4 – Passeando até à Escócia – Ainda a bela Bretanha!

08 de Agosto de 2011 – continuação

Depois de ter ido tão longe no mapa até Brest, que fica lá bem na pontinha, no recanto mais a Este da França, disse um bocado mal da minha vida! Podia não ter perdido aquele tempo e ido directa para outras paragens que tinha preferido conhecer ou rever, como St Malo ou Le Mont de St Michel! Então dei uma aceleradela pela via-rápida, queria sair de Brest rapidamente, e fui até St Brieuc e reencontrei a tal beleza perdida!

Mais uma cidade muito antiga ligada à história da Bretanha e cheia de vestígios do passado, casas de estuque e madeira com vários séculos, perfeitamente conservadas e dignas de um milhão de fotos!

Mais uma vez fui procurar a igreja/catedral, é sempre por lá que se desenvolve o mais bonito de uma cidade

Catedral de Saint-Etienne de Saint-Brieuc do sec XV

E as casinhas em seu redor, lindas e antiiiigas para caramba!

Aquelas janelas e portas fizeram-me disparar dezenas de fotos!

E segui para Rennes, uma cidade que não visitei há 2 anos quando andei por ali e ficou na minha agenda até agora!

Fiquei um pouco desiludida com a catedral. Com uma história gótica na realidade hoje ela é mais neo-clássica… estava fechada por isso nem pude ver o que ela é por dentro, se conserva algo da sua história medieval ou se é toda posterior!

Tenho de admitir que o meu fascínio fica quase todo nas construções Românicas e Góticas, pela sua grandiosidade e pureza… o neo-clássico ainda me inspira, mas não tanto. Daí para a frente, dispenso o barroco e as suas talhas douradas e só volto a fascinar-me pelo muito moderno!

Ali em volta as casinhas medievais estão por todo o lado no entanto, o que ajudou a desilusão com a catedral posterior!

E a Porte Mordelaise que quase não se dá por ela, embora já tenha sido a porta de Rennes!

Aquelas casinhas com meia dúzia de séculos tão bonitas!


E as portas, sempre as portas!

E isto passa-se numa cidade também moderna, em que ao sair daquele núcleo histórico se depara com uma paisagem como esta!

Magnifica França!

Voltei a Nantes para dormir e partir para Calais no dia seguinte, mais um pouco de França antes de entrar no Reino Unido!

Fim do 3º dia!

3 – Passeando até à Escócia – A bela Bretanha!

08 de Agosto de 2011

Comecei o meu passeio pela Bretanha por Saint Nazaire. A cidade fica na foz do rio Loire e não é feia! Também não é bonita… acho que nem banal é! Uma coisa é certa não é para lá voltar, mas já que ali estava andei a catar!

Encontrei o memorial que foi destruído na segunda guerra pelos Nazis. A personagem parece uma bailarina mas não é! É um soldado da 1ª guerra.

Encontrei uns vasos gigantes engraçados!

O porto mostrava vestígios de festa nocturna e, lá ao fundo, via-se o Bunker de barcos e submarinos durante a II Guerra

Havia fila para visitar o Bunker por dentro mas não me apeteceu ir…

A Bretanha estava ali à beirinha cheia de beleza não queria ver coisas feias! As casinhas são uma delicia por ali, apetece entrar e ver como são por dentro, mas são casas particulares e ali não entrei em nenhuma!

E fui andando por ruelas entre campos até chegar à cidade que me atraia verdadeiramente e essa não só não me desiludiu como me fascinou! A linda Vannes!

Uma cidade medieval, dentro das muralhas de um castelo, encantadora que excedeu as minhas expectativas

Casas com vários séculos permanecem como sempre foram, tortas, inclinadas, mas para ficar!


A catedral gótica de Saint Pierre a espreitar por cima das casas

É espantoso como as casas quase se tocam

Uma cidade que é um postal permanente! Apaixonei-me por ela!

Não conseguia deixar de dar voltas ao castelo e fotografa-lo de todos os ângulos!

Depois de horas de voltas e voltinhas por ali lá me consegui afastar e seguir para Quimper… Vannes não me saía da cabeça! Mas Quimper não lhe fica muito atrás!

Parece que por ali a beleza abunda!

Aquela casinha está forrada por fora com pratos pintados à mão! Havia de ser cá, já tinham desaparecido!

