17. Passeando por Marrocos – Marrakech IV

Voltamos a mergulhar na Medina para caminhar, digerindo a experiencia da visita de um palácio airoso e espaçoso, no meio de ruelas estreitinhas!
E, no meio da vida comum, já nossa conhecida, na Medina

Andava eu a fotografar portas

Quando, atrás de uma, comum por ali

Encontramos um recanto maravilhoso!

Hesitamos em entrar, mas fomos simpaticamente convidados a faze-lo e autorizados a fotografar! Aquela gente entende que promover o local passa por deixar vê-lo!

Um restaurante composto de diversas salas, recantos e antecâmaras maravilhosos! Parecia retirado dos contos da Mil e Uma Noites!

Quis-me sentar em todas as salas e nem me importava de tomar um chá de menta para o fazer, mesmo detestando-o!

Aquilo era tudo tão bonito!

As decorações de algumas paredes pareciam renda!

E foi aqui que tomamos uma bela cervejinha para comemorar a vitória do Porto!

Há uma mesquita em cada esquina!

Naquela noite jantamos num restaurante interessante, onde encontramos o José Rodrigues dos Santos e a família. Não tirei fotos porque nunca gostei de fotografar famosos… sobretudo quando estão na paz das férias com a sua gente!

16. Passeando por Marrocos – Marrakech III

Havia tanta coisa por ali para ver e visitar! Passamos por um parque de motoretas tão arrumadinho e engraçado! O senhor queria que a gente levasse para lá as nossa motos, deviam enriquecer o curriculum do local!

Fomos andando à procura das curiosidades da cidade: a mesquita de Alcáçova, que infelizmente não se podia visitar!

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Mas pudemos visitar o Mausoléu dos Saadies,

Um mausoléu régio construído no século XVI, muito bonito!

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De repente pensei que os Muçulmanos também tinham anjos em nichos! Mas depois reparei que o anjinho era nosso!

E voltamos ao mundo real, cheio de sol e de vida

Numa zona visivelmente diferente da Medina que já tínhamos visitado

Uma zona mais airosa e colorida!

O batente de uma porta com a mão de Fátima, a filha do profeta!
Esta mão é simétrica porque Deus não tem direitas nem avessas, é perfeito e o seu nome aparece, frequentemente inscrito nesta mão em forma de capicua, podendo ser lido da frente para trás e de trás para a frente!

E seguimos à procura do palácio de Badia

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Com os topos povoados de cegonhas!

O palácio Badia já foi residência imperial. Foi construído no século XVI e destruído pouco a pouco e as suas mármores usadas na construção e decoração de outros palácios posteriores.

Muita da sua grandiosidade e alguma da sua beleza ainda prevalecem…

Ele havia gente conhecida por todos os lados! eheheh

Os nossos amigos lá em cima

15. Passeando por Marrocos – Marrakech II

E um novo dia amanheceu, o 6º, dia 21 de Abril de 2011.

Dou-me conta, de repente, que nem tenho feito menção aos dias que passam, nem em que dia acontece cada visita!

Pois este era o 6º dia de viagem, não iríamos pegar nas motos, apenas caminharíamos pela cidade. Seria o momento para fazer compras, (negociar compras!), ver o que houvesse para ver a pé! Seria também o momento da pausa, para pôr o esqueleto no sitio depois de uma porrada de quilómetros no corpo!
Depois de mais um pequeno-almoço bem aviado

Os meninos muito aprumadinhos à espera do agrupar para passear!

E partimos apara um belo banho de Medina! De dia o movimento era menos caótico!

As curiosidades locais é que tornaram esta viagem fantástica! Eis uma churrasqueira!

A mercearia, com todo o tipo de massas, massinhas e macarrões!

Feijões, grãos e chazinhos!

O fornecedor de galinhas fresquinhas! Ainda mexiam como as sardinhas!

A variedade de cafés: mais torrados, menos torrados, com mais ou menos chicória!

Fruta radiosa e colorida em todo o lado!

As ruelas estreitinhas, miraculosamente sem lojas!

Parte do comércio ainda fechado. Não cheguei a entender muito bem os horários das lojecas, umas abriam tarde para caramba, outras pareciam nunca fechar, como os barbeiros que estavam a cortar cabelos à meia-noite e com fila de clientes à porta!

E as portas! As portas fascinaram-me!

E o que ía cuscando para lá das portas também me fascinou!

Recantos acolhedores

Pátios interiores a lembrar um pouco os Sevilhanos!

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Artesãos que usam pés e mãos para tornear a madeira!

Há vida em todos os recantos e, embora a horas das motocicletas seja mais para a noite, elas andam por ali!

Pormenores de uma Medina cheia de movimento!

Não, eles não estão a dizer adeus! Estão a avisar que não querem ser fotografados… mas quando eu vi já estava a foto tirada!

E como há que agradar a toda a gente há mimos para os portugas que ali passem!

