12 – Passeando até à Suiça 2012 – Sion – Montanhas e vinhas!

7 de Agosto de 2012

Pois é, quando o dia acorda lindo e eu acordo na Suíça nunca sei muito bem o que me apetece fazer para além de passear para um lado e para o outro! Como sempre que não sei para onde ir, acabei por ir para todo o lado!

O mapa geral do que fiz nesse dia mostra como andei para um lado e para outro mas, a verdade, é que fui ver do que mais bonito se pode ver em 12 horas!

Primeiro fui passear pelo meio das vinhas que se estendem pela encosta dos montes em redor, não apenas de Sion, mas de todo o imenso vale! Por isso é melhor apresentar o mapa por partes!

De lá de cima: Sion com as suas colinas proeminentes acima da cidade.

Parecem duas maminhas ali no meio da planície, bem visíveis numa imagem panorâmica! Deslumbrante o que os caprichos da natureza podem fazer!

As estradinhas entre as vinhas são alcatroadas e muito giras de se fazer. A paisagem então, é qualquer coisa de extraordinário!

Depois engrenei por uma ruela que prometia ser interessante, pelo menos o meu Patrick dizia que era toda aos SS por ali acima! A paisagem começou a mudar e as altas montanhas a aparecer, lá ao fundo! Lindo! Era mesmo isso que eu procurava!

Eu gosto de experimentar os pequenos passos de montanha desconhecidos do turismo, normalmente são ruinhas frequentadas por ciclistas, estreitas e ingremes, e eu gosto disso!

Apetece parar a cada momento para tirar mais uma foto, para usufruir calmamente do momento!

Uma indecisão, por vezes, entre curtir a condução, ou curtir a paisagem! Vai-se tentando fazer as duas coisas!

Escolhi uma outra ruinha e subi! Seguiria pelo Col du Sanetsch até à barragem.

Um caminho muito bonito que só tem um defeito, não ter saída! Por isso somos obrigados a regressar pelo mesmo caminho… isto é, mais ou menos o mesmo caminho!

Finalmente, ao fim de tantos anos a passear pelas montanhas, consegui fotografar uma Marmota! Tão fofinha! Eu já as tinha visto, mas nunca tinha conseguido fotografar uma, pois são irrequietas e rápidas! Desta vez eu fui mais rápida do que ela! 😀

E lá estava o lago provocado pela barragem de Sanetsch.

Achei curioso ainda ter uns farrapinhos de neve na encosta do monte!

Há sempre um rochedo com uma cruz por aquelas terras, se não for no monte é no meio de um lago!

E a bandeira! Num país com tantas fronteiras, às vezes faz jeito a bandeira, para termos a certeza que ainda estamos na Suíça! Ali não era o caso.

Subindo ao topo do monte, logo acima da barragem, vemos a paisagem que fica do outro lado! Há ali um teleférico que leva e traz pessoas de lá de baixo do vale de outro lado. Lindo!

Cá em baixo a minha Magnífica conversava com uma amiga Deauville!

O que eu acho giro é encontrar autocarros que fazem estes caminhos! E é giro também passar por eles e termos ambos de “encolher a barriga” para passarmos! Os condutores de autocarro são supersimpáticos e até saem um pouco da rua, se puderem, para não perturbar quem passa!

Voltei a descer o col, agora mais cuidadosamente para fotografar o caminho e a paisagem. No regresso as curvinhas eram mais visíveis, até foi giro voltar a faze-lo!

Acho sempre mais fácil e interessante fazer um Pass em subida, pois não necessito de usar tanto o travão e a condução é mais equilibrada, mas para fotografar é descendo, sem dúvida, que se fazem os melhores enquadramentos!

Na subida tinha passado por este restaurante giro mas, como estava fechado, segui. Mas na descida não resisti! Tão giro!

