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Cucu!
Há coisas inevitáveis, não adianta lutar contra elas!
A gente junta dinheiro, ele é pouco, pensa em não ir a lado nenhum, em ficar e poupar… mas a realidade é que se eu não for, ele acaba por se ir! Porque estou insatisfeita, porque estou irrequieta, e vou andar para um lado e para o outro, e porque estou de férias, que se lixe, até vou almoçar aqui ou ali, e dou mais uma voltinha… e no fim não fui a lado nenhum para poupar e nada poupei…
Vivo rodeada de gente que não pode mais ir mas viajou antes, de gente que nunca foi a lado nenhum e não poderá mais ir, de gente que esperava melhores dias para fazer coisas… e vieram dias piores…
Vou partir de novo sim, poderá ser a última ver que viajo por muito tempo, por isso eu vou!
A MotoTrofa apoia esta viagem e os seus autocolantes ficaram muito bem, a motita está pronta e linda!
A pouco mais de uma semana de partir deixo aqui o mapa “liso” do que pretendo fazer!
Foi feito apenas com os pontos de dormida por isso não está ainda “floreado” com as voltinhas que pretendo dar, mas já dá para ver por onde vou andar!
Espero ir dando noticias!

Cucu!
Mais uns quantos desenhinhos e estou a acabar o conteúdo do meu livrinho mais preenchido…
E cheguei aos 75 desenhos, afinal sou preguiçosa mas desenho o suficiente para ter já uma pequena coleção!
Espanha 2013 – Ourense, a Ponte Maior
Ourense à chuva e a sua Ponte Maior, uma ponte com 20 séculos!
Chovia tanto que nem o fato de chuva tirei, o que me permitia sentar ou encostar facilmente a qualquer coisa e apreciar. É nestes momentos que o guarda-chuva de bolso me faz tanto jeito, pois permite-me fotografar ou desenhar de qualquer maneira. Molha por molha o livrinho estava uma sopa, mas acho que o desenhito não ficou mal de todo!
França 2012 – Châtenois
Châtenois é uma aldeia da Rota dos Vinhos da Alsácia, tão encantadora que fiquei por ali a fotografar cada recanto, sem que as fotos me satisfizessem, por isso peguei no caderninho e pimba, mais um desenhito e outro…
Espanha 2013 – Galiza, Playa de las Catedrales
A Playa de las Catedrales, um desenho do meu último passeio, na Páscoa deste ano…
Aquelas águas são extraordinárias e as praias um deslumbramento…
França 2012 – Artense, Château de Val
O Château de Val foi das últimas coisas bonitas que vi na minha ultima viagem! É um castelo muito fofinho do séc. XIII. Fica na borda do lago de Bort-des-Orgues, bem pertinho de Tulle e podiam-se ver barcos de recreio oferecendo passeios turísticos pelo lago, que não desenhei pois estragavam a minha perspetiva “postal” do sitio. Fiz vários desenhos do castelinho, alguns em papel de aguarela em formato postal. A gente desenha, pinta e por trás tem umas linhinhas para escrever e enviar! Coisas que se inventam!
França 2011 – Normandia, Cimetière militaire allemand de La Cambe
Lá no topo norte de França, fica o Cemitério Militar Alemão de la Cambe, um espaço de 7 hectares onde estão sepultados mais de 21 mil soldados alemães, mortos na batalha da Normandia, entre junho e agosto de 1944… Um jardim lindíssimo, cheio de dor e de morte… Fiquei por ali muito tempo, imaginando como seria um amontoado de mais de 20 mil corpos. Não resisti a sentar na relva e fazer alguns desenhos
…
Beijucas mil 😀
Há quem diga que a felicidade é fugidia, ou que não existe sequer.
Eu digo que, tal como o amor, não se procura, se calhar nem se encontra… aprende-se!
Hoje persegue-se desesperadamente a felicidade e é-se infeliz na mesma proporção desse desespero!
Porque ser-se feliz é também saber-se viver sem felicidade e não nos importarmos com isso, porque não se pode, simplesmente, ser feliz todos os momentos do nosso dia, ou todos os dias da nossa vida!
Problemas existem e temos de saber viver com eles.
Então ser-se feliz é uma capacidade que se tem ou não, que se alimenta ou não, mas que se pode aprender!
Esta capacidade passa pelo saber-se usufruir do que a vida nos vai dando de bom, sem a permanente insatisfação de querer o muito bom e perseguir o fantástico, mesmo sendo inatingível, mesmo sendo desnecessário, mesmo sendo supérfluo… mas saber-se superar o mais positivamente possível dissabores, imprevistos e problemas, que vão surgindo sem ninguém os pedir.
A felicidade não deverá ser apenas um destino, como alguém disse, e sim um modo de viajar!
Não devemos, por isso, negligenciar os momentos agradáveis que vão brindando o nosso dia-a-dia, “guardando-nos” para o grande momento que há-de vir, pois por vezes o melhor da festa está nos preparativos e não na festa em si!
Quantas pessoas deixaram de sair ou passear um pouco porque não havia tempo a perder e isso é para as férias… e essas férias acabaram por nunca chegar…
Quantas pessoas deixaram de “perder” tempo com os filhos para poderem ter tempo para trabalhar mais e dar-lhes uma vida melhor… sem os pais por perto….
Quantas pessoas simplesmente perderam a capacidade de lutar pelos seus sonhos, porque isso é coisa de adolescente… e foram envelhecendo amargos numa vida sem cor…
Quantas pessoas acham que nunca vão ser felizes porque nunca poderão ter o que sonharam… porque sonham muito alto, muito mais, muito fora do que seria necessário para serem verdadeiramente felizes….
(mim, moi, je)
Há preocupações que são infrutíferas e incompreensíveis!
Como se pode viver na ansiedade do pior que pode acontecer, sem entrar em rutura com o equilíbrio emocional?
“Mas se …” dizem-me logo, quando tento fazer ver que o medo não ajuda a resolver coisa nenhuma!
Mas se realmente acontecer o que tanto tememos? Estaremos tão enfraquecidos pela ansiedade e pela cisma do sofrer por antecipação, que não teremos forças para reagir!
“E não te preparas para o pior?”
Claro que sim!
Mas preparar-me para o pior é desenhar estratégias para o superar, e não viver angustiada dia após dia, até os nervos falirem e a depressão tomar conta de tudo, mesmo antes de o pior chegar!
Quando o queixume se torna num vicio, a sensação de inevitabilidade confunde-se com a única sensação possível! Olha-se para a alegria dos outros e deseja-se ser assim mas continua-se a alimentar a dor e o sofrimento. Espera-se que o sofrimento desapareça sozinho e, como isso não acontece, culpa-se a má sorte, a solidão, a falta de oportunidade, sem se deixar de chorar e de queixar. O tempo passa e aceita-se este “não viver” com naturalidade, como se a alegria e a felicidade não fossem feitas para passar naquela porta.
Afinal o problema é que dá trabalho ser feliz…
(mim, moi, je)