40 – Passeando até à Escócia – De Ordino até Avila!

1 de Setembro de 2011

É sempre tão difícil voltar…

Olhei para o mapa… olhei pela janela… e os Pirenéus foram mais fortes!

Eu sabia que tinha um trajeto longo para fazer, mas não resisti a torna-lo bem mais longo e ir passear pela cordilheira do meu coração, (depois dos Alpes suíços)…e um caminho que seria de 735 km, de Ordino até Ávila, tornou-se em 1058 km de passeio!

Voltei para trás, dei uma grande volta ao sabor do vento, apenas curtindo a montanha!

Eu estava tão perto do céu, estava mesmo no paraíso!

Os cavalinhos fizeram-me lembrar os Garranos do Gerês, tão lindos e simpáticos! Acho que lhes poderia ter tocado sem que eles se assustassem, de tão perto que me cheguei!

Realmente se o meu paraíso existe é seguramente na montanha!

Depois fui atras de Le Pont du Diable, já perto de Foix (cruzes o que eu andei para trás!) por ruelas onde a minha motita quase teve de ter dobradiças para curvar!

Eu não consigo resistir a nomes desta natureza, apetece-me sempre ir ver o que é uma Ponte do Diabo! eheheh

O rio Ariège, calmo e aparentemente inofensivo, na realidade sobe rapidamente e aumenta o seu caudal de forma surpreendente, conforme diversos sinais avisam no local!

Diz-se que a ponte deve o seu nome a uma lenda:

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Há muito tempo, duas terras, Ginabat e Montoulieu, estavam muito isoladas nas montanhas das fraldas dos Pirenéus porque a travessia do rio era muito perigosa por causa das correntes e redemoinhos, isso tornava muito difícil às populações irem a Foix vender e comprar os seus produtos, pois tinham de fazer longas caminhadas pelas florestas perigosas

Um dia um habitante, tentando resolver esta situação, pede ajuda ao diabo, que lhe construa uma ponte, dado que as populações não tinham condições de a construir por causa da perigosidade do rio. O diabo aceita, na condição de que a primeira alma a atravessar a ponte pronta, seja dele. O pacto foi aceite e numa noite a ponte foi construída.

Mas nenhum habitante das duas terras se atreve a tentar atravessa-la, sabendo do pacto com diabo. Então o homem que fizera o pacto aparece com um gato e fa-lo atravessar a ponte!

O diabo louco de raiva por ter sido engando daquela forma por um mortal desata a saltar e berrar e, com toda a agitação, cai ao rio sendo levado pela corrente forte. Os padres das aldeias acorrem rapidamente a benzer a ponte e a partir dali toda a gente pôde atravessa-la sossegadamente!

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Na realidade o seu nome deve-se ao facto da ponte não parar de se autodestruir no início da sua construção!

Não contente pelo desvio no sentido contrário ao do meu caminho, continuei a catar a zona até Montsegur.

A minha rápida exploração da zona não era inocente! Na realidade eu andava a dar uma pequena volta no País dos Cátaros… uma seita religiosa do sec XIII que considerava, entre outras coisas, que o Papa era um tipo herege! Foram todos mortos e hoje há todo um percurso de castelos que foram ocupados por eles, entre eles o castelo de Montsegur!

Um dia vou fazer um “Passeando pelo país dos Cátaros!” certamente!

O castelo de Montsegur, lindo, lá em cima periclitante no topo de um monte estupidamente alto!

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Não tive coragem de subir lá acima! Teria de o fazer a pé e, depois de um viagem, com tanto quilómetro para fazer… não havia condições!

A cidadezinha de Monsegur fica logo ali em baixo, fofinha!

Tinha de continuar o meu caminho, ou nunca mais chegaria a Ávila!

Mas não conseguia deixar de parar a todo o momento para tirar mais uma foto

A bastante distância ainda se podia ver o monte com o castelo de Montsegur, por cima das árvores!

Passei pelo Col de La Croix Des Morts, muito frequentado por ciclistas

E meti-me pelas ruínhas que eu gosto!

E depois de deambular ainda por uma carrada de quilómetros por ruínhas onde apenas caberia eu e a minha motita, lá cheguei à civilização e a seguir entrei, finalmente, em Espanha!

Onde fui obrigada a guardar a máquina fotográfica pois, logo a seguir, tive de atravessar o temporal e apanhar a chuva toda que não apanhei na Escócia!