E cá está o bando de novo, quase todo!

Ele há burrinhos tão pequeninos que até custa a crer que possam com alguma carga!

E cá está o homem das sacas!

E chegamos à praça Djemaa-El-Fna, com direito a “cobras e lagartos”!

Esquilinhos tão calmamente quietos junto às gaiolas!

E a rua onde almoçamos e onde, uma semana depois, aconteceu o atentado!

14. Passeando por Marrocos – Marrakech I

Cada recanto daquele país me maravilhou, sobretudo as pequenas povoações, com casinhas que pareciam de barro, todas da mesma cor, a confundirem-se coma paisagem… E o que mais me apaixonou foi o que mais se distinguia da Europa!

Começamos a descer o Atlas… ADOREI!
Porque aquilo não era Alpes, nem era nada do que eu já vivi em dezenas de montanhas e cordilheira que já percorri!
Aquilo era Marrocos!

Esta descida foi o êxtase para mim! Só não tirei mais fotos porque senão não chegaria a gozar o prazer de a descer!

E paramos logo a seguir para comer, aquela que foi a minha pior refeição de toda a viagem…

Ao ladinho do restaurante havia muito o que ver e comprar

O local até era agradável

As tagines a fazer montra

O talho ali mesmo ao lado, com o pó da estrada (que era bastante) a temperar as carnes.

A fome já era bastante

O pessoal da cozinha era super-simpático, fartamo-nos de tirar fotos junto deles e das tagines

As casas de banho, como quase todas as que vi em estações de serviço e alguns restaurantes não convidavam a sentar! Ao menos não seria pela sanita que apanharíamos alguma doença!
O outro dizia “aninhou? Tem que rezar!” Ali era mais “cagou? tem que aninhar!”

Os sumos de laranja, naturalíssimos, vinham directamente do espremedor manual do outro lado da Estrada!

A comida começou a vir para a mesa e não teve mal!

A minha surpresa estava na minha tagine de borrego…

Intragável… tinha vários dias, apenas tinha sido aquecida! Nem as batatas, moles e enjoativas, se aproveitavam… uma pena, porque eu comi lá tagines fantásticas… eu até sou uma pessoa que come qualquer coisa, mas aquilo, não!

Bem, mas eu não viajo para comer e as paisagens fantásticas estavam ali ao lado à espera para serem desfrutadas! E voltamos a ver neve!

As casinhas, de uma arquitectura diferente do que viramos até ali, continuam a confundir-se com os montes e a paisagem, em cascatas fantásticas!

A paisagem ía mudando à medida que nos aproximávamos de Marrakech

“Marrakech era uma cidade que eu queria muito visitar!
O seu nome consta da minha memória e do meu imaginário desde que me lembro de mim!
Nem sei a partir de que momento! A gente cria histórias em volta de determinados nomes com que cruza!
Nomes de pessoas que associamos a outras que já conhecemos, nomes de cidades que associamos a mundos imaginados!
E afinal, Marakech é tudo o que eu imaginava e não é nada parecida, ao mesmo tempo!
A cidade desenvolvida, quase europeia, contrasta visivelmente com uma Medina cheia de gente, de ruelas estreitas e lojas de tudo! Como se coexistissem e épocas no mesmo mundo.
Se a primeira impressão foi de susto, a seguinte foi de confiança. A gente perde-se por aquelas ruelas, não no perigo, mas nas compras, nas curiosidades e na recepção e simpatia… alguma melguisse também… pronto!
A praça Djemaa-El-Fna, é um mundo dentro daquele mundo! Tudo existe por ali, tudo se compra, tudo se vende, tudo se negoceia, de tudo se vê! Mas há um cuidado na apresentação do que se vendo, remarcável! Os frutos secos, ou cristalizados, são expostos com primor, tudo tem um aspecto que promete e provoca!”

O meu Patrick (GPS) garantia que conhecia o local indicado pelas coordenadas do hotel e levou-nos, direitinhos para a Medina de Marrakech!

Tive pena de ter as mãos ocupadas a conduzir, pois teria feito umas belíssimas fotos, com as 9 motos a circular em filinha pelas ruelas estreitas da Medina e toda a gente a olhar espantada “estamos a ser invadidos por elefantes de duas rodas” deviam pensar aquelas pessoas apenas habituadas a ver passar bicicletas e motoretas por ali!

Um simpático “nativo” na sua mobilete, acabou por servir de guia e levar-nos direitinhos ao hotel

O meu Patrick, e outros GPS’s tinham razão, as coordenadas do hotel estavam erradas…

Do hotel podia-se ver a estação de camionetas da cidade e a Medina mais ao fundo.

As motitas ficaram todas “de mãos dadas” na garagem do hotel…

Os moçoilos do grupo pronto para um “banho de Medina”

As moçoilas prontas para outro tanto!

