Passeando pela Suiça . 2012 – preparando uma viagem!

Cucu!

Pois é, como já vai sendo habito, é Maio, é hora de planear a próxima viagem! Nem é cedo nem é tarde!

Inicialmente, com os cortes e recortes que me fizeram no meu ordenado, pensei que não poderia ir longe, por isso só me restava ir à Suíça! Depois a ideia encheu-se de encanto e encheu-me de alegria! Acabei por vender uma série de quadro e o dinheiro entrou, mas mesmo assim mantive-me na ideia de voltar “ao meu paraíso” com já não faço há muitos anos!

Há muitos anos que não visito aquele país como deve ser, ou porque levo pendura e vou mostrar um pouco do possível no tempo que tenho, ou porque estou a caminho ou de regresso de uma viagem, a verdade é que, desde que de lá voltei, apenas uma viagem foi totalmente dedicada à Suíça, com direito a 13.000km num mês e tudo explorado, de fio a pavio!

Lembro-me que quando lá voltei de moto achei que tudo era mais pequeno do que imaginava naquele país, só depois entendi que o conhecera de autocarro, de bicicleta ou de comboio combinado com bicicleta! De moto tudo se faz muito mais rápido, mesmo que se ande devagar!

Nessa viagem catei todos os recantos e ainda fui até Itália e seus “passos” deslumbrantes! Este ano vou provavelmente para as redondezas do norte, por isso “passos” só os Suíços, que são igualmente deslumbrantes e quero percorrer vários! 😉

Seguramente vou-me encher de fotos, porque cada recanto é cheio de beleza e eu tenho muito tempo para ver tudo, pois desta vez tenho a companhia do meu Patrick, já não andarei apenas pelo mapa!

Beijucas

Passeando pela Suíça – 2012…

Cucu!

A minha viagem de Agosto será um regresso ao passado, no sentido de regresso ao meu paraíso!

A Suíça será para sempre o país que povoa o meu imaginário, porque contém tudo o que me fascina ao mesmo tempo!

Montanhas extraordinárias, planícies e vales deslumbrantes, lagos cheios de beleza e encanto e recordações de um período muito feliz da minha vida!

Conheci o país num momento crucial da minha vida, em que o stress e a preocupação dos meus afazeres de formação e preparação de um futuro profissional e artístico, não foi suficiente para me impedir de o apreciar, de o explorar e de o adorar!

Por causa deste país eu saí um dia do meu canto e comecei a viajar “para longe” sozinha, de moto, para fora do meu jardim à beira mar plantado…

Por causa deste país, a cada vez que saio para passear pela Europa, eu volto lá, para vê-lo, nem que de passagem.

Mas, desta vez, ele volta a ser o grande protagonista da minha vida, por um mês e eu vou voltar a explora-lo como há muitos anos não o faço…

Suíça – o regresso!

Beijucas

18. Marrocos 2012 – Um regresso a casa conturbado!

8 de Abril de 2012

E amanheceu o dia da partida! Estava sol, parece que todo o sol que faltou na viagem se chegava na hora de partir! E ainda bem, pois terminar uma viagem com chuva torna a coisa bem mais triste!

Demos a volta e descemos para o porto pelas “bordas” da Medina

A simplicidade da saída do país contrasta profundamente com a complicação da entrada! Até parece que a droga entra no país e não que sai!

Ao longe a Medina, que faz fronteira com o porto.

E a mesquita dentro do próprio porto, porque há mesquitas onde houver gente para rezar!

Juntam-se os papeis todos e mostra-se tudo de uma vez.

Segue-se pelo lado da fila de todos os carros para a sua frente. Seremos os primeiros a embarcar!

Os primeirinhos mesmo, no porão completamente vazio!

Voltamos ao ritual de amarrar as motos ao chão, não vão elas entusiasmarem-se com o balanço do barco e desatarem a dançar no meio dos carros!