Naquela noite a minha casa era em Ávila e era mesmo uma casa por minha conta!

Fim do 27º dia de viagem…

1 – Passeando até à Escócia – Bilbao

06 de Agosto de 2011 – Até Bilbao

Ainda há tão pouco tempo tinha chegado de uma bela passeata pelo norte de Espanha e já estava a preparar-me para partir de novo! A sensação era de estar a fazer uma traquinice!

Quando as pessoas “normais” partem uma vez de vez em quando eu já tinha feito… 3 viagens este ano e estava a preparar-me para voltar a ir…

E a crise? E o dinheiro que o governo me está a tirar a cada mês? A inflação… bolas eu sou uma inconsciente!?!?

Mas de que me serve trabalhar como uma doida, juntar dinheiro, encher um porquinho mealheiro, se não for para fazer o que mais gosto e aquilo porque sonho ano após ano?

“Vou pois, digam o que disserem!”

Tinha partido o porquinho e, surpresa, tinha 960€!

Eram 11 horas da noite e ainda não me tinha dedicado a fazer a mala!

Depois da minha experiencia de ventos fortes, em Marrocos, estava decidida a não levar a top-case. Ela perturba-me bastante a condução com vento, porque sozinha, o vento contorna-me, empanca na dita mala e abana-me toda! Levo menos de tudo e ela fica!

Coube tudo, cabe sempre! Eu não viajo cheia de roupa para mudar e mostrar, não viajo para fazer passagem de modelos e o importante tem mesmo de ir: o fato de chuva, a camisola térmica, as botas de chuva, o resto que se lixe! É pouca roupa? Lava-se e volta-se a vestir.

O meu moçoilo foi levar-me as tralhas até à garagem e tirou-me a únicas fotos que tenho minhas por muito dias! É um querido!

Ninguém diria que estava a partir para 4 semanas de viagem com a motita sem tralhas nem malas extra! Eheheh

Apanhei toda a chuva do mundo logo à saída de casa e por muitos quilómetros! Até Benavente não tive tréguas! Também não havia muito para registar nem visitar, depois de ter viajado tanto por aquelas zonas! Só voltei a sacar da máquina fotográfica em Bilbao!

A primeira vez que passei em Bilbao detestei a cidade! Lembro-me que levava uma pendura que me desgraçou as férias e eu dizia-lhe “a próxima vez que te quiser mandar à medra, vou mandar-te para Bilbao!” de tal maneira detestei a cidade!

Depois, quando fui lá voltando sozinha, comecei a descobrir-lhe os encantos e hoje gosto de lá ir!

Por diversas vezes que passei em Bilbao com a intenção de visitar o Guggenheim. Aquele museu tem dentro uma obra que eu queria muito visitar há anos!

A pousada de juventude era mesmo em frente, do outro lado do rio, e eu só tive de o atravessar para ir visitar o museu.

A minha Magnífica ficou à porta da pousada a espantar olhos!

Não se pode fotografar dentro do museu, mas eu “roubei” uma série de fotos!

As exposições patentes lá dentro não me fizeram arriscar muito fotografar sem autorização, mas a obra de Richard Serra, a que me fez entrar naquele museu, mereceu todo o “risco”!

“La materia del tiempo” uma obra composta de 7 peças extraordinárias, em metal, que nos fazem sentir pequeninos!

Passear-me ali por dentro provocou uma daquelas sensações!

Cá está a obra completa

Mas havia por lá outras obras surpreendentes!

Como obras luminosas que baralhavam a minha maquina fotográfica!

O interior do edifício é surpreendente

Depois de horas a vaguear por ali (cada um gosta do que gosta, né?) lá saí para continuar a explorar o edificio por fora, que é ele mesmo uma obra extraordinária!

E lá fiz eu uns quilómetros a pé para ver aquilo de diversos ângulos!

O rio, que afinal é uma ria! A ria de Bilbao!

Quando apanhei o elevador para descer a ponte, entraram uma raparigas italianas e 2 casais espanhóis. Um dos senhores perguntou se nos éramos todas italianas, eu disse que eu era portuguesa. Concluiu o senhor: “então as meninas italianas são nossas primas, mas esta menina portuguesa é nossa irmã!” tão giro!

