Je goûte au silence du matin,
Dans la courbe tendre du chemin,
La rosée perle de son écrin,
Dans un chaud soleil de juin.
Mon regard pénètre émerveillé,
Au coeur de ce vallon,
Où se dresse en toute beauté,
La cime fière du Bric Berchet.
Je goûte à l’arôme délicat,
Des fleurs qui guide mes pas,
Tandis que se perche du haut des mélèzes,
Une odeur parfumée de sève,
Le chemins enlace la pente,
Se blottit au creux du ravin,
Le torrent dans le lointain chante
Sous une pluie d’éclats cristallins
Moto porquê ? Moto, Porque não?!
Um dia falaram de mim como “a Gracinda é fanática por motas”… esta designação de mim própria desagradou-me, por não ser verdadeira e por dar uma ideia errada de mim. Não será por usar um veículo pouco convencional numa senhora que passo a ser fanática por ele!!
Eu tenho moto porque não existe outro veículo no meu universo, nem nunca existiu! Não comecei cedo nem tarde a gostar de motos, porque acho que esta opção não teve princípio nem vai ter fim… se calhar nem foi uma opção!
Simplesmente foi o único veículo que surgiu no meu espírito, sem hipótese para outros, desde sempre.
Não é uma questão de paranoia, nem de imagem, nem de herança, pois não há motards na família, nem sequer de paixão… nem de coisa nenhuma… apenas é… inevitável! Faz parte de mim e não me questiono, como nunca me questiono se tenho de me calçar para andar.
Questiono-me sim é se algum dia me vou entusiasmar por um automóvel… e aí começa a dúvida. No entanto tenho feito uma espécie de autoterapia, no sentido de me preparar psicologicamente para a eventualidade de um dia poder ficar incapacitada para conduzir moto… e aí teria de comprar uma “popó”…
Sei que se esse dia chegar todo o interesse pela estrada vai desaparecer… para ser reaprendido… mas quem anda tanto, corre o risco de um dia ter azar… moto é assim!
Não é uma questão de fanatismo, é uma questão de empatia!…
Moto faz parte de mim, como vestir, calçar, montar e partir
Pintar e pensar…
Quer a arte seja figurativa ou não, quer ela seja conceptual, minimal, figuração livre, bad-painting; quer ela apreenda o ready-made ou quer ela jogue com as técnicas da visualização, a obra pretende sempre mostrar o combate do artista contra a matéria que desafia qualquer inscrição no domínio do sentido.
Cada técnica ordena-se à volta do mesmo esquema. O instrumento técnico está incorporado aos materiais que trata, ele prolongou o olho, a mão, o gesto, sem grande dificuldade, sendo a finalidade do trabalho, da obra a mesma – a arte, sem ou com instrumento técnico…
Pintar como quem respira… uma necessidade incontrolável, indescritível… Como pode algo inanimado dar tanta vida, dialogar?
O negro contem a resposta a tudo o que quero dizer. Profundo, limpo, puro… como se fosse possível, tudo encaixa, tudo se harmoniza, suavemente com toda a agressividade que contem! Volume, espaço profundo. Vida …
A luz é o fundamental, tudo gira em seu redor.
(Como se pode permanecer eternamente na escuridão? Confundir pequenos clarões ilusórios com luz?)
Até o preto depende dela, tudo absorve e permanece negro intocável. Tudo conflui para o negro. O negro tudo possui… o negro permanece!
Transcendo-me… não consigo apanhar as pontas…
Olho para o que sai das minhas mãos e não me acho capaz de continuar… É tão longe, tão fora, tão único que tenho medo de me perder e não conseguir lá voltar!
Tenho saudades de mim, de quando as formas flúem sem sofrimentos…
A Geometria
La géométrie est une science lorsqu’on l’apprend
et un art quand on la pratique!
Le savant et l’artiste se différencient parce que l’un démontre
et l’autre montre !
Il faut comprendre que la géométrie est un langage et qu’il concerne et s’applique a tout ce que le mot «forme » recouvre, à commencer – c’est vrai, historiquement – par les formes naturelles, puis celles, inventées, dérivées de l’observation et de la compréhension de ces dernières : la divergence des branches de l’arbre, le sommet et la base de la montagne, le plan du lac, mais avant tout cela, surtout la verticalité de l’être humain.
C’est donc de formes perçues, analysées, abordées par ce qui en est ou semble en être les structures que traite la géométrie ; elle les retient par gestes et tracés simplificateurs.
De cette pratique proviennent d’autres formes conçues mentalement, conceptualisées depuis les débuts de l’humanité : celles d’une géométrie qu’il faut qualifier de technologique, parce qu’utile à construire nos habitations, nos machines et nos instruments de toutes sortes et de toujours.
Suisse mon amour…
Como posso esquecer…
Não me venham falar do tempo
que passa e tudo deixa para o esquecimento
Não me digam que tudo passa
e que o que foi não voltará a ser
quando a chama não se apaga
Apesar do vendaval, rodopia
Como posso eu esquecer…
quando vivi um pequeno paraíso na terra
por pouco tempo, eu sei
com ameaças e incertezas
mas que em nada se igualou
ao mais arrojado dos sonhos
É difícil sentir resposta
às ânsias mais profundas e intimas
E, quando por um momento isso acontecer
nem que por apenas um dia
será “o dia da minha vida”
que para sempre permanecerá
E por isso eu não posso esquecer…
G.R. 1997