8 – Passeando até à Escócia – de Bath voltando para Londres

11 de Agosto de 2011 – continuação

Bath é uma cidade surpreendente!

Como o seu próprio nome indica, a sua tradição é termal, de banhos curativos, de águas milagrosas, daquelas que saem da nascente a altas temperatura e fumegam ao passar.

Por ali andaram os romanos que apreciavam aquelas águas e construíram um complexo termal remarcável, mas parece que a origem da cidade é bem anterior, outros antes deles já tinham apreciado aquelas águas!

Depois de passar o jardim a catedral era mesmo ali ao fundo, mas não fôra a catedral que me atraíra ali!

Ali eram mesmo os banhos romanos o centro da minha atenção!

Todo o complexo está em bom estado de conservação e perdem-se ali umas horas a catar todos os recantos!

Chamo-lhe complexo porque tem todo um conjunto de piscinas, tanques menores e banheiras para tratamentos especializados, desde banhos de relaxamento até banhos curativos.

Aqueles romanos eram mesmo conhecedores das potencialidades de umas termas!

A fonte “milagrosa” ainda jorra hoje a água quente que passa junto aos nossos pés fumegante, pelas canalizações que os romanos construíram há muitos séculos!

As pessoas ficavam ali sentadas na borda da piscina e eu fiz o mesmo!
Acabei por fazer ali alguns desenhos também.

Os romanos faziam ofertas aos deuses atirando moedas para o tanque “the Hot Sacred Spring”

Quando este tanque foi descoberto e escavado muitas dessas moedas foram recuperadas e estão hoje em exposição.

Os visitantes podem hoje fazer também as suas ofertas, pedindo um desejo e o dinheiro será usado na permanente conservação do local.

Coisa gira ver a moedas a brilhar no fundo da água!

Depois de horas a deambular pelos banhos, a ler placas, a tirar fotos, a desenhar e a imaginar como aquilo teria sido… lá fui ver o segundo ponto de interesse da cidade para mim: o rio e a ponte!

O rio Avon desce ali, literalmente, as escadas!

E com que elegância ele o faz!

Por cima dele passamos uma ponte que da rua… parece uma rua! Ao estilo da Ponte Vecchio (sec XIV) em Florença, esta Pulteney Bridge (sec XVIII) é toda ladeada de lojinhas que fazem com que, quem lhe passa em cima, nem se aperceba que está a atravessar uma ponte!

Com isso é uma das 4 pontes ladeadas de comércio no mundo (tenho de descobrir quais são as 2 que me faltam ver!)!

Vista de cima parece uma rua comum!

Fiz um pic-nic rodeada de pombas que me vinham comer à mão, ali num jardim que era um labirinto

e parti para St Alban, queria ver aquela catedral, embora já soubesse que estaria fechada… depois da 5.30h o que é que está aberto naquele país?!

Esta é a 2ª maior catedral do Reino Unido, depois da de Winchester… e a sua nave é a maior de todas… gostava de a ter visto por dentro, sei que é diferente das que tinha visto. Mas nada feito!

Dei por ali uma volta a pé

E fui para Londres passear. Ao menos lá a vida não acaba às 5.30h!

A torre do Big Ben está ali ao lado da estrada o que achei surpreendente, pois pensava que estaria recuado não “à mão” de quem passa na rua!

Big Ben, na realidade não é a torre nem o relógio e sim o sino que pesa uma porrada de toneladas, (12 ou 13 acho eu) porque o relógio chama-se apenas… Tower Clock!

Dali mesmo podia-se ver o London Eye, eu ainda havia de dar uma volta nele, nem que isso custasse uma fortuna!

O edifício do Parlamento tinha uma esquina às escuras, o que era uma pena!

Ali mesmo ao lado fica a Westminster Abbey considerada a catedral mais importante do reino porque lá são coroados os reis… e casou lá o príncipe há tempos!

Não cheguei a vê-la por dentro porque quando chegava a Londres era sempre tarde demais!

Na praça em frente varias pessoas tentavam desesperadas fotografa-la sem conseguirem porque havia pouca luz e o flash não fazia efeito nenhum! Eheheh

Fui comer uma massinha italiana, acompanhada por uma cervejinha espanhola e ser vida por um português… ali pertinho já que o “fish and chips” deles quem quiser que o coma!