E não é só por cá que há terras com nomes curiosos ou bizarros! Ali cheguei a Le Nez, que é o mesmo que dizer que cheguei a O Nariz!
Não sei se era o nariz do monte, ou da terrinha!

Logo a seguir voltei a encontrar o vale de vinha!

E foi por entre o vinhedo que eu fui percorrendo o caminho que me levaria a um outro Pass.

Porque ali pela encosta as paisagens são muito bonitas! Podem-se ver os glaciares e altos picos nevados, ao mesmo tempo que em primeiro plano se vê uma paisagem de verão!

Aquele vinho tem de ser bom, inspirado por tanta beleza envolvente!

E crescendo e amadurecendo, não só nas encostas, mas também nas “paredes” rochosas dos montes! Aquilo é trabalho de alpinistas!

O vinho do Valais, tal como a fruta (alperces) é muito famoso, já provei e gostei!

Vinha e montanha!

(continua)

11 – Passeando até à Suiça 2012 – de Thonon-les-Bains até Sion

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6 de Agosto de 2012

E a manhã estava ruim! Havia nesgas de sol para um lado e nuvens monstruosas para o outro. Quando não há tempo melhor temos de sair com o que temos! A distância que tinha de percorrer não era muito grande, bastava não me perder a visitar muita coisa e chegaria facilmente e cedo a Sion… Acabei por seguir ao sabor do tempo!

Por isso lá fui como as moscas atrás da luz, tentando evitar as nuvens mais negras, mas era certo que iria apanhar uma molha, mais aqui ou mais ali!

Eu costumo dizer que me chateia para caramba andar a passear o fato de chuva pela Europa! Se o levo comigo que seja para usar! E a oportunidade de o voltar a usar aproximava-se a cada quilómetro!

Acabei por passar em Megève, uma cidade alpina que apenas conhecia cheia de neve e de gente famosa. Foi ali, há muitos anos que me cruzei com o George Michael, numa noite cheia de neve e luzinhas, em que parecia que estávamos todos no meio de um filme infantil de Natal!

Desta vez foi a chuva que me recebeu e aquilo tudo era tão diferente sem neve!!

Mal reconheci a praça onde eu já passara de skis nos pés!

Chovia tanto que me enfiei num café e fiquei ali, a tomar café (de litro) e a conversar, esperando que a chuva abradasse… mas tive de seguir mesmo assim ou passaria ali o dia!

A paisagem envolvente seria bem mais bonita se não chovesse, tenho a certeza, pois todas aquelas montanhas são deslumbrantes cobertas de neve, no verão serão forradas a verde e igualmente deslumbrantes!

Acabei por passar em Chamonix e entrar no Valais por Matigny! Nada se via do Mont Blanc, era como se ele tivesse tirado férias e nada houvesse no seu lugar! O longo vale só se tornou visível a partir de uma certa altitude para baixo, quando passei a cortina das nuvens densas para descer para Martigny!

Lá ganhei coragem e puxei da máquina fotográfica, que estava bem escondida dentro do blusão, para tirar uma ou duas fotos!

Mas a chuva não queria mesmo foto nenhuma! Agua e máquinas não dão nunca o casamento perfeito!

Ao ver pingos de água na lente desisti, não valia de nada andar por ali a arriscar afogar uma nova maquina, por isso fui direta à pousada de juventude de Sion disposta a ficar quieta e amuada por lá até a chuva parar!

Pus as minhas coisas a escorrer, puxei do computador e dispus-me a viajar pela net, enquanto o tempo não me permitisse viajar de moto!

E a chuva parou!

Voltei a sair, mais leve e mais bem-disposta!

Sion é a cidade mais antiga da Suíça e um dos locais pré-históricos mais importantes da Europa, pois ali há vestígios de ocupação humana que remontam a 6.200 aC!

Para mim bastava-me ver de perto os seus dois castelos! Na realidade é um castelo e uma basílica fortificada que ficam no topo das duas colinas contiguas, quase no centro da cidade!