A minha motita já se estava a sentir como um cachorro, sempre amarrada pela trela!

Mas portou-se muito bem! Liiinda (embora cheia de lixo!)!

É sempre no regresso que a gente pode curtir calmamente o ferry, sem documentos para mostrar, nem papelada para preencher, nem filas de gente para superar!

Curioso que, sendo um barco que liga Espanha a Marrocos tenha um aviso em italiano no porão, na zona mais baixa “atenção à cabeça”

Tudo parece mais rápido na volta que na ida, e já estávamos a preparar-nos para desembarcar!

Havia Jeeps portugueses na fila para sair do porto em Tarifa!

E saímos para Espanha, com Marrocos no horizonte…

Então chegava a hora de o grupo ir ficando mais pequeno. Primeiro deixamos o Carlos e a Paula, que ainda iriam passear um pouco no sul de Espanha. Depois deixamos o João que ria passear um pouco no sul de Portugal… E ficamos 5 motos…

Seguimos calmamente subindo a Espanha, talvez almoçar em Sevilha fosse a boa escolha, por isso passamos Jerez de la Frontera, o Luis à frente, eu a seguir, depois o Correia e… ups! Onde andavam eles que de repente não vinha mais ninguém atrás de mim?

Bolas, distrai-me um pouco e perco quem me segue desta maneira? Se calhar não me viram virar e seguiram em frente! O Luis abrandava, também ele esperava ver as motos aparecerem a qualquer momento. Mas isso não aconteceu, por isso voltamos para trás, iriamos procurar os companheiros de viagem onde eles estivessem!

Encontramo-los sentados fora da berma da via-rápida, muito direitinhos, como miúdos da escola!

Tinham passado por um filme de terror! O pneu da moto do Tónica simplesmente estourara!

E o espantoso é que ele segurara a moto, ninguém fora ao chão! Apenas a adrenalina do susto, o esforço por sobreviver, e estavam todos bem! Grande Tónica!

Paramos todas as nossas motos junto da moto “aninhada” e “aninhamos” junto com o Correia, pois então, por uma infinidade de tempo!

Estas coisas de Seguradoras e Assistência em Viagem demora o que tiver de ser, só faltavam ali umas cervejinhas e umas sandocas de cerdo ibérico, de resto, a gente entre amigos está sempre bem!

Estávamos a uns escassos 90 quilómetros de Sevilha e do cerdo ibérico, mas não chegamos lá!

Aproveitei para me deitar e dormir uma soneca, que isto de esperar sem comer dá sono! Os meus colegas de viagem mantinham-se firmes! Oh p’ra mim a vê-los de pernas para o ar!

A polícia passou e quis saber o que se passava.

Horas depois o reboque lá chegou.

Toca de pôr a motita lá em cima e seguir atrás!

A gente tinha de ter a certeza de que o Tónica, a Ângela e a motita ficavam bem entregues e, de preferência, almoçar com eles, já que já sabíamos que ficariam em Jerez até ao dia seguinte, quando o pneu seria substituído, para seguirem para casa depois!

A moto ficaria guardada no armazém do reboque para ir no dia seguinte para a oficina.

E nós fomos encher-nos de comida e cerveja num restaurante em frente, que as barriguinhas já estavam meio coladas às costas, enquanto não chegava o táxi para levar o simpático casal ao hotel onde pernoitaria!

Estava delicioso o meu frango panado com molho de pimenta!

O táxi chegou e a condutora, Mercedes de seu nome, veio tomar um café com a gente, enquanto esperava que acabássemos de almoçar!

O Tónica e a Ângela lá seguiram para Jerez. Nós seguiríamos para casa, depois de corrigir a pressão do meu pneu.

Foi o fim da viagem, de uma viagem cheia de peripécias, de pequenas preocupações, mas cheia de alegria e boa disposição, pequenas histórias para nunca mais esquecer e seguramente para mais tarde recordar.

