6.Islândia-Ilhas Faroé-Noruega

– de Sonder Felding até Aalborg, Dinamarca –

5 de agosto de 2019

Foi uma belíssima noite de sono numa casinha de sonho e numa localidade silenciosa! Não há muita coisa que perturbe o meu sono, eu apenas durmo bem onde quer que aterre! Não estava um dia de sol, o que era uma pena, mas se não chovesse já era muito bom! Uma pena não poder contar com um céu azul, fica tudo tão pobre com o céu branco ou cinzento! Ao menos que hajam nuvens revoltas no céu para que não pareça tudo tão doentio!

Depois não importava que estivéssemos no inicio de agosto, estava um frio de rachar la fora! Isso não me impediu de tomar o pequeno-almoço no meu pequeno jardim exterior!

Detesto viajar com muitas tralhas, é sempre aquela complicação ao arrumar tudo na moto. O tempo que eu demorava a pôr tudo no sítio exasperava-me! Que saudades da minha pequena mochila com o essencial e mais nada!

Ora com sol ou sem sol eu iria dar uma voltinha pelo país acima. A coisa que mais me stressa numa viagem com ferrys marcados é que não sou completamente livre de andar à toa. tenho horários para cumprir e nada me pode impedir de chegar a tempo, ou ficarei em terra. e eu tinha de me aproximar do norte para estar no dia 6 à hora certa para embarcar.

Nunca me sinto confortavel em ficar muito longe para que, se tiver algum contratempo, mesmo assim consiga me desenrascar e chegar a tempo. Assim iria calmamente até Ålborg e só amanhã seguiria para Hirtshals.

As igrejas dinamarquesas sempre me atraem, são quase sempre brancas, com uma torre de telhado de duas águas e com o cemitério em redor, que são normalmente belíssimos jardins. E a Sonder Felding Kirke, tão pertinho dali, era um belo exemplo disso.

Eu sempre gostei de visitar os cemitérios que vou encontrando em viagem. Nunca foram sítios que me perturbassem, afinal são sempre um retrato do sitio onde estou e uma forma de saber como cada população trata os seu mortos.

Por aqueles dias, no entanto, entrar em igrejas e cemitérios acabava por reavivar o meu sentimento de luto. No entanto eu tinha de entrar e ver, tudo isso faria parte de minha vida…

E tudo é tão bonito e sereno num local como aquele, afinal os cemitérios dinamarqueses estão entre os mais bonitos que conheço! Não sei quanto tempo passeei por ali, mas bastante, antes de seguir na direção do mar, para leste…

Horsens é uma das grandes cidades da Dinamarca, isso não quer dizer que seja muito grande, considerando que é bem mais pequena do que o nosso Porto, por exemplo.

A quantidade de grafittis que fui encontrando pela cidade!! Alguns bem bonitos por sinal.

Depois há as igrejas de tijolos, que sempre me fascinam! Como a Klosterkirke – ” igreja do claustro ” . Como pode um edifício do século XIII, todo em tijolo, ainda estar de pé e bem, depois de tantos séculos?

O interior apanhou-me de surpresa, esperava que fosse com o tijolo exposto, mas era branco!

No entanto nada a ver com as igrejinhas brancas que se encontram por todo o lado!

Em torno da igreja as casinhas têm ar de serem quase da mesma época que ela! Quem olha a partir do jardim parece que está em cima de um telhado, mas não é mais que o topo do muro revestido por telhas.

Na perspetiva da moto o muro é mais facil de entender. Deve ser curioso viver-se numa rua que vai dar ao jardim de uma igreja daquela envergadura!

Sei lá, deve ser curioso viver numa daquelas casinhas de qualquer maneira!

No centro da cidade fica a Vor Frelsers Kirke – Igreja do salvador – o edificio mais antigo da cidade!

E esta sim, é toda em tijolo exposto no seu interior.

Muito mais encantadora que a outra, para mim pelo menos, que não sou fascinada por barroquices…

Ui, o que eu cairia na consideração da minha professora de Historia da Arte da faculdade, se ela me ouvisse dizer tal coisa! O Barroco é lindo eu é que sou uma incessível! ahahahah

Só faltava o sol na praça em redor…

Encontrei Hans Christian Andersen, o grande escritor dinamarquês, pelas ruas da cidade.