Fui para “casa”, da pousada eu podia ver a minha motita e o museu do outro lado do rio, como paisagem!

Fim do primeiro dia!

12 – Passeando pelo Norte de Espanha –Elciego, Villoslada de Cameros, Sória, Olite

13 de Julho de 2011

O vento tinha acalmado no dia seguinte e, embora o céu não estivesse totalmente azul, as nuvens não pareciam ameaçadores e não prometiam chuva. Óptimo!
Fui dar a voltinha de despedida, como gosto de fazer em cada terra que me cativa. Apreciar o contraste da arquitectura do hotel com o ambiente rural e antigo do pueblo. A verdade é que este monumento arquitectónico fez aumentar em 65% o turismo no local!

Passear um pouco por entre as vinha do Marquês de Riscal!

Ao fundo, depois das vinhas, a cathedral e o hotel de Frank Gehry

Mas estas não eram as únicas caves espantosas que eu queria ver, ali perto Calatrava também tinha criou algo de arquitectonicamente espantoso!

E lá estavam ao longe as caves de Ysios, projectadas pelo arquitecto Santiago Calatrava, arquitecto/engenheiro espanhol que projectou também a estação do oriente em Lisboa!

Ao longe a ondulação do telhado faz um efeito quase surrealista na paisagem!

De perto então, é espantosa!

Da frente do edifício pode-se ver o pueblo ao longe, antigo e contrastante!

De longe, do meio da vinha, a Bodega é imponente e bela, mesmo com as nuvens baixas e o céu cinzento!

Ali na zona é tudo Bodegas, e são tantas!

Então seguimos viagem, pelo meio de vinhas e bodegas e penhascos

até Villoslada de Cameros, com a sua ponte medieval, situada no curso alto do rio Iregua, en pleno coração da Sierra de Cebollera

Um pueblo tão bonitinho como de caminhos ingremes, toca a marchar mais um pouco por ali a cima!

A Igreja paroquial de Nuestra Señora del Sagrario, na parte alta do pueblo, construída no século XVII

Continuamos o nosso caminho pela Espanha profunda

Até Sória, onde fomos recebidos pela igreja românicas de Santo Domingo do sec XII, linda!

Sória é uma cidade cheia de interesse histórico que pretendo visitar mais vezes e explorar com calma, pouco a pouco!

Ainda visitei a igreja de San Juan de la Rabanera também so sec XII

Pagava-se 1€ para acender as luzes da igreja!

Na praça encontra-se o palácio de la Deputación do sec XIX com a sua Galeria dos Sorianos Ilustres em 8 estátuas

Pormenores curiosos de um terra a revisitar

Almoçamos ali, acompanhados com um vinhinho de La Rioja

À Saida passamos na ponte sobre o nosso rio Douro!

Não pude deixar de apreciar o nosso rio do norte por terras de Espanha!

E partimos para Olite

Olite é completamente dominada pelo seu magnifico castelo-palácio. De origem muito antiga mas remodelado pela história fora, chega até nós como um palácio de conto de fadas

um cantinho refrescante no jardim suspenso da rainha, lá em cima. No primeiro andar

Aquele castelo parece um labirinto, sobe-se, desce-se, volta-se à esquerda depois à direita… mais um recanto, mais uma torre!

Da muralha pode-se ver a praça principal

A cidade vista lá de cima

A praça medieval, em frente à entrada do castelo

A igreja que pertence ao castelo

A igreja da cidade

Acabamos por ficar ali mesmo, para explorarmos a zona

Fim do oitavo dia

11 – Passeando pelo Norte de Espanha – Santander, Elciego

12 de Julho de 2011

De manhã o dia estava cinzento e prometia “molho”. Estávamos tão perto de Santander que fui até lá para ver a península que estava nos meus planos… depois se veria, conforme o tempo se apresentasse o que faria a seguir.

Do cimo do morro ali mesmo em Cuatro Caminhos podíamos ver a cidade lá ao fundo

Santander estava cinzenta da cor do chumbo!

Mas agora não sairia dali sem ver o que procurava!

Este “sitio” foi um presente da cidade de Santander ao rei espanhol da época (Alfonso XIII) no inicio do sec XX

Como o tempo não ajudava e o Jaky estava cansado de caminhar decidi apanhar o comboiinho para ver a ilha

Não foi uma brilhante ideia porque ele deu a volta sem parar uma única vez e eu gosto de apreciar as coisas com calma e à mina maneira…

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e o palácio lá apareceu, sem que o comboio parasse para a gente o ver melhor!