Mas eis que voltou a chuva!

A pé não há qualquer problema, fui a um supermercado e comprei um guarda-chuva! Sem fotos é que eu não iria ficar!

E lá fui procurar o caminho para os castelos!

É sempre uma sensação curiosa pisar caminhos medievais para mim!

Chegando verdadeiramente ao início das subidas há que decidir se vamos para o château Valère (a basílica), ou para o castelo Tourbillon! Como o castelo me parecia mais uma série de muros e fica atrás da abadia, em relação à cidade, decidi-me pela abadia, o château Valère, que isto de subir a um e depois a outro estava fora de questão! Gosto de ver mas não gosto de subir, que dá-me cabo das pernas e depois custa conduzir!

A meio da subida a chapelle de Tous les Saints, do séc. XIV, linda!

O castelo na outra colina tornava-se numa paisagem muito bonita, com as vinhas pela encosta! Certamente a paisagem vista do castelo não seria tão bonita porque a basílica (deste lado) estava em obras e tinha uma parte envolvida em panos! Por isso eu fiz a boa escolha! 😀

Ao chegar lá acima, em espaço aberto, a paisagem era deslumbrante! Não só porque é linda mas também porque o sol voltava a espreitar por entre as nuvens e provocava o tal efeito que me fascina depois da chuva!

Para trás de mim o castelo e a capela completavam o quadro!

Fiquei ali deslumbrada a deslumbrar-me com o que os meus olhos viam e a minha máquina captava!

Mas ainda não tinha chegado ao topo, a basílica ficava mais acima!

Entrei finalmente nos seus domínios!

A basílica de Valère foi construída entre os séc. XII e XIII como uma igreja fortificada, comuns na época, por isso lhe chamam castelo.

Lá de cima tudo é deslumbrante!

As vinhas, na encosta, com o sol tangente, pareciam resplandecer!

A cidade aos meus pés e o longo vale a seguir!

O aeroporto internacional, mais à frente

A basílica, que não dá para ver de perto pois está embrulhada para obras!

Dentro há uma segunda zona fechada, ouviam-se as pessoas a rezar lá dentro, por isso nem tentei entrar!

Naquele dia o deslumbramento estava cá fora, por isso fui-me embora dali.

O vale é deslumbrante visto de lá de cima, para o outro lado também!

O sol desaparece mais cedo quando estamos entre montes muito altos!

Voltei a descer à cidade que tinha mais 2 ou 3 coisas que eu queria ver…

para além dos caminhos pitorescos típicos de uma cidade medieval!

Como a Cathédrale de Notre-Dame du Clavier, uma construção lindíssima que tem origem lá pelo séc. VIII, numa pequena igreja carolíngia posteriormente alterada no séc. XI, e chega até nós com as proporções e beleza góticas, mantendo o campanário românico.

Logo ao lado fica a Eglise de Saint-Theodule, também gótica, muito menos interessante mas cheia de história, já que é dedicada ao primeiro bispo de Sion, lá pelos anos 500, que abençoa as vinhas do Valais!

Tinha umas esculturas de plástico, ou fibra de qualquer coisa, à porta que davam um ar bizarro ao conjunto!

Em redor das duas igrejas fica o centro histórico e as ruelas mais estreitinhas

Deve ser curioso viver-se sobre um canal! Por aquelas terras é mais ou menos comum, dado que tem de se escoar as águas do degelo!

E fui para a pousada, onde a paisagem era uma casa no meio da vegetação. Se alguém me dissesse que vivia numa casa cor-de-laranja com venezianas roxas eu pensaria que era louco, mas afinal até fica bem o conjunto!

Bebi uma Super Bock, que na Suíça é mais barata que muitas outras cervejas (e melhor), e fiz amigos para conversar e passar parte do serão!

Fim do oitavo dia de viagem..