A catedral não pode faltar! É pela catedral que eu me guio numa cidade europeia, pois normalmente é em torno da catedral que se desenvolve o centro histórico de uma cidade.

Passei em Brest e quebrou-se um bocado o encanto…

Não encontrei os encantos da cidade que estava em obras e me saturou só de procurar caminhos…
O forte estava ali em baixo e era tão difícil encontrar o caminho pelos devios e buracos que desisti…

Então fui para Saint Brieuc à procura da beleza perdida!

2 – Passeando até à Escócia – La Rochelle – Nantes

07 de Agosto de 2011

O dia estava cinzento mas não chovia, o dia ideal para viajar já que não queria ver nada de especial até alguns quilómetros lá para cima de França. Subi a região de Aquitaine calmamente, com o Patrick (GPS) a anunciar os radares e o povo a ser apanhado aqui e acolá, por não terem um amigo como o meu que os avisasse! Eheheh

Fui seguindo placas que anunciavam locais históricos e encontrei terrinhas pequenas e cheias de encanto, como Saint-Médard!

Com os seus palácios e ambiente calmo e simpático!
Lembro-me que toda a gente ficava a olhar para mim quando dei uma volta por lá!

Mais à frente uma outra placa anunciava Pons, a torre medieval era descomunal e visível à distância. Fui até lá ver e comer qualquer coisa.

Segui então para La Rochelle que era uma cidade que queria visita ha algum tempo!
Estava um belíssimo sol

mas estava também por lá uma festa cheia de gente! O centro estava fechado ao trânsito e eu lá tive de caminhar para ver de perto o porto e as suas torres.

A porta do centro histórico, “La Grosse Horloge”, mostrava lá dentro um mar de gente comprimida a andar de um lado para o outro. Nem entrei, com pena pois há lá construções do sec XII que gostava de ver!

Fui até às torres do porto, também cheias de gente, tive azar com o dia em que lá passei!
As torres de la Chaine e de Saint-Nicholas

E a torre de La Lanterne

Segui para Nantes com a promessa de voltar a La Rochelle, um dia, com menos gente por lá!

Nantes é atravessada pelo famoso rio Loire, o tal que tem a maior concentração de castelos de França! Descobri lá que é a 6ª maior cidade de França e a 4ª mais visitada, depois de Paris, Nice e Estrasburgo, tudo cidades que adoro!

A revista Times considerou Nantes a cidade com mais vida na Europa! Surpreendente pois era cedo e não havia vida nenhuma por lá! Havia até um certo abandono!

A catedral (gótica) estava fechada e não cheguei a vê-la por dentro! “Que importa, vou ver tantas que esta não me fará falta!” pensava eu comigo e tinha razão! A quantidade delas que vi na viagem fez esquecer esta num instante!

O Castelo dos Duques da Bretanha

Eram 21.00horas e, junto ao castelo, ninguém me deu de comer pois já era tarde!!!
Tive de ir para o outro lado, nos quelhos mais movimentados e cheios de restaurantezinhos para comer! Snobes!

Acho que em viagem sou tão simpática e descontraída como vulnerável à estupidez humana! Fiquei tão aborrecida com aquilo que não voltei ao castelo! Um dia volto para o visitar por dentro…

Entretanto andei a descobrir pormenores curiosos na cidade!

Adorei este candeeiro! Gostava de fazer um assim para mim!

Voltei a passear na catedral e fui dormir.

Fim do 2º dia!

1 – Passeando até à Escócia – Bilbao

06 de Agosto de 2011 – Até Bilbao

Ainda há tão pouco tempo tinha chegado de uma bela passeata pelo norte de Espanha e já estava a preparar-me para partir de novo! A sensação era de estar a fazer uma traquinice!

Quando as pessoas “normais” partem uma vez de vez em quando eu já tinha feito… 3 viagens este ano e estava a preparar-me para voltar a ir…

E a crise? E o dinheiro que o governo me está a tirar a cada mês? A inflação… bolas eu sou uma inconsciente!?!?

Mas de que me serve trabalhar como uma doida, juntar dinheiro, encher um porquinho mealheiro, se não for para fazer o que mais gosto e aquilo porque sonho ano após ano?

“Vou pois, digam o que disserem!”

Tinha partido o porquinho e, surpresa, tinha 960€!

Eram 11 horas da noite e ainda não me tinha dedicado a fazer a mala!

