12 de Julho de 2011
De manhã o dia estava cinzento e prometia “molho”. Estávamos tão perto de Santander que fui até lá para ver a península que estava nos meus planos… depois se veria, conforme o tempo se apresentasse o que faria a seguir.
Do cimo do morro ali mesmo em Cuatro Caminhos podíamos ver a cidade lá ao fundo


Santander estava cinzenta da cor do chumbo!

Mas agora não sairia dali sem ver o que procurava!


Este “sitio” foi um presente da cidade de Santander ao rei espanhol da época (Alfonso XIII) no inicio do sec XX
Como o tempo não ajudava e o Jaky estava cansado de caminhar decidi apanhar o comboiinho para ver a ilha

Não foi uma brilhante ideia porque ele deu a volta sem parar uma única vez e eu gosto de apreciar as coisas com calma e à mina maneira…
” alt=”” />

e o palácio lá apareceu, sem que o comboio parasse para a gente o ver melhor!

Depois havia um “ninho” de focas e leões-marinhos muito giros!

Enquanto uns nadavam outros parecia enormes lesmas esticadas no chão sem sol! Não se pode ter tudo!


E havia também um pequeno museu do mar!

Replicas e copias de embarcações que cruzaram oceanos!


Ao longe a cidade… e partimos de novo

O meu percurso era o que tivesse menos chuva, mesmo assim não nos conseguimos safar de um pequeno dilúvio à saída de Santander. Desisti, como já previa no dia anterior, de seguir para Bilbao, afinal eu “passo lá os meus dias” nos últimos tempos, e comecei a descer o país na direcção de la Rioja.
Fui conseguindo fugir à chuva embora o céu permanecesse pesado.
O Jaky atirou-se a um touro que, no meio de uma rotunda em Quintanilla Sopeña, corria atrás de um homem! Passa a chuva e volta a alegria! eheheh

Passamos em Quincoces de Yuso com a sua ponte romana.

Cada vez que saio das estradas mais “famosas”, por caminhos desconhecidos, que até podem parecer suspeitos, delicio-me sempre com o que encontro! Paisagens deslumbrantes, mesmo sem sol!

de repente parecia que andava em Marrocos!

E o Jaky lá se divertia a aparecer nas minhas fotos!

]
Encontramos Espejo, um pueblo pequenino mas com duas Torres del Homenaje!

Uma maior, que devia ser o ricaço ali da zona na época!
Na realidade esta é a Torre dos Condes Orgaz (nome sugestivo!) pelos vistos foi muito importante na idade média pela sua posição estratégia na defesa de Castela.
Hoje funciona ali uma escola para pessoas desempregadas que vão recuperando o edifício.

E outra menor, que devia ser de origem mais modesta…

Esta terrinha tem nomes de ruas originais… no mínimo!

E seguimos por searas sem fim!

O destino era Elciego a cidade do vinho. Entramos em La Rioja a capital do vinho espanhol e a paisagem foi realmente mudando, as searas deram quase repentinamente lugar às vinhas!
Aqui já não foi a chuva o que condicionou o meu caminho e sim o vento! Nada que se parecesse com o vendaval de Marrocos, mas suficientemente forte para cansar a gente e para não me deixar tirar fotografias!

Este era um dos pontos altos da minha viagem. Aqui se situam as Bodegas Herderos del Marqués de Riscal onde está situado o hotel projectado pelo famoso arquiteto canadense Frank Gehry, o mesmo que projectou o edifício do museu Guggenheim em Bilbao.
Lá estava ele ali ao longe…

Eu fui até ali para visitar as caves Marqués de Riscal, a mais antiga e tradicional vinicultora do local, com o seu fenomenal hotel “em cima” e valeu a pena!

Fomos recebidos na loja/bar, espaço muito bonito onde se pode comprar e provar vinhos bem como outras iguarias.


O hotel, aquela “coisa” fenomenal fica mesmo ali, domina tudo, sobretudo a nossa atenção!

Espantoso! Inspirado na vinha e sua folhagem…

O arquitecto para idealizar o edifício quis viver na zona durante uma semana para conhecer a vida e rotina das pessoas trabalhadoras da terra. Acabou por as homenagear a elas e à vinha e ao vinho. Quis criar algo vivo e festivo, porque vinho é alegria, e conseguiu!

Dentro do espaço da adega pudemos ver a maqueta do edifício

Mas as caves eram elas próprias assunto de visita à cidade! Aqui produz-se muito vinho


A temperatura de cada um daquelas imensas cubas é controlada por computadores numa sala de controle

<img src="https://lh6.googleusercontent.com/-nkw2z-89Ll4/Ti76g7AgrrI/AAAAAAAACSA/K7-pXqkPXDo/s800/DSC04763.JPG%5B/img%5D

Toda esta tecnologia contrasta com a adega antiga

onde se envelhecem vinhos de qualidade superior e se guardam raridades


Maquinaria antiga que lembra instrumentos de tortura são, na realidade, instrumentos de engarrafar ou abrir garrafas!
]
Um ambiente impressionante!

dali saem milhões de garrafas de vinho por mês!

Acabamos a visita com uma prova de vinhos


O branco era uma delícia, o tinto era demasiado áspero para o meu gosto!
A garrafa é comercializada com uma rede dourada a envolve-la porque antigamente o povo bebia o vinho e substituía-o por outro de menor qualidade e, para evitar essa falsificação nas tascas e restaurantes, começou a ser vendido com a rede lacrada, depois de aberta não pode voltar a ser fechada! Hoje faz parte da imagem de marca!

Depois arranjamos uma casinha de turismo rural e assentamos arraiais

A casinha tinha algumas paredes pintadas com muita piada!

O meu quarto tinha um terraço de onde eu via a catedral!

Fomos ver o pueblo mais de perto


muito bonito o pueblo, com vestígios medievais encantadores e outros estilos posteriores como o barroco!



E a noite chegou e o sono também!



Fim do sétimo dia!