9 – Passeando até à Suiça 2012 – La Haute route des Alpes – Col du Galibier

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5 de Agosto de 2012

O dia amanheceu meio solarengo, meio enevoado e pingão. É verdade, isso acontece a cada passo nas altas montanhas. Naturalmente que o lado solarengo chamava muito mais alto por mim mas, azar dos azares, era pelo lado pingão que eu devia seguir! Ainda pensei em contrariar o percurso mas eu teria de ir apanhar a chuva de uma maneira ou de outra, não adiantava dar uma volta maior, por caminhos menos bonitos!

Por isso dei por ali umas voltas, retive a respiração e mergulhei! Iria ver o Lago Leman ainda naquele dia…

A cidade de Briançon é muito bonita de apreciar de longe, com o forte sobre uma colina mais elevada e a cidadela mais em baixo, parece um cenário!

Uma pena os fios, sei lá de quê, que estragam um enquadramento destes!

Ao longe o conjunto da “ville Haute”, o forte do castelo, o forte des Salettes e o forte des Têtes.
Com uma longa história de guerra e defesa da fronteira francesa, passou por momentos históricos fortes, desde a idade média, passando pelas guerras mundiais e chega aos nossos dias como cidade de ski e desportos de inverno e cheia de monumentos únicos e classificados!

E segui para o lado do tempo ruim, para o col du Galibier, esperando que a chuva não fosse tanta que me impedisse de ver e fotografar um pouco…

Então comecei a encontrar uma infinidade de motos! Parece que de repente toda a gente ia para onde eu ia!

Depois entendi… era domingo e o povo tinha tirado o dia para ir correr para ali! Ultrapassei e fui ultrapassada diversas vezes por esta moto bizarra, que era mais uma moto de 4 rodas do que verdadeiramente uma moto 4! O tipo devia ficar muito incomodado sempre que eu ia à frente dele pois esforçava-se para caramba para voltar a vir-se meter na minha frente! Por vezes obrigou-me mesmo a travar para ele entrar!

Não me lembro nunca de me ter sentido tão pressionada por outros motociclistas para os deixar passar para o espaço à minha frente onde por vezes não cabia ninguém… detestei a sensação! Não sei se era por eu ser a única moto com um “P” atrás, ou se era por ser mulher, ou se era por a minha Magnifica ser a única no seu estilo/tamanho por ali… só sei que detestei!

Um dos que me apertou, ao ponto de quase me tocar na roda da frente, encontrei-o no chão umas curvas mais à frente! No final da aventura, contando com os 2 acidentes do dia anterior, tinha passado por 6 motos viradas de pernas para o ar, 2 das quais com pendura incluída… Ainda bem que a estrada valia a pena ou ter-me-ia arrependido de a ter feito naquele dia!

Então encontrei a chuva! E foi ela que afastou todo aquele “mosquedo” de mim! (obrigada São Pedro) De repente vi-me sozinha na estrada, apenas eu e alguns carros, as motos iam ficando paradas aos grupos aqui e ali, já não havia mais heróis capazes de se meterem à minha frente? Não, porque chovia bastante, o vento era forte e eu aproveitei para seguir em paz!

E constatei uma triste realidade para um(a) motociclista, que os automobilistas eram muito mais cuidadosos e atenciosos para mim do que todos aqueles motards! Faziam o esforço por se chegar para a beirinha cada vez que eu me aproximava, davam-me pisca a mandar-me passar e tudo! Veio-me diversas vezes à mente aquelas tretas que circulam no Facebook de que motociclista é boa pessoa, é solidário, é amigo, segue códigos de conduta, é irmão… é muitas vezes reles, mal criado e arrogante, cá e lá… infelizmente! E foram os enlatados os melhores colegas de estrada que podia ter tido por ali!

E segui na maior paz, apesar da chuva e dos trovões em cima de mim, é que o São Pedro não parava de me tirar fotografias, eu bem via os flashes!

Cheguei lá acima sozinha! Havia lá um ciclista acampado, alguns carros e a minha Magnífica!