Um belo tributo a um dos grandes escritores daquele país e do mundo!

As ruas de comércio são tão fofinhas, casas baixas em ruas pitorescas.

E os grafittis fantásticos! Já estava a caminho da saída da cidade quando deparei com aquela imagem enorme, travei de repente, pus os 4 piscas e fui ver de perto! Extraordinário!

Bem, siga para Åbyhøj, mas antes de me perder pela cidade tive de parar com calma na Åbyhøj Kirke. Sempre as igrejas a chamar-me a atenção!

Todo o enquadramento da igreja é tão bonito que contornei o espaço por fora, para poder vê-lo em todas as perspetivas.

E o cemitério em redor é simplesmente lindo!

Um jardim lindo como poucos! Quem diria que aquilo tudo é um cemitério?

Um senhor cuidava do jardim/cemitério, viu-me dar a volta por fora dos muros, espreitando, tirando fotos e sarrabiscando uns desenhitos e, quando apareci no “corredor” onde ele estava, chamou-me. Falava perfeitamente inglês, perguntou-me o que eu procurava. Disse-lhe que procurava ver a igreja, e o espaço em volta, de todos os ângulos pois era tudo muito bonito. Ele sorriu com orgulho, contou-me que a igreja foi construida durante a Segunda Grande Guerra, mas que o cemitério era mais antigo, disse-me para entrar na igreja pois estava aberta e era muito simples e bonita. Comentou que o cemitério era um sitio muito bonito para se passear ou fazer um picnic… se ele soubesse o que por cá se pensa sobre passear ou fazer pincis num cemitério… sorri com a ideia!

Agradeci-lhe e fui ver, eu pensara que estava fechada!

Tão bonito!

Se eu fiz um picnic ali? Claro que fiz, tinha mesa e tudo! 😀

Aarhus era logo a seguir. Não vi muitas motos por aquele país acima, mas consegui estacionar a minha Scarlett junto de uma amiga!

Fui guiada pela Aarhus Domkirke, a catedral de Aarhus. Aos poucos ia voltando ao meu normal de entrar em tudo o que era igreja que atraia a minha curiosidade…

É uma igreja católica do século XIV, ainda românica, por isso eu tinha de ver por dentro, ainda por cima também é em tijolo.

É branca por dentro, imponente e bonita como uma catedral deve ser! É dedicada a São Clemente, padroeiro dos marinheiros (não fazia ideia, soube-o lá!)

Passeia-se depois um pouco em redor, pela Store Tory – a Praça Grande,

O edificio do teatro é um espetáculo, do inicio do secula XX, um belo exemplar de Art Nouveau dinamarquês, uma pena que não pude ver por dentro…

Parei junto ao mar, mas era a Ebeltoft que eu queria ir. Sim, eu estou sempre a parar para ver coisas e para comer e beber! Haja uma bela paisagem e eu paro!

O sol apareceu… ou em fui ao seu encontro?

Ebeltoft é simplesmente encantadora! Eu sei, quase todas as terrinhas dinamarquesas o são, mas esta ficou no meu coração!

As casinhas não são tão coloridas como em Odense ou outras cidades, mas são tão mimis!

A igreja estava fechada, uma pena pois gostava de ver se era em tijolo ou caiada de branco, já que por fora tem as duas cores.

Mas as ruinhas são deliciosas, apesar do paralelo graúdo ser um bocado saltitante para a moto!

Impossivel não parar aqui, ali e acolá, para observar os pormenores!

Oh e a Gamle Rådhus – Antiga Câmara – é linda! Hoje é um museu e eu tive de usar o tradutor para perceber, pois pensei que ainda estava em serviço. É o Museu da Jutlândia Oriental.

Tinha de voltar ao meu caminho para o norte, mas isso não queria dizer que fosse a correr. No caminho ficava Grenå, que valia a pena visitar também. É sempre assim, há sempre mais isto e aquilo que vale a pena visitar, por isso é tão reconfortante viajar com as dormidas marcadas, assim não há qualquer stresse em procurar onde dormir, apenas basta consultar no GPS a hora de chegada e perceber se tenho ou não mais um pouco de tempo para parar de novo, mais uma vez e outra, até chegar a casa!

