voyager

Je veux partir loin de chez moi
Et en avoir la nostalgie
Apprendre les langues et les patois
Mais sans l’accent des autres pays

Je veux rêver à mon enfance
Et désirer y revenir
Je veux rêver à des vacances
Sur la terre de mes souvenirs

Je veux partir loin de chez moi
En y laissant un peu ma vie
Ne plus regarder mon endroit
Comme un repère de lennui

Loin de chez moi
Je veux m’en aller
Sans savoir le retour
Lentement m’exiler
Entendre d’autres discours

Je veux m’en aller loin de chez moi
Pour ressentir battre mon coeur
Et pour connaître ce manque en moi
Avoir l’esprit voyageur

Je veux me sentir étranger
Avoir le mal de ma naissance
Sourire pour mieux me retourner
Avoir mon passé en souffrance

Loin de chez moi
Je veux m’en aller
Pour mieux revenir
Lentement m’exiler
Loin de chez moi
Je veux voir ma ville
Sans savoir le retour
Lentement m’exiler
Entendre d’autres discours

Loin de chez moi
Je veux m’en aller
Loin de chez moi
Je veux voir ma ville
Comme une précieuse île
Où je retournerai
Où je retournerai
Retournerai
Retournerai

 

B. Pelletier

voyager

On peut voyager non pour se fuir, chose impossible  mais pour se trouver. Le voyage devient alors un moyen. Il est donc bien vrai que dans ces immenses solitudes que doit traverser un homme de la naissance à la mort, il existe quelques lieux, quelques moments privilégiés où la vue d’un pays agit sur nous, comme un grand musicien sur un instrument banal qu’il révèle, à proprement parler, à lui-même. 
Jean Grenier “les îles”

As minhas férias de Agosto estão à porta!

Está a chegar o momento e sinto como se nada se fosse passar!

De repente é como se não fosse a lado nenhum e se a vida continuasse normalmente, dia após dia sem nada de novo! Estranhamente esta sensação é comum a cada viagem que faço. Mas a verdade é que o momento de partir se aproxima mesmo!

Dia 31 de Julho parto para Madrid onde dormirei 2 noites .

Depois de ter feito a Ruta de la Plata na passada Pascoa, ficou-me uma pequena paixão e uma enorme vontade de visitar mais um pouco de Espanha e não resisti e juntar a esta viagem uma passagem de 2 dias por Madrid, Toledo e Segovia.

Dia 2 de Agosto sigo para San Sebastian onde dormirei 1 noite.

Para visitar a zona, sobretudo Biarritz que ainda não consegui ver direito, embora já la tenha passado diversas vezes.

Dia 3 – sigo para Paris onde dormirei 6 noites.

Em 6 dias pretendo visitar o Vele do Loire e os seus castelos espantosos (e são bastantes), visitar as catedrais das redondezas (e são muitas e lindas), bem como os recantos da cidade, dado que já visitei por dentro os grande monumentos, falta-me só o Louvre (incontornável!)

Dia 9 – Bretanha – Saint Malo onde dormirei 1 noite.

A Bretanha é um recanto de encanto que não posso deixar passar sem visitar e me deliciar.

Dia 10 – Bruxelas onde dormirei 3 noites.

A ideia era fazer a Normandia mais calmamente, mas como não encontrei dormida vou até Bruxelas e volto um pouco atrás para visitar o que não der tempo… Le Mont de Saint Michel que foi o impulsionador desta viagem será o centro deste percurso, tudo o resto ficará para se der tempo!

Dia 13 – Amesterdão onde dormirei 2 noites.

Os seus canais, as suas casinhas, as meninas nas montras! Xi tanta coisa para se ver calmamente! Depois desço pela Alemanha para visitar a catedral de Colonia, linda!

Dia 15 – Estrasburgo onde dormirei 1 noite.

Mais uma catedral espantosa e uma cidade a rever.

Dia 16 – Genève – onde dormirei 9 noites

Para revigorar energias e visitar recantos do passado, que a pressa das ultimas visitas não permitiu rever!Esta cidade fará para sempre parte da minha vida como o meu paraiso perdido, onde estudei e fui feliz…

Dia 25 – Torino – onde dormirei 1 noite.

Cá está uma zona de Italia que me atrai e que ainda não visitei: Torino e Génova! Um caminho diferente de voltar de Genève! Quando soube que tinha ganho uma bolsa de estudo em Genève pensei que era Génova! Eheheheh santa ignorância, só depois é que percebi que não eram pronuncias diferentes para o mesmo nome mas que eram cidades muito diferentes.

Dia 26 – Nice – onde dormirei 1 noite.

Depois de passar por Genova e percorrer a costa até Monaco, explorar uma das zonas mais badaladas e procuradas para além de chique!

Dia 27 – Carcassonne – onde dormirei 2 noites.

Aqui está uma cidade medieval que me anda a chamar a atenção há uns tempos! Depois fica numa zona a visitar calmamente, com Andorra ali tão perto!

Dia 29 – Zaragoza- onde dormirei a ultima noite desta viagem.

Será já o descanso do guerreio! Ou antes da guerreira, antes de chegar a casa e começar a pensar no novo ano de trabalho que começará logo a seguir!

No fim ficará, como de costume, um sensação de vazio que me impedirá de regressar de imediato à terra, mas com o tempo eu recomponho-me e começo a pensar no passeio seguinte, para não deprimir com a vida dura que levo todo o ano!

Vou viajar de novo!

Há coisas que acontecem na vida da gente que parecem avisos… avisos difíceis de ultrapassar! Há pessoas que tomam esses acontecimentos como avisos para que não prossigam, para que não vão em frente, deixem de lado projectos arrojados porque não é o momento certo.

O medo é universal e compreensível, mas não posso deixar que ele se apodere de tudo, muito menos que se apodere de mim! Claro que depois de dar uma “pirueta” no ar (entenda-se duplo mortal) com a minha motita, parte da minha confiança ficou enfraquecida, mas não posso deixar de prosseguir!

Tive um ano esgotante, em que trabalhei demais até ao último momento (leia-se: estou a trabalhar como uma moura pois o ano ainda não acabou!) sinto que devo prosseguir com o meu projecto de viagem, até por uma questão de sanidade mental!

Há algum tempo que não arriscava a partir sozinha para longe ou, pelo menos, por algum tempo, e este ano planeei faze-lo duas vezes. Uma realizou-se na semana Santa ao fazer a Ruta de la Plata, a outra vai realizar-se durante todo o mês de Agosto.

Apesar do azar, (entenda-se asneira) que tive ao destruir a minha motita, a vida compõe-se e a viagem vai realizar-se!

Suisse mon amour…

Como posso esquecer…

Não me venham falar do tempo

que passa e tudo deixa para o esquecimento

 

Não me digam que tudo passa

e que o que foi não voltará a ser

quando a chama não se apaga

Apesar do vendaval, rodopia

 

Como posso eu esquecer…

quando vivi um pequeno paraíso na terra

por pouco tempo, eu sei

com ameaças e incertezas

mas que em nada se igualou

ao mais arrojado dos sonhos

 

É difícil sentir resposta

às ânsias mais profundas e intimas

 

E, quando por um momento isso acontecer

nem que por apenas um dia

será “o dia da minha vida”

que para sempre permanecerá

 

E por isso eu não posso esquecer…

 

G.R. 1997