7. Paseando por Marrocos – o Atlas Médio – Ifrane

Ao 3º dia fomos dar uma vista de olhos a Fez. Da minha janela conferi que as motitas estavam onde as tínhamos deixado

A moto do Diamantino tinha tido visitas naquela noite!

Do topo do hotel, onde ficava o restaurante podia-se ver a cidade

Hora de partir

A muralha da Medina parece nunca mais acabar

Não cheguei a saber quantos palácios reais e imperiais ali há. Dizia o guarda que este era o palácio imperial e que não se podiam fazer fotos à sua porta ou fachada! Claro que, rapidamente, roubei uma!

Enquanto o resto do povo ia dando uma olhada por ali, mesmo montado nas motos.

Mas chamem o que quiserem aos palácios, lindo lindo era este! O palácio real!

E com os viajantes na frente, melhor ainda! Não, não tirei fotos com a bandeira portuguesa… eu sei que toda a gente faz mas eu não tirei… alguém a deve ter tirado.

Mais uma porta da cidade (ou na cidade)

E partimos… a caminho de Ifrane a cidade mais europeia de Marrocos…

O ambiente era realmente de uma cidade Europeia, sentamo-nos na esplanada do hotel Chamonix e tudo!

só o chá é que era de menta, como sempre!

e o que eles gostavam daquilo, até enjoarem…

E de repente parecia mesmo que estava noutro ponto do mundo!

Até voltar rapidamente ao magnifico Atlas!

Encontramos uma cidadezinha para parar e abastecer… e para eu meditar…

A palavra Atlas ganhou outro significado para mim, depois daqueles dias!

6. Passeando por Marrocos – Volubilis – Fez

Depois levantamos âncora, as motitas tinham ficado guardadas ainda dentro do restaurante do hotel, e fizemo-nos à estrada. Felicidade absoluta: o vento tinha praticamente passado! Que alegria!

Até as paisagens eram mais bonitos sem a ventania a incomodar! As vaquinhas e tal, e gente podia bem com elas, vento é que não!

Chefchaouen ao longe, na encosta do monte

Paramos na berma da estrada para almoçar

À sombra de arvores e guarda-sóis

Comemos tagines de carne e legumes (a minha estava optima! Do melhor que por lá comi!)

Comemos também tagines de carne com cebola e passas (nem provei… detesto cebola!)

Viriamos a constatar durante a viagem, que frequentemente os “botecos” não tinham capacidade para servir assim 14 pessoas de repente, pelo simples facto de que, cada tagine, que normalmente é para uma pessoa, ocupa uma boca de gás ou de fogo!!

O que mais se bebia era coca cola, como se pode comprovar pelo que diz no rótulo!

O pão era óptimo e, eu que adoro pão, fui percebendo que, se é bom come-se, porque o que vem a seguir para comer pode não ser!

E antes que gastasse o dinheiro todo tirei-lhe uma foto, pois não querendo trazer notas para recordação, queria ficar com uma imagem dos dirhams!

E voltamos à Estrada

Havia momentos em que não me bastava tirar uma foto em andamento e tinha de parar…

Outras tirei-as mesmo em andamento e ficaram divinais! Estou a ficar especialista de fotografar e conduzir ao mesmo tempo!

E chegamos a Volubilis onde se situam as Ruínas Romanas , Património UNESCO da Humanidade desde 1997… outro ponto alto desta viagem…

Depois de negociado o preço do estacionamento das 9 motos (que deveriam pagar 90 Dhrs e acabaram por pagar 17 Dhrs e não se fala mais do assunto) foi hora de voltar ao passado!

O bando, todo catita a aproximar-se do local

E a gente apercebe-se de está a pisar um espaço que foi importante, senão grandioso!

Sabe-se que ali existiu uma grande cidade com uns 20.000 habitantes e nota-se pela dimensão do que resta…

Hoje continua habitada por outro tipo de habitantes!

Ao longe Moulay Idris

A entrada da cidade, com a avenida principal a levar ao arco do triunfo! E eu ali, a ver se aquilo não caía tudo!

E tinhamos de ir embora!

Seguimos para Fez e “contratamos” um guia de motoreta para nos levar ao hotel e não precisarmos de andar de lado para lado à perguntar a uns e a outros, já que os Gps não conhecem nada bem Marrocos!

E foi direitinho!

Não era aconselhável andarmos sozinhos por ali por isso fomos dar uma voltinha pela cidade de táxi! Foi giro e deu fotos curiosas!