Parece que aquela gente é como os ingleses, fecham cedo e enfiam-se em casa! As poucas pessoas que andavam na rua quando eu cheguei desapareceram aos poucos e não havia mais ninguem por ali quando fui embora! Teriam medo de mim? ahahahahah

A vantagem de não haver ninguém na rua é que pude andar por onde quis e tirar as fotos que me apeteceu, sem o stress de alguém se sentir invadido por estar nas minhas fotos.

Uma das razões porque nunca fotografo pessoas é por causa da sua sensibilidade. Já me aconteceu de pessoas me verem querer fazer determinada foto e pararem no meu caminho para depois reclamarem que eu as fotografei! A sério?

Um dia, quando eu estava a visitar uma catedral em França, um cromo, vendo que eu estava à espera que ele saísse da frente para eu tirar uma foto geral, parou a olhar para mim. Como ele não saía, eu fiz a foto com ele mesmo e não é que o tipo veio-me mandar apagar a foto porque ele ficou nela sem dar permissão! Oh amigo eu só a apagarei porque o senhor é feio como a merda e isso estraga a minha foto, agora você é que me diva pedir permissão para ficar numa foto minha, ó palerma! Lá se foi embora todo furioso.

OMuseum ØstjyllandParece é um edificio muito bonito. Parece que há varios museus da Jutlândia Oriental, se calhar um em cada terra, será? Este é mais um!

Hobro é uma zona que eu tenho de explorar melhor. para já foi só uma passagem a caminho de outro lugar. A Hobro Kirke estava fechada…

No topo de uma pequena colina, uma constução muito interessante, a parecer um castelinho.

A colina era suficientemente elevada para se poder ver um pouco da cidadesinha lá de cima.

Uma chatice, porque é que os dias não podem ter quinhestas horas e as coisas não podem estar abertas até o amanhcer?

Niguém nas ruas, tudo fechado… será que vou poder comer ao chegar a Ålborg, ou vai estar tudo fechado também?

Nem 6 horas da tarde eram e parecia que havia um recolher obrigatório por ali! Ui, um café aberto no meio do nada?!

Ok Ålborg, vamos lá que o tempo está a ficar ranhoso e eu não quero vestir fatos de chuva!

“A minha casa por hoje, antes de comecar a chover a potes. Esta gente deixa a porta aberta com a chave debaixo de uma pedrinha no topo das escadas para eu entrar e me instalar quando chego! Já ontem foi a mesma técnica. Aqui não há medo dos ladrões!”
(in Facebook)

O tempo estava incerto mas eu não resisti em dar uma volta pela cidade. Afinal eu tinha de comer e de levantar dinheiro para pagar o alojamento.

“Aquele dia em Aalborg, foi cheio de beleza e expectativa! Fui seguindo a arte urbana, de mural em mural, à medida que explorava as encantadoras ruínhas típicas de uma cidade dinamarquesa. Quanta serenidade pode conter um passeio assim! E havia a expectativa, porque dali seguiria para o porto para partir para a Islândia. Mas isso seria apenas no dia seguinte e até lá, Aalborg preencheu todo o meu imaginário e gravou-se para sempre na minha memória.”
(in Passeando pela Vida – a página)

Eu gosto tanto das cidades dinamarquesas, com as casinhas térreas e ruas estreitas, onde a porta da igreja fica a 2 metros de uma casa particular!

Os jardins publicos ficam à porta de casa como se lhe pertencessem

Tudo tão bomitinho e perfeito!

Claro que eu desenhei esta casinha, mas não tenho o diário gráfico onde ele está comigo no momento… 😦

” Cheguei a casa e vim levantar dinheiro para pagar o alojamento e apanhei com uma tromba de água nas trombas! Atravessei toda a avenida, 3 vias para cada lado e refujiei-me aqui, no meio de uma estação de serviço. Lindo serviço, como vou embora agora? A nado? 😉
(in facebook)

Eu sabia que estava a abusar da sorte, mas era o momento de ver um pouco da cidade ou nada veria, e pimba, a chuva apanhou-me com toda a força! Acabei por fazer amizade com o rapaz da estação de serviço e comer qualquer coisa por lá mesmo.

Amanhã era o dia de partir para vários dias de mar…

5.Islândia-Ilhas Faroé-Noruega

4 de agosto de 2019

– de Bremen até Sonder Felding, Dinamarca –

Acordei cheia de gas para seguir viagem, não conseguia ignorar a excitação de voltar à Dinamarca!