E lá fomos, todos catitas passear até à famosa praça Djemaa-El-Fna

Por ali vende-se de tudo, em lojitas de tudo, muito coladinhas umas às outras, com conteúdos muito variados de porta para porta!

Chegamos à torre da Mesquita da Koutobia

E a praça Djemaa-El-Fna, onde se pode encontrar de tudo!

Aqui me “roubaram” a mão e ma pintaram, assim, como quem me quer explicar como é! Depois pediram-me 50 Drs! “Quanto?? Não tenho, apague-me isso” o Filipe acabou por vir em meu socorro, deu-lhe 10Drs e eu vim embora com um desenhinho na mão que parecia feito de chocolate!

E fomos tratar de comer

Foi ali que eu tirei a barriga de misérias, depois do miserável almoço, comi de tudo!

O que eu gostei daquilo tudo, era peixe, era carne, muito pão daquele óptimo que eles têm por lá, molhos e outros petiscos bem agradáveis!

Discutia-se o jogo em que o Porto acabou por ganhar!

E comia-se com prazer!

Depois veio, literalmente, o carrinho dos bolos! O homem andava por ali com imenso carro de mão, que mais parecia uma mesa com rodas, coberto dos bolinhos típicos dali!

Depois fui dar uma vista de olhos à bancada do assador onde comemos e era bonito de se ver!

Aquela gente é simpática e prestável, fizeram-me subir imediatamente ao lugar do cozinheiro, trocamos chapéus e fizeram uma festa para a fotografia!

Mas a praça ainda tinha muito o que ver e que experimentar! Por isso paramos logo ali à frente, num balcão/carro com diversas coisa a oferecer!

Chás de uma mistura de não sei o quê, mais um pozinho de canela e umas ervas não sei do que mais…

Bolinhos de qualquer coisa e sorrisos dos visitantes, que ainda não se tinham convencido que aqueles chás cansam para caramba!

E seguimos à descoberta do que mais há para vender pela praça! Frutos secos, tâmaras, figos e tanta coisa de trincar!

Tudo primorosamente apresentado! Apetecia mesmo comprar e comer de tudo!

E mais uma vez me puseram a fazer cenas! Eu com medo que ele não me deixasse tirar uma foto mais perto e o senhor pôs-me lá em cima a vender para a foto! São simpáticos os marroquinos!

As tâmaras são um fruto que os muçulmanos muito prezam, em época de Ramadão, ela fornece muito alimento para os nutrir depois de horas sem comer ou para os preparar para aguentarem mais um dia de luz sem comer…

Os sumos são espremidos na hora, à mão, os espremedores de citrinos ainda não chegaram ao comum dos mortais, lá por Marrocos! As laranjas por lá são muito boas, julgo que a qualidade que se encontra no Algarve, se estende por África abaixo!

E voltamos a praça de Koutobia, para apanharmos o caminho, pela Medina, até ao hotel.

13. Passeando por Marrocos – a caminho de Marrakech

Mas a cidade não é apenas interessante pelo que tem para comprar! Ouarzazate é diferente de todas as cidades que vi e fascinou-me realmente! Apeteceu-me entrar por aquelas ruinhas e perder-me no meio da arquitectura curiosa… mas tinha um grupo à minha espera…

É uma cidade preparada para os turistas…

E bem pode, com toda a beleza que ostenta!

Ali mesmo, ficavam as cozinha berberes, que se podem visitar e onde funciona uma loja tipo armazém, com montes de coisas berberes à venda.

Muito bonito! Tenho de lá voltar!

Parece um castelinho de brincar, um cenário de Hollyood!

E seguimos viagem…

Passamos à porta dos estúdios mas não fomos visitar, havia muita paisagem para ver logo ali à frente!

E voltamos a ver neve! Da primeira vez a máquina não a conseguiu apanhar, mas desta vez conseguiu!

É o contraste absoluto, estar-se às portas do deserto e ver-se a montanha nevada do outro lado! Deslumbrante!

A qualquer curva da estrada tudo era seco

E tudo era bonito também!

Casinhas, terrinhas, localidades por todo o caminho

A qualquer momento uma ponte de madeira, a lembrar as pontes militares, barulhentas para caramba! Cada tábua batia com um som diferente da outra à passagem das motos, como uma cacofonia!

Pausa para reflexão, vamos para onde a seguir?

A minha Magnífica tinha de reflector sozinha, pois eu estava demasiado ocupada a tirar fotografias!

Há quem reflicta de braços no ar!

Em qualquer recanto, uma mesquita!

E os “castelinhos” são adoráveis, no meio das populações!

Cada vez que atravessávamos uma população tinha a sensação de que era igual à anterior!

Era a uma certa distância da rua principal que as “coisas” ganhavam a sua piada!

E lá estava a neve outra vez!

Consegui fazer zoom com a máquina fotográfica e tirar esta foto giríssima, sem parar! Sou um fenómeno! Eheheh