Ficou muito para ver, de um país de belezas sem fim, de paisagens variadas, impressionantes e surpreendentes e de um povo cheio de simpatia e hospitalidade para nos dar.

Um país para voltar a explorar…

FIM

17. Marrocos 2012 – Ultimos momentos em Africa!

(7 de Abril de 2012 – continuação)

A costa marroquina é mais uma surpresa a explorar, a estrada está em obras e promete vir a tornar-se num belíssimo percurso a fazer mais tarde, quando estiver pronta!

Paramos para comer um peixinho num restaurante que devia ser do melhor que por ali havia, a considerar pela afluência! Ficava mesmo na berma da praia e não parava de chegar gente!

Decidimos comer cá fora, o tempo estava bem melhor que durante a maior parte da viagem, por isso não havia motivo para nos enfiarmos lá dentro!

O calor não era propriamente muito mas a fome e a vontade de comer eram! O João foi incumbindo de ir escolher o “tacho” , 10 peixes grelhados e duas belíssimas saladas mistas com atum!

E os peixes eram ótimos! Mesmo sem facas a gente lá se foi arranjando com garfo e pão!

A paisagem era inspiradora! De um lado o mar, praia e os barquinhos azuis.

Do outro a estrada e o homem que vendia peixe na berma, entre o pó e o fumo dos escapes!

Em frente o caminho a seguir na direção de Martil e o Cabo Negro!

Apesar do lixo na berma das estradas as paisagens continuavam a ser muito bonitas!

Zonas turísticas muito procuradas por europeus e por isso muito arranjadas ao estilo europeu também!

Nas praias pode-se curtir um sol, de cadeirinha e guarda-sol!

Nas ruas apenas areia se pode ver nas bermas, nada que se compare com a entrada na cidade onde os plásticos ainda se amontoam nas bermas, a lembrar as cidades do interior!

E o Cabo Negro fica ali numa ponta, com todas as mordomias e comodidades para agradar ao povo que vem do outro lado do mediterrâneo, com campo de Golf e hotéis e por aí fora..

A areia da praia é meio escura, como no sul de Espanha e tem lixo… o que é uma pena, pois a paisagem é digna de maior cuidado!

Paramos um pouco para ver a paisagem, num local onde se anuncia uma imersão de um recife artificial para preservação da biodiversidade marinha!

As passagens superiores para peões são bem giras por ali, bem como algumas construções que fazem a ligação do ambiente europeu, que está por todo o lado, e o marroquino que deixamos para trás!

Chegamos a Ceuta, onde uma fronteira nos desencorajaria de entrar, mesmo que quiséssemos, e vimo-la mais acima, a entrar pelo mar!

Ao fundo, um enclave espanhol em terras marroquinas…

E as montanhas que a rodeiam

De entre os montes e a estrada que subia e descia, a cada esquina ou descida, a Espanha aparecia-nos no horizonte, para lá do estreito!

Passamos o porto comercial de Tanger e encontramos o primeiro caminho-de-ferro que vimos no país, dentro do porto!

Descobri depois que Marrocos tem sim uma rede de caminho-de-ferro que funciona com regularidade e a preços bastante económicos, embora não tivéssemos passado por nenhum!

E o Mediterrâneo brilhava com o sol de forma deslumbrante ao nosso lado!

do outro lado a Espanha de novo!

Tanger moderna à nossa frente!

Moderna mesmo! Até havia limousines monstruosas todas engalanadas para casamentos junto a hotéis chiques! A tradição já não é o que era!

Voltamos a ficar alojados no mesmo hotel do primeiro dia de viagem e mal abri a janela do quarto fui rapidamente visitada, em jeito e invasão, por uma andorinha! Vi-me enrascada para lhe indicar o caminho de saída pela janela, ela viu-se enrascada para o encontrar!

Depois fomos passear pela cidade, à procura de frasquinhos para pôr areia do deserto, em lojas que, como noutros pontos de Marrocos, vendiam coisas aparentemente velhas! Que tralhas!

