a sua fama manteve-se até hoje!
As coisas que eu descobri!

E lá fomos para casa comer, beber e conversar, que é o que se ganha quando não se viaja sozinha!

Fim do quinto dia!