Então voltei para a “minha casa em Londres” pelas ruas cheias de movimento num país que já dormia desde as cinco e meia! Viva Londres!

Fim do 6º dia de viagem!

7 – Passeando até à Escócia – de Londres até Stoneheng

11 de Agosto de 2011

“Que maravilhosa sensação, acordar em Londres!

Hoje posso dizer que a minha casa é em Londres! O céu cinzento do lado de fora da janela comprova que estou aqui… não pode haver duvidas, está um nevoeiro do caraças! Viva Londres!

Nem sei o que vou fazer nem para que lado me hei-de virar primeiro! É nestes momentos que eu agradeço a mim própria o tempo que perdi a pesquisar o que há para ver em todos os meus percursos e imprimir o trabalho num livrinho! Agora é só rapar do livro e ver que voltas posso dar e com o que há para ver! Delicia, sou melhor que uma agência de viagens!

A pousada não tem parque e de repente dou um salto da cama “ai a minha motita, na rua toda a noite, com as revoluções que há por aí e eu aqui a sornar na maior calma!”
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Não se passava nada com a moto, podiam-se ver policias a passear pela rua onde ela estava estacionada. Ai que alivio!

Ao pequeno-almoço a televisão estava ligada e pude ver a dimensão da nuvem em cima de Londres e toda a redondeza, cruzes aquilo iria ser chuva para todo o dia. A apresentadora reforça o meu pensamento “chuva até ao fim da tarde”…

Ao mostrar o mapa de toda a ilha podia-se ver que toda a zona leste estaria debaixo de chuva a maior parte do dia, mas para Este nem por isso!

Parti para Este, claro!

Segui para Winchester, uma cidade ali no sul de Inglaterra que já foi capital do reino e tem uma catedral lindíssima!

Aquela catedral espantosa foi começada a construir no sec XI embora só tenha sido concluída alguns séculos depois!

É uma das maiores catedrais inglesas e a gente sente-se pequenina lá dentro!

Monumental e linda!

Aqueles tectos fizeram-me andar tempos infinitos de nariz no ar!

Estava muito perto de Londres e o mau tempo não estava longe, aliás, estava em cima de nós! A cidade perdia a piada com todo aquele cinzento, por isso peguei na moto e fui para mais longe um bocado!

Segui para Salisbury. Mais uma catedral espantosa me esperava ali, a catedral de Saint Mary uma construção com 750 anos!

Hoje é uma catedral anglicana em perfeita utilização para oração e visita-la foi uma agradável surpresa!

Mesmo em frente uma mulher enorme caminha para ela determinada!

Até eu era pequena perto dela!

Lá dentro, alem da beleza da construção, haviam pormenores surpreendentes que me prenderam a atenção por muito tempo e fotos!

Uma fonte silenciosa, um espelho vibrante, ali, bem no meio do caminho… surrealista beleza!

Mergulha-se naquelas águas como num espelho! É espantoso!

Depois daqueles minutos de contemplação das águas tudo é magico!

E de repente, no meio daqueles túmulos centenários, um tumulo muito original!

Havia esculturas deste artista um pouco por todo o espaço o que achei surpreendente e delicioso!

Os claustros da catedral são espantosos! Numa sala ali ao lado está guardado um dos 4 exemplares da Magna Carta, uma espécie de tetravó do constitucionalismo!

Quando cheguei cá fora a minha Magnífica tinha arranjado uma amiga!

O céu estava azul e as nuvens tinham-se afastado mais um pouco, tal como dissera o boletim meteorológico! Eu estava no bom caminho: o caminho do sol! 😉

Ali perto fica Old Sarum! Um nome que me enchia de respeito e curiosidade! Às vezes os nomes antigos têm muito poder sobre mim! Encontrei por lá uma foto aérea do local e a seguir fui vê-lo!

Old Sarum é o lugar mais antigo da região, data de 3.000 ac… é quase solo sagrado, heim?

Ali passaram povos desde os romanos aos saxões. O castelo e a catedral eram do sec I dc.