Certamente não é o país com mais coisas para ver, mas há uma calma e serenidade nas suas paisagens e cidades, que me deixara saudades desde 2 anos antes, quando subi até ao topo dos paises escandinavos.

Naquela viagem, como pretendia ir muito para norte na Noruega e na Finlandia, explorei mais as ilhas de Fyn e Zelândia, que ficavam no meu caminho, deixando a grande peninsula precisamente para quando fosse até à Islândia, pois sabia que teria de a subir para apanhar o ferry. Então agora estava cheia de vontade de percorrer os caminhos do norte da Peninsula Jutlândia!

Como todas as cidades, não importa quão cheias de gente sejam, Bremen era toda minha àquela hora da manhã! Pude dar-me ao luxo de percorrer a Marktplatz  como se eu fosse a rainha do lugar!

E o que eu me diverti tirando fotos em todas as direções, com a minha motita bem no meio daquilo tudo!

Então, um senhor muito simpático, que observava a festa que eu fazia sozinha com a minha moto no meio da praça, aproximou-se e perguntou se eu não queria que ele me tirasse uma foto comigo junto da moto!

Claro! Excelente! (e eu a pensar que ele me vinha repreender por estar ali! Estes alemães não param de me surpreender!)

Até consegui tirar fotos junto dos músicos de Bremen sem ninguém por perto! É que no dia anterior era tanta gente em volta, que nem valia a pena tentar chegar perto!

Não sou de selfies, mas sou de tirar fotos à minha motita em todo o lugar! 😀

E lá segui viagem, toda contente porque tinha tido o centro de Bremen por minha conta e todo tempo que quis!

A vantagem de viajar com a máquina fotografica ao peito, é que posso captar coisas que avisto e não tenho hipotese de parar e me aproximar!

Husum era a paragem seguinte. A cidade já fica na porção alemã da Peninsula de Jutlândia e é conhecida como “graue Stadt am Meer” algo como “a cidade cinza à beira mar”.

E o mar estava baixo e tudo estava pousado no lodo!

 “Cada passo numa viagem é feito de tantas emoções e descobertas, que se misturam numa amalgama de memórias apenas deslindada com o percorrer das muitas fotos guardadas. E junto com cada foto vem o momento que aconteceu, como quando cheguei a Husum e fiquei espantada a olhar para o pequeno porto sem água. O meu ar devia ser tão visivelmente surpreendido que um velhote que passava me disse para não ficar preocupada que a água iria voltar, como sempre! Não contive uma gargalhada!”

(in Passeando pela Vida – a página)

E tudo estava como o poeta da terra, Theodor Storm, descrevia no seu poema sobre a Cidade:

Am grauen Strand, am grauen Meer
Und seitab liegt die Stadt;
Der Nebel drückt die Dächer schwer,
Und durch die Stille braust das Meer
Eintönig um die Stadt.

Claro que fui ver o que queria dizer no tradutor:

Na praia cinza, no mar cinza
E de um lado fica a cidade;
A névoa pesa sobre os telhados
E o mar ruge no silêncio
Monótono pela cidade.

Mas a cidade não é só porto e mar, na realidade é encantadora e eu explorei os seus recantos demoradamente.

muitas daquelas casinhas são do século XVI e são tão bonitinhas!

Depois das ruinhas estreitinhas, algumas parecem mesmo caminhos particulares, a Markplatz é enorme, com a sua Tine Brunnen lá no meio. A fonte, do inicio do século passado, é uma das atrações da cidade, com a escultura de Tine, a mulher de um pescador, no topo. Tenho de concordar que, a serem assim, as esposas dos pescadores por ali são muito bonitas! Algo nela me fez lembrar a nossa Padeira de Aljubarrota, o remo que ela tem na mão até me pareceu uma pá do forno! !

E lá estava uma feirinha para eu me regalar a comer fruta e apreciar os gostos do povo!

Ainda dei mais uma olhada aos barcos encalhados, não estava para breve o seu “desencalhamento”, muito antes disso eu já estaria longe!

E segui para a ultima cidadezinha alemã que eu visitaria antes de entrar na Dinamarca: Frensburg

Com recantos e ruelas muito bonitos, mas estranhamente cheia de sapatos penduradas em fios que atravessavam as ruas!

