15. Passeando por Marrocos – Marrakech II

E um novo dia amanheceu, o 6º, dia 21 de Abril de 2011.

Dou-me conta, de repente, que nem tenho feito menção aos dias que passam, nem em que dia acontece cada visita!

Pois este era o 6º dia de viagem, não iríamos pegar nas motos, apenas caminharíamos pela cidade. Seria o momento para fazer compras, (negociar compras!), ver o que houvesse para ver a pé! Seria também o momento da pausa, para pôr o esqueleto no sitio depois de uma porrada de quilómetros no corpo!
Depois de mais um pequeno-almoço bem aviado

Os meninos muito aprumadinhos à espera do agrupar para passear!

E partimos apara um belo banho de Medina! De dia o movimento era menos caótico!

As curiosidades locais é que tornaram esta viagem fantástica! Eis uma churrasqueira!

A mercearia, com todo o tipo de massas, massinhas e macarrões!

Feijões, grãos e chazinhos!

O fornecedor de galinhas fresquinhas! Ainda mexiam como as sardinhas!

A variedade de cafés: mais torrados, menos torrados, com mais ou menos chicória!

Fruta radiosa e colorida em todo o lado!

As ruelas estreitinhas, miraculosamente sem lojas!

Parte do comércio ainda fechado. Não cheguei a entender muito bem os horários das lojecas, umas abriam tarde para caramba, outras pareciam nunca fechar, como os barbeiros que estavam a cortar cabelos à meia-noite e com fila de clientes à porta!

E as portas! As portas fascinaram-me!

E o que ía cuscando para lá das portas também me fascinou!

Recantos acolhedores

Pátios interiores a lembrar um pouco os Sevilhanos!

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Artesãos que usam pés e mãos para tornear a madeira!

Há vida em todos os recantos e, embora a horas das motocicletas seja mais para a noite, elas andam por ali!

Pormenores de uma Medina cheia de movimento!

Não, eles não estão a dizer adeus! Estão a avisar que não querem ser fotografados… mas quando eu vi já estava a foto tirada!

E como há que agradar a toda a gente há mimos para os portugas que ali passem!

E cá está o bando de novo, quase todo!

Ele há burrinhos tão pequeninos que até custa a crer que possam com alguma carga!

E cá está o homem das sacas!

E chegamos à praça Djemaa-El-Fna, com direito a “cobras e lagartos”!

Esquilinhos tão calmamente quietos junto às gaiolas!

E a rua onde almoçamos e onde, uma semana depois, aconteceu o atentado!

14. Passeando por Marrocos – Marrakech I

Cada recanto daquele país me maravilhou, sobretudo as pequenas povoações, com casinhas que pareciam de barro, todas da mesma cor, a confundirem-se coma paisagem… E o que mais me apaixonou foi o que mais se distinguia da Europa!

Começamos a descer o Atlas… ADOREI!
Porque aquilo não era Alpes, nem era nada do que eu já vivi em dezenas de montanhas e cordilheira que já percorri!
Aquilo era Marrocos!

Esta descida foi o êxtase para mim! Só não tirei mais fotos porque senão não chegaria a gozar o prazer de a descer!

E paramos logo a seguir para comer, aquela que foi a minha pior refeição de toda a viagem…

Ao ladinho do restaurante havia muito o que ver e comprar

O local até era agradável

As tagines a fazer montra

O talho ali mesmo ao lado, com o pó da estrada (que era bastante) a temperar as carnes.

A fome já era bastante

O pessoal da cozinha era super-simpático, fartamo-nos de tirar fotos junto deles e das tagines

As casas de banho, como quase todas as que vi em estações de serviço e alguns restaurantes não convidavam a sentar! Ao menos não seria pela sanita que apanharíamos alguma doença!
O outro dizia “aninhou? Tem que rezar!” Ali era mais “cagou? tem que aninhar!”

Os sumos de laranja, naturalíssimos, vinham directamente do espremedor manual do outro lado da Estrada!

A comida começou a vir para a mesa e não teve mal!

A minha surpresa estava na minha tagine de borrego…

Intragável… tinha vários dias, apenas tinha sido aquecida! Nem as batatas, moles e enjoativas, se aproveitavam… uma pena, porque eu comi lá tagines fantásticas… eu até sou uma pessoa que come qualquer coisa, mas aquilo, não!

Bem, mas eu não viajo para comer e as paisagens fantásticas estavam ali ao lado à espera para serem desfrutadas! E voltamos a ver neve!

As casinhas, de uma arquitectura diferente do que viramos até ali, continuam a confundir-se com os montes e a paisagem, em cascatas fantásticas!