Aquilo fica no topo de uma colina perto do rio Avon e, no sec XIII decidem demolir tudo e construir a New Sarum mais abaixo, junto ao rio, hoje Salisbury!

No inicio do sec XX descobriu-se o local exacto da catedral por causa das falhas na relva que não crescia direito nas zonas onde estiveram as paredes!

Há um foço em torno do montinho onde ficava o castelo, a catedral ficava cá fora, junto das construções da população.

Dali vê-se Salisbury ao fundo

A nuvem negra tinha voltado. Por lá é sempre assim, num momento está sol e sai tudo para rua para o aproveitar, no momento seguinte está tudo cinzento de novo!

Segui para Stonhenge, ali pertinho.

O trabalho que se tem para se tirar uma ou duas fotos sem ninguém por perto!

Felizmente as pessoas não podem aproximar-se das pedras senão não haveria tréguas e aquilo estaria sempre pilhado de povo!

Como eu imaginava, aquilo é monumental!

Quanto mais antiga é a construção mais silenciosa e solitária deve ser a visita para mim… aquilo estava um inferno de povo!… fui-me embora.

Afinal tinha tanta estrada tipo ruela aos “sobes-e-desces” para fazer e sentir o estômago saltar a cada descida e o coração nas mãos a cada cruzamento!

Fui para Bath!

(continua)

A verdade!

Uma vez li num perfil de um blog:

“Creio que a verdade é perfeita para as matemáticas, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida, a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança contam mais.”

E respondi:

Não posso concordar… de que servem todas estas “coisas” – ilusão, imaginação, desejo ou esperança – sem verdade?

Se a citação falasse de precisão, de rigor, de verdade absoluta, isso nem nas matemáticas vai sendo possível já, quanto mais na vida. Agora VERDADE é a base de tudo!

Quem somos nós se não vivermos com verdade?
Se não agirmos com verdade, se não pensarmos com ela, mesmo no segredo do nosso coração, pois a falta de verdade para nós próprios é a pior das mentiras.

Podemos estar errados muitas vezes, mas se vamos em frente é porque de alguma forma na nossa cabeça nos parece verdade!

E quando não for assim, quando os nossos guias forem apenas a ilusão, a imaginação, o desejo e esperança, sem a VERDADE seremos apenas monstros egoístas…

6 – Passeando até à Escócia – de Calais até Londres

10 de Agosto de 2011

Estava à porta da Grã-bretanha, era o dia de passar!

A minha preocupação era encontrar o balcão para comprar o bilhete e o sítio do embarque! Eu sei que é caricato mas embarcar a moto para qualquer lugar assusta-me sempre um bocado!

Tinham-me dito que Calais não era nada de especial e se calhar não é mesmo, mas toda a cidade tem os seus recantos, por isso, depois de comprar o bilhete (que teria ficado bem mais barato se não fosse estúpida e o tivesse comprado pela net) fui procurar os encantos da cidade. Tinha uma hora para passear um pouco e voltar para embarcar!

Fui naturalmente encontrar a cidadela de Calais!

Um forte sem nada de especial mas que se presta a boas fotografias, sem dúvida!

Ao longe via a porta de Neptuno, lá dentro há um espaço desportivo… estava a contar com tudo menos com isso!

Mais à frente a igreja, antiga e interessante mas não havia tempo para a ver por dentro!

E o farol, ali no meio da rua!

e num instante estava na hora de ir para o cais de embarque!

Conheci ali uns italianos que iam a Londres visitar a filha de um deles. Foram tão simpáticos que começou ali a “minha reconciliação” com os italianos! Aliás, ao longo desta viagem a quantidade de italianos, todos simpáticos, que encontrei, mostrou-me que no ano passado eu apenas tive azar com os estúpidos com que me cruzei no norte de Itália! 😉

O ferry é muito confortável e a viagem não custa nada! Eu que enjoo a andar de carro ainda não enjoei a andar de barco, é curioso, não é?

Por uma janela podia-se ver o cais e a nossa porta de embarque

Por outras podia-se ver Calais a ficar para trás!

Calais é o ponto de França mais perto da Inglaterra, fica apenas a uns 34 quilómetros do território inglês: Dover!

A confusão começou aqui!

