Espírito de viajante?

Eu não tenho espírito de “viajante”, no sentido mais popular entre viajantes motociclistas e admiro as pessoas que o têm, por isso mesmo!

Eu não viajo para onde ninguém foi, não gosto de sofrer nem de imaginar sequer ir “ao engano” e no caminho ir trabalhando para continuar a viagem! Não sonho com ser única nem fazer o que ninguém fez, muito menos em trilhar caminhos nunca antes percorridos!

Eu viajo para ver o que eu quero ver! Pode ser para ver o que toda a gente viu ou não, não importa, quem comanda é a minha curiosidade! Não faço questão de visitar locais míticos, nem superar provas, quilometragens ou provar o que quer que seja!

Não leio livros de viajantes, não sigo roteiros de ninguém, não sei se o que vejo interessa a mais alguém… apenas que o que faço me faz feliz!

Viajar para mim é ir de sítio em sítio, de vila em vila, de cidade em cidade, ver o que cada recanto tem de mais interessante para mim, registar, fotografar e viver momentos de pura felicidade a fazer isso mesmo! Se não fosse exclusivamente condutora de moto, provavelmente algumas viagens seriam mistas, isto é, iria de avião para o destino longínquo, alugaria lá um carro ou moto e cataria tudo por lá. Como apenas tenho a minha motita como companhia ela tem de ir comigo desde a porta da minha casa, e só por isso é que me tornei numa “mototurista”!

A felicidade para mim passa pelo fazer o que gosto mais, primeiro e o que vou gostando menos a seguir, por ordem, até chegar as coisas que só faço quando sou obrigada! Acho que tenho a obrigação de fazer a “minha pessoa” feliz, pois só a tenho a ela como minha!

Almoço de Natal M&D, com direito a muitas motas e um cavalinho!

Cucu!

Hoje foi o almoço de Natal do Fórum Motos & Destinos em Famalicão!

Eu e o meu moçoilo fomos em “passo de passeio” por estradas nacionais e secundárias. Pelo caminho do almoço cruzamos com um cavalo perdido e assustado que corria pela rua a caminho de Paços de Ferreira. Assustava-se cada vez mais com os carros e corria furiosamente para lá e para cá!
Os carros paravam e encostavam para o deixar passar e eu seguia muito devagar atras dele para não o assustar.

Então o Filipe fez-me parar a moto para ligar para a GNR, aí o cavalo estava de regresso, e corria desenfreadamente na nossa direção…

Por momentos o meu moçoilo fez-me lembrar um encantador de cavalos ao tentar acalma-lo! Afinal fez justiça ao seu nome: “Filipe, aquele que gosta de cavalos!”

As pessoas acabaram por apanhar o cavalinho mais à frente e tudo acabou depois de uns quilómetros de correria!

Lá seguimos pelas ruelas que o meu Patrick aconselhava, para isso é que serve um GPS, para indicar caminhos para nós lhe desobedecermos!

Acabamos por “chegar ao destino à esquerda!”, à esquerda não tinha nada e à direita nada tinha, achei eu, por isso segui até à próxima rotunda. Telefonemos!

O povo estava todo na Casa de Camilo mas nós não estávamos longe do restaurante, por isso era só dar por ali uma volta e ver o que houvesse para ver.

Então chegou o Elísio, aquele que vai diretamente ao destino sem perda de tempo, por isso não estava no grupo que andava em visita pela zona.

Um senhor muito simpático levou-nos até ao restaurante, que afinal era mesmo onde “não havia nada” e afinal havia mesmo!

Dois dedos de conversa e o povo lá começou a chegar!

O grupo não se começou a compor! O grupo já vinha composto! E de repente estava tudo cheio de gente! Fantástico!

Olhem só para o grupinho giro que eramos!

O restaurante era muito bonito e simpático, só não sei como é que as pessoas o conseguem descobrir “enfiado” onde está!

Toda a gente se acomodou numa mesa em “u” que ocupava toda a sala! É fixe estar numa sala sem mais ninguém, é tudo nosso e ninguém se sente incomodado com nada que se faça ou diga! Um privilégio!

E que bem que se comeu! Eu nem tirei fotos da comidinha, apenas me limitei a comer, beber e ignorar a dita “fotografadeira”!

E de repente, entre o bacalhau amendoado e o lombo com castanhas, lá vinham 2 pais-natal e um duende, de saco em punho a distribuir presentes! Estes almoços são completíssimos, heim?

Oh p’ra eles tão giros!

As prendinhas, que com a inflação eram confinadas aos 2€, eram originais e mínimas, como convém em quem está em recessão!

De quando em quando faziam-se pausas de exterior para meditação, e que bem que o Elísio meditava!