A paisagem ía mudando à medida que nos aproximávamos de Marrakech

“Marrakech era uma cidade que eu queria muito visitar!
O seu nome consta da minha memória e do meu imaginário desde que me lembro de mim!
Nem sei a partir de que momento! A gente cria histórias em volta de determinados nomes com que cruza!
Nomes de pessoas que associamos a outras que já conhecemos, nomes de cidades que associamos a mundos imaginados!
E afinal, Marakech é tudo o que eu imaginava e não é nada parecida, ao mesmo tempo!
A cidade desenvolvida, quase europeia, contrasta visivelmente com uma Medina cheia de gente, de ruelas estreitas e lojas de tudo! Como se coexistissem e épocas no mesmo mundo.
Se a primeira impressão foi de susto, a seguinte foi de confiança. A gente perde-se por aquelas ruelas, não no perigo, mas nas compras, nas curiosidades e na recepção e simpatia… alguma melguisse também… pronto!
A praça Djemaa-El-Fna, é um mundo dentro daquele mundo! Tudo existe por ali, tudo se compra, tudo se vende, tudo se negoceia, de tudo se vê! Mas há um cuidado na apresentação do que se vendo, remarcável! Os frutos secos, ou cristalizados, são expostos com primor, tudo tem um aspecto que promete e provoca!”

O meu Patrick (GPS) garantia que conhecia o local indicado pelas coordenadas do hotel e levou-nos, direitinhos para a Medina de Marrakech!

Tive pena de ter as mãos ocupadas a conduzir, pois teria feito umas belíssimas fotos, com as 9 motos a circular em filinha pelas ruelas estreitas da Medina e toda a gente a olhar espantada “estamos a ser invadidos por elefantes de duas rodas” deviam pensar aquelas pessoas apenas habituadas a ver passar bicicletas e motoretas por ali!

Um simpático “nativo” na sua mobilete, acabou por servir de guia e levar-nos direitinhos ao hotel

O meu Patrick, e outros GPS’s tinham razão, as coordenadas do hotel estavam erradas…

Do hotel podia-se ver a estação de camionetas da cidade e a Medina mais ao fundo.

As motitas ficaram todas “de mãos dadas” na garagem do hotel…

Os moçoilos do grupo pronto para um “banho de Medina”

As moçoilas prontas para outro tanto!

E lá fomos, todos catitas passear até à famosa praça Djemaa-El-Fna

Por ali vende-se de tudo, em lojitas de tudo, muito coladinhas umas às outras, com conteúdos muito variados de porta para porta!

Chegamos à torre da Mesquita da Koutobia

E a praça Djemaa-El-Fna, onde se pode encontrar de tudo!

Aqui me “roubaram” a mão e ma pintaram, assim, como quem me quer explicar como é! Depois pediram-me 50 Drs! “Quanto?? Não tenho, apague-me isso” o Filipe acabou por vir em meu socorro, deu-lhe 10Drs e eu vim embora com um desenhinho na mão que parecia feito de chocolate!

E fomos tratar de comer

Foi ali que eu tirei a barriga de misérias, depois do miserável almoço, comi de tudo!

O que eu gostei daquilo tudo, era peixe, era carne, muito pão daquele óptimo que eles têm por lá, molhos e outros petiscos bem agradáveis!

Discutia-se o jogo em que o Porto acabou por ganhar!

E comia-se com prazer!

Depois veio, literalmente, o carrinho dos bolos! O homem andava por ali com imenso carro de mão, que mais parecia uma mesa com rodas, coberto dos bolinhos típicos dali!

Depois fui dar uma vista de olhos à bancada do assador onde comemos e era bonito de se ver!

Aquela gente é simpática e prestável, fizeram-me subir imediatamente ao lugar do cozinheiro, trocamos chapéus e fizeram uma festa para a fotografia!

Mas a praça ainda tinha muito o que ver e que experimentar! Por isso paramos logo ali à frente, num balcão/carro com diversas coisa a oferecer!

Chás de uma mistura de não sei o quê, mais um pozinho de canela e umas ervas não sei do que mais…

Bolinhos de qualquer coisa e sorrisos dos visitantes, que ainda não se tinham convencido que aqueles chás cansam para caramba!

E seguimos à descoberta do que mais há para vender pela praça! Frutos secos, tâmaras, figos e tanta coisa de trincar!

Tudo primorosamente apresentado! Apetecia mesmo comprar e comer de tudo!

E mais uma vez me puseram a fazer cenas! Eu com medo que ele não me deixasse tirar uma foto mais perto e o senhor pôs-me lá em cima a vender para a foto! São simpáticos os marroquinos!

As tâmaras são um fruto que os muçulmanos muito prezam, em época de Ramadão, ela fornece muito alimento para os nutrir depois de horas sem comer ou para os preparar para aguentarem mais um dia de luz sem comer…

Os sumos são espremidos na hora, à mão, os espremedores de citrinos ainda não chegaram ao comum dos mortais, lá por Marrocos! As laranjas por lá são muito boas, julgo que a qualidade que se encontra no Algarve, se estende por África abaixo!

E voltamos a praça de Koutobia, para apanharmos o caminho, pela Medina, até ao hotel.

