Cucu!

Enquanto viro e reviro os meus mapas, vou catar mais um pouco à internet e ocupo todo o meu tempo livre nessas procuras, para as minhas próximas viagens… reviver crónicas antigas é muito giro!

Queria lá ir de novo, tenho saudades das viagens, dos caminhos e até do que fui sentindo ao fazer cada crónica…

Vou partir de novo, já em Julho!

Beijucas

Começou a contagem decrescente para partir de novo!

E pronto, começou a contagem decrescente para a partida!

Depois de Roma só há espaço para pensar em Marrocos!

Depois de Marrocos, apenas haverá espaço para pensar na Escócia e a vida vai passando assim, de destino em destino, de paragem em paragem, porque não se pode fazer apenas uma das coisas na vida!

A cada vez que saio do “meu jardim” tenho a sensação, (mais a certeza), de que poderia fazer da minha vida uma eterna viagem! E acaba por o ser, de certa forma, embora seja uma viagem cheia de idas e regressos!

Porque viajo a solo…

Não há conflito dentro de mim, o que eu vejo é o que eu quero ver, o que eu procuro é o que quero encontrar!

As cores os perfumes, a oscilação das temperaturas, a história!

É inebriante cada experiência, cada quilómetro, cada nova aventura. Encontro um vestígio do passado a cada aldeia que cruzo e quero ficar mais um pouco, em silêncio, apenas eu e a fotografia, para ver como o mundo fica am cada enquadramento.

Não quero falar com ninguém, não quero que ninguém fale comigo. Apenas quero viver aquele momento!

Gosto de passar os dias neste silêncio, feito de vento, do ronronar da minha motita e da música do meu Patrick (GPS). Há um mundo dentro de mim que se alimenta e enriquece com estes dias de descoberta silenciosa!

Sento-me numa esplanada e, intimamente, desejo que ninguém se dirija a mim. Puxo do meu caderninho e escrevo ou desenho e espero que me deixem viver este êxtase de momento eterno.

Há um mundo à parte onde volto a cada viagem. Quando parto, algo muda dentro de mim e eu sinto de maneira diferente, desde o primeiro quilometro. Estou de volta à estrada! Mesmo os caminhos dezenas de vezes trilhados, em passeios comuns, ganham outra dimensão ao serem a rampa de lançamento para uma nova viagem…

Tenho medo de viajar acompanhada… eu que viajo só com a minha pessoa, onde meto essa minha companheira de viagem de sempre que sou eu? Quando poderei voltar a dialogar com ela? Quando vou poder puxar do meu caderninho e desenhar, em silêncio, no momento de deixar os sentidos tomarem conta de mim? Onde vou buscar o meu silêncio? Onde vou ouvi-lo como tanto gosto?

Eu gosto das pessoas, eu gosto de companhia, eu gosto de falar… mas viajar, para mim, requer algum silêncio, bastante concentração e muita contemplação….

(Mim moi je)
02.08.2010
Vale D’Aran