Hoje parti o meu porquinho!

Hoje parti o meu porquinho… cada vez o faço mais cedo!
As coisas estão tão difíceis que tenho de saber quanto antes com o que posso contar para saber até onde posso ir!

Não importa quanto tinha, importa o que posso fazer com o que tinha…

E está na hora de desenhar algo por onde ir…

Gracinda Ramos e o mototurismo no feminino …

Para quem quiser saber um pouco mais sobre mim…

O meu amigo Paulo Teixeira acabou de publicar no seu “Turismo de Moto” uma entrevista, em tom de conversa entre amigos, muito interessante que tivemos recentemente!

Espero que gostem!

http://www.turismo-de-moto.com/2014/06/06/gracinda-ramos-e-o-mototurismo-no-feminino/

Vou voltar a desenhar caminhos…

Aproxima-se o tempo em que tudo voltará a fazer sentido!
O tempo em que a vida estará na minha estrada, como se sempre assim tivesse sido, porque é logico, porque faz sentido!
Como se depois de um longo periodo de invernação a minha natureza florescesse e o meu espirito se libertasse!
Há algo de tão natural, de tão esperado, porque eu sou uma porção de universo que reage como ele.
Volto a sonhar e, só agora, a pensar em realizar.
Como, onde, quando?
A cada dia algo de novo surgirá no meu espirito, a cada passo de estrada que me propuser fazer.
É tempo de sonhar, só agora, porque até aqui qualquer sonho seria sofrimento, seria impossibilidade ou irrealização.
Tudo funciona como num processo criativo, quando a inspiração para desenhar e pintar vem desenhando e pintando.
Pego nos instrumentos e eles voltam a falar comigo! Pego no mapa e ele volta a falar comigo também!
De repente é como se voltasse verdadeiramente à vida, voltasse ao meu mundo….

Tenho saudades…

Tenho saudades da estrada…

Tenho saudades das pessoas, dos quilómetros, das cidades que se seguem umas às outras cheias de mistérios para eu desvendar…

Tenho saudades de dormir cada noite num sítio diferente e de ir à sua procura sem ter a certeza de o ir encontrar ao fim do “chegada ao destino” do GPS…

Tenho saudades do sol que me queima as pernas mesmo por cima das calças… e do frio que se lhe segue, porque o tempo mudou de repente ao mesmo tempo que eu mudei de país…

Tenho saudades das comidas exóticas, das explicações incompreensíveis dos empregados dos restaurantes, que tentam em vão dizer-me o que é melhor para eu comer…

Tenho saudades da surpresa que é descobrir o que escolheram para mim sem que conseguisse entender o que era…

Tenho saudades de ficar à noite ao luar a saborear uma liberdade absoluta que eu uso apenas em pequena medida, mas muito bem gasta…

Tenho saudades de me sentar perante um recanto, um monumento, uma paisagem e desenhar, porque simplesmente é o que me apetece fazer e eu só faço o que quero!

Tenho saudades de viajar…

Tenho saudades de mim quando viajo…