13. Passeando por Marrocos – a caminho de Marrakech

Mas a cidade não é apenas interessante pelo que tem para comprar! Ouarzazate é diferente de todas as cidades que vi e fascinou-me realmente! Apeteceu-me entrar por aquelas ruinhas e perder-me no meio da arquitectura curiosa… mas tinha um grupo à minha espera…

É uma cidade preparada para os turistas…

E bem pode, com toda a beleza que ostenta!

Ali mesmo, ficavam as cozinha berberes, que se podem visitar e onde funciona uma loja tipo armazém, com montes de coisas berberes à venda.

Muito bonito! Tenho de lá voltar!

Parece um castelinho de brincar, um cenário de Hollyood!

E seguimos viagem…

Passamos à porta dos estúdios mas não fomos visitar, havia muita paisagem para ver logo ali à frente!

E voltamos a ver neve! Da primeira vez a máquina não a conseguiu apanhar, mas desta vez conseguiu!

É o contraste absoluto, estar-se às portas do deserto e ver-se a montanha nevada do outro lado! Deslumbrante!

A qualquer curva da estrada tudo era seco

E tudo era bonito também!

Casinhas, terrinhas, localidades por todo o caminho

A qualquer momento uma ponte de madeira, a lembrar as pontes militares, barulhentas para caramba! Cada tábua batia com um som diferente da outra à passagem das motos, como uma cacofonia!

Pausa para reflexão, vamos para onde a seguir?

A minha Magnífica tinha de reflector sozinha, pois eu estava demasiado ocupada a tirar fotografias!

Há quem reflicta de braços no ar!

Em qualquer recanto, uma mesquita!

E os “castelinhos” são adoráveis, no meio das populações!

Cada vez que atravessávamos uma população tinha a sensação de que era igual à anterior!

Era a uma certa distância da rua principal que as “coisas” ganhavam a sua piada!

E lá estava a neve outra vez!

Consegui fazer zoom com a máquina fotográfica e tirar esta foto giríssima, sem parar! Sou um fenómeno! Eheheh

12. Passeando por Marrocos – Ouarzazate

Mais uma noite bem dormida, mais uma vez uma mala para fazer e cá em baixo, mais um óptimo pequeno almoço nos esperava e muita animação, a animação de quem quer ver mais!

Os porta-chaves dos quartos eram muito giros! Curioso como se liga tanto aos pormenores!

Juntando vários, fiz uma Ouarzazate pequena ! Gira!

O grupo era fantastico! À hora marcada estava tudo pronto, pequeno almoço tomado, malas cá em baixo, motas prontas e toca a andar! Nunca se esperou por ninguem!

E “bora” lá ver a cidade!

O Museu do Cinema

E os viajantes todos, mais as respectiva montadas!

Claro que depois fomos fazer umas comprinhas… aliás… fomos negociar umas comprinhas!

Eu nem sou uma compradora compulsiva, mas a realidade é que apetece trazer montes de coisas giríssimas que lá há, para casa!

11. Passeando por Marrocos – chegando a Ouarzazate


“O Marrocos profundo foi uma surpresa permanente!

As casa, quase sem janelas, confundem-se com a paisagem, tudo parece ter a cor da terra, dos montes, do chão… À primeira vista não há nada, só depois se começa a vislumbrar algum pormenor, quando o olhar se habituou…

Por vezes, apenas num olhar, conseguem-se reunir “no mesmo postal” um pouco de quase tudo o que há para ver: deserto, planícies cheias de beleza, montanhas únicas e árida e montanhas nevadas!

É certamente um país de contrastes, em termos de paisagens!”

Continuamos o nosso caminho. Curioso como se fazem murais nas paredes, aqui era uma estação de serviço, que nem estava ainda pronta, mas já tinha as paredes pintadas!

E estávamos a chegar a Ouarzazate, a Hollyood do deserto.

Estas construções são deliciosas, se estivesse sozinha tinha parado um milhão de vezes para fotografar umas e outras e outras ainda! Lindas!

Ouarzazate é mais uma cidade das mil e uma noites e o que se vê na net não faz justiça ao que lea é!

Um dia que eu lá volte, tenho de me lembrar que quero ficar ali um dia inteiro, pelo menos!

Desta vez as motos não ficaram dentro do hotel, mas quase! Ao lado da porta era tudo nosso, em cima do passeio, onde podia estar uma esplanada!

O hotel era novo e o meu quarto era giro!

Tinha uma vista simpática sobre aquela zona da cidade!

Do meu duche podia ver a cidade!

Depois fomos jantar, os famosos “couscous” que eu adoro!

Discutia-se sobre “os coucous prestam ou não prestam”…

A verdade é que, normalmente prestam e são muito bons, mas ali… nem por isso! Os meus estavam óptimos, pois fui das primeiras a servir-me… Os meus amigos Diamantino e o Filipe é que não acharam muita piada…