«Desembarca-se, anda-se atrás de uns e de outros, passa-se uma fronteira, depois outra, tudo muito simples e sai-se para a rua directo! Em filinha vou-me sentindo a conduzir à esquerda “que fixe! Afinal é fácil!” então reparo que vou toda catita pela via da esquerda mas pela faixa da direita! “espera aí, se é tudo ao contrário eu vou na faixa de ultrapassagem!”…

Não sei se devo pôr o meu Patrick a contar milhas ou quilómetros. Experimento milhas e ele dá-me a minha própria velocidade em milhas também. “boa, fico a saber como é isso das milhas” mas então vejo placas a dizer que Londres fica a 70 milhas e eu não sei se é longe ou perto! O GPS também me diz que estou a X milhas de Londres…

O meu cérebro dá uma volta sobre si, não sei se vou pela estrada correctamente ou a fazer asneiras! Tenho pela primeira vez a sensação, que me acompanhou por vários dias e em várias situações, de que estou a fazer bosta!

Saio da via-rápida “afinal eu não viajo para conhecer vias-rápidas, são todas iguais!” Quero ver um castelo que fica mais ou menos no caminho e vou andando pelas estradinhas…

À sensação de “vou a fazer bosta!” acrescentei a sensação de “vou a correr perigo!!!” só me resta colar-me toda à esquerda, às sebes e aos muros e ao entrar num cruzamento fazer contas por onde seguir… acho que vou ter um treco!»

Cheguei ao Bodian Castle, tão concentrada na estrada (que era uma ruela e onde eu achava que nenhum carro conseguiria cruzar comigo sem me rapar o espelho direito) que nem o vi!

Mas ele estava ali mesmo ao lado da estrada…

Naquele país é comum fazerem-se estacionamentos sobre relvados!

O castelinho do sec XIV com todo o ar de quem quer impressionar a vizinhança!

por um lado é imponente, por outro é “frágil” para defender o que quer que seja!

Aquela gente aproveita bem o sol, talvez por ele ser pouco ou pouco frequente! Levam o almoço ou o lanche e vão fazer pic-nics para estes locais bonitos! Haja sol, que lá vão eles para os relvados!

Ali ao lado um comboio a carvão passou para completar o quadro!

E segui para Londres… diziam-me que andava para lá tudo em manifestações, revoluções, pilhagens e não sei que mais…

A mim pareceu-me tudo calmo… uf, ainda bem!

Junto à National Gallery, na Trafalgar Square, o ambiente era de serenidade, a confusão que se vivia por ali tinha a ver com turismo e não com terrorismo!

Ao longe podem-se ver as torres do Big-Bem e do Parlamento

Pormenores curiosos de Trafalgar Square

O edifício da National Gallery domina a praça! Este é, afinal, um dos museus mais importantes da Europa! Eu queria visita-la e iria faze-lo noutro dia e não acreditava no que estava a ler: a entrada era gratuita!!!

Então fui ter com o meu amigo do Facebook, Hugo Ribeiro, que vive perto de Londres e fomos jantar ao Ace Café!

Um espaço curioso e simpático que é um ponto de encontro entre motards muito interessante! Um café que nasceu, nos anos 30, para servir camionistas e acabou por cativar motociclistas!

Gostei bastante do local, comi bem e voltaria lá no meu regresso a Londres, quando voltava da Escócia.

Fim do 5º dia!

5 – Passeando até à Escócia – Pela Normandia até Calais

09 de Agosto de 2011

No meu caminho para Calais eu tinha alguns locais a visitar. Rennes, a capital da Bretanha, já estava fora do meu caminho, por isso contornei-a e segui mais para norte.

Independentemente do que pesquiso em casa vou rolando sempre aberta a novas cidades e localidades que se me deparem pelo caminho e neste dia descobri algumas “coisas” com muito interesse!

Treffieux, uma cidadezinha muito pitoresca, onde pude refrescar-me dos últimos calores de que sofreria antes de Inglaterra!

Por aquela região as casas parecem todas iguais e pintadas da mesma cor, por todos os lados! Deduzo que um arquitecto não tenha a vida muito facilitada por ali!

