16. Passeando pelos Balcãs… – Até Split, passando pelo Nacionalni park Plitvička jezera

11 de agosto de 2013

Os meus planos eram seguir a rota dos turistas todos, pela costa do Adriático mas, de repente deu-me na telha de ir pelo interior!

Lembrava-me da última vez em que parte do prazer de conduzir junto ao mar se foi com a quantidade de turistas que por ali andava a pastar e decidi explorar caminhos interiores que me fascinaram bastante na época. O calor não era o meu maior amigo, pois estava forte de novo, mas nada a que eu já não estivesse habituada!

A minha ideia era ir a Krka, seguir para Split e por lá dar umas voltas pela costa mas, de repente, não resisti e decidi voltar a visitar o Nacionalni park Plitvicka jezera.

“E voltei ao Parque Nacionalni park Plitvicka jezera… é incontornável! A gente passa perto e não pode deixar de ir visitar de novo! O parque é grande e encantador o suficiente para que o visitemos de novo e de novo, sem nos cansarmos nem termos a sensação de que já está tudo visto! São quilómetros de caminhos e passadiços que nos levam de lago em lago e desta vez escolhi um dos vários percursos bem diferente do que fiz há 3 anos. O deslumbramento é tão surpreendente quanto a frescura que se sente por aqueles trilhos cheios de beleza! A água corre por entre as árvores e a vegetação e o seu restolhar acentua a sensação de prazer de caminhar à fresca! Uma tarde de caminhada serena que retemperou energias para voltar ao enorme calor que se fazia sentir fora daquele paraíso feito de sombra, água e encanto!”

Subi no comboio do parque até ao ponto mais alto e estudei o mapa para fazer um percurso diferente do que fizera na última visita, depois foi só caminhar calmamente por entre paisagens e lagos deslumbrantes!

O parque é composto por 16 lagos visitáveis, situados em desníveis sucessivos que fazem com que eles descarreguem uns sobre os outros, como em degraus!

A água corre por todo o lado, por baixo dos nossos pés muitas das vezes, límpida e transparente, que apetece enfia-los dentro dela a todo o momento!

Depois as águas são muito calcáricas e os sedimentos formaram, e vão continuando a formar, barreiras que fazem as águas empossarem e correrem por entre a vegetação frondosa, provocando ou acentuando as cascatas incomuns porque a água parece furar de qualquer maneira o seu caminho de formas inesperadas e deslumbrantes! Estes lagos são por isso dos poucos locais no planeta onde aparecem novas cascatas a cada ano, o que quer dizer que daqui a uns tempos, ao voltar lá, posso descobrir mudanças na paisagem aquática!

Os lagos são conhecidos pelas suas cores variadas, desde o verde intenso, ao azul profundo ou ao cinzento mesclado!

Há por ali uma série de animais raros em vida selvagem, como ursos, lobos, águias e tigres! Não vi nenhum dos simpáticos bichinhos de 4 patas, apenas de 2, como águias e patos muito atarefados, a pescar o seu almoço!

Há 3 anos eu percorri o parque pelo outro lado destes grandes lagos, lá ao fundo!

Desta vez fiz um passeio mais relaxado e pude apreciar as coisas de ângulo diferente pois o meu tempo era outro!

Em 1991, incidentes entre a polícia croata e sérvio croata, pela disputa do local, marcou aqui o início da desintegração da Jugoslávia, naquele que ficou conhecido como o Incidente dos Lagos Plitvice.

E cheguei ao lago final, onde se pode apanhar o barco para chegar até à entrada P1, dado que eu tinha entrado pela entrada P2, que fica mais acima e mais perto do topo dos lagos.

O povo do barco pôs-se a atirar pedacinhos de pão aos patos, mas os pobres não conseguiam levar a melhor aos peixes que chegavam rápido por baixo e lhes roubavam tudo! Foi uma risota, pois a dada altura eles ficavam tão desorientados com a comida que desaparecia em frentes aos seus olhos que parecia que iam começar às bicadas à peixaria toda! Mas não, impotentes abandonaram o local e foram para longe!

Entretanto passou por nós um barco com um nome sugestivo: Medo!

No desembarque estava o meu almoço! Com toda a multidão a comer por toda uma infinidade de mesas! Era mesmo isso que eu estava a precisar!

Franguinho bem cheiroso e apetitoso!

A entrada P2 era perto por isso caminhei até lá, a minha motita estava placidamente à minha espera, do lado de fora da frescura do parque, onde tinha sido fotografada por um motociclista português do Facebook que publicou há dias uma foto dela ali mesmo! O mundo é pequeno, heim?

E voltei a seguir pelo interior, por serras e montes e vales! O calor era intenso mas a montanha é sempre uma tentação para mim!

O vidro no mínimo, o capacete aberto, o blusão na mala e mesmo assim era insuportável todo o calor!

Eu queria ir até Krka, mas terá de ficar para a próxima vez que ali passe pois naquele dia já só me apetecia ir refugiar-me em Split!

O sítio onde fiquei hospedada era muito bonito, bem na zona mais típica da cidade o que permitiu passear a pé por lá, calmamente, até à hora de jantar!

O movimento nas ruas era muito, as pessoas passeavam e conversavam por todos os lados em clima de descontração. A noite estava bem mais fresca que o dia abrasador e era um descanso para a alma!

Estabelecimentos muito “mimis” e esplanadas muito acolhedoras!

No meio do património que está por todo o lado!

Uns deliciosos 26º eram anunciados como temperatura! Que bom!

E junto ao teatro ficava o Wine Garden, onde eu me fui refugiar e onde ficava a minha hospedaria!

O local é um recanto muito interessante e bonito, que à noite, iluminado, fica com um ar muito romântico!

Conforme o nome indica, era mesmo o Jardim do Vinho, onde se faziam provas de vinho com uma lista interessante de vinho da Dalmacia.

Com 6 copos de vinhos diferentes mais comidinha de petiscar, tudo acompanhado de música ao vivo!

Um belo serão, com gente simpática e alguma conversa também!

E fui dormir que o calor esgota a gente e o corpo precisa se recompor!

E foi o fim do 13º dia de viagem!

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