Portões do palácio real

Aquilo é tudo em cobre!

Imponente aquele portão!

Depois fomos dar a volta à medina, aqui é uma das portas

Esta foto foi tirada de dentro do carro e ficou curiosa!

A muralha da medina

E Fez vista lá de cima, com a lua como farol!

E fomos dormir satisfeitos…

5. Passeando por Marrocos – Chefchaouen

A verdadeira beleza de Marocos começa a seguir!

Neste primeiro dia tudo me surgiu ao espírito, do tipo, que bonita paisagem com construções tão feias, decadentes e inacabadas!

Que pena não haver, aparentemente, um recanto habitado bonito!

Entretanto entramos em Chefchaouen que, até chegarmos à Medina, nada parecia ter de melhor em relação ao que já tínhamos visto… mas aquela Medina é um mundo azul inesquecível…

Tomamos um óptimo pequeno-almoço, que foi sempre a melhor refeição de cada dia

E partimos para uma visita guiada pelo filhote do dono do hotel, pela Medina azul

A cidade em si tem o seu interesse

Mas a Medina é a verdadeira surpresa e a entrada não deixa prever a beleza do interior

Caiam-se as casa de azul, uma mistura de cal com pigmento anil, para afastar os mosquitos.

Não podíamos encontrar melhor cenário para uma foto de grupo!

Também há comércio e também há sujidade, mas com aquele azul magnífico, fica a sensação de limpeza!

Recantos lindissimos e portas pequeninas!!

E as senhoras pintam as casas

E o Jorge foi dar uma ajuda!

As senhoras acharam-lhe muita graça!

Desculpem a quantidade de fotos, mas esta era uma das cidades que eu mais queria visitar em Marrocos e não me desiludiu!

3. Passeando por Marrocos – fim do primeiro dia!

Depois veio a burocracia da alfandega marroquina, onde a autoridade tem de ser respeitada, mas onde às vezes é difícil saber quem ela é, já que qualquer fulano anda por ali, com um cartão pendurado ao peito a preencher papeis e não tem nada a ver com a autoridade!!

Aquilo, em cima da minha motita é o meu pé!… enquanto esperava, pacientemente, que nos mandassem seguir…

E passamos, finalmente! Aquele “v” do Vitor deve ser a festejar o facto: estávamos em Tanger!


Então veio mais vento, mais luta…

Escrevia eu naquela noite:

[i]“ A violência do vento, além de me cansar, stressa-me!

Não suporto a ideia de poder estar a atrasar todo um grupo, mas o vento simplesmente não me deixa andar!

A cada curva do caminho senti-o atacar-me, como um bandido! E a cada curva temi cair!

Puxa, será que Marrocos é todo assim? Serei eu capaz de aguentar 8 dias disto, com o meu cotovelo a doer, cada vez mais, e uma moto enlouquecida pelo vento, nas mãos?

Hoje está vencida a luta… amanhã se verá!”[/i]

Chegamos a Chefchaouen

Fomos recebidos com um chá de menta, que alegrou os ânimos, pois eu nunca me lembrei que o que me atrasava a mim também atrasaria os outros, o vento quando nasce, é como o sol, é para todos!

A casa era modesta mas bastante simpática

Andei a cuscar alguns recantos

E depois foi-nos servido o primeiro jantar de tagine para todos!

Almondegas com ovo escalfado. Gostei bastante!

E tortilha para a amiga Maria que não come carne

Depois era hora de descansar e o dono do Hotel arrumou todo o espaço para que a gente guardasse a motos lá dentro! Foi super simpático!

Assim todos pudemos dormir em paz!

2. Passeando por Marrocos – ainda o primeiro dia

Foi depois de nos encontrarmos todos e de uns simpáticos quilómetros em conjunto que o vento apareceu! E parecia que nos queria levar pelo ar! Este vento que nos acompanharia até Tarifa, durante a travessia e por grande parte do trajecto até Chefchaouen…

A passagem pela fronteira foi o primeiro impacto com o mundo que iríamos visitar!

Algumas ordens contraditórias mas lá pousamos as motos para tartar das papeladas.

E começou o “monta-desmonta-e-anda-só-um –bocadinho”

Houve quem se transformasse imediatamente em Taliban, mas nem por isso conseguiu passar primeiro!

E la entramos e amarramos as motitas


Mas a parte melhor estava para vir, na fronteira do lado de Marrocos