Ninguém na longa e ziguezagueante rua! Não havia mais heróis!

Por muito tempo apenas se via um carro aqui e outro ali e a paisagem era linda!

É tão bonito quando para de chover e o sol volta, a estrada brilha e o céu fica límpido!

As esculturas em feno são comuns, a cada ano vejo-as pelas estradas Francesas, os camponeses são artistas!

Passei em Valloire mas nem parei! Aquilo estava cheio de motos paradas por causa da chuva e eu já estava fartinha de motos e habilidades!

Só voltaria a parar quando chegasse ao lago Leman…

(continua)

8 – Passeando até à Suiça 2012 – La Haute route des Alpes – Col de la Bonette

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4 de Agosto de 2012 – continuação

A princípio a estrada é quase banal, escarpa aqui, monte ali e nada mais denuncia o que ela será mais à frente! Eu nunca tinha feito a “ponta” sul por isso tinha de ir atenta, mas a estrada é fácil de encontrar e de seguir, porque está muito bem sinalizada e, mesmo quando a gente não tem a certeza se fez a boa escolha num entroncamento, uma nova placa aparece logo à frente a desfazer as dúvidas!

Então vamo-nos afastando de Nice e vamo-nos aproximando da beleza da natureza em estado puro!

E há momentos de dilema, curtir a estrada ou apreciar os encantos da paisagem? Vou tentando fazer um pouco de tudo, tirando fotos pelo meio!

A estrada é suficiente longa para permitir um pouco de atenção a tudo o que nos vai rodeando mas, por vezes, tive de parar abruptamente porque um recanto da paisagem me prendeu pelo canto do olho!

No seculo XIX viviam nestas casas cerca de 800 soldados que defendiam a zona fronteiriça, é o Camp des Fourches. No inverno apenas um pequeno grupo de homens ficava ali isolado do mundo pela neve e só conseguiam passar de casa em casa por tuneis feitos na neve alta e densa com tabuas de madeira. Chamavam-lhes “les Dilabes Bleus” (os diabos azuis) pela sua coragem e audácia de ali ficarem e caçarem e viverem!

A estrada parece traçada nos recantos mais bonitos da cordilheira!

Há momentos em que olhamos para trás e vemos o caminho percorrido, serpenteando pelo monte acima!

Então chegamos ao cume

A estrada é mítica para ciclistas e às vezes temos a sensação de que eles sentem que ela lhes pertence! Tive de pedir para se afastarem um pouco para fotografar o “menir” que assinala o ponto máximo mas, mesmo assim, tive de gramar com as biclas lá encostadas!

Mas o encanto contínua, numa nova sequencia de curvas e encantos

A estrada continuava a serpentear por ali fora, linda!

E fui surpreendida pelo primeiro acidente da viagem. Vi as pessoas ao longe e não percebi o que se passava, até passar perto… uma moto de pernas para o ar e um casal meio em mau estado na berma… Eu não teria tirado a foto se soubesse o que se passava, mas não apanhei os feridos, o que foi menos mal…

Mais à frente fica o Forte de Tournoux encrustado no monte. É conhecido por lembrar os templos do Tibete mas, na realidade, é uma construção do fim do sec XVIII e tinha como finalidade proteger a França contra os Italianos.

Tem visitas guiadas e deve ser interessante visita-lo, mas subir todo o monte por escadas estava fora de questão!

E lá andavam os ciclistas por tão belas paisagens a pedalar

A estrada torna-se perigosa quando deixa de ser “cadenciada” por curvas e os condutores se entusiasmam com as retas, sem pensarem que, depois de uma reta há sempre uma curva!

Depois há momentos em que ela parece uma linha num bolso, de tanta volta que dá sobre si própria!

E quanto mais voltas dá mais bonita é a paisagem!

E cheguei a Briançon, onde passaria a noite.