Descemos a Medina até à avenida do porto.

E aí começamos a procurar onde jantar

Desta vez foi o Elísio que ficou encarregue de encontrar um local… e levou-nos para um restaurante cheio de charme!

Onde não faltou nada, nem a cerveja, nem a infinidade de tempo de espera pela paelha que pedimos…

A cerveja de produção marroquina foi tão cara como toda a refeição!

E lá veio a paelha. Não estava má, não senhor!

Depois foi voltar para o hotel, para a nossa última noite por terras de Africa!

Fim do 9º dia de viagem

16. Marrocos 2012 – Até ao MEditerrâneo!

(7 de Abril de 2012 – continuação)

Deu tempo para tudo, para ver as novidades, cuscar as lojinhas e as miudezas que por ali havia para comprar!

Os sumos e os chás lá vieram e a gente continuou a catar as lojitas, pois então, enquanto os moços esperavam sentados nas escadas da mesquita.

Então o Elísio não resistiu e também foi cuscar as lojinhas, havia ali um casaquito a chamar-lhe a atenção!

Parecia um toureiro com o casaco enfiado!

Depois tratamos de descer a Medina por outras ruelas azuis e encantadoras

E o bando todo posou para a foto… bem, o bando todo não, porque faltava o Carlos e Paula que já tinha descido e eu que estava atras da máquina fotográfica!

A Ângela lá ia andando com o seu pezinho maroto, como se nada fosse!

Seguíamos explorando recantos cheios de encanto

e portas espantosas que encerravam interiores também espantosamente azuis!

É impossível ficar indiferente àquela beleza azul!

E chegamos ao fim do paraíso azul, com lojinhas e movimento!

As motitas esperavam-nos cá fora a espantar olhos.

Estava na hora de partir de novo!

Seguimos na direção de Tétouan, para a costa mediterrânica, por paisagens extraordinárias proporcionadas pelas montanhas de Rif

Marrocos, o país das mil paisagens!

Os recantos surpreendentes são sempre muitos, mesmo quando pensamos que já nada mais nos pode surpreender!

A natureza em estado puro, com pessoas e animais em esforço de trabalho.

Aproximávamo-nos de uma localidade, Qued Laou , estávamos perto do mar e começava o movimento.

E chegamos a uma feira de coisas velhas! Sempre o Elísio tinha razão, eles só podem ter fábricas de confecionar velharias!

Na berma da estrada um estacionamento de burros

E foi uma dificuldade para sair dali

O Elísio foi aproveitando o tempo para fumar um cigarro, diz ele que o que sabe fazer melhor: fumar! Mas fumar de moto será, certamente, a sua especialização a partir daquele dia!

As vestimentas daquela zona são curiosas, sobretudo os chapéus, grandes e frequentes nas mulheres!

Tudo velho, coisas usadas e velharias, era mesmo o que se vendia! Uma espécie de feira da ladra!

E lá conseguimos passar e chegar ao mar!

O João tratava da toilete, o Correia tirava uma soneca

Na realidade o João arrumava a casa e preparava-se para comer mais um boião de Bledine e o Correia adivinhava que aquele pneu traseiro se estaria a preparar para lhe pregar uma partida!

Os rapazes do grupo puseram-se a brincar para a máquina em automático, mas as da minha maquina ficaram mais giras, senão veja-se:

Todos quietinhos!

Todos a bulir!

E seguimos por uma estrada espantosa… ou pelo menos assim ficará quando acabarem as obras, contornado a costa mediterrânica de Marrocos!

Aquele piso não seria o melhor para uma Pan ou uma FJR, mas depois do treino na lama, qualquer estrada era boa para nós!

E o mar era lindo ali ao lado!

Um espelho azul ali ao lado da estrada rugosa e arenosa!

Lindo de morrer aquele mar!

(continua)