Há quem diga que a felicidade é fugidia, ou que não existe sequer.
Eu digo que, tal como o amor, não se procura, se calhar nem se encontra… aprende-se!
Hoje persegue-se desesperadamente a felicidade e é-se infeliz na mesma proporção desse desespero!
Porque ser-se feliz é também saber-se viver sem felicidade e não nos importarmos com isso, porque não se pode, simplesmente, ser feliz todos os momentos do nosso dia, ou todos os dias da nossa vida!
Problemas existem e temos de saber viver com eles.
Então ser-se feliz é uma capacidade que se tem ou não, que se alimenta ou não, mas que se pode aprender!
Esta capacidade passa pelo saber-se usufruir do que a vida nos vai dando de bom, sem a permanente insatisfação de querer o muito bom e perseguir o fantástico, mesmo sendo inatingível, mesmo sendo desnecessário, mesmo sendo supérfluo… mas saber-se superar o mais positivamente possível dissabores, imprevistos e problemas, que vão surgindo sem ninguém os pedir.
A felicidade não deverá ser apenas um destino, como alguém disse, e sim um modo de viajar!
Não devemos, por isso, negligenciar os momentos agradáveis que vão brindando o nosso dia-a-dia, “guardando-nos” para o grande momento que há-de vir, pois por vezes o melhor da festa está nos preparativos e não na festa em si!
Quantas pessoas deixaram de sair ou passear um pouco porque não havia tempo a perder e isso é para as férias… e essas férias acabaram por nunca chegar…
Quantas pessoas deixaram de “perder” tempo com os filhos para poderem ter tempo para trabalhar mais e dar-lhes uma vida melhor… sem os pais por perto….
Quantas pessoas simplesmente perderam a capacidade de lutar pelos seus sonhos, porque isso é coisa de adolescente… e foram envelhecendo amargos numa vida sem cor…
Quantas pessoas acham que nunca vão ser felizes porque nunca poderão ter o que sonharam… porque sonham muito alto, muito mais, muito fora do que seria necessário para serem verdadeiramente felizes….
(mim, moi, je)