As Amazonas

          As Amazonas

Não é um grupo que se formou, são antes duas pessoas que se juntaram num duo de gente que gosta de conduzir moto, de passar sem limites, apreciar o que as paisagens podem proporcionar, seguir sem regras estabelecidas ou trajectos demasiado rígidos, quase sem destino, o que a estrada tem para mostrar.

Juntaram-se para participar no 9º Portugal de Lés-a-lés, Antónia Bessa em Shadow 750cc e Gracinda em Pan European, e baptizaram a equipa como Amazonas, duas mulheres que marcam a diferença sem serem diferentes de ninguém. Marcam a diferença porque se juntam para passear de moto, fazendo quilómetros sem fim e visitando tudo o que vão encontrando no acaso dos seus percursos. A finalidade é descobrir este país que é nosso e que tem tanto para mostrar.

O Lés-a-lés foi o inicio desta aventura, em que percorreram o país de norte a sul, enchendo os olhos com este Portugal profundo. Depois foi a descoberta de Portugal a retalho, como têm vindo a chamar ao acumular de passeios, uns maiores, outros mais próximos de casa, dependendo do tempo disponível.

Esta aventura a retalho fez já este par de mulheres acumular nos conta-quilómetros das suas motos, cerca de 15.000 km desde Junho deste ano, apenas em passeios!

Cada saída conta sempre com estrada de montanha, curvas são uma paixão; quelhos e becos e troços de “piso aventura”, isto é, fora de estrada, estradões de terra ou, simplesmente, piso ruim ou em obras. Não há nada que estas motos não façam, desde que assim apeteça. Alem de se explorarem trajectos e caminhos mais distantes, exploram-se também cidades e lugares próximos, percorrem-se zonas históricas, visitando-se monumentos, exposições e restaurantes típicos. Nem sempre o tempo disponível permite ir muito longe, mas permite sempre sair e descobrir algo de novo.

Recentemente a Honda Shadaw foi substituída pela Honda Deuville, o que veio tornar o duo mais harmonioso, além de trazer mais conforto e empatia na condução, sendo agora as motos mais semelhantes entre si.

Cada tarde de sexta-feira traz a possibilidade de um novo passeio, mas nada se compara com os projectos de passeios de “longo curso” que se preparam para a Páscoa, ao centro/sul do país e para o Verão ao centro da Europa: França, Suiça e Itália.

O mundo está aí, a começar no exterior da nossa porta, pronto para ser descoberto… retalho a retalho!

29.06.07 042

Felicidade é a única finalidade da minha vida!

É tão importante a felicidade como a sobrevivência!

A minha felicidade precisa de alimento constante.

Preciso sair, descontrair, encher os olhos de beleza, de luz de vida…

Preciso mudar os caminhos que percorro, os passos que dou, as paisagens que olho…

Encher os olhos, a alma e o coração de imagens, de infinito…

É tão importante como viver, porque viver é muito além de apenas existir.

Viver tem de ser uma aventura ousada ou não será nada!

Afinal, como alguém dizia, existir consiste em alcançar o que se deseja,

mas felicidade consiste em desejar o que se conquista!

tão perto e tão longe!

Se eu pudesse voar,

o mundo seria a minha casa,

todos os dias da minha vida!

Tudo está tão perto,

ao alcance de um “clic” no rato,

um “enter” no teclado,

uma voltinha relâmpago via net…

e no entanto está tudo tão longe!

Pego na moto e tudo se faz paisagem,

estrada, caminho,

este mundo em que vivemos é fantástico!

Não voo mas “rolo”  por aí, sem limites,

o meu limite é o horizonte

e a hora de voltar ao ninho…

A felicidade constrói-se!

Quando as pessoas são incapazes de ser felizes sozinhas também o serão acompanhadas! Ninguém pode ser imprescindível na nossa vida, apenas desejável…

 Sobre isso alguém escreveu:

“Só quando estás bem contigo mesmo podes estar bem com os outros.

Só quando lidas bem com a tua solidão podes lidar com uma relação.

Necessitas valorizar-te para valorizares, querer-te para quereres, respeitar-te para respeitares e aceitar-te para aceitares, já que ninguém dá o que não tem.

Nenhuma relação te dará a paz que tu mesmo não criares no teu interior, nenhuma relação te dará a felicidade que tu mesmo não construas.

Só poderás ser feliz com outra pessoa quando fores capaz de lhe dizer com convicção: «Não necessito de ti para ser feliz»

Só poderás amar sendo independente até ao ponto de não teres de manipular nem manobrar aqueles que dizes querer.

Só se poderá se feliz quando duas pessoas felizes se unirem para compartilhar a sua felicidade, não para se fazerem felizes uma à outra!

Para amar necessitas uma humilde auto-suficiência, necessitas auto-estima e a prática de uma liberdade responsável.

Pretender que outra pessoa nos faça felizes e preencha todas as nossas expectativas é uma fantasia que só traz frustrações.

Por isso ama-te muito, amadurece e, no dia em que puderes dizer a outra pessoa: «sem ti eu passo bem», nesse dia estarás preparado para viver em casal!”