Depois havia um “ninho” de focas e leões-marinhos muito giros!

Enquanto uns nadavam outros parecia enormes lesmas esticadas no chão sem sol! Não se pode ter tudo!

E havia também um pequeno museu do mar!

Replicas e copias de embarcações que cruzaram oceanos!

Ao longe a cidade… e partimos de novo

O meu percurso era o que tivesse menos chuva, mesmo assim não nos conseguimos safar de um pequeno dilúvio à saída de Santander. Desisti, como já previa no dia anterior, de seguir para Bilbao, afinal eu “passo lá os meus dias” nos últimos tempos, e comecei a descer o país na direcção de la Rioja.

Fui conseguindo fugir à chuva embora o céu permanecesse pesado.
O Jaky atirou-se a um touro que, no meio de uma rotunda em Quintanilla Sopeña, corria atrás de um homem! Passa a chuva e volta a alegria! eheheh

Passamos em Quincoces de Yuso com a sua ponte romana.

Cada vez que saio das estradas mais “famosas”, por caminhos desconhecidos, que até podem parecer suspeitos, delicio-me sempre com o que encontro! Paisagens deslumbrantes, mesmo sem sol!

de repente parecia que andava em Marrocos!

E o Jaky lá se divertia a aparecer nas minhas fotos!

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Encontramos Espejo, um pueblo pequenino mas com duas Torres del Homenaje!

Uma maior, que devia ser o ricaço ali da zona na época!
Na realidade esta é a Torre dos Condes Orgaz (nome sugestivo!) pelos vistos foi muito importante na idade média pela sua posição estratégia na defesa de Castela.
Hoje funciona ali uma escola para pessoas desempregadas que vão recuperando o edifício.

E outra menor, que devia ser de origem mais modesta…

Esta terrinha tem nomes de ruas originais… no mínimo!

E seguimos por searas sem fim!

O destino era Elciego a cidade do vinho. Entramos em La Rioja a capital do vinho espanhol e a paisagem foi realmente mudando, as searas deram quase repentinamente lugar às vinhas!

Aqui já não foi a chuva o que condicionou o meu caminho e sim o vento! Nada que se parecesse com o vendaval de Marrocos, mas suficientemente forte para cansar a gente e para não me deixar tirar fotografias!

Este era um dos pontos altos da minha viagem. Aqui se situam as Bodegas Herderos del Marqués de Riscal onde está situado o hotel projectado pelo famoso arquiteto canadense Frank Gehry, o mesmo que projectou o edifício do museu Guggenheim em Bilbao.
Lá estava ele ali ao longe…

Eu fui até ali para visitar as caves Marqués de Riscal, a mais antiga e tradicional vinicultora do local, com o seu fenomenal hotel “em cima” e valeu a pena!

Fomos recebidos na loja/bar, espaço muito bonito onde se pode comprar e provar vinhos bem como outras iguarias.

O hotel, aquela “coisa” fenomenal fica mesmo ali, domina tudo, sobretudo a nossa atenção!

Espantoso! Inspirado na vinha e sua folhagem…

O arquitecto para idealizar o edifício quis viver na zona durante uma semana para conhecer a vida e rotina das pessoas trabalhadoras da terra. Acabou por as homenagear a elas e à vinha e ao vinho. Quis criar algo vivo e festivo, porque vinho é alegria, e conseguiu!

Dentro do espaço da adega pudemos ver a maqueta do edifício

Mas as caves eram elas próprias assunto de visita à cidade! Aqui produz-se muito vinho

A temperatura de cada um daquelas imensas cubas é controlada por computadores numa sala de controle

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Toda esta tecnologia contrasta com a adega antiga

onde se envelhecem vinhos de qualidade superior e se guardam raridades

Maquinaria antiga que lembra instrumentos de tortura são, na realidade, instrumentos de engarrafar ou abrir garrafas!

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Um ambiente impressionante!

dali saem milhões de garrafas de vinho por mês!