Já ouvi várias teorias sobre o que significam sapatos pendurados no topo das ruas, mas tantos nas mesma rua, acho que só quer dizer que estamos realmente na rua dos sapatos!

Chama-se ao “fenomeno” shoefiti, que junta as palavras Shoe (sapato) e Fiti (grafitti) e tem muitos significados dependendo de onde estão, porque de país para país muda de segnificado:

Sapatos pendurados na rua podem simbolizar tanta coisa:
Podem simbolizar um pacto entre os gangues e a polícia,
Podem demarcar território de tráfico ou de gangues
Podem simbolizar a primeira relação sexual de um jovem,
Podem sinalizar a morte de alguém
Podem ser apenas decoração…

Ali o que querem dizer? Não faço ideia, provavlemente apenas coisa decorativa!

Na mesma rua havia outras intervenções artisticas bem mais interessantes

Como um homem que emerge da parede da casa azul

Lá está ele a espreitar

E dos recantos que descobri e percorri, uma rua era a dos sapatos e outra a das plantas

e das casinhas pequenas

A minha Scarlett era quase do tamanho da rua!

Os espaços da cidade são muito variados, entres os caminhos estreitinhos e as grandes praças

E lá estava a St. Nikolaikirche, a maior igreja do sitio, uma espécie de catedral da cidade.

Desta vez eu iria entrar. Não é comum eu cruzar com tanta igreja sem entrar para espreitar…

Imponente como toda a igreja grande que passa de época para época absorvendo os estilos à medida que vai sendo recomposta desde o século XIV até aos dias de hoje!

Ok, fica decretado que é bonita! Agora vou seguir para norte que tenho uma Dinamarca à minha espera!

E lá estava ela logo a seguir, mas não me pude impedir de parar numa enorme casa de cachorros antes de cruzar a fronteira!

Oh, aqueles cachorros de salcichas enormes e pão minúsculo sempre me apanham de surpreza!

E lá estava a fronteira, sei lá onde, apenas passei pela placa e isso bastava!

Entrei em Kolding de grafitti em grafitti, eu sempre tenho de dar uma olhada, sobretudo em paises onde ainda os apreciei pouco!

A catedral estava fechada. Sankt Nicolai Kirke, mais uma igreja consagrada a São Nicolau, muito popular o santo por ali acima!

E as casinhas pequenas e coloridas continuavam por todos os lados, como eu me lembrava do país!

Ao longe o Koldinghus, o último castelo da peninsula… 11 séculos de castelo…

Aproximei-me para o ver mais de perto, é sempre uma forma de ver as coisas de outro ângulo!

Definitivamente um ângulo diferente!

Não havia vida na rua, claramente a vida por ali adormece cedo!

Apenas eu e a minha motita nos moviamos, o resto era silêncio e ninguém à vista. Puxa, é por isso que gosto tanto da Espanha, onde a vida começa quando todos os outros paises já estão a dormir!

Segui para Sønder Felding, onde ficava a minha casa naquela noite. E a minha casinha era bem fofinha!

O meu quarto era um miminho, bonito e aquecido, que naquele momento o calor já não era nenhum!

Tive direito à companhia de uma gatinha muito fofa que se chegou a mim como se fossemos velhas amigas.

Sentei-me no meu jardim particular, com vista para a estrada, a beber cerveja e a conversar com a gata, quando apareceu a vizinha. Uma senhora muito simpática que não falava inglês mas tinha muito boa vontade de me fazer companhia. Trouxe-me uma taça de gelado que, embora eu normalmente não aprecie, caiu muito bem com a cerveja! Como não nos entendiamos muito bem, comuniquei com ela da forma que sei quando viro analfabeta, desenhando e mostrando-lhe o meu livrinho de viagem. Ficou visivelmente interessada e encantada!

Ficou muito impressionada com a dimensão da minha moto, afinal ela enchia quase toda a garagem. Não é tão grande assim, a garagem é que é pequena, garanto-lhe que já tive moto maior e já conduzi motos comparativamente gigantes!

Finalmente fui dormir e mostrar ao mundo em que ponto estava o meu galo na testa, que ainda me magoava bastante ao usar o capacete, embora estivesse em franca recuperação. Sorte minha que saro muito rápido qualquer ferimento.

Até amanhã mundo, para mais um pedaço de caminho, a caminho de um barco!