Depois da minha experiencia de ventos fortes, em Marrocos, estava decidida a não levar a top-case. Ela perturba-me bastante a condução com vento, porque sozinha, o vento contorna-me, empanca na dita mala e abana-me toda! Levo menos de tudo e ela fica!

Coube tudo, cabe sempre! Eu não viajo cheia de roupa para mudar e mostrar, não viajo para fazer passagem de modelos e o importante tem mesmo de ir: o fato de chuva, a camisola térmica, as botas de chuva, o resto que se lixe! É pouca roupa? Lava-se e volta-se a vestir.

O meu moçoilo foi levar-me as tralhas até à garagem e tirou-me a únicas fotos que tenho minhas por muito dias! É um querido!

Ninguém diria que estava a partir para 4 semanas de viagem com a motita sem tralhas nem malas extra! Eheheh

Apanhei toda a chuva do mundo logo à saída de casa e por muitos quilómetros! Até Benavente não tive tréguas! Também não havia muito para registar nem visitar, depois de ter viajado tanto por aquelas zonas! Só voltei a sacar da máquina fotográfica em Bilbao!

A primeira vez que passei em Bilbao detestei a cidade! Lembro-me que levava uma pendura que me desgraçou as férias e eu dizia-lhe “a próxima vez que te quiser mandar à medra, vou mandar-te para Bilbao!” de tal maneira detestei a cidade!

Depois, quando fui lá voltando sozinha, comecei a descobrir-lhe os encantos e hoje gosto de lá ir!

Por diversas vezes que passei em Bilbao com a intenção de visitar o Guggenheim. Aquele museu tem dentro uma obra que eu queria muito visitar há anos!

A pousada de juventude era mesmo em frente, do outro lado do rio, e eu só tive de o atravessar para ir visitar o museu.

A minha Magnífica ficou à porta da pousada a espantar olhos!

Não se pode fotografar dentro do museu, mas eu “roubei” uma série de fotos!

As exposições patentes lá dentro não me fizeram arriscar muito fotografar sem autorização, mas a obra de Richard Serra, a que me fez entrar naquele museu, mereceu todo o “risco”!

“La materia del tiempo” uma obra composta de 7 peças extraordinárias, em metal, que nos fazem sentir pequeninos!

Passear-me ali por dentro provocou uma daquelas sensações!

Cá está a obra completa

Mas havia por lá outras obras surpreendentes!

Como obras luminosas que baralhavam a minha maquina fotográfica!

O interior do edifício é surpreendente

Depois de horas a vaguear por ali (cada um gosta do que gosta, né?) lá saí para continuar a explorar o edificio por fora, que é ele mesmo uma obra extraordinária!

E lá fiz eu uns quilómetros a pé para ver aquilo de diversos ângulos!

O rio, que afinal é uma ria! A ria de Bilbao!

Quando apanhei o elevador para descer a ponte, entraram uma raparigas italianas e 2 casais espanhóis. Um dos senhores perguntou se nos éramos todas italianas, eu disse que eu era portuguesa. Concluiu o senhor: “então as meninas italianas são nossas primas, mas esta menina portuguesa é nossa irmã!” tão giro!

Fui para “casa”, da pousada eu podia ver a minha motita e o museu do outro lado do rio, como paisagem!

Fim do primeiro dia!

Londres de novo…

Depois de uma volta alucinante pela Escócia. Precisava de mais tempo e todo o tempo seria pouco! Claro que há sempre o “eu volto cá” mas falta tanto tempo par cá poder voltar!

Há locais que se tornaram míticos para mim, uns apenas pelo nome que se fixou no meu imaginário e sobre ele criou histórias; outros pelas histórias que li; outros ainda pela História que os rodeia! A Escócia reúne tudo isso e muito mais! É quase sagrado aquele solo!

Quis o destino (embora não acredite muito nele) que fosse mesmo às suas portas que a minha Magnífica me abandonasse pela primeira vez na vida! Tenho tanta pena que assim tivesse sido… tenho tanta pena, ao deixar este pais que tanta coisa tivesse ficado por ver e falta tanto tempo para eu poder voltar!

Há momentos em que sinto como se o tempo estivesse contado, como se um dia eu fosse acordar e não poder mais conduzir pelo mundo fora!

Torna-se urgente continuar enquanto a vida mo permite e é tão pouco o muito tempo que tenho!

Tenho de voltar e voltar a esperar até ser livre de novo…