A verdade!

Uma vez li num perfil de um blog:

“Creio que a verdade é perfeita para as matemáticas, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida, a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança contam mais.”

E respondi:

Não posso concordar… de que servem todas estas “coisas” – ilusão, imaginação, desejo ou esperança – sem verdade?

Se a citação falasse de precisão, de rigor, de verdade absoluta, isso nem nas matemáticas vai sendo possível já, quanto mais na vida. Agora VERDADE é a base de tudo!

Quem somos nós se não vivermos com verdade?
Se não agirmos com verdade, se não pensarmos com ela, mesmo no segredo do nosso coração, pois a falta de verdade para nós próprios é a pior das mentiras.

Podemos estar errados muitas vezes, mas se vamos em frente é porque de alguma forma na nossa cabeça nos parece verdade!

E quando não for assim, quando os nossos guias forem apenas a ilusão, a imaginação, o desejo e esperança, sem a VERDADE seremos apenas monstros egoístas…

Vou viajar de novo!

De repente esta viagem que se avizinha parece uma traquinice! Como se eu estivesse a fazer algo errado ou não aceite! Uma sensação que me remete para as minhas primeiras viagens, quando eu partia sem dizer nada a ninguém para que ninguém me dissesse “estás louca? Devias era aproveitar para descansar e ir à praia!” ou “vais sozinha de moto para onde? E se te acontece qualquer coisa?”

Mas eu não gosto de fazer praia!

Eu gosto de admirar a praia, o mar, o horizonte, mas não gosto de fazer praia!

Eu não gosto de descansar parada num lugar, sinto-o como tédio!

Eu não gosto de repetir eternamente o que sempre fiz no verão passado, sinto-o como velhice!

Eu não gosto de multidões em volta de mim, sinto-o como rebanho!

Eu não gosto de desistir do que sonhei, sinto-o como vida adiada!

Eu não gosto de me conformar, sinto-o como o fim!

Sim, eu vou partir de novo, vou voltar a passar dias com as mãos agarradas ao volante quando os calos da última viagem ainda nem desapareceram! E isso faz-me muito feliz!

Eu não estou certa nem errada, apenas tenho de me fazer feliz, porque infeliz, nem eu me poderei aturar, quanto mais os outros!

Voltei a partir o meu porquinho!

Cucu!

Pois é, voltei a partir o meu porquinho para partir de viagem!
Embora este ano tenha sido preenchido de viagens, ainda fui conseguindo engordar o meu porquinho de 2011 para a viagem de Agosto, como venho fazendo de há uns anos a esta parte.

É sempre um ritual que se enche de surpresa e brincadeira pois, embora seja eu quem lá põe o dinheiro, nunca faço a menor ideia do que lá pus!

Não é uma obrigação que tenho, nem um acto regular, apenas de vez em quando pego numa ou duas notas que tenha na carteira e meto-as lá! Não levanto dinheiro do banco para lá por, é sempre dinheiro que recebo de trabalho extra que leva este destino, senão não teria piada alguma!

Este ano rendeu 960€ contra todas as expectativas, já que o Filipe dizia que teria 850 € e eu me ficava pelos 800 €!

Já tenho porquinho novo para o ano que vem, é azul e maior que os outros e estou a ficar com uma colecção de porquinhos partidos: o de 2008 e 2009 era cor de barro, o de 2010 e 2011 era cor-de-rosa e o do ano que vem é azul!

Vou começar a engorda-lo mal volte de viagem! 😉

Mil beijucas

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A respeito de cobardia…

Somos um país que não reclama porque não se quer chatear, mas depois não fala de outro assunto, por todo o lado com todos os amigos, de como foi mal tratado ou injustiçado! Mas nunca o faz com quem de direito!

Esta situação apenas muda se se vislumbra a possibilidade de indemnização. Aí protesta-se até quando não há assunto: “A minha sogra foi tão malzinha para o hospital e morreu lá! Estamos a pensar processar o hospital e tudo!” “mas ela não ía muito malzinha?! Que culpa tem o hospital?” “É? Então não vês na televisão todos os dias negligencias nos hospitais? Eles que paguem!” esta conversa tive-a eu com um… inspirado.

Pagamos o seguro do carro, mas quando batemos fazemos tudo para não activar, nem que este “tudo” seja enganar o prejudicado, arranjando falsas testemunhas e fazer a vítima pagar a merda que fizemos! “Ele que pague ou se arranje pois a minha história está bem contada e até tenho testemunhas, se for preciso!”
Porque se assumo a culpa sou um totó para os amigos…

O que os outros fazem é sempre recriticável, desde que não sejam meus amigos. Pomos defeitos apenas porque foram eles a fazer e não nós. Voto no meu amigo, não porque ele é bom ou tem capacidades e perfil para o cargo mas, simplesmente porque é meu amigo e eu não o posso trair, ainda que traia uma instituição, uma empresa, um país…

Seriedade é uma qualidade que já não faz sentido e a lealdade tem a ver com tudo, menos com o que será correcto.

Somos heróis porque furamos o sistema, somos heróis porque encontramos estratagemas para fugir aos impostos, somos heróis porque ludibriamos, mentimos, enganamos… e por fim ainda dizemos mal do pais e da sociedade que temos, sem pensarmos que nós somos a nossa sociedade, nós somos o nosso país!

(mim, moi, ja)

Quando a gente pensa no que lê…

Um dia alguem escreveu:

“Aprendi que as despedidas doem sempre,
que as fotos nunca substituirão a alegria dos momentos em que foram tiradas,
que as lembranças, boas ou más, me farão sempre chorar,
que as palavras não são mais fortes do que os sentimentos que temos
e que fugir não serve de nada…”

E eu respondi:

Vais aprendendo também que partir sem despedidas dói ainda mais,
que um passado sem fotos é parcialmente esquecido
e que as lembranças embora façam chorar são a nossa história!
As palavras não são mais fortes que os sentimentos mas são muitas vezes tão belas como eles, por isso existe poesia…
fugir, por vezes, serve para nos sentirmos vivos, o coração bate forte e as lágrimas parecem menos dolorosas!…

A gente não pode mudar a realidade, mas pode tentar vê-la de um ângulo melhor…
Beijucas