Briançon pertence ao Departamento dos Altos-Alpes e é a cidade mais alta de frança e a segunda mais alta da Europa, depois de Davos na Suíça.

Porque fica ali tão perto da Itália é uma cidade bastante fortificada, com uma cidadela cheia de interesse e edifícios classificados pela Unesco.

Fui para o hotelzinho, onde rapidamente a minha motita arranjou uma filinha de amigas!

Comi uma pizza divinal e brinquei um pouco com a minha máquina, que as nuvens acima da montanha estavam inspiradoras!

Fim do sexto dia de viagem!

7 – Passeando até à Suiça 2012 – Passeando pelo Mónaco

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4 de Agosto de 2012

E mais uma vez a motita deu o dito por não dito e amanheceu como se nada fosse! Tive de concluir que o seu problema fora com a gasolina de Andorra e que certamente tinha alguma gota de água misturada, porque se fosse impureza a moto teria continuado a soluçar e a tossir! Se não o fez mais, deveria ter encontrado água da gasolina e essa passa no filtro sem entupir, só que, como a moto não se move a água, engasgou, tossiu e parou, até passar para baixo, depois nada mais se sentiu!

De repente fiquei supercontente e cheia de vontade de continuar! É que me preparava para fazer grandes caminhos que sem confiança na moto seriam difíceis de fazer!

Era o dia de começar a subida até ao Lac Leman, na Suiça!

Mas antes eu tinha de ver umas coisas, porque era cedo e por isso uma boa hora para ir passear para o Mónaco e porque assim sentiria como estava a minha motita da tosse! E segui contornando a costa até lá!

É um dos percursos bonitos de se fazer mas que pode ser extremamente aborrecido em hora de toda a gente sair para passear os automóveis, por isso queria faze-lo cedinho! Eu nem gosto de carros, porque teria de “levar com eles”?

Tomei um grande pequeno-almoço num ambiente muito giro

A minha Magnífica tinha feito amizade com a GS de um alemão que andava a passear por França com a filha adolescente.

E segui pela estrada mais panorâmica da zona, porque fica ali em cima e nos permite ver tudo, como se estivéssemos no camarote de um anfiteatro!

Eu sei que parei de 100 em 100 metros para tirar fotos semelhantes, mas quem é que consegue evitar de o fazer, com uma paisagem destas?

Èze fica ali em cima, mesmo na borda da estrada… mas não me apeteceu nada pousar a moto e caminhar por ali acima! Quando voltar a passar por ali, já prometi a mim mesma que vou visitar!

E fui-me passear para os jardins do Casino de Monte-Carlo!

Fui caminhando por ali abaixo e reparei que os policias que estavam no local foram muito simpáticos para mim!

Aquilo é bonito sem a multidão por todo o lado!

E lá estava ele, com a escultura em espelho côncavo em frente! Bem, de um lado é côncavo do outro é convexo!

Tinha feito a estrada desde a entrada no Mónaco atrás deste carro! Tem o ferrão do escorpião em cima e tudo! Até fiquei a olhar se não seria um dos elementos da banda, mas não, era um tipo qualquer, provavelmente apenas um fan!

Ainda pensei em ir ao forte, mas tinha de subir até lá acima pois a moto não pode passar! Perguntou-me o polícia que está na rotunda antes, onde eu ia!

“Eu? Eu vou para a Suíça!” respondi.

“Vai para a Suíça por aqui? Mas isto nem tem saída!”

Fez-me lembrar quando perguntaram em Vilar-Formoso ao meu amigo João Luís onde ele ia e ele respondeu que ia para Africa e também lhe perguntaram “por aqui?!” eheheh

Mas houve mais momentos em que me perguntaram onde eu ía e nem sabia o que responder, então perguntava “onde vou neste momento, ou nesta viagem?”

E lá voltei a Nice…

Onde começa a estrada que eu iria fazer

Uma das estradas mais encantadoras e famosas dos Alpes

(continua)