Começamos a pensar ir ver o sol nascer e se depressa o pensamos mais depressa o fizemos! O que custou mais foi levantar da cama às 3,30h, mas tudo bem. Parece que o despertador foi o mesmo para todos, pois chegamos todos bem na hora.

Depois de um caminho que nenhum de nós conseguiu vislumbrar no meio de nada e de luz nenhuma chegamos onde havia gente!

O nosso guia, que no dia seguinte me quereria comprar com uma série de camelos

Mas nada disto era visível aos nossos olhos tal era a escuridão! Apenas o flash das maquinas nos iam mostrando o que nos rodeava!

E a lua lá em cima meio encoberta

Será que o céu ia estar encoberto e não veríamos o sol nascer?

Sentimos as nossas montadas aproximarem-se na escuridão, vi-as apenas numa ou noutra flashada

São simpáticos os bichinhos, sentam-se para a gente montar, o nosso guia explicava como se fazia, mas uma coisa é ver outra é fazer… outra ainda é conseguir equilíbrio lá no topo quando o camelo se levanta!


Claro que há sempre quem pareça ter nascido em cima de um camelo, só para ns fazer sentir desajeitados e medrosos!

A sensação de caminhar em cima de um camelo… bem não eram camelos, eram dromedários, porque só tinham um bossa… então, a sensação de caminhar em cima de um dromedário, no meio da escuridão da noite, tendo apenas como ponto de luz uma lua meio encoberta é surreal!

Chegamos ao ponto, que para nós era mais uma vez no meio de nada, onde paramos. Subimos à duna bem alta e sentamo-nos no topo, lá bem no vértice onde ela volta a descer vertiginosamente. Os nómadas sentaram-se perto de nos.

Apenas um falava francês e tirou-nos uma fotografia, sentadinhos como putos lá em cima

Eu também lhe tirei uma a ele

E o sol nasceu para nós!






E quando o sol nasce e se faz luz… de repente percebemos que não estamos sós!

Nada sós mesmo!

Ele há gente, dromedários, jeeps, hotéis e tendas….

O deserto está cheio de gente!

E conseguimos ver, pela primeira vez a real cor da areia!

Tenho de mostrar os nossos amigos de dia, pois eram tão giros!

Este dizia “hello”

este mastigava chiclete

este apenas me olhou de lado e nada disse

Este era o meu, já tínhamos conversado tudo na viagem

Este não quis conversa comigo!

e pusemo-nos a andar. O meu dromedário parecia uma avestruz visto de cima!

Aqueles ali somos nós!

Eles andam pela crista da duna, em filinha!

As minhas vizinhas de trás

E eu, como não podia auto-fotografar-me, fotografei a minha sombra e do meu bichinho!

Aqueles “riscos” na areia, são tubos que transportam agua para o deserto onde os nómadas vivem.

E as dunas eram fabulosas…





E a areia acaba e começa o “cascalho” assim, como se de uma manta se tratasse!

Se eu não tivesse ido ao deserto naquela noite teria perdido um pedaço precioso de paraíso…