Acabamos a visita com uma prova de vinhos

O branco era uma delícia, o tinto era demasiado áspero para o meu gosto!
A garrafa é comercializada com uma rede dourada a envolve-la porque antigamente o povo bebia o vinho e substituía-o por outro de menor qualidade e, para evitar essa falsificação nas tascas e restaurantes, começou a ser vendido com a rede lacrada, depois de aberta não pode voltar a ser fechada! Hoje faz parte da imagem de marca!

Depois arranjamos uma casinha de turismo rural e assentamos arraiais

A casinha tinha algumas paredes pintadas com muita piada!

O meu quarto tinha um terraço de onde eu via a catedral!

Fomos ver o pueblo mais de perto

muito bonito o pueblo, com vestígios medievais encantadores e outros estilos posteriores como o barroco!

E a noite chegou e o sono também!

Fim do sétimo dia!

10 – Passeando pelo norte de Espanha – Lièbana, Llanes, Santilllana, Santander

11 de Julho de 2011

Começamos o novo dia com um belo pequeno-almoço. O dia estava lindo lá fora mas a promessa da net e da televisão era de chuva, ou céu encoberto, no mínimo!

A minha Magnífica à porta sem malas parecia tão pequenina!

Saímos em direcção a Potes mais uma vez e acabei por ir ver o mosteiro do Santo Toribio de Lièbana, o beato tão famoso por ali. Um mosteiro românico, fundado no sec VI, que fica apenas a 2 km de Potes, mosteiro onde dizem que está o braço direito da cruz de Cristo… mas estava fechado!

Por ali acima existe um percurso pedonal que leva a capelas de outros 6 santos. O Jaky já olhava de lado: mais caminhadas não! Não, eu apenas subi um pouco para fotografar todo o mosteiro!

Fomos até à capela seguinte mas de moto!

Dali podia-se ver Potes ao fundo, no meio dos montes

Era hora se seguir viagem mas, embora não estivesse nos meus planos, não resisti em passas em Covadonga, afinal o Jaky nunca lá tinha ido… fiz um desvio e lá passei pela milésima vez na catedral…

Acho que já devo ter uma dúzia de fotos iguais a estas!

A catedral Neo-romanica… imponente! Faz sempre um efeito visita-la e fotografa-la!

O nosso amigo Pelayo, cada passo volto cá para o ver!

E cá está a imponente! Desta vez não tinha muita gente na frente como costuma!

Vimos a gruta da rua, essa sempre cheia de povo

E fomos numa fugida ver os lagos que… estavam invisíveis! Uma pena!

Seguimos então para a costa, Llanes era o meu destino

Com a sua esplanada junto ao mar em relva

Uma cidade com um porto de pesca ainda activo e que sempre viveu do mar. Cheia de vestígios medievais quando a armada espanhola partia cheia de deste desta terra! Local histórico e bonito!

Ali se realizou um filme “historia de um beijo”. Encontrei outras cadeiras de realizador a cada local que serviu de cenário a filmes!

Basílica menor de Santa María de la Asunción de Llanes do sec XIII

e a redondeza muito pitoresca!

Os espanhóis gostam à brava de colocar escritos no chão!

Continuando chegamos a San Vicente de la Barquera

Uma cidade cheia de vestígios medievais e cheia de beleza também!

A igreja de nossa Senhora de los Angeles do sec XIII

Por fora difícil de definir…

Por dentro claramente gótica! E muito inspiradora!

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O tempo estava ranhoso e fomos seguindo para Santillana del Mar

Santillana del Mar a terra das 3 mentiras: 1º não é santa, 2º não é plana, 3º não é no mar! eheheh

E fui finalmente visitar La Colegiata de Santa Juliana, uma construção românica do sec XII que ainda não tinha conseguido ver por dentro!

o claustro é impressionante, todas as colunas têm capiteis de trabalhados diferentes!

lá dentro o ambiente é sempre impressionante, um recuar no tempo

E lá estava a Santa Juliana em frente ao altar!

Reza a história que a Santa viveu no século III e era uma jovem que foi martirizada na Turquia, os seus restos mortais foram trazidos para Espanha por monges peregrinos.

A cidadezinha continua como sempre a conheci: cheia de gente mesmo com o tempo a ameaçar chuva!

Seguimos para Santander e acabamos por encontrar um hotel super giro em Cuatro Caminos

Dali fomos até à zona portuária comer marisco… pois, nem só de viagens vive um viajante!

E voltamos a casa com a barriguinha muito bem “aconchegada”!

Fim do sexto dia!