Acho que teria de memorizar bem o nome da minha rua e o numero da minha porta, se vivesse ali, para não me perder ao voltar para casa!

Mais à frente segui a placa de Fougêres, um nome que não me era estranho mas não constava nos meus planos!

Fougêres é chamada a Porta da Bretanha! Uma cidade fortificada que merece uma visita mais cuidada! Desta vez só consegui dar umas voltas por lá e descobrir recantos muito antigos!

A porta Notre-Dame do sec XIV

As 4 rodas de moinho !

A catedral gótica!

E a frase de Victor Hugo: “Je demanderais volontiers à chacun: avez-vous vu Fougères?”
Eu vi mas vou lá voltar para catar aquele castelo a palmos, pois pareceu-me muito interessante e merecedor de uma visita detalhada!

E segui para Saint Lô, outra cidade que ficou na minha agenda desde 2008, quando andei por ali a visitar as catedrais do norte de França.

A sua catedral mutilada é testemunha de uma batalha terrível que arrasou a cidade e a região, na 2ª guerra Mundial, durante a libertação da Normandia…

Na igreja tem uma exposição permanente, como acontece em quase todas as catedrais vítimas da guerra, com as fotos do que a igreja era antes e como ficou depois da guerra.

No restauro da catedral decidiu-se deixar a fachada como ficou, apenas completando o pedaço em falta com tijolos verdes, como forma de lembrar para sempre o que aconteceu ali, “para que a memória não se perca e o erro não se repita”!

Ainda bem que a restauraram, pois é linda…

Mais è frente está a porta da prisão que também foi destruída na batalha e onde morreu muita gente! Hoje é um memorial.

E ainda em ambiente de vestígios da guerra fui até La Cambe, onde queria visitar o cemitério Militar Alemão…

É para mim impossível passar naquela zona e não ir visitar estas coisas… devia ser obrigatório, “para que a memória não se perca e o erro não se repita”…

“La paix n’est pas une question publique. C’est plutôt une question personelle qui s’adresse à chacun d’entre nous!” Karl Jaspers

“A paz não é uma questão pública. É antes uma questão pessoal que se diz respeito a cada um de nós!”

“On parle depuis plusieurs milliers d’années déjà des larmes verses par les mères. Il faut avouer que ces discours n’empêchent pás leurs fils de mourir.” Antoine de Saint-Exupérys

“Fala-se há milhares de anos das lágrimas choradas pelas mães. É preciso admitir que esses discursos não impedem os seus filhos de morrer.”

Lamento a quantidade de fotos, mas não consegui ficar indiferente à beleza do local… à paz que ele emana… à tristeza que ele comporta…

Depois segui caminho, passei em Caen, ela também bombardeada durante um mês aquando da batalha de Caen, quando os Aliados entraram em França pelas praias da Normandia para libertar o pais e marcharam sobre Paris…

Esta abadia foi refúgio da população. Foi casa, hospital e igreja… a chamada Abbaye-aux-Hommes… A abadia dos homens.

Nesta abadia está o túmulo de Guilherme o conquistador

Ainda há a Abadia da Mulheres que hei-de visitar na próxima passagem!

Depois embrenhei-me por ruelas e caminhos onde descobri coisas lindas

E cheguei a Calais. A minha Magnífica dormiu como o cachorro, sobre o tapete da entrada! Linda!

«Cucu!

Estou em Calais, o tempo melhorou e tem estado como eu gosto, com nuvens, céu azul e fresquinho! Hoje fiz mais uma vez uma infinidade de quilómetros o que faz que not total já tenha feito perto de 3000 km.

Há pouco, a 80km daqui, fui gentilmente socorrida por uma menina simpática que me pôs 30€ de gasolina, quando a minha Magnifica já se estava a preparar para morrer de sede! Não havia qualquer bomba aberta e a única que funcionava com cartão só aceitava cartão “bleue”, coisa de francês! Então ela pôs-me gasolina com o cartão dela e eu dei-lhe o dinheiro! Uf…

Amanhã atravesso para o lado de lá! Não me posso esquecer que do lado de lá o comércio ainda fecha mais cedo!

Agora vou dormir…

Beijucas»

Fim do 4º Dia de viagem!