Havia muita gente em meditação!

Um pouco de chuva para lavar as motitas

E “bora” para casa, que muita gente era de longe e os dias são curtos!

Estava a ver que tinha de enfiar o meu moçoilo num saco do lixo, daqueles muito grandes, para que ele não se molhasse (ele detesta andar de moto à chuva) mas não foi preciso! A chuva nem foi muita.

Ah, tive o cuidado de rolar calmamente, sem passar os 120km/h, por respeito a um pendura que é condutor e stressa lá atrás… eu stressaria com certeza!

Beijucas e bom Natal!

N2 – a mais longa estrada…

Há em Portugal uma estrada mítica que une o Norte ao Sul… uma aventura para viver em duas rodas; numa única jornada, uma experiência única, por uma estrada única.

Chaves – Faro, 26 de novembro de 2011

No final do outono a Espaços Sonoros criou para os motociclistas um evento único: percorrer a mítica Estrada Nacional 2 num só dia, em busca das cores e odores que dão alma a Portugal nesta altura do ano, e que raramente são apreciados por muitos motociclistas, que habitualmente escolhem épocas mais amenas para as suas voltinhas. Este é um evento que propõe um despertar dos sentidos único: a emoção da condução, nesta singular estrada que atravessa todo o país, e a incerteza do clima, que nesta altura do ano é sempre uma incógnita, fazem dele um verdadeiro desafio. Por tudo isto, este é um “passeio” destinado a motociclistas experientes, que não se intimidam com as distâncias ou com o estado do tempo e estão sempre prontos para uma boa Aventura… e esta será única.

Com início na madrugada do dia 26 de novembro no quilómetro 0 da Estrada Nacional 2, na cidade de Chaves, os participantes irão percorrer um traçado o mais semelhante possível com o original, com cerca de 750 kms, de uma só vez, parando apenas para comer e reabastecer. O final, em Faro, está previsto para depois do pôr do sol, e será seguido de um jantar num hotel de topo, onde todos os participantes ficarão alojados e onde poderão confortavelmente recuperar desta aventura, partilhando as suas experiências uns com os outros, num ambiente único.

O número de inscrições para este evento é limitado e estarão abertas a partir do dia 15 de setembro, até ao dia 15 de outubro. Junto com a ficha de inscrição serão divulgados todos os pormenores do evento. As informações bem como a ficha de inscrição vão ser divulgadas através do Facebook da empresa Espaços Sonoros, onde irá ser criado o evento ou por pedido de informação através do email: n2evento@gmail.com

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N2 – a mais longa estrada…

Com início na madrugada do dia 26 de novembro, no quilómetro 0 da Estrada Nacional 2, na cidade de Chaves, os N2riders irão percorrer um traçado o mais semelhante possível ao original, com cerca de 750 kms, de uma só vez, parando apenas para comer e reabastecer. O final, em Faro, está previsto para depois do pôr do sol.

O percurso será disponibilizado aos participantes no formato GPS, incluindo pontos importantes, como perigos, postos de abastecimento e chamadas de atenção para pontos de interesse, embora se disponibilize também num formato alternativo.

Para concluir o N2 – a mais longa estrada… , há um tempo limite estimado pela organização, cujo cumprimento dependerá, não tanto da velocidade, mas antes da disciplina com que os N2riders gerirem as paragens. Tendo em conta o tipo de estrada, em que por vezes é difícil recuperar o tempo perdido, a organização aconselha a que haja alguma atenção às durações das pausas, que, sublinhe-se, devem ser geridas com grande método e disciplina. O tempo previsto pela organização tem em conta uma velocidade bastante moderada e mais duas horas para as paragens.

Durante o percurso, existirão vários pontos de “controlo” que serão validados através de fotografia. Os N2riders terão de tirar uma foto à moto, nos locais indicados pela organização.

Podem participar no evento equipas de 1, 2, ou 3 motos, com ou sem passageiro, sendo que equipas só de 1 moto e sem passageiro terão obrigatoriamente de escolher a opção de quarto individual.
O valor da inscrição é 95 Euros por pessoa, com alojamento em quarto duplo, ou 125 Euros para alojamento em quarto individual. Este valor inclui o seguinte:

– Inscrição;
– Material relativo ao evento (autocolantes, camisola, troféu, etc.);
– Almoço de sábado (on the road);
– Jantar de sábado (“em grande”);
– Dormida de sábado (“em grande”);
– Pequeno-almoço de domingo (… claro que é “em grande”)
– O mais importante de tudo: quilómetros de prazer entre amigos e companheiros das 2 rodas!

(Fonte : https://www.facebook.com/groups/motoolicosanonimos/#!/